Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 31/05/2016

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C – 05 de junho de 2016

Leituras

1Reis 17,17-24: Olha, o teu filho está vivo.
Salmo 29/30,2a.4-6.11-13b: O Senhor nos faz reviver.
Gálatas 1,11-19: O Evangelho é proclamado entre os pagãos.
Lucas 7,11-17: Deus visitou o seu povo.

“JOVEM, EU TE ORDENO, LEVANTA-TE!”

images
1- PONTO DE PARTIDA

Hoje é o Domingo da ressurreição do filho da viúva de Naim. Lucas quer mostrar com esse relato a chegada dos tempos messiânicos da salvação para todos e que
Jesus é o Senhor da vida e o Senhor da morte. “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo” mostrando que Ele vem em socorro de seu povo sofrido tendo compaixão da mulher viúva.

O Evangelho de hoje relata que Jesus ressuscitou um jovem, único filho de uma mãe viúva. Diante de tantos milagres que o Evangelho narra, muita gente se pergunta: Jesus fez, realmente tantos milagres? Por que não acontecem mais hoje?

A Palavra evangélica narrada por Lucas nos coloca no caminho com Jesus, seus discípulos e uma multidão. E mais uma vez, juntamente com a viúva de Naim, vemos Jesus cheio de compaixão diante da dor humana.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – 1Reis 17,17-24. A primeira leitura é tirada do primeiro livro dos Reis. Faz parte do bloco (17,1—22,54) que contém histórias primitivas sobre profetas e seus discípulos. Com o capítulo 17 começa a história de Elias.

O nome Elias significa “O Senhor é meu Deus”, que equivale a um grito de guerra. Elias foi um profeta de fogo (cf. Eclesiástico 48,1), um homem como nós (cf. Tiago 5,17), a serviço de Deus (cf. 1Reis 18,15; 17,1), que impôs com sua riqueza espiritual. Elias é também um profeta solidário, sem comunidade de apoio, dependendo somente do Senhor, que o envia e conduz.

Naqueles dias o filho da viúva ficou doente e ficou sem respiração (versículo 17) – morte real como decorre no contexto, das palavras da mãe (versículo 20), da oração de Elias e da descrição de seu efeito: “reviveu” (versículos 21s). A mulher em sua aflição pôs sua confiança no homem de Deus. Exclui-se qualquer interpretação naturalista: falta de respiração, desmaio ou catalepsia. O grito da mulher – “Que há entre mim e ti, homem de Deus” (versículo 18) – revela o espanto diante da santidade, porque um homem de Deus era como testemunha oficial, cuja presença descobria as faltas escondidas e atraia o castigo de Deus. A viúva se reconheceu pecadora diante da santidade do profeta: acusação humilde, de um lado, e súplica ardente, por outro lado; sente-se culpada, por seus pecados, da morte do filho e, indiretamente, atribui sua desgraça ao hóspede.

A expressão: o “que há entre mim e ti”, segundo os especialistas, pode exprimir respeito, humildade e mútuo acordo, como também repulsa ou dessentimento entre ambos: a viúva, segundo alguns, teria reagido face à intromissão em sua vida por parte do profeta, atraindo sobre ela o olhar de Deus, que a castiga por seus pecados. O milagre (versículos 19ss) é semelhante ao da ressurreição do filho da sunamita, feito por Eliseu (2Reis 4,34),e ao de Êutico, pelo Apóstolo Paulo (Atos 20,10).

Elias roga com instância a Deus para que intervenha através de dele, seu instrumento. Mas é Deus quem realiza o prodígio a pedido e por meio de Elias.

Os milagres da multiplicação do óleo e da farinha e a ressurreição do único filho da viúva de Sarepta são o segundo e o terceiro relatos de atos do poder divino por meio de Elias. Sarepta era um pequeno povoado na Fenícia, região de Jezabel, com o seu culto estrangeiro, isto é. O poder do Senhor se estende também a essa terra pagã por meio do profeta.

O profeta foi simples instrumento, não causa eficiente do prodígio, pois colaborou com a primeira causa – Deus tem pena daquela que se mostrou tão generosa com seu profeta, cuja oração foi atendida; ressuscitado o moço, Elias o entregou à sua mãe, que se exultou de fé e admiração. Grande milagre sem precedentes em Israel. Que diferença entre a súplica e os esforços de Elias e a Palavra onipotente de Jesus no milagre de Naim! Os maiores profetas do Primeiro Testamento não passam de simples servos. Cristo é o Senhor da vida e da morte. A atitude de Elias, inclinando-se três vezes sobre o rapaz, como para identificar-se a ele e lhe comunicar sua própria vida, era apenas uma oração, ao passo que Jesus, o Filho de Deus, em sua infinita bondade, se abaixara até assumir nossa natureza para vivificá-la e divinizá-la.

Salmo responsorial 29/30,2a.4-6.11-13b. Salmo de ação de graças pela libertação de uma doença fatal ou um perigo de morte. O tema dos inimigos pode ser real ou pode ser imagem convencional do perigo já passado, que parece ter sido uma grave doença. No sentido de livrar da morte no momento extremo. Os abismos (Xeol) é a morada dos mortos.

A ação de graças individual se estende a outras pessoas, transformando a libertação individual numa doutrina geral. A ira de Deus é a sua reação pessoal diante do pecado.

O salmista conta a sua própria experiência, dialogando com Deus e, voz alta: a confiança inicial, a prova que desconcerta a vida, a súplica agitada frente ao perigo de morte. As mudanças da vida são obras de Deus: quando Ele esconde a face, o ser humano sente solidão.

O rosto de Deus. Evidentemente estamos mais uma vez diante do Deus da Aliança que ouve o clamor dos que sofrem. Aqui está o rosto de Deus: compaixão, bondade e abrigo protetor.
Percorrendo o Novo Testamento, nota-se que Jesus é a presença de Deus junto aos que suplicam. Muitos devem a Ele o reconhecimento r o louvor pela libertação adquirida.

Cantando este Salmo na celebração deste domingo, peçamos ao Senhor que nos livre de todos os perigos e transforme nosso pranto em uma festa.

EU VO EXALTO, Ó SENHOR, POIS ME LIVRASTES
E PRESERVASTE MIN HÁ VIDA DA MORTE!

Segunda leitura – Gálatas 1,11-19. Paulo afirma que deve seu Evangelho a uma revelação divina e não à comunidade cristã de Jerusalém (versículos 11-12). É verdade que Paulo deve a esta comunidade muitas fórmulas e tradições (cf. 1Coríntios 15,1-8), mas o conteúdo mesmo de sua mensagem é de ordem “apocalíptica”, isto é, revelação.

É bom saber o contexto da Carta aos Gálatas. Alguns cristãos vindos do judaísmo perturbavam (Gálatas 5,10) a comunidade (Gálatas 1,6.8), pregando um outro evangelho, onde eles negavam a autoridade apostólica de Paulo, querendo separá-lo da sua comunidade (Gálatas 4,17). Estes judeus pregavam a prática da Lei (circuncisão, festas judaicas, pureza ritual – cf. 4,10; 5,1ss; 6,12) como necessárias para a salvação. Percebemos com isto que a carta é escrita num tom polêmico, onde Paulo reivindica sua autoridade apostólica e defende o Evangelho da graça, a salvação pela fé e não pelas obras da Lei.

O versículo 11 inicia de um modo solene, onde Paulo introduz um fragmento “querigmático” sobre a morte e ressurreição de Cristo, dizendo que ele transmitiu o que recebeu. Aqui no versículo 12 (cf. versículo 16) Paulo reivindica a origem divina do seu Evangelho. Ele o recebeu e o aprendeu diretamente de Cristo por uma revelação e sua própria missão de apóstolo dos pagãos. É uma clara referencia indireta à visão de Damasco. O Evangelho de é a doutrina que ele ensina aos pagãos e inclui a liberdade diante da Lei de Moisés. É claro que é o mesmo Evangelho de Jesus Cristo (cf. Gálatas 1,7s), pregado em Jerusalém. Só que aqui Paulo salienta a liberdade diante da Lei de Moisés que os pagãos desconheciam. Com a expressão “meu evangelho” ele quer salientar justamente a possibilidade de salvação para todas as pessoas pela fé em Cristo (cf. Romanos 2,16).

Paulo afirma que Deus o separou desde o ventre materno (cf. vocação de Jeremias 1,5); e vocação do “Servo de Javé” (Isaias 49,1) e o chamou gratuitamente, revelou nele seu Filho para ele o evangelizar entre os pagãos. O versículo 16 revela a consciência que Paulo tinha da sua vocação apostólica. Ele foi à Arábia (provavelmente se refere ao reino nabateu de Aretas cf. 2Coríntios 11,32). Depois voltou a Damasco e após ter anos foi a Jerusalém para avistar-se (em grego “istoresai”) com Pedro e ficou 15 dias com ele. Naquele tempo a sede da Igreja era em Jerusalém, depois passou para Antioquia e finalmente Roma. Discute-se o significado preciso deste verbo. Parece que significa “averiguar”, “investigar”, “fazer uma visita a alguém ou a algum lugar importante para investigar alguma coisa”. Paulo visitou Pedro para se informar sobre a doutrina e ministério de Jesus. Durante este tempo ele inteirou das tradições de Jerusalém, cuja Igreja Tiago dirigia (cf. Atos 15, 13ss; 21,18ss).

Paulo entra em contato com Jerusalém (versículo 17 ou Gálatas 2,1-2), não para verificar se seu evangelho está correto, mas para defender seu princípio de um evangelho para as nações (portanto, para os pagãos ter um acesso a Cristo sem a Lei de Moisés e sem a circuncisão). De fato, não podia haver uma desaprovação dos Doze Apóstolos em relação a um Evangelho proveniente do próprio Deus, mas Paulo faz muita questão de seus contatos com os apóstolos em Jerusalém, para salientar a unidade da missão. Ele recebe a concordância dos Apóstolos de Jerusalém, não que tenha alguma hesitação quanto ao conteúdo de seu Evangelho, mas porque ele não quer cometer o menor atentado à unidade da missão da Igreja. Unidade e missão estão inseparavelmente unidas na Igreja de Cristo.

Só haverá verdadeira missão na Igreja na unidade. Devemos admitir que certo tipo de unidade, a uniformidade, mata a missão. Se a Igreja repousa nos Doze Apóstolos, e em Paulo, o décimo terceiro, e não num só, é para manifestar que sua missão depende de uma diversidade de mentalidades e de culturas reduzidas à unidade total da colegialidade. Indo a Jerusalém, Paulo não foi procurar instruções unilaterais e uniformes, mas quis integrar sua orientação na colegialidade para que, lá mesmo onde tomava opções originais, os outros apóstolos reconhecessem agindo o único Evangelho.

Evangelho – Lucas 7,11-17. O jovem de Naim ressuscitou graças a Jesus, enquanto era levado para o cemitério; Lázaro, enterrado a quatro dias; a filha de Jairo, logo após a morte. Naim (“na’im” significa bela, graciosa), aldeia a uns 10 km a sudeste de Nazaré, próxima ao limite meridional da Galiléia, na ladeira norte do monte Tabor, a umas 7 ou 8 horas de Cafarnaum, à beira da estrada que, do lago de Tiberíades, ao longo das fraldas do Tabor e pela planície de Esdrelon, conduzia à Samaria. Lucas habitualmente chama de “cidade” a qualquer povoação.

Jesus se dirigia a Naim, acompanhado de seus discípulos e de grande multidão, entusiasmada com os milagres. O ritual dos rabinos legislava que, ao encontrar-se com um cortejo fúnebre, as pessoas se incorporassem a ele. À porta da cidade deu-se o encontro de dois cortejos: um guiado pelo doador da vida e outro presidido pela morte; Pedro, depois de Pentecostes, dissera: “Vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que libertastes um assassino (Barrabás), matastes o príncipe da vida, que Deus ressuscitou dos mortos” (Atos 3,14s). A descrição no versículo 12 é comovente: chegando Jesus perto da porta a aldeia (pequena porque tinha uma só porta), deparou-se com um enterro de filho único, cuja mãe era viúva (cf. 8,42 = Marcos 5,23; 9,38 = Marcos 9,17); marido e filho haviam morrido cedo e a morte prematura era tida como castigo de pecado. Imensa devia ser a aflição daquela mulher (cf. Jeremias 6,26; Amós 8,10; Zacarias 12,10) e, portanto digna de compaixão. Compreende-se a presença de uma multidão, partilhando da dor da pobre viúva, isto é, um dos grandes deveres de amor no judaísmo, superior até ao estudo da Lei, que se podia omitir para fazer tal obra de misericórdia. Para a mulher o filho tornava possível a vida, nele ela possuía amparo legal, consolo e sustento; a multidão se compadeceu, mas nada podia fazer.

O enterro costumava fazer na mesma tarde do falecimento; vendo a viúva no desconsolo (versículo 13), movido de compaixão, Jesus dirigiu-se logo a ela e lhe disse: “Não chores”! Não tanto para consolá-la, mas a fim de prepará-la para o milagre (cf. 8,52). A cena é de grande delicadeza, própria de Lucas; Jesus anuncia e traz a misericórdia de Deus para os que se lamentam e choram. E é assim que se fundamenta o seu Reino.
O título “Senhor” (versículo 13), que os evangelistas dão a Jesus, é característico de Lucas; nos outros escritos do Novo Testamento designa o “Altíssimo” o “Excelso” (cf. 1Coríntios 16,22; Filipenses 2,11: Jesus Cristo é o Senhor); é termo do vocabulário cristão primitivo e de São Paulo para professar a divindade de Cristo – o que Lucas parece visar.

Jesus, consciente de seu poder, quebrou um preceito da Lei judaica, que declarava impuro quem tocasse um cadáver (Números 19,16). “Moço, eu te ordeno, levanta-te”! Jesus dá ordem que ele se levante em seu nome, como se o jovem fosse vivo: “Eu te ordeno…”! No Novo Testamento, o poder em nome próprio de ressuscitar mortos, o poder sobre a vida e a morte são prerrogativa exclusiva de Deus. Lucas aqui deixa claro, a divindade de Jesus.

O jovem reviveu de imediato. O “sentar-se” e o “falar” são sinais de vida (1Reis 17,22). É “o Deus que dá vida aos mortos e chama o nada à existência” (Romanos 4,17). Jesus entregou-o à sua mãe (versículo 15), como Elias restituíra a viúva de Sarepta o seu filho ressuscitado (1Reis 17,23.

A narração de Lucas apela para dois textos do Primeiro Testamento, onde os profetas Elias e Eliseu restituíram a vida a filhos únicos de viúvas (1Reis 17,17-24; 2Reis 4,29-37); por sinal, Eliseu fez tal milagre na região de Sunam, perto de Naim. Há, porém, uma diferença grande na maneira de como Elias e Eliseu fizeram reviver o morto: por súplicas a Deus e longos esforços, ao passo que Jesus manifestou um poder muito superior e próprio. Existem paralelos de ressurreições até no paganismo: Narrar-se que Apolônio de Tiana (neopitagorismo), que, também, encontrando um funeral, mandou parar o cadáver e, com suas magias, fez reviver o defunto.

Hoje, diante das ressurreições do Primeiro Testamento e do paganismo, quase não há quem negue tais milagres existentes nos evangelhos. A ressurreição de um morto é prova de seu poder e de sua misericórdia: poder e misericórdia são sinais do tempo da salvação. Com eles Deus visita o seu povo para iluminar aqueles que jazem nas trevas e nas sombras da morte, (Lucas 1,7s).

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

As leituras bíblicas de hoje nos mostram o rosto misericordioso de Deus que se manifesta nas ações de Elias, de Jesus, de Paulo. Deus que vai ao encontro das viúvas de Sarepta e de Naim, do salmista, que tira sua alma do abismo, e de Paulo, que sofre incompreensões por parte de membros da comunidade.

Os relatos apresentam um Deus que está ao lado do pobre, do desamparado. A viúva pertencia a uma categoria de pessoas indefesas. Por isso os profetas se levantam em favor delas (cf. Isaias 1,17; Jr 7,6; Miquéias 2,9). Com Jesus não é diferente. Ele assume a dor e a tristeza daquela mulher viúva e agora sem seu único filho. É uma compaixão que se traduz em ação. Ele ressuscita o filho da viúva.

Hoje, são muitos os fatos que nos aterrorizam. É dura a nossa realidade. Infelizmente as manchetes dos jornais continuam anunciando desgraças: “Em Alagoas e no Maranhão, de cada mil crianças nascidas vivas em 2005, respectivamente, 53,7 e 42,1 faleceriam antes de completar o primeiro ano de vida. Esses Estados apresentaram as mais elevadas taxas de mortalidade infantil em 2005”. “Brasil é o 3º em assassinatos de jovens no mundo”. “Iraque contabilizou quase 23 mil mortes em 2006”. “O planeta pede socorro”. “Tráfico seduz 3 em casa 5 jovens antes dos 15 anos, diz pesquisa”.

Diante desses fatos e de tantos outros, que poderiam preencher páginas e páginas, é preciso ver e ter compaixão. Uma compaixão traduzida em ações concretas para que a vida seja mais forte que a morte. Nós, cristãos, deveríamos ser os primeiros a nos engajar em projetos que defendem a vida e a nos opor a todas as forças de morte.

No Evangelho, Jesus liderou a procissão que levou vida ao jovem, à viúva e, com certeza, encheu de esperança toda multidão. Nós, hoje, devemos trilhar o caminho da bondade, rumo a tantas “Sareptas e Nains” que pedem de nós atitudes e ações cheias de compaixão. Não podemos ficar indiferentes diante de tantas situações de dor, sofrimento e ameaça à vida.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

O Senhor é luz e salvação

A antífona de entrada abre a celebração e insere os fiéis no acontecimento celebrado: mediante o ecoar da Palavra do Senhor na boca de Jesus, a morte sucumbe (SL). Sacramentalmente, a celebração da Palavra realiza nos ouvintes o que lhes é anunciado. Da mesma maneira que Paulo deixa de lado a antiga conduta, quando perseguia os cristãos, depois de receber do próprio Senhor (II leitura) o Evangelho, leia-se, após tê-lo escutado e acolhê-lo, a comunidade de fé, em assembléia, se vê impelida a fazer também sua páscoa. Conforme o Evangelho, deixa a sombra da morte, põe-se de pé e ressuscitada sai pelo mundo extravasando a alegria de ter sido visitada por Deus. E por onde Deus passa, a morte não permanece viva.

A “koinonia cristã” como Imagem da Páscoa

Na celebração eucarística, na qual a Palavra de Deus ressoa, mediante a proclamação dos textos bíblicos, e se desdobra em resposta orante da igreja, o povo é desperto de seu torpor, imagem da morte. Lembremos que, quando ressoa o Aleluia, como aclamação do Evangelho a ser proclamado, o povo se põe de pé, postura que, para a tradição bíblica e patrística, evidencia a participação na ressurreição do Senhor e a disponibilidade de anunciá-la.

Mas o anúncio da vitória da vida sobre a morte é significado não tanto pelo “boca-a-boca”, mas, sobretudo, pela fraternidade exercida entre os cristãos. No Novo Testamento, o sinal de que o Evangelho se espalha é o surgimento das comunidades aqui e acolá. Isto porque a comunidade é o “lugar” onde este acontecimento (a páscoa) ecoa e se estende a todos e todas que com ela tomam contato, como verdadeira memória existencial. A comunidade de fé se faz sinal-sacramental da Palavra divina que ressuscita e retira o povo da inércia da morte, que se expressa de multiformes maneiras no mundo contemporâneo.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A celebração é um sinal da consolação de Deus, que não fica indiferente diante do choro dos pobres. Ele é luz e salvação, a quem temer? Ele é o baluarte, perante quem tremer? (cf. antífona de entrada).

É preciso deixar que ele, fonte de todo bem, faça-nos pensar o que é certo e realizá-lo com sua ajuda (cf. oração do dia). Sobretudo ser capaz de decidir pela vida, contra todas as forças da morte. E que, diante da nossa disposição em servi-lo, ele acolha as nossas oferendas, fruto da terra e do trabalho de homens e mulheres, de forma que o sacrifício lhe seja agradável (cf. oração sobre as oferendas).

A Eucaristia é a celebração por excelência da Páscoa do Senhor. Ele, ressuscitando, venceu a morte. Ele é a ressurreição e a vida. Na primeira leitura e no Evangelho, dois jovens são ressuscitados. O Espírito do ressuscitado continua agindo hoje na nossa história. Na celebração, professamos nossa fé na ressurreição e aclamamos unanimemente o memorial de sua vida: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. “Vinde, Senhor Jesus”. O mesmo Senhor, na mesa eucarística, faz-se comida e bebida para a vida do mundo. Somos chamados com ele a passar da morte para a ressurreição.

Que o Senhor, refúgio e Salvador, rochedo que abriga, faça de nós fonte de vida e não de morte, como Cristo nosso Senhor, que é o grande revelador da bondade infinita de Deus, como reza o prefácio da IV oração eucarística para diversas circunstâncias: “[…] Pai misericordioso e Deus fiel. Vós nos destes vosso Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e Redentor. Ele sempre se mostrou cheio de misericórdia pelos pequenos e pobres, pelos doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos perseguidos e marginalizados. Com a vida e a palavra anunciou ao mundo que sois Pai e cuidais de todos como filhos e filhas”.

6. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Preparar bem a celebração. A preparação feita por uma equipe que tenha formação litúrgica adequada pode assegurar uma celebração mais autêntica do mistério pascal do Senhor, assim como a ligação como os acontecimentos da vida, inseridos neste mesmo mistério de Cristo (cf. Doc. da CNBB 43, n. 211). Garantir que o povo de Deus exerça o direito e o dever de participar segundo a diversidade de ministérios, funções e ofícios de cada pessoa (Doc. da CNBB 43, n. 212; Sacrosanctum Concilium, n.14). Preparar a celebração e utilizar de uma metodologia – um caminho.

2. E preciso cuidar da formação técnica, teológica e espiritual de todos os (as) ministros (as).

3. O conjunto dos textos bíblicos merece uma boa preparação por parte dos leitores e salmista para que sejam proclamados de “coração” e todo o rito da Palavra simbolize diálogo de Aliança da Trindade com a assembléia celebrante, sacramento da Páscoa do Senhor, acontecimento de salvação.

4. À preparação espiritual se alia a preparação corporal: postura do corpo, tom de voz, semblante, a maneira de aproximar-se da mesa da Palavra, as vestes dos ministros…

5. Na liturgia da Palavra, assumimos uma atitude de escuta e nos colocamos atentamente com o “ouvido do coração” para ouvir e acolher a Palavra do Senhor.

6. A leitura contínua do Evangelho, harmonizada com a primeira leitura, tirado do Primeiro Testamento, dá a tônica da celebração e apresenta um itinerário de seguimento. Aí temos a espiritualidade a ser vivida durante a semana e a vida toda.

7. Dia 09 é a memória de São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 10º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. Como a equipe de canto da sua paróquia executa os cantos durante o Tempo Comum? É com atitude espiritual?

A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 10º Domingo do Tempo Comum, “cantar a liturgia”, e não “na liturgia”. Os cantos devem estar em sintonia com o ano litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que a “equipe de canto” faz parte da equipe de liturgia.

O canto de abertura sugerido pelo Hinário III da CNBB, assumindo a antífona de entrada retirada do Salmo 26/27 é uma ótima opção. É sempre importante recuperar a tradição de cantar os salmos nas celebrações, já que eles contam as maravilhas que Deus realiza por meio da história de seu povo.

1. Canto de abertura. Deus é apoio contra os adversários. “O Senhor é minha luz, ele é minha salvação…”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 12.

Somos chamados a entrar no seguimento daquele que vence a morte e manifesta a ressurreição. A própria celebração deve ser um sinal da consolação de Deus que não fica indiferente diante do choro dos pobres, das viúvas e dos doentes. Nesse sentido outra ótima opção é o canto: “Canta, meu povo, canta o louvor de teu Deus”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 11 ou no CD: Festas Litúrgicas II, melodia da faixa 15. Uma terceira opção para o canto de abertura seria: “A água”, também conhecido como “Aqui chegando, Senhor”. Ele está gravado no CD: “Cantos de Abertura e Comunhão – tempo Comum Anos A, B e C” – Paulus, faixa 3

2. Ato penitencial. Senhor que sois o Caminho que leva ao Pai.

2. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

3. Salmo responsorial. Quando já ia morrendo, me fizeste reviver. “Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes…” CD Liturgia XI, faixa 14.

O Salmo responsorial é uma resposta que damos àquilo que ouvimos na primeira leitura. Isto mostra que o salmo é compromisso de vida e ele também atualiza e leitura para a comunidade celebrante. Primeira leitura, Palavra proposta e salmo Palavra resposta. Por isso deve ser cantado da Mesa da Palavra (Ambão) por ser Palavra de Deus. Valorizar bem o ministério do salmista.

4. Aclamação ao Evangelho. Jesus, o profeta: Deus visitando seu povo (Lucas 7,16). “Aleluia, Eu sou a ressurreição, eu sou a vida…”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 13. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.

5. Apresentação dos dons. Nossa fé na ressurreição deve gerar na assembléia a partilha. Devemos ser oferenda com nossas oferendas. “Senhor, meu Deus, obrigado, Senhor…”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 15. Outra opção é o canto: “A vós, Senhor apresentamos estes dons: o pão e o vinho, aleluia!”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 9.

6. Canto de comunhão. Deus minha fortaleza, Salmo 17/18,3; Deus é amor (1João 4,16). “Menino, eu te ordeno, levanta-te agora!”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 1.

Professando a nossa fé na Ressurreição do Senhor, temos outras duas excelentes opções: o canto de autoria de irmã Míria: “A nossa vida a um sopro é semelhante”, Hinário III da CNBB, página 342; “Eu vim para que todos tenham vida”, CD: Tríduo Pascal I, melodia da faixa 19.

8- O ESPAÇO CELEBRATIVO

Colocar no espaço celebrativo um ícone do Senhor ressuscitado que nos dá vida em plenitude.

9- PARA A ESPIRITUALIDAD PRESBITERAL

O padre é ministro para colocar em relevo o mistério da fé do qual vive a Igreja. Ele explicita pelo serviço da presidência e, sobretudo pela homilia, a Páscoa do Senhor que perpassa a história e a vida dos fiéis.

10. AÇÃO RITUAL

Valorizar os ritos iniciais, que constituem a assembléia como Corpo Vivo do Senhor. A presença real do Senhor ressuscitado, se manifesta também nos sinais sensíveis da comunidade reunida em nome do Senhor que “ora e canta”, pelo tom de vós, pelo conjunto de gestos, símbolos e atitude orante e consciente da assembléia, dos acólitos, dos leitores, salmista e outros ministérios e, principalmente de quem preside.

Enquanto as pessoas vão chegando canta-se: “Louvarei a Deus, seu nome bendizendo! Louvarei a Deus, à vida nos conduz”. (Orações e cantos de Taizé, n. 71).

Ritos Iniciais

1. Onde for possível, iniciar a celebração do lado de fora da Igreja. Canta-se um canto para reunir o povo.

2. Neste Domingo é muito oportuno a saudação da letra “d”, Romanos 15,13:

O Deus da esperança, que nos cumula de toda a alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

3. Após o sinal da cruz e a saudação do presidente, dar o sentido litúrgico da celebração.

4. O sentido litúrgico pode ser proposto, através das seguintes palavras, ou outras semelhantes:

Domingo da ressurreição do filho da viúva de Naim. Irmãos e irmãs, Cristo nos chama à vida e nos arranca da morte. Sigamos seus passos, como irmãos que desfrutam da mesma sorte: de sermos encontrados por Cristo e de contar com sua compaixão. Adentremos na liturgia para celebrar o seu mistério e para anunciarmos com a nossa vida a sua páscoa.

5. Seria muito oportuno para o Ato penitencial as Invocações Alternativas para o Tempo Comum, a fórmula 1 da página 393 do Missal Romano.

Senhor, que sois o Caminho que leva ao Pai, tende piedade de nós.
Cristo, que sois a Verdade que ilumina os povos, tende piedade de nós.
Senhor, que sois a vida que renova o mundo, tende piedade de nós

9. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).

Rito da Palavra

1. O responsório “A voz de Deus se espalha” é oportuno para abrir a Liturgia da Palavra e despertar os ouvidos da assembléia, para acolher as maravilhas que o Senhor realizou e realiza no meio de sua gente. A partitura encontra-se à no site www.calbh.com.br. Enquanto o refrão for entoado, pode acender a menorá nunto à Mesa da Palavra, recordando que, quando se proclama as Escrituras, a presença de Deus (Luz) paira sobre o seu povo. É uma imagem da “visita de Deus” à qual se refere o Evangelho. Além disso, o gesto de acender as luzes recorda em linguagem corporal aquilo que fora entoado na antífona de entrada “O Senhor é minha luz”. Onde não houver a menorá, acender junto a Mesa da Palavra uma vela grande.

2. A palavra de Cristo nos dá vida nova. O ministério dos leitores e salmistas deve proclamar as leituras de tal modo que a comunidade perceba a vida de Cristo que nos alcança.

3. Destacar o Evangeliário. Depois da procissão de entrada deve permanecer sobre a Mesa do Altar até a procissão para a Mesa da Palavra como é costume no Rito Romano.

4. A homilia (conversa familiar) interpreta as leituras bíblicas a partir da realidade atual, tendo o mistério de Cristo como centro do anúncio e fazendo a ligação com a liturgia eucarística (dimensão mistagógica) e com a vida (compromisso e missão). A homilia dever ser um elemento integrador da espiritualidade do Tempo Comum. Permite uma profunda educação para a fé, fundada na teologia das atividades de Jesus.

5. Nas preces a comunidade recorde as situações de morte que clamam pela compaixão de Cristo e de seu corpo, a Igreja.

Rito da Eucaristia

1. Como no Domingo passado, recomendamos a Oração Eucarística VI-D, “Jesus que passa fazendo o bem”, por exprimir a ação de Jesus no evangelho deste domingo e o convite de que façamos como Ele fez em favor dos órfãos e das viúvas. Se for escolhida outra prece eucarística, sugerimos o Prefácio dos Domingos do Tempo Comum VI, no qual contemplamos “as primícias da Ressurreição e da vida eterna”. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “E ainda peregrinos neste mundo, não só recebemos, todos os dias, as provas do vosso amor de Pai, mas também possuímos, já agora, a garantia da vida futura. Possuindo as primícias do Espírito, por quem ressuscitastes Jesus dentre os mortos, esperamos gozar, um dia, a plenitude da Páscoa eterna”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. Elas não podem ter os prefácios substituídos com grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia

2. Proclamar com vibração a ação de graças (Oração Eucarística). Na Oração Eucarística, “compete a quem preside, pelo seu tom de voz, pela atitude orante, pelos gestos, pelo semblante e pela autenticidade, elevar ao Pai o louvor e a oferenda pascal de todo o povo sacerdotal, por Cristo, no Espírito”.
3. Entoar solenemente e de forma vibrante a aclamação memorial: “Anunciamos Senhor, a vossa morte…”. Se necessário, que os ministros animadores do canto ensaiem com o povo antes da celebração eucarística.

4. Valorizar o rito da fração do pão, “gesto realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Coríntios 10,17” (IGMR, nº 83).

5. Neste Domingo é muito oportuno apresentar o pão e o vinho para o convite à comunhão utilizando o Salmo 33,9:

“Provai e vede, como o Senhor é bom, Feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…”

6. Distribuir o corpo de Cristo de forma consciente e orante, como um gesto de profundo serviço, expressando nele o próprio Cristo que se dá como servo de todos. Isso vale tanto para quem preside como para seus ajudantes.

7. Pelo menos aos Domingos, Páscoa semanal dos cristãos, é muito oportuno que a comunhão seja feita sob as duas espécies para toda a assembléia, conforme IGMR, nn. 240-252 e 281-286.

Ritos Finais

1 Antes da bênção final, é muito oportuno rezar a oração sobre o povo n. 9 da página 532 do Missal Romano:

“Ó Deus nosso Pai, olhai com bondade os fiéis que imploram a vossa misericórdia, para que, confiando em vosso amor de Pai, irradiem por toda a parte a vossa caridade”. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. Logo em seguida: Abençoe-vos…

Esta oração apresente de modo sintético, aquilo que fora celebrado neste domingo. Retoma o acontecimento pascal apresentado no Evangelho: a misericórdia de Deus na compaixão de Jesus; a confiança de que o Senhor protege a vida de seu povo, entoada na antífona de entrada (Salmo 26/27).

2. Outra opção é despedir o povo com a bênção IV do Tempo Comum, página 526 do Missal Romano:

“Que o Deus de toda consolação disponha na sua paz os vossos dias e vos conceda as suas bênçãos. / Sempre vos liberte de todos os perigos e confirme os vossos corações em seu amor. / E assim, ricos em esperança, fé e caridade, possais viver praticando o bem e chegar felizes à vida eterna. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.”

3. As palavras do rito de envio estejam em consonância com o mistério celebrado: Levem a todos a compaixão do ressuscitado. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
11- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em nome de Deus e seguindo Jesus Cristo, nós cristãos, seremos os primeiros a nos colocar ao lado de todas as forças de vida que existem na sociedade (movimentos, sindicatos, partidos, creches, asilo, escolas) e opor-nos a todas as forças de morte, seja de que gênero forem.

“Então não se ouvirá mais o ruído das lágrimas e o som dos gritos. Lá não haverá mais criança que viva apenas poucos dias, nem ancião que não complete o seu tempo” (Isaias 65.20).

Celebremos a Páscoa semanal do Senhor. Que a força da ressurreição do Senhor transforme a nossa vida.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

Pe. Benedito Mazeti

Pe. Benedito Mazeti

Ver todos os posts
Addthis Facebook Twitter Google+ PDF Online

Deixe o seu comentário

Você deverá estar conectado para publicar um comentário.