20º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C – 14 de agosto de 2016

Leituras

Jeremias 38,4-6.8-10. Ele está em vossas mãos; o rei nada vos poderá negar.
Salmo 39/40,2-4.18. Canto novo ele pôs em meus lábios.
Hebreus 12,1-4. Deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve.
Lucas 12,49-53. Eu vim para lançar fogo sobre a terra.

“NÃO VIM TRAZER A PAZ, MAS A DIVISÃO”

timthumb

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da verdadeira paz de Jesus. A Palavra de Deus neste Domingo, não é uma crítica às famílias, quando Jesus fala de divisões familiares. Jesus não quer provocar desunião nas famílias. É preciso compreender essas palavras de Jesus no contexto de sua época e de sua catequese. No seu tempo e até hoje no Oriente não cristão, receber o batismo era adesão à Igreja.

Agosto mês vocacional. Hoje junto com o mistério celebrado, trazemos presente na liturgia a vida dos pais. A paternidade humana é um reflexo da paternidade do Criador. A paternidade humana engrandece os pais porque é obra de Deus Pai.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Jeremias 38,4-6.8-10. Estamos nos últimos dias de Jerusalém, antes de cair nas mãos dos babilônios e do exílio do povo. A cidade está cercada e sofre com fome. Jeremias continua a pregar a queda iminente de Jerusalém e aconselha a rendição ao exército inimigo (cf. Jeremias 37,17;38,17-18), mas os chefes do povo não querem ouvi-lo e o rei é muito fraco para vence-los. O profeta sofre falsas acusações por causa da Palavra de Deus.

Vamos observar, no ano 587 antes de Cristo, uma Jerusalém assediada pelo exército babilônico de Nabucodonosor. O rei Sedecias (597-586 antes de Cristo) e seus conselheiros não sabiam mais a quem recorrer. O Egito era rechaçado pela Babilônia e a Assíria totalmente destruída. Não havia uma saída. Mesmo assim, os dirigentes do país procuravam ignorar o perigo, dizendo que “tudo vai bem, tudo vai bem, quando tudo ia mal” (Jeremias 6,14). E a religião era usada para encobrir esta desorientação, tentando resolver a crise política através de ritos alienantes e vazios.

Jeremias, no meio de tudo isso, não perdia ocasião para denunciar as falsas soluções políticas, magníficas coberturas para as maiores injustiças sociais possíveis.

Chegamos, assim ao capítulo 38 do Livro do Profeta Jeremias, escrito por Baruc, secretário do profeta. Encontramos Jeremias prisioneiro do governo, acusado injustamente de querer passar para o lado do inimigo. E a questão não parou aí. Jeremias 38,4-6.8-10 narra como os príncipes judeus (uma nova classe dirigente que subira ao poder após a deportação da antiga classe em 597 antes de Cristo) colocaram-no dentro de uma cisterna seca com a intenção de matá-lo.

Por que eliminar o profeta? Não via saída para a situação trágica em que se encontrava Jerusalém e repetia sempre que tudo era inútil. De qualquer maneira os babilônios tomariam a cidade (38,2-3). Seu destino já estava traçado. O país estava condenado, e esta condenação era o julgamento justo de Javé pela violação da Aliança.

Por isso as autoridades acusaram Jeremias de desanimar o povo e os soldados, de entreguismo, de derrotismo, de subversão, isto é, queriam que o profeta animasse o povo com uma falsa esperança. Se não fosse a intervenção de um amigo junto ao rei, que até gostava de ouvi-lo, Jeremias teria sido morto.

Que alternativa oferecia Jeremias? O povo abandonara o caminho da justiça, a começar pelo rei, cada um construía o seu própria Deus, isto é, um individualismo religioso conforme os seus interesses: por isso não havia salvação política ou militar para Jerusalém. Tudo estava perdido, tudo estava podre.

A única saída seria: “Praticai a justiça desde o nascer do dia, livrai o oprimido das mãos do opressor, para que meu furor não se inflame como o fogo braseiro que não se pode extinguir” (Jeremias 21,12).

Ele é uma pessoa incapacitada e insegura, dá ouvidos aos chefes (versículos 4-5) e depois, aconselhado por um eunuco da corte (trata-se de um funcionário, versículo 1), procura remediar a sua atitude, fazendo que o profeta saia da cisterna (versículos 9-10). Apesar disso, o rei Sedecias continua a não confiar plenamente na palavra do profeta Jeremias.

Sedecias é mesmo a caricatura de um rei! Ele deveria governar o seu povo com um pastor, isto é, dar segurança, mas, pelo contrário, deixa-se governar pelos seus assessores, em vez de governar é governado por eles. Sobretudo, como soberano de Israel, deveria fazer um discernimento sobre a vontade do Senhor, mas mostra-se continuamente incerto e incapaz de tomar decisões. Trata-se de um rei que não é mau, mas é simplesmente incapaz de tomar decisões: ouve a todos e não escuta a Palavra de Deus.

É preciso saber que a história do profeta Jeremias se repete, hoje, na história de muitos profetas. Basta olhar os nossos governantes que passam um ânimo falso para o povo dizendo que o país está bem, que a economia vai bem, que estamos combatendo a corrupção e na verdade é mentira.

Salmo responsorial – 39/40,2-4.18. O Salmo 39/40 começa com a ação de graças, contando sua libertação: a pessoa humana pôs sua esperança em Deus, Deus respondeu “salvando da cova”, isto é, do grave perigo da morte. É um salmo de ação de graças, inspirado numa pessoa que passou por grave situação e clamou por Deus. Ela foi ouvida e agora vem agradecer, provavelmente no Templo de Jerusalém, cercada por muitos peregrinos, curiosos em saber como tudo aconteceu.

A consequência da libertação é, para o salmista, um canto de ação de graças: é o próprio Deus que põe em sua boca, porque lhe permitiu viver e louvar esse Deus libertador. O salmo mostra Deus que ouve o clamor e liberta, fazendo a pessoa cantar a ação de graças.

Além da obediência sincera aos mandamentos da Aliança, Deus quer a resposta do louvor, em forma pública, para ensinamento dos outros. O salmista protesta diante de Deus por ter cumprido seu ofício perante a “assembleia”: neste louvor, a pessoa humana se torna portadora da revelação para a sua comunidade.

O rosto de Deus no salmo 39/40. Um Deus que inclina o ouvido, isto é, se aproxima (versículo 2), faz subir, coloca o fiel em pé sobre a rocha e firma seus passos (versículo 3), provocando nele a ação de graças (versículo 4). Um Deus que quer a prática da justiça em lugar de sacrifícios (versículos 7-9), pois Ele próprio é justo, fiel, salvador, amoroso e verdadeiro (versículos 10-11).

A Carta aos Hebreus 10,7, aplica a Jesus este salmo que cumpriu plenamente a vontade de Deus entregando sua vida por nós na cruz. Nos evangelhos, encontramos como Jesus realizou a vontade do Pai.

Cantando este Salmo, peçamos ao Senhor a força do seu Espírito, para que sejamos capazes de compreender a nossa vocação e possamos ser fiéis cumpridores de sua vontade.

R: PROVAI E VEDE QUÃO SUAVE É O SENHOR!

Segunda leitura – Hebreus 12,1-4. Depois de ter contemplado no capítulo 11 a fé de numerosas testemunhas do Primeiro Testamento, “Rodeados de tão grande número de testemunhas”, versículo 1, o capítulo 12 da Carta aos Hebreus coloca a ênfase sobre o testemunho de Cristo, que está na origem da sua fé e lhe dá cumprimento. A Sua confiança e determinação diante da “cruz” (versículo 2) deve amparar os cristãos perante os sofrimentos, as perseguições e as adversidades (versículos 3-4).

O cristão deve desatar-se das cadeias do pecado, que deprime a vida, levando-a cair em outros. O pecado é um mal que anda por perto (“eu-perí-staton”) sob forma de tentações, em ocasiões de pecado que o mundo, a carne, o próximo e o diabo oferecem em quantidade (cf. 1Pedro 2,1; 1João 2,16), travando a caminhada para Deus. “Cadeias do pecado” são o peso do pecado cometido ou a aflição de quem errou. Tal peso, além dos pecados, podem ser as práticas superadas do judaísmo, os ritualismos, os formalismos e legalismos, as tradições, as tradições superadas (João 5,44).

Se o versículo 2 consideram as testemunhas da fé no Primeiro Testamento, muito mais deve-se olhar para Jesus Cristo (“aphorôntes” = fixar o olhar de longe e desejar), de quem elas eram prefiguração e em quem se recapitulam todas as suas perfeições.

No versículo 3 os cristãos são intimados a considerar repetida e atentamente (“analogísasthe” conota cálculo, ponderação, contemplação, reflexão) a Cristo redentor, que sofreu tamanha contradição e perseguição da parte dos pecadores, a ponto de as contrariedades que passam os fiéis, comparadas com aquelas, serem insignificantes. Portanto, a Cruz é remédio para qualquer tribulação: – nela se encontra o afeto aos pais, porque foi ali que Jesus confiou sua Mãe ao discípulo predileto, – nela se acha a caridade para com o próximo, visto quer o Redentor orou pelos seus carrascos. Na Cruz se reconhece a paciência nas contrariedades, se exercita a perseverança até o fim. Com razão se afirma que na Cruz se descobre o exemplar de todas as virtudes. Dizia Santo Agostinho: “A Cruz era escola… o lenho em que Jesus pendeu, tornou-se a cátedra de onde se ensinava” (Sermão 234,2).

O sacrifício de Cristo é motivo de confronto, de discernimento, a fim de que, fortalecidos na fé, os cristãos possam viver a sua vida humana com participação plena. Dizia a propósito São Gregório Magno: “Se se lembra da Paixão de Cristo, nada há tão difícil que não se tolere de bom ânimo”. Tal era o perigo dos cristãos de Jerusalém, os quais em consequência das duras provações, estavam para desanimar e desesperar.

É neste sentido que Jesus dá início à fé e a leva a cumprimento (cf. versículo 2b). Ele é “autor” enquanto a fé tem n’Ele o único ponto de referência e só n’Ele pode o cristão colocar toda a sua esperança; “cumprimento” enquanto Jesus com a salvação que brota da sua Cruz e da Sua ressurreição torna a fé capaz de atuar plenamente na vida.

Evangelho – Lucas 12,49-53. Não podemos perder de vista que o trecho proposta pela liturgia de hoje se encaixe na longa “relação de Lucas a respeito da viagem de Jesus para Jerusalém” (9,51-18,14). Viagem dramática que o levará a sofrer a Paixão e a morte. Os versículos 49 e 50 nos relembram a dura realidade destas profecias: o Messias está angustiado diante do “batismo” (da morte) que está por certo esperando-O em Jerusalém. Jesus não foi um super-homem insensível. Não poderíamos imaginar que a vida pública do Cristo foi um perpétuo Getsêmani?

Lucas se preocupa em mostrar-nos em Jesus de Nazaré a imagem e a realidade do Kyrios, do Senhor escondido e glorificado (Lucas 24,13-35) que age no meio da Igreja nascente. Por cauda disto, Lucas vai “apagar” um pouco todas as declarações do original Marcos acentuando o rosto humano de Jesus de Nazaré. Temos aqui uma das poucas passagens do Evangelho de Lucas revelando a face humana e angustiada de Jesus. Por isso tem um relevo muito especial.

O discípulo não está acima do Mestre. Ele também conhecerá o sofrimento, a perseguição e a incompreensão. A começar pela própria família, não há de se estranhar. Isto faz parte das recomendações e advertências que Jesus está fazendo aos seus discípulos. Eles devem ser vigilantes, no sentido de ser plenamente no sentido de ser disponíveis para a missão. A pobreza não é só um problema de dinheiro: ela é antes de, mais nada uma doação total a Deus e ao próximo, mesmo se isto exija da gente romper com os próprios parentes e a sociedade.

Uma questão aparece nitidamente: Jesus não está falando de um fogo material, destruidor e vingador como em Lucas 9,54. O fogo aqui tem um sentido simbólico. Pode ser o fogo do castigo e do julgamento (cf. Isaias 66,15-16; Ezequiel 38,22; 39,6; Malaquias 3,19; Judite 16,17; Zacarias 13,9), o fogo da provação e a da purificação (Malaquias 3,2s; Eclesiástico 2,5), o fogo da paixão interior (Eclesiástico 9,8; 22,16). Os padres da Igreja viam aqui o fogo da caridade (1Coríntios 13) e do Espírito Santo. Esta última interpretação parece ser a mais correta porque é ligada ao tema do batismo que aparece no versículo seguinte. Por outro lado, Lucas descreve o dia de Pentecostes utilizando a imagem das “línguas de fogo” (Atos 2,3.19).

Os versículos 49-50 são como dois membros paralelos, com a oposição fogo-água. Jesus veio acender o fogo na terra, mas, antes tem que “ser batizado num batismo” que gera angústia extrema. Os termos são misteriosos mas deixam entender que o Messias deverá sofrer uma prova muito dolorosa. O batismo tem também um sentido simbólico: é uma referência à própria Paixão e morte, bastante clara para nós, mas que deve ter ficado misteriosa para os discípulos.

Jesus, sinal de contradição (versículo 51-53). Os tempos messiânicos foram desde sempre anunciados pelos profetas como um tempo de paz e de salvação. Porém, a paz trazida por Jesus não é uma falsa paz suave e mítica ignorando os conflitos. Ela exige tomada de posição que podem provocar a incompreensão e até a perseguição. Os discípulos devem estar prontos a sofrer tudo isto por causa do Evangelho. Portanto, não se perturbem, não tenham medo!

O tema da espada é utilizado por Lucas em correlação com a ideia de divisão: “Eis que este menino foi colocado para a queda a para o reerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição” (Lucas 2,34). No versículo 51 Lucas não fala de mais de espada mas só de divisão.

Não podemos esquecer que os primeiros cristãos eram todos convertidos vindos do judaísmo e do paganismo. Lucas pensa mais nos cristãos vindos do paganismo porque era sírio de Antioquia, foi discípulos dos Apóstolos e, mais tarde seguidor de Paulo (cf. o prólogo antimarcionista ao Evangelho de Lucas, composto no século II). O batismo de um elemento da família, quase sempre um adulto (o batismo de crianças surgirá bem depois), provocava muitas vezes separações e divisões na própria casa. Naquela época o batismo era realmente adesão à Igreja e nunca, como acontece infelizmente hoje, um ato de rotina de cunho meramente social para agradar aos pais ou à pessoa…

Em Miquéias capítulo 7,2 temos um quadro geral de corrupção da humanidade onde “não há um elemento reto entre todos”. Porém virá o dia do castigo “porque o filho despreza o pai e a filha se revolta contra sua mãe, a nora contra a sogra, e os inimigos de cada um são os de sua casa” (Miquéias 7,6). Mateus e Lucas citam o trecho do profeta Miquéias, entretanto, de maneira diferente. Prolongando o tema da espada, Mateus focaliza a ideia de separação (Miquéias 35) sem praticamente modificar a citação de Miquéias. Lucas retoma o tema da divisão (versículo 51) e insiste nela introduzindo uma problemática numérica ausente em Mateus: “numa casa com cinco pessoas, estarão dividas três contra duas e duas contra três” (versículo 52). Temos aqui um prelúdio ao versículo 53 onde encontramos seis apelações (pai/filho/mãe/filha/sogra/nora) mas só cinco pessoas porque a noiva sendo introduzida na casa, a sua sogra é ao mesmo tempo a mãe do seu esposo.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

A Liturgia da Palavra de hoje nos conduz a percorrer um itinerário em três passagens importantes.

A história do profeta Jeremias e o salmo responsorial nos colocam perante a temática do sofrimento do justo: o profeta é rejeitado, porque a sua palavra é verdadeira. Existe portanto uma verdade que cada cristão deve esculpir na sua vida: levar a Palavra de Deus nunca será fonte de sucesso ou motivo de consentimento humano. Certamente, como nos testemunha o salmo responsorial, é fonte de libertação (Salmo 39,2-3), desde que esta libertação seja toda e somente atribuída a Deus. O tema do sofrimento do justo encontra em Jesus a sua expressão mais completa, como nos recorda a Carta aos Hebreus. Não se trata apenas de um sofrimento parecido com generosa resignação: é escolhido por amor e em obediência ao Pai (prefácio dos domingos do Tempo Comum VII), como instrumento de salvação para todos.

Também os cristãos são chamados a viver esta discórdia, devido à sua fé comprometida com o Reino de Deus. A pacificação interior jamais pode ser fruto de compromissos: ela acontece na consciência de viver até o fim o chamamento a serem discípulos de Jesus. Perante esta prioridade não há nada a fazer: não há afetos, domínios ou falsas pacificações. Coloca-se aqui portanto, a segunda passagem: o cristão é chamado a viver um discernimento na sua vida quotidiana para compreender, aqui e agora, o chamamento do Senhor, no qual se podem assentar os pés, como “sobre a rocha” (Salmo 39,3).

Este discernimento é fonte de fadigas, enquanto impõe ao discípulo que saiba descobrir a vontade de Deus, no meio das hesitações e das ambiguidades da História. Que critérios e instrumentos se devem utilizar para o realizar? Como se pode verificar, de cada vez, se está certo ou errado? Como fazer para não sermos um “rei errado”, como sucedeu a Sedecias? Eis então a terceira passagem que nos é indicada pela Carta aos Hebreus com uma frase lapidar: “fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição” (Hebreus 12,2). Só Jesus Cristo, e mais ninguém, por mais sábio ou santo que seja, pode ser o nosso ponto de referência. Confiamos que seja Ele a nos ajudar a cumprir o nosso ato de fé e de caridade e, deste modo, a tornar firmes os nossos passos, para “corrermos” (cf. Hebreus 12,1) dentro da nossa vida em obediência ao Pai.

As três passagens expostas na celebração constituem a espinha dorsal de um Cristianismo autêntico, que não reduz a fé a uma consolação da alma ou a um para raio dos nossos medos, mas sim a uma fé que se empenha com generosidade na construção de um mundo melhor e do Reino de Deus.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Inflamados pelo Espírito de Jesus, temos a missão de manter aceso o fogo do amor e da justiça do reino de Deus, para que se realize o sonho de uma sociedade a serviço da vida para todos. “O profeta é aquele que anuncia a verdade profunda dos fatos” e promove ações capazes de mudar os rumos da história.

Na Eucaristia damos graças a Deus e ao repartir entre nós o pão e o vinho eucaristizados renovemos nossa fé e perseveremos na vontade de Deus, mesmo em meio a conflitos e dificuldades.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Em cada celebração participamos da Páscoa de Jesus ao receber a semente da vida eterna, busca fundamental de nossa vida. Celebrar a Eucaristia é um encontro com o Senhor que vem ao nosso encontro na Palavra, no pão e vinho eucaristizados e nos fatos da vida. É ocasião para perceber que o projeto de Jesus causa conflitos e oposições na família e na sociedade. Ele não nos pede uma paz individualista e suave sem compromisso, mas uma paz que exige tomada de posição que podem provocar a incompreensão e até a perseguição por amor ao Reino de Deus. A celebração eucarística nos convida a rever a nossa consagração batismal como compromisso na transformação da sociedade para que todos tenham vida. Um exemplo forte de que o batismo é adesão à Igreja e ao Reino de Deus é o exemplo dos mártires. Cada celebração que participamos, comungando a Palavra e o corpo e sangue do Senhor, somos chamados a entrar num processo contínuo de conversão para que encontremos a “verdadeira paz”. Corpo entregue e Sangue derramado: “Fazei isso em memória de mim”.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

3. Convidar grupos de famílias para se reunirem durante a semana a fim de refletirem sobre sua missão na sociedade.

4. O mês de agosto é também chamado de “mês vocacional”, isto é, o mês de destacar a pastoral vocacional. A comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, insiste numa nova terminologia para os domingos deste mês. Não devemos refletir somente sobre a vocação especifica. É importante que tenhamos presente esse conteúdo para preparar as preces e alguma referência particular em relação às vocações:

– 1º Domingo: vocação para os ministérios ordenados (bispo, presbítero e diácono);

– 2º Domingo: vocação para a vida em família;

– 3º Domingo: vocação para a vida consagrada (vida religiosa contemplativa e missionária, institutos seculares, sociedades de vida apostólica e outras novas formas de vida religiosa);

– 4º Domingo: vocação para os ministérios e serviços na comunidade e na sociedade.

5. O CD: Liturgia VI, Ano A, CD: Liturgia IX, Ano B e o CD: Cantos de Abertura e Comunhão Tempo Comum I e II, da coleção Hinário Litúrgico da CNBB nos oferecem cantos adequados para cada Domingo. O repertório bem ensaiado manifestará, mais harmonicamente, o mistério celebrado.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 20º Domingo do Tempo Comum. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

Dar uma passada nos cantos (refrão e uma estrofe), seguido de um momento de silêncio e oração pessoal, ajuda a criar um clima alegre e orante para a celebração. É fundamental uns momentos de silêncio antes da celebração. O repertório bem ensaiado previamente e com o povo, minutos antes da celebração, irá colaborar para a participação de todos.

A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial.

1. Canto de abertura. “Deus, protege teu ungido; um dia contigo é melhor que mil sem ti” (Salmo 83/84,10-11). Para o canto de abertura, sugerimos esta antífona que está articulada com o Salmo 85/86, que coloca a comunidade em forma de súplica pedindo que o Senhor ensine Seus caminhos. “Deus, nosso Pai protetor, dá-nos hoje um sinal de tua graça!”, CD: Liturgia VII, mesma melodia da faixa 1. As estrofes são do Salmo 85/86/32, nos dá a certeza de que somente Deus é o Senhor e sabe governar o mundo com justiça.

2. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD: Tríduo Pascal I e II e também no CD: Festas Litúrgicas I.

O Hino de louvor “Glória a Deus nas alturas” é antiqüíssimo e venerável, com ele a Igreja, congrega no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. Não é permitido substituir o texto desse hino por outro (cf. IGMR n. 53). O CD: Festas Litúrgicas I propõe, na faixa 2, uma melodia para esse hino que pode ser cantado de forma bem festivo, solista e assembleia. Ver também nos outros CDs que citamos acima.

3. Salmo responsorial 39/40. Súplica de socorro, atendida por Deus. É o Deus aliado que nos livra dos perigos e coloca canto novo em nossos lábios. “Socorrei-me, Senhor, e vinde logo em meu auxílio!”, melodia igual à faixa 21 do CD: Liturgia XI.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

4. Aclamação ao Evangelho. “Lídia… O Senhor lhe abrira o coração para que entendesse a o que Paulo dizia” (Atos 16,14). “Vem abrir nosso coração, Senhor”, CD: Liturgia XII, melodia da faixa 1. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical. Portanto, preserve-se a aclamação ao Evangelho cantando o texto proposto pelo Lecionário Dominical. Ele ajudará a manifestar o sentido litúrgico da celebração, conforme orientações da Igreja na sua caminhada litúrgica. Outra opção é colocar nesta letra a melodia: “Eu confio em nosso Senhor, com fé esperança e amor”. É uma melodia antiga que todos conhecem, e para as gerações mais jovens vale a pena aprender esse tesouro de séculos na Igreja.

Aleluia é uma palavra hebraica “Hallelu-Jah” (“Louvai ao Senhor!”), que tem sua origem na liturgia judaica, ocupa lugar de destaque na tradição cristã. Mais do que ornamentar a procissão do Evangeliário, sempre foi a expressão de acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua Palavra viva, sendo assim manifestação da fé presença atuante do Senhor.

5. Canto de Apresentação dos dons. Neste Domingo seria muito oportuno que o canto de apresentação das oferendas evidencie a família diante do altar, por ser dia dos pais. Nesse sentido sugerimos o canto: “A mesa santa que preparamos… pais, mães e filhos diante do altar”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 23.

6. Canto de comunhão. “Eu vim para lançar fogo a terra e como gostaria que já estivesse aceso” (Lucas 12,49). “Vim lançar sobre a terra um fogo, um incêndio eu vim atear”, CD: Liturgia XI, mesma melodia da faixa 23, exceto o refrão.

Este canto também permite estabelecer e experimentar a unidade das duas mesas, considerando a Liturgia um único ato de culto. O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do dia. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Preparar o espaço da celebração bem festivo, porque cada domingo é Páscoa semanal. Os enfeites não podem ofuscar as duas mesas principais: mesa da Palavra e o Altar.

2. O ambão, segundo a tradição cristã, faz referência ao sepulcro vazio, ao lugar da Ressurreição e do anúncio do Cristo vivo. Ao lado dele, no Tempo Pascal e quando há celebrações de Batismo e Crisma, se coloca o símbolo de Cristo Ressuscitado, o Círio Pascal. Para isso, haja espaço suficiente para um belo candelabro e, se for oportuno, em algumas circunstâncias, um arranjo floral. Em outras oportunidades se pode também colocar a Menorá (candelabro de sete braços).

3. A cor litúrgica é o verde nos paramentos no ambão. Pode-se também destacar com um detalhe o verde na mesa do altar.

9. AÇÃO RITUAL

A equipe de acolhida, incluindo quem preside, recebe as pessoas que vão chegando de maneira afetuosa, saudando-as cordialmente.

Convidar alguns pais para participarem da procissão de entrada (mas não fazer este convite na última hora – é importante que eles sejam preparados e orientados de como proceder durante a procissão, ao chegar ao presbitério, se farão genuflexão ou inclinação, o lugar em que permanecerão etc.).

Ritos Iniciais

1. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47) e não com palavras do comentarista. O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado.

2. Hoje é Dia dos Pais. Alguns pais podem acompanhar a procissão de entrada, com velas acesas, expressando a atitude de vigilância na família. Um pai pode conduzir o Evangeliário e, ao chegar à frente, colocá-lo sobre o altar.

3. A opção “c”, do Missal Romano para a saudação presidencial é muito oportuna para iluminar o sentido litúrgico deste domingo:

“O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco” (2Tessalonicenses 3,5).

4. O sentido litúrgico, após a saudação do presidente, pode ser feito por quem preside, pelo diácono ou um ministro devidamente preparado com palavras semelhantes às que seguem:

Domingo da verdadeira paz de Jesus. Escutando a palavra do Senhor, nós o reconhecemos como aquele quer ascender em nós o fogo da paz e da misericórdia. O Senhor nos orienta a paz como tomada de posição. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo em todas as pessoas e grupos que se preocupam com a vida do povo.

5. Em seguida fazer a “recordação da vida” trazendo os fatos que são as manifestações da Páscoa do Senhor na vida da comunidade, do país e do mundo, mas de forma orante e não como noticiário. Deve ter presente a realidade de sofrimento em que vive hoje a multidão de empobrecidos, a grande massa sobrante e excluída do processo de desenvolvimento social, econômico e político em nosso país e no mundo usando alguns símbolos. Trazer os acontecimentos de maneira orante e não como noticiário.

6. Se a opção é rezar o ato penitencial, sugerimos que a motivação para o Ato Penitencial seja a fórmula I da página 390 do Missal Romano:

O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão.

Após uns momentos de silêncio rezar ou cantar o Ato Penitencial da formula 1, para os domingos do Tempo Comum na página 393 do Missal Romano, que destaca Cristo como Caminho, Verdade e Vida.

7. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).
8. Na Oração do Dia admiramos a bondade de Deus que nos prepara bens espirituais e ao mesmo tempo supliquemos a Deus para ascender em nossos corações os dons da caridade.

Rito da Palavra

1. Espiritualmente alimentada nas duas mesas, a Igreja, em uma, instrui-se mais, e na outra santifica-se mais plenamente; pois na Palavra de Deus se anuncia a Aliança divina, e na Eucaristia se renova esta mesma Aliança nova e eterna. Numa recorda-se a história da salvação com palavras; na outra, a mesma história se expressa por meio dos sinais sacramentais da Liturgia (Elenco das Leituras da Missa, Lecionário Dominical, página 17).

2. As leituras, bem preparadas e proclamadas pelos ministros leitores, ajudarão as comunidades a se desprenderem dos folhetos e a acolher a Palavra de Deus como discípulos atentos que ouvem o próprio Cristo que lhes fala ao coração.

3. Antes de ler, é preciso primeiro mergulhar na Luz Palavra, rezar a Palavra. Pois “na liturgia da Palavra, Cristo está realmente presente e atuante no Espírito Santo. Daí decorre a exigência para os leitores, ainda mais para quem proclama o Evangelho, de ter uma atitude espiritual de quem está sendo porta-voz de Deus que fala ao seu povo”. Portanto, dar real importância à proclamação das leituras e do Salmo.

4. O Salmo responsorial, muito caro à piedade do povo, seja cantado, de tal forma que a assembléia responda à primeira leitura de forma orante e piedosa.

5. É bom na homilia falar sobre a missão dos pais à luz das leituras do dia.

6. Antes da Profissão de Fé, trazer uma vela grande. O presidente da celebração ou um pai acende-a, dizendo: Bendito sejas, Senhor, vigia do teu povo! Acende em nós (principalmente nos pais) teu clarão para acolhermos com alegria a salvação. Vigiemos e acolhemos o santo Evangelho na nossa vida. (A partir desta luz, vão-se acendendo as velas da assembleia). Seria muito interessante as esposas, entregarem as velas aos pais. Na ausente de esposas os filhos ou alguém da família pode entregar a vela.

Rito da Eucaristia

1. Valorizar nesse dia a procissão das oferendas levadas pelos próprios fiéis, pois “embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual” (IGMR, nº 73).

2. Neste domingo por ser Dia dos Pais, uma família pode levar o pão e o vinho até o Altar.

3. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que acolha nossas oferendas pelas quais entramos em comunhão com Ele.

4. Se for escolhida outra oração eucarística sugerimos o Prefácio para os Domingos do Comum III, página 430 do Missal Romano o qual destaca A salvação pela morte de Cristo. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Nós reconhecemos ser digno da vossa glória vir em socorro dos mortais com a vossa divindade. E servir-vos da nossa condição mortal, para nos libertar da morte e abrir-nos o caminho da salvação, por Cristo, Senhor nosso”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

5. A fração do pão, durante o Cordeiro, seja um momento importante para a assembleia. Cristo é “o pão descido do céu que é dado a todos que o buscam”. Quem preside deve realçar bem o gesto da “fração do pão” e da partilha do Pão da Vida, no momento da comunhão, acompanhado pelo canto do “Cordeiro de Deus”. Durante a fração do pão e sua mistura no cálice, o grupo de cantores canta a invocação “Cordeiro de Deus” à qual o povo responde tende piedade de nós. Para preservar o caráter de ladainha do Cordeiro de Deus, seria interessante que um solista cantasse a primeira parte e a assembléia respondesse o tende piedade de nós e por último o dai-nos a paz. Quando se usa o pão ázimo demora-se mais para terminar a fração do pão. É bom saber que o canto do “Cordeiro de Deus”, deve durar até o término da fração do pão como diz o Missal Romano e não somente cantar três vezes.

6. A comunhão expressa mais nitidamente o mistério da Eucaristia quando distribuída em duas espécies, como ordenou Jesus na última ceia, “tomai comei, tomai bebei”. Vale todo esforço e tentativa no sentido de se recuperar a comunhão no Corpo e Sangue do Senhor para todos, conforme autoriza e incentiva a Igreja. “A comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob as duas espécies. Sob essa forma se manifesta mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no Reino do Pai” (IGMR, nº 240).

Ritos Finais

1. A Oração depois da comunhão nos dá a certeza de que a Eucaristia nos une a Cristo assemelhando-nos a Ele.

2. Bênção especial para as famílias e pais presentes. Aproveitar as sugestões do Ritual de Bênçãos, próprias para as famílias. Aqui vai uma proposta:

Pr. O Senhor esteja convosco.

T. Ele estás no meio de nós.

Pr. Deus, Pai da família humana, guarde e faça prosperar o lar de todos vós.

T. Amém!

Pr. O Senhor Jesus, que viveu na família de Nazaré, faça de nossas casas e moradias um lugar de aconchego, respeito, diálogo e harmonia cristã.

T. Amém!

Pr. O Espírito Santo, que ilumina, anima e unifica, transforme nossas igrejas e comunidades em verdadeiras famílias, abertas, acolhedoras e dedicadas aos mais pobres.

T. Amém!

Abençoe-vos…

3. As palavras do rito de envio devem estar em consonância com o mistério celebrado: “Ascendei em vós o fogo do amor de Deus”. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!

4. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.

5. Se houver condições, fazer um ágape fraterno após a celebração com as famílias. Pode ser um café comunitário como costumam fazer os orientais após a celebração.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Pai hoje nos convida a uma maior disponibilidade para seguir Jesus, que vem ao encontro de nosso esmorecimento e fraqueza e se oferece como sustento, pão que satisfaz, responde às nossas angústias e nos anima a prosseguir, com coragem, seu caminho.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

Pe. Benedito Mazeti

Pe. Benedito Mazeti

Ver todos os posts
Addthis Facebook Twitter Google+ PDF Online

Deixe o seu comentário

Você deverá estar conectado para publicar um comentário.