Especiais › 01/05/2016

1º de Maio – Dia do Trabalhador

A Santificação do Trabalho

Diz um ditado popular que “começar é de muitos; acabar, de poucos”.  Só as tarefas e atividades terminadas com amor, bem acabadas, merecem o  aplauso do Senhor que se lê na Sagrada Escritura: É melhor o fim de uma obra do que o seu começo (Ecclo VII,9).

Ninguém deixa de reconhecer que o trabalho humano é o que nos identifica verdadeiramente como cristãos, como é bom poder ser atendido por um sacerdote, médico, advogado, garçom , balconista e todas e quaisquer outras tantas atividades desenvolvidas pelo ser humano e neste atendimento, ser ouvido, e ter voltada para si a atenção que se esperava, seguramente sabe  diferença de quem  já teve este atendimento cristão, solidário e nitidamente interessado no bem, daqueles para quem o trabalho é um fardo.

Todo e qualquer trabalho é voltado para os outros, não para si próprio, e dentro de uma visão sobrenatural do trabalho.  Destaque-se que Jesus, fez tudo admiravelmente bem, com a plenitude de que é perfectus Deus, perfectus homo. Desde o começo da criação, o homem teve que trabalhar, razão pela qual devemos nos convencer que o trabalho nos é confiado por Deus para fazer-nos participar de seu poder criador, para que ganhemos nosso sustento e simultâneamente colhamos os frutos para a vida eterna.  O trabalho, não pode e não deve ser visto apenas com olhos humanos, ou seja apenas pelo dinheiro ou  para manter a família ou ainda, para conseguir posição social, ou também  para desenvolver suas capacidades, ou mesmo para satisfazer as paixões ou   para contribuir para o progresso social.  Deve ser visto sob uma visão sobrenatural e devemos recordar-nos e de recordar aos outros que somos filhos de Deus, a quem o Pai, como àqueles personagens da parábola evangélica, dirigiu idêntico convite: Filho, vai trabalhar na minha vinha.

Com certeza, se nos empenharmos diariamente em considerar assim nossas obrigações pessoais, como uma solicitação divina, aprenderemos a terminar nossas tarefas com a maior perfeição humana e sobrenatural de que formos capazes.  O trabalho, seja qual for, converte-se no candeeiro que ilumina os nossos irmãos.  Obras é que são amores, não as boas razões, reza o ditado popular. Pelo trabalho, devemos nos santificar, santificar o trabalho e santificar os outros e penso que não é necessário acrescentar mais nada.

Flavio Marcos Martins Thomé
Assessor Jurídico

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