1º DOMINGO DO ADVENTO ANO A – 27 de novembro de 2016

Leituras

Isaias 2,1-5: Deixemo-nos guiar pela luz do Senhor.
Salmo 121/122,1-2.4-9: Vamos à casa do Senhor!
Romanos 13,11-14-a: Procedamos honestamente.
Mateus 24,37-44: Vós também ficai preparados.
FICAI ATENTOS PORQUE NÃO SABEIS EM QUE DIA VIRÁ O SENHOR

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da vigilância. Primeira celebração do tempo do Advento, mais centrada sobre a vinda definitiva do Senhor no fim dos tempos. Vem vindo aquele que sempre vem, e a atitude fundamental é vigiar, é renovar nossos corações na mesma esperança que animou, durante tantos séculos, a caminhada do povo de Deus.

Mais um final de ano se aproxima. Percebe-se claramente que a propaganda comercial “natalina” começa a agitar por todo lado, prometendo muita alegria e felicidade, ilusoriamente “embutidas” nos produtos de consumo.

De nossa parte, como comunidade cristã, iniciamos hoje nosso tempo de preparação para o Natal. Chamamos esse tempo de Advento: tempo de espera, de expectativa, de esperança. “Quando virá, Senhor, o dia?… Expectativa de que, afinal? A Palavra de Deus proclamada no tempo do Advento vai nos dar a resposta.

Com a celebração do Advento, iniciamos não só um novo tempo litúrgico, mas também um novo ano litúrgico. Somos convocados a percorrer com Jesus Cristo um itinerário pascal. Nesse caminho, passamos pela espera ardente do Advento da definitiva vinda do Senhor, pela divinização, encarnação e manifestação do Filho de Deus em nossa humanidade, celebrada no Natal e na Epifania.

Hoje acendemos a primeira vela da coroa do Advento. Ela representa a luz que vem iluminar-nos para percebermos, em nossa vida, os sinais da manifestação de Deus e também enxergarmos o que nos afasta de seu caminho e, portanto, exige de nós conversão. Ela é a luz do Senhor pela qual queremos nos deixar guiar.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Isaias 2,1-5. O anúncio profético de Isaías que escutamos na liturgia de hoje é muito parecido com o que é descrito no livro do profeta Miquéias (Miquéias 4,1-3). Provavelmente esta dupla edição utiliza um texto escrito precedente – de autor desconhecido – que já celebrava horizontes universalistas para o monte do templo do Senhor. Um tema que se tornará querido dos profetas de uma época de pós-exílio, muito mais do que os de Isaías ou de Miquéias (Isaías 60,1-6; Zacarias 8,20-23).
Por ocasião da festa das Tendas, vendo o povo peregrinando para o templo de Jerusalém, o profeta Isaias, usando a imagem de uma romaria de todos os povos à Jerusalém, anuncia um novo momento na vida das nações.

Podemos notar temas proféticos importantíssimos. Entre vários temas, Jerusalém como objeto e centro da esperança messiânica; o fim dos tempos, para que se espera a vinda do Reino de Deus; neste Reino reunirão todos os povos, aflora aqui, o tema da universalidade da salvação; este Reino se caracterizará pela paz messiânica; Deus mesmo ensinará seus caminhos, isto é, o tema da interiorização da aliança com Deus e da lei divina (cf. Isaías 11,6-9; 54,13; Jeremias 31,34; João 6,45); Deus será também, o juiz dos povos e seu Reino um Reino de justiça.

O povo voltando para suas terras, transformarão suas armas de guerra em instrumentos pacíficos de trabalho. Não mais recorrerão à violência para resolver litígios, porque Deus será para sempre não somente o mestre dos povos, mas também seu juiz supremo.

Estamos perante o primeiro de uma longa série de oráculos reunidos a partir de Isaias, introduzidos pelo versículo inicial do texto de hoje. Nele se distinguem: o anúncio da grandeza futura do monte, no qual se encontra o Templo do Senhor; depois, a profissão de fé do povo, a sua peregrinação à procura de orientação da parte de Deus de Jacó, que reside em Sião.

Note-se o aspecto ético-sapiencial do pedido: não se trata apenas de uma expressão genérica de religiosidade. Temos aqui a implícita confissão de ter caminhado por sendas que conduziram – como depois se comenta – às divisões, às opressões e à guerra.

Salmo responsorial – Salmo 121/122,1-2.4-9. O Salmo 121/122 é um cântico de peregrinação. É um cântico de Sião. Ou seja, este salmo celebra a cidade de Jerusalém, centro de romarias e sede do poder judiciário. Trata-se de uma das peregrinações anuais, quando Israel converge para o Templo de Jerusalém. Os dois primeiros versículos reúnem os dois momentos capitais: quando o peregrino se põe a caminho – “vamos” – e quando ele pisa os umbrais da cidade santa.

A peregrinação que sobe à cidade santa de Jerusalém, está descrita no salmo com entusiasmo da profissão de fé e da invocação. O horizonte sobre o qual e pelo qual se pedem a paz e o bem é expressamente menos universal, se confrontando com a primeira leitura: no salmo são os orantes do povo de Deus que chegam de longe, dos países da diáspora e da minoria, e a procurar a paz.

O rosto de Deus. Deus praticamente não age neste salmo. Fala-se da casa dele (Templo, 1b) que sobem a Jerusalém para celebrar o nome dele (4b), seguindo um costume de Israel. Deus, portanto, tem casa, nome e tribos. E tudo isso é celebrado em Jerusalém, cidade que reúne o povo em torno de dois pólos importantes: a fé e a prática da justiça.

Apesar disso, Deus não deixa de ser o aliado do povo. Escolhe uma cidade para morar no meio dele, para festejar com Ele e para garantir uma sociedade justa, característica ausente, por exemplo, no Egito, no tempo do êxodo.

No tempo de Jesus, Jerusalém não era mais cidade da justiça e da paz, nem o culto que aí celebrava era autêntico. Jesus se tornou o ponto de encontro de todas as pessoas com Deus (João 1,14), e o Templo (ou templos) tem valor relativo, pois o corpo dele é o novo Templo. Mateus, por sua vez, o apresenta como Mestre da Justiça (Mateus 3,15), capaz de trazer uma justiça nova, superior à dos doutores da Lei e fariseus (Mateus 5,20). E essa justiça faz o Reino acontecer (Mateus 6,33).

A Igreja é a nova Jerusalém, baixada do céu e fundada pelo Senhor (Apocalipse 21); centro de peregrinação de todas as tribos da terra, que se professam “tribos do Senhor”. O cristão nela busca e para ela invoca a paz. Mas a Igreja terrestre é imagem e convite para a celeste: na Igreja os cristãos realizam a grande peregrinação para a casa do Senhor nosso Deus.

Cantando este salmo neste domingo, manifestemos nossa alegria por essa Palavra de consolação que nos foi anunciada e peçamos que o Senhor nos dê a sua paz.

FELIZ O POVO QUE O SENHOR ESCOLHEU POR SUA HERANÇA.

Segunda leitura – Romanos 13,11-14-a. Paulo, nos últimos capítulos da Carta aos Romanos, faz uma série de ensinamentos bem concretos sobre o amor entre os irmãos e irmãs de uma mesma comunidade. O trecho que vamos escutar e acolher no coração apresenta a razão fundamental desta atitude cristã.

O trecho da carta de São Paulo aos Romanos, que hoje lemos, nos convida a quatro ações: despertar, nos desfazermos das trevas, vestir as armas da luz e proceder honestamente. Esses quatro movimentos conduzem à conversão. A oposição trevas/luz evidencia uma escolha a fazer. Despertar significa deixar toda sorte de acomodação, superar a inércia, sacudir a passividade, tornar-se efetivamente discípulo missionário.

Na série exortativa da sua grande Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo traça alguns itinerários da vida nova em Cristo. O pedido “ineludível” é que haja um afastamento de uma mentalidade materialista: nas relações mútuas entre os cristãos e também para com todas as pessoas. O critério fundamental seja, portanto, a “honestidade de comportamento” da parte dos cristãos, “como em pleno dia!” (versículo 13).

Como já no texto de Isaias da primeira leitura, também nesta passagem da Carta aos Romanos o olhar está voltado para o futuro: para um dia que já está perto. Ele pede-nos que “despertemos do nos” (versículo 11), para assumir um estilo de vida inspirado no Evangelho de Jesus Cristo. Portanto, o cristão deve adaptar-se a uma reviravolta na sua vida de cada dia.

Paulo prefere aqui uma simbologia muito freqüente na Bíblia: a contraposição entre a luz e as trevas, entre o dia e a noite. Assim tinha começado a história do Universo, o seu primeiro dia (Gênesis 1,3-5). Efetivamente – Paulo observa em outro lugar – a nova relação com o Senhor, inaugurada por Cristo, constitui em reacender a luz de Deus nas trevas da existência humana, acaba nas áreas opacas do pecado e da morte: “O Deus que disse: “Do meio das trevas brilhe a luz!”, foi Ele mesmo que reluziu em nossos corações para fazer brilhar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo” (2Coríntios 4,6).

Evangelho – Mateus 24,37-44. Mateus dedica dois longos capítulos do seu Evangelho (Mateus 24-25) à recordação do discurso de Jesus a respeito dos últimos acontecimentos da História, quer de Jerusalém (Mateus 24,1-22), quer do mundo, com o regresso final do Filho do Homem (Mateus 24,23-36). Derivam daí diversos apelos à vigilância (Mateus 24,37-25,30): antes de mais nada, a página litúrgica de hoje com três apelos precisos, sucessivamente com três parábolas. Como conclusão, lemos a conhecida profecia ou parábola a respeito do juízo final dos “povos” (Mateus 25,31-46). Por conseguinte, mais um olhar sobre o futuro, mas desta vez dirigido para a conclusão do tempo da Igreja (e de cada ser humano).

Jesus compara a sua geração com a do dilúvio. No Judaísmo os homens do dilúvio eram vistos como os mais abomináveis de todas as gerações (cf. 1Pedro 3,20). Jesus, porém, não aponta uma lista de pecados e imoralidades para concretizar o despreparo de uma geração, mas uma mentalidade que se só se preocupa com os afazeres cotidianos como comer, beber e casar-se (versículo 38). Reduziam a vida só a isso, sem abertura nenhuma para Deus.

Os contemporâneos de Noé não suspeitaram que a desgraça estava próxima; continuando sua vidinha de sempre, não se incomodaram. Esta ignorância é perigosa é perigosa: morreram porque não souberam identificar os sinais. É preciso tomar cuidado com a ignorância, ela é atrevida. Só Noé soube identificar os sinais dos tempos e agiu com sabedoria. Quando os outros acordaram já era tarde demais. Não desconfiavam de nada e se acharam seguros na sua vidinha de cada dia, sem maiores preocupações (cf. 1 Tessalonicenses 5,2-3) e sem procurar algo mais profundo, que vai além das aparências. No caso dos dois lavradores e das mulheres (versículos 40-41) a sorte desigual. Somente constata-se o fato da separação inesperada. Inesperada, porém, somente para aqueles que não se importam com Deus, nem com os seus enviados (cf. Jeremias 6,9-21; Lucas 16,19-31) nem com os mandamentos de amar a Deus e ao próximo (cf. Mateus 25,31-46).

Esta parábola da sorte desigual, isto é, dos dois lavradores e das duas mulheres, mostra a diferença que existe nos corações de pessoas que aparentemente leva a mesma vida e fazem o mesmo trabalha, sem que nada os diferencia externamente. Mas um é salvo e o outro se perde, pois um já estava na luz e o outro vivia nas trevas (cf. João 3,19-21). Para ser excluído não precisa ser grande pecador; basta ser indiferente, seguro de si mesmo, materialista que só cuida de si mesmo e não pensa nos outros (cf. Lucas 12,15-21; 16,19-31).

Não é difícil, no trecho do Evangelho proposto, distinguir os três apelos à vigilância, fundamentados em acontecimentos da História bíblica e da experiência humana.

O primeiro é construído mediante um apelo à história longínqua de Noé (que está em Gênesis 6-8): os contemporâneos de Noé, diz Jesus, “nada perceberam”, não se interessaram por nada daquilo que Noé lhes dizia. Por isso, a geração do dilúvio vivia numa grande inconsciência espiritual.

Jesus relembra, depois, prováveis “provérbios espirituais” a respeito dos acontecimentos imprevisíveis: porque é que todos são chamados a “vigiar” (o verbo utilizado é o que se refere às tarefas dos servos de um senhor, ou dono de casa); efetivamente, “não sabeis em que dia virá o vosso Senhor” (versículo 42).

Finalmente, um texto parabólico tomado da vida quotidiana de um dono de casa (versículos 43-44). Trata-se de uma imagem bíblica freqüente: as imprevisíveis irrupções noturnas do ladrão, para dizer que “na hora em que menos pensais virá o Filho do Homem”. Portanto, estai preparados e na expectativa: não por medo do Senhor que vem, mas para alimentar um espírito de serviço fiel em todos os momentos da vida.

Nesta celebração, respondemos à Palavra de nosso Deus com o Salmo 121(122). Dizemos a ele que com alegria vamos a Jerusalém, cidade da paz e da justiça. Com alegria vamos a Jesus, que hoje é nossa Jerusalém.

2- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Neste domingo inicial do tempo do Advento, a Liturgia da Palavra nos leva a pensar sobre o que significa, no presente, estar vigilante, acolher o Senhor e seus caminhos, cumprir seus preceitos, deixar-nos guiar pela luz, despertar.

Estamos inseridos numa sociedade em mudança. Vivemos mesmo uma mudança de época. Neste contexto, temos a percorrer quatro semanas que nos preparam para receber o Emmanuel, Deus-Conosco, Deus entre nós.

Então vamos refletir sobre o que nos propõe a Liturgia da Palavra no concreto de nossas vidas. Vejamos isso sob três perspectivas: a vigilância, o despertar e o deixar-se guiar pela luz.

A vigilância representa estar atento aos sinais de Deus que se manifestam no dia-a-dia. É ser comprometido com Jesus e com o Reino que ele veio anunciar. Por isso, significa permanecer de prontidão e agir para impedir que os falsos valores suplantem os valores evangélicos. É ter posições firmes e claras diante das sérias questões que emergem em nossa sociedade, como a liberalização do aborto, a corrupção desenfreada, o mau uso dos recursos naturais. É ter posições positivas como defender a vida em todas as suas formas, resistir às grandes e pequenas desonestidades, sentir-se responsável pela preservação da natureza. Sejamos como Noé, que se preparou, agiu, e assim o dilúvio não conseguiu arrastá-lo.

O despertar representa acordar para os compromissos que somos chamados como discípulos missionários. Acordar par seguir mais fielmente Jesus Cristo e anunciar, sobretudo por nossa forma de vida, o Reino de amor e paz.

Deixar guiar-se pela luz representa que temos um caminho a percorrer; porém, não estamos sós. Confiantes no Espírito que nos ilumina, urge nos desacomodarmos e partirmos, pois se não partimos não chegamos a lugar algum. Nós sabemos aonde queremos chegar, mas por nossa fraqueza e imperfeição precisamos de um guia. A luz que clareia o caminho é a Palavra de Deus. Deixar guiar-se pela luz é abandonar as trevas. As trevas envolvem a atual sociedade sob a forma de guerras e violências (entre nações e entre pessoas), de individualismo (cada um se fecha em si mesmo), de incoerências (deixamos de praticar o que pregamos) e de muitos outros modos. Ao nos deixarmos guiar pela luz, mostramos o desejo de construir uma sociedade em que refulge a luminosidade sob a forma de paz (harmonia entre pessoas e nações), de solidariedade (nos voltamos aos irmãos que de nós necessitam), de coerência (ter atitudes que concordem com o que falamos) e de tantos outros modos possíveis.

Relembramos as palavras da Mensagem da Conferência de Aparecida: “Diante dos desafios que nos propõe esta nova época em que estamos imersos, renovamos nossa fé, proclamando com alegria a todos os homens e mulheres do nosso continente: Somos amados e remidos em Jesus, Filho de Deus, o Ressuscitado vivo no meio de nós; por ele podemos ser livres do pecado, de toda escravidão, e viver em justiça e fraternidade”.

Pela encarnação de Jesus, recebemos “o chamado a ser discípulos missionários” e isso “exige de nós uma decisão clara por Jesus e seu Evangelho, coerência entre a fé e a vida, encarnação dos valores do Reino, inserção na comunidade, e ser sinal de contradição e novidade em um mundo que promove o consumismo e desfigura os valores que dignificam o ser humano” (Mensagem da Conferência de Aparecida).

Ser vigilante é também ser fiel: “a fidelidade a Jesus exige de nós combater os males que causam dano ou destroem a vida” (Mensagem da Conferencia de Aparecida).

3- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

As três vindas do Senhor

Estamos acostumados a falar na segunda vinda de Jesus, esquecemos de considerar, em nossa espiritualidade e existência, uma outra vinda, a que São Bernardo de Claraval chama de “intermediária” e que nos liga à primeira e à ultima, quando Deus for tudo em todos.

A Oração do Dia deste primeiro domingo do Advento fala do encontro que acontece entre o “Cristo que vem” e os fiéis que a Ele acorrem portanto, consigo uma vida justa, segundo seus preceitos: “acorrendo com nossas boas obras.” Falando desse encontro no presente, seu fruto também se dá no “hoje” de nossa existência: tomar parte na comunidade dos justos. Toda esta linguagem nos remete não para o cumprimento da promessa de comunhão com Deus num futuro desconhecido, mas no “hoje” da nossa existência, mediante o sinal eclesial: a Igreja.

Este encontro com o Senhor no “hoje” da nossa vida é o que se chama “vinda intermediária”. Matias Auge fala das “vindas de Cristo” com muita clareza: “A liturgia celebra a vinda epifânica do Senhor colocando em evidencia as diversas fases em que ela se desenvolve entre memória, presença e expectativa: a preparação profética do Primeiro Testamento; a vinda histórica do Senhor no seu nascimento e manifestação sobre a terra; a realização mística desta vinda no presente da Igreja; e, finalmente, a ultima vinda do Senhor, no fim dos tempos, chamada de escatológica”

Vem, Senhor Jesus!

No coração da Oração Eucarística, que a reforma litúrgica explicitou na aclamação anamnética, a comunidade dos fiéis de pé entoa: “Anunciamos Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.” Esta súplica vem na linha de compreensão do pensamento patrístico a respeito do Advento do Senhor, que afirma as duas vindas de Cristo e que associam cruz-presépio (primeira vinda) a glória-fim dos tempos (segunda vinda). A aclamação memorial recorda este acontecimento, ápice e fonte da vida cristã. Mas tal memória não nos remete a um evento perdido no passado ou refém das nossas esperanças para o além-túmulo. Ela realiza sacramentalmente no seio da Igreja a vinda intermediária, na linguagem de São Bernardo de Claraval. Vinda esta que precisa ser buscada, percebida, acolhida e anunciada no “hoje” da nossa vida.

4- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A Liturgia do 1º Domingo do Advento volta-se para a preparação da vinda de Jesus: a celebração da vinda histórica (encarnação); a preparação para a vinda ao final dos tempos (escatológica); a vivência da vinda de Jesus a nós no cotidiano de nossa vida. Assim, na Oração da Coleta, rezamos “acorrendo com nossas boas obras ao encontro de Cristo que vem, sejamos reunidos na comunidade dos justos”.

No Prefácio, lembramos que Jesus “veio realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”, por isso pedimos após a comunhão: “Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam”.
Na celebração eucarística, celebramos este mistério. Por isso dizemos: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição”. “Vinde, Senhor Jesus!”. Em outras palavras: “Apressai a realização do vosso Reino, Senhor!”. O Cristo que vem… Na verdade Ele já veio, mas continua vindo.

Por isso, agradecidos entoamos no prefácio (Advento I) que o Senhor “revestido da nossa fragilidade veio realizar seu eterno plano de amor, e abrir-nos o caminho da salvação”. Vivendo as tensões do mundo ainda não totalmente redimido, Ele nos dá o dom do seu Espírito para manter-nos vigilantes, capazes de levantar nossa cabeça. Somos chamados a transformar um mundo que causa tanta insegurança nas pessoas.

Que nossa participação na Páscoa de Jesus, neste primeiro domingo de preparação para o Natal, ajude-nos a andar por este mundo transitório de tal maneira que, como peregrinos, abracemos o Reino que de fato nunca se acaba, eterno, e pelo qual vale a pena investir tudo que temos. Como rezamos depois da comunhão: “Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam”.

Que Deus nos ajude na preparação para a vinda do Senhor! Amém!

5- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. No ciclo do Natal, fazemos memória da manifestação do Senhor Jesus em sua encarnação e em nossa história atual, enquanto aguardamos a sua nova vinda. O ciclo do Natal engloba o tempo do Advento, as festas do natal e o tempo do Natal.

2. A comunidade reunida é sinal da espera do Advento do Senhor. Dar atenção especial aos ritos iniciais, cuja finalidade é de constituir a assembleia, formando o Corpo vivo do Senhor. Fazer uma acolhida afetuosa às pessoas, reconhecendo em cada uma delas a presença do Senhor que chega entre nós.

3. Como tempo especial de escuta e atenção à Palavra de Deus, dar destaque especial a todo o rito da Palavra. Cuidar de preparar bem a proclamação dos vários textos bíblicos, da homilia, do canto do salmo.

4. Escolher com cuidado os cantos de modo que a assembleia cante o mistério de Cristo, celebrado neste tempo de espera vigilante. As equipes de canto não devem colocar o seu gosto pessoal, é um direito da assembleia cantar o mistério celebrado. O Hinário Litúrgico I, da CNBB, oferece ótimas sugestões, assim como o Ofício Divino das Comunidades, onde encontramos salmo, hinos e refrões. Existe um CD publicado pela Paulus com as músicas do Hinário adequadas pra este Ano C: o volume “Liturgia VII”.

5. Os instrumentos musicais (órgãos, violão, teclado e outros) sejam usados com moderação, conveniente ao caráter próprio deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. O mesmo vale para as ornamentações com flores: discrição, comedimento, expressando o tempo de espera por algo bom que vai chegar.
6- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Advento, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo do Advento, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

1. Canto de abertura. Salmo 25/24,1-3) Vem, Senhor, nos salvar… a ti Senhor, elevo a minha alma”. “Eis que de longe vem o Senhor ”, CD Liturgia IV, melodia da faixa 6; “Ouve-se na terra um grito…, CD: Liturgia IV, faixa 1; “Vem, Senhor nos salvar…, Salmo 24/15. Hinário Litúrgico I, página 10; “O Senhor virá libertar o seu povo…” Ofício Divino das Comunidades, página 295.

A função do canto de abertura, inserido nos ritos iniciais, cumpre antes de tudo o papel de criar comunhão. Seu mérito é de convocar a assembléia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado, na certeza de que onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles (Mateus 18,20). Este canto tem que deixar a assembléia num estado de ânimo apropriado para a escuta da Palavra de Deus.

2- Canto para o acendimento das velas da Coroa do Advento

3. Ato Penitencial. Ver e fórmula própria do Missal pra o Tempo do Advento.

4. Salmo responsorial 121/122. A alegria de subir à casa do Senhor. “Que alegria, quando ouvi que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor.’ CD Liturgia IV, música da faixa 2.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

5. O canto ritual do Aleluia. “Mostra tua misericórdia e dá a tua salvação” (Salmo 84/85, 8. “Aleluia, aleluia… Vem mostrar-nos, ó Senhor…”, CD: Liturgia VIII, melodia da faixa 9.

Esta forma responsorial só é completa, quando o versículo bíblico é cantado, pois, caso contrário, a resposta não tem seu verdadeiro efeito. Por ser diferente do Salmo Responsorial, o verso é uma citação do Evangelho que se segue.

Esta aclamação é quase sempre “ALELUIA” (menos nas missas da Quaresma por seu um tempo penitencial). É uma aclamação pascal a Cristo que é o Verbo de Deus. É um vibrante viva Deus. Os versos que acompanham o refrão devem ser tirados do Lecionário.

6- Canto para a resposta das preces

R: Vem, vem, Senhor Jesus, vem,/ Vem, bem-amado Senhor! (bis); Hinário Litúrgico I, página 88-89.

7. Apresentação dos dons. Devemos tornar oferenda com as nossas oferendas do pão e do vinho. É importante lembrar às comunidades a Coleta para a Evangelização que nos chama a ser solidários. Esta Campanha é, na Igreja do Brasil, uma resposta firme e significativa de todos aqueles que acreditam e assumem a responsabilidade evangelizadora. “A nossa oferta apresentamos no altar e te pedimos: vem, Senhor, nos libertar”, CD: Liturgia IV, melodia da faixa 4. Outra opção é o canto “Pão e vinho apresentamos com louvor…, do Pe. José Weber.

8. Canto de comunhão. Deus dá a bênção, nós os frutos (Salmo 84/85,13). “Vigiai, vigiai, eu vos digo”, CD: Liturgia IV, melodia da faixa 5. Este canto retoma o Evangelho na comunhão de maneira autentica. Veja orientação abaixo.

O Missal Romano oferece a seguinte explicação: “…entoa-se o cântico de comunhão, que deve exprimir, através da unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, manifestar a alegria do coração e dar um sentido mais fraterno à procissão daqueles que vão receber o Corpo de Cristo. O cântico inicia-se no momento da comunhão do sacerdote e prolonga-se o tempo que for oportuno, enquanto os fiéis comungam o Corpo de Cristo” (IGMR, 74). O Missal oferece muita flexibilidade na organização da comunhão, não diz que se deve cansar a assembleia com muitos cantos. Também não tem sentido depois que os fiéis comungarem, continuar executando o canto até a última estrofe cansando a assembleia. É uma regra de bom senso.

9. Canto de louvor a Deus após a comunhão: Durante o Tempo do Advento omite-se este canto.

7- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Durante o tempo do Advento, como já é costume, tem destaque a Coroa do Advento. Evite-se utilizar flores e matérias artificiais e espalhafatosos, muitas vezes típicos da linguagem comercial: pisca-pisca, festões, papai noel, etc. Fiel à sua origem, a Coroa do Advento é confeccionada apenas com galhos verdes em forma circular, símbolo do eterno que mergulha e se deixa entrever no tempo. A nossa exagerada criatividade fez a coroa tomar outras formas e, conseqüentemente, perder seu sentido. As quatro velas acesas uma a cada domingo, de forma crescente, anunciam que a Luz vence as Trevas. Proclamam o porvir da Páscoa do Natal. A Coroa pode ser colocada próximo ao altar ou da mesa da Palavra.

2. A respeito do uso do data-show nas celebrações, a CNBB orienta que deve ser colocado somente os cantos, produções de imagens para a homilia e avisos. Não se deve colocar as leituras bíblicas e nem a Oração Eucarística para que não seja ofuscado as duas peças principais do espaço celebrativo que é o altar da ceia e a mesa da Palavra ou ambão.

8. AÇÃO RITUAL

Neste tempo em que se celebra a manifestação do Verbo na história humana, é interessante que se dê importância ao Evangeliário e também à imagem ou ícone de Nossa Senhora, Mãe do Senhor e imagem da Igreja fiel á Palavra de Deus.

Ritos Iniciais

1. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembleia no Mistério celebrado.

2. É importante não exagerar nos elementos dos Ritos Iniciais, para que transpareça seu caráter preparatório, introdutório e de exórdio, conforme indica o IRMR n. 46. Em se tratando, ainda, de um tempo preparatório, em que é própria a reserva simbólica (omitem-se o Glória e o uso de flores é bem moderado), aproveite-se para “despojar” os Ritos Iniciais, deixando-os mais simples. Pode-se escolher como elemento a ser valorizado a “saudação inicial” que progressivamente, forneça à assembleia aquela frutuosa compreensão do que se celebra neste tempo. Para o Primeiro Domingo, poderia ser usada a seguinte fórmula, inspirada na saudação apostólica de Paulo e em sua ação de graças a Deus, 2Coríntios 1,2-3:

“A vós, irmãos e irmãs, que esperais vigilantes a manifestação do Deus da Vida, graça e Paz da parte de Deus, o Pai das misericórdias e Senhor de toda consolação, esteja convosco”.

3. Com a intenção de exprimir o sentido da Coroa do Advento e de recuperar o seu sentido original e litúrgico, sugerimos que, a cada Domingo, nos ritos iniciais, depois do sinal da cruz, da saudação do presidente e da recordação da vida, antes de dar o sentido litúrgico, acende-se solenemente cada vela da coroa com a seguinte oração de benção, dentro do rito proposto. Lembre-se que as velas não são símbolo, mas a luz que elas irradiam, sim. Portanto, a cor das velas não interfere no significado da Coroa do Advento, podendo, pois, utilizar quatro velas brancas.

– Acendimento Solene da Coroa do Advento:
Alguém se aproxima da coroa, trazendo uma pequenina chama ou uma vela pequena acesa (evitem-se os fósforos que criam ruído, apagam-se facilmente, enfraquecendo a ação simbólica, do ponto de vista exterior, o que acarreta na assembleia dispersão e impaciência). Depois de acesa a primeira vela, cantar este refrão que está no CD: Cristo Clarão do Pai, melodia da faixa 2, Paulus. Se a equipe de canto não tiver o CD, é só entrar no Google que encontra-se a música e também a partitura.

Acendamos a lamparina, acendamos a lamparina (Ascendamos a primeira vela)
Sentinela a vigiar:
logo o Senhor virá, logo o Senhor virá.
Deus-Conosco: luz a brilhar. Deus-Conosco: luz a brilhar!
Sugestão: pode-se substituir lamparina por vela: “Acendamos a primeira vela”.

4. Terminada esta ação ritual, dirige-se para a Mesa do Altar e do Ambão para acender as velas que ladeiam tais peças.

5. Essa ação ritual pode ser usada nos quatro domingos do Advento.

6. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono um leigo/a devidamente preparado (Missal Romano página 390). O sentido litúrgico pode ser proposto, através das seguintes palavras, ou outras semelhantes:

Domingo da vigilância. Neste Primeiro Domingo do Advento contemplamos sobre a vinda definitiva do Senhor no fim dos tempos. Vem vindo aquele que sempre vem, e a atitude fundamental é vigiar, é renovar nossos corações para não ser pego de surpresa.

7. Ato penitencial. Não se trata de Rito penitencial, mas Ato penitencial. O Ato penitencial é concluído pela absolvição do presidente, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do Sacramento da Penitencia. Por confissão geral, se entende não a descrição de pecados, mas da condição pecadora do fiel, no sentido de evidenciar aquela humildade de que fala o Evangelho. Não é para pedir perdão dos pecados, mas para reconhecer-se pecador e dignos da Mesa do Senhor. É para tornar a assembleia atenta ao apelo de Jesus que diz: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Marcos 1,15) e para obedecer à ordem de reconciliar os irmãos antes de apresentar a oferenda (Mateus 5,24), que a Igreja celebra a penitência ao iniciar sua celebração. Seria interessante que seja cantado.

8. Neste tempo preparatório, em que a conversão é uma dimensão muito enfatizada, pode-se realizar o Ato Penitencial sob a segunda formula, diálogo com os versículos sálmicos:

Tende compaixão de nós, Senhor.
Todos: Porque somos pecadores.
Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Todos: E dai-nos a vossa salvação.

Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós…

9. Outra opção para o Ato penitencial neste Primeiro Domingo do Advento é a fórmula n. 1 do Missal Romano página 395 que destaca o Advento escatológico.

10. Na Oração do Dia, suplicamos a Deus “o ardente desejo de possuir o reino celeste, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro de Cristo que vem…”. Mais uma vez, consideramos a oração do dia, na qual se suplica a Deus que os fiéis acorram a Cristo como portadores de boas obras. Segundo essa breve, suave e profunda prece a qual nos introduzimos na oração litúrgica neste Primeiro Domingo do Advento, as boas obras são fruto do ardente desejo de possuir o Reinado de Deus. O que a Igreja tem por intenção com essa oração é alimentar, em nós, a vontade pelo Reino de Deus, que se exprime em obras de justiça.

Rito da Palavra

1. Antes da Primeira Leitura, cante-se o refrão meditativo preparando o coração da assembleia para acolher a Palavra:

Refrão meditativo. “Atentos ficai”, CD: A Palavra se fez carne, melodia da faixa 1.

ATENTOS FICAI, ATENTOS FICAI,
POIS O FILHO DO HOMEM VIRÁ!
ATENTOS FICAI, ATENTOS FICAI,
ELE VEM PARA VOS SALVAR.
(cf. Mateus 24,37-44)

2. Deixar sempre uns instantes de silêncio após cada leitura e também após a homilia, para um diálogo orante de amor e compromisso da comunidade com o Senhor.

3. Se a celebração for à tardinha ou à noite, durante a aclamação e proclamação do Evangelho, além das duas lanternas que acompanha a procissão do Evangeliário, onde for possível toda a assembléia ou um grupo de pessoas pode ter velas acesas nas mãos, expressando a atitude de vigilância que o Advento nos pede. A leitura do Evangelho pode ser feita num tom solene de grande proclamação. A frase mais importante é: “Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor.”

4. A resposta das preces poderá ser cantada e expressar desejo e expectativa, retomando o clamor das comunidades do Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus!” Por exemplo: “Vem, Senhor! Vem, Senhor! Vem libertar o teu povo! Ou outro semelhante. Veja em Música Ritual, nº 9, item 6.

4. Outra opção, é no momento das preces, cantar a Ladainha do Advento em todos os domingos, substituindo-se as fórmulas convencionais, de todos os domingos. Esta sugestão vale para todos os domingos do Advento.
Oh, Senhor… Vem, Senhor Jesus!
Sabedoria… Aleluia!
Vem, renova-nos… Vem Senhor Jesus!
Nosso desejo… Aleluia!
Nosso anseio…Vem, Senhor Jesus
Oh, prometido… Aleluia!
Nosso Messias… Vem, Senhor Jesus!
Oh, Esperado… Aleluia!
Luz das nações… Vem, Senhor Jesus!
Luz das trevas… Aleluia!
Ressuscitado… Vem, Senhor Jesus!
Senhor da Glória… Aleluia!
Oh, Desejado… Vem, Senhor Jesus!
Oh, Amado… Aleluia!
Entre nós… Vem, Senhor Jesus!
Dentro de nós… Aleluia!
Vem, Messias… Vem, Senhor Jesus!
Oh, Justiça… Aleluia!
Mora entre nós… Vem, Senhor Jesus!
Misericórdia… Aleluia!
Vive entre nós… Vem, Senhor Jesus!
Nossa força… Aleluia!
Dentro de nós… Vem, Senhor Jesus!
Liberdade… Aleluia!
Salva teu povo… Vem, Senhor Jesus!
Nossa cura… Aleluia!
Tira a dor… Vem, Senhor Jesus!
Oh, conforto… Aleluia!
Dá esperança… Vem, Senhor Jesus!
Nossa alegria… Aleluia!
Preencha-nos … Vem, Senhor Jesus!
Sabedoria… Aleluia!
Vem, renova-nos… Vem, Senhor Jesus!
Nosso desejo… Aleluia!
Nosso anseio… Vem, Senhor Jesus!
Oh, prometido… Aleluia!

Nosso Messias… Vem, Senhor Jesus!
Oh, Esperado… Aleluia!
Luz das nações… Vem, Senhor Jesus!
Luz das trevas… Aleluia!
Ressuscitado… Vem, Senhor Jesus!
Senhor da Glória… Vem, Senhor Jesus!
Oh, Desejado… Aleluia!
Oh, Amado… Vem, Senhor Jesus!
Entre nós… Aleluia!
Dentro de nós… Vem, Senhor Jesus !

Rito da Eucaristia

1. A preparação dos dons tem uma finalidade prática, expressa na procissão com que o pão e o vinho são trazidos ao altar. Segundo o costume das refeições judaicas, bendiz-se a Deus pelo alimento básico, o pão, e pela bebida mais significativa, o vinho. Evitar chamar este momento de “ofertório”, pois ele acontece após a narrativa da ceia (consagração).

2. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que receba nossas oferendas escolhidas torne-se premio da redenção eterna. É preciso saber receber para oferecer: transformação dos dons em redenção.

3. Escolher o Prefácio Advento I, que contempla as duas vindas de Cristo. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes esperamos”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Nas missas do Advento e em todas as outras, desde o primeiro domingo até 16 de dezembro, exceto nas Missas com prefácio próprio.

4. No momento do convite à comunhão, quando se apresenta o Pão consagrado e o cálice com o sangue de Cristo, é muito oportuno o texto bíblico de João 8,12, que é a fórmula “b” do Missal Romano:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.

5. Fazer o sagrado silêncio após a comunhão. Reservar à comunidade celebrante instantes de silêncio.

Ritos finais

1. Na oração depois da comunhão suplicamos ao Senhor que a participação nos mistérios divino nos ajudem a amar na terra as realidades celeste.

2. Na página 519, o Missal Romano propõe o formulário da bênção solene do Advento.

3. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor”. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

4. O Tempo do Advento é muito oportuno para aprofundar e exercitar a piedade mariana, dando-lhes os contornos da espiritualidade do Advento que é da memória e expectativa a respeito da manifestação do Verbo de Deus no seio do mundo.

5. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.

9- REDESCOBRINDO O MISSAL ROMANO

1. Até o dia 16, inclusive, não se permitem as Missas para diversas circunstâncias, votivas ou cotidianas pelos defuntos, a não ser que a utilidade pastoral o exija (IGMR nº 333). Mas podem celebrar as Missas das memórias que ocorrem, ou dos Santos inscritos no Martiriológio nos respectivos dias (IGMR, nº 316b).

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

A expectativa da vinda do Senhor é um motivo para viver na alegria. Alegria, porque ela nos liberta por uma libertação interior. Esta nos faz sair do nosso comodismo e nos põe de prontidão para enfrentarmos corajosamente as grandes lutas por um mundo melhor. Agindo assim, caminharemos juntos para uma Vida Futura, onde o nosso encontro com Cristo não será de surpresa e de espanto, mas de alegre expectativa de podermos chegar à Casa do Pai e de ouvir dos lábios de Jesus o convite final: “Venham vocês que são abençoados por meu Pai! Venham e recebam o Reino que foi preparado por meu Pai, desde a criação do mundo” (Mateus 25,34).

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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