Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 11/09/2015

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B – 13 de setembro de 2015

Leituras

Isaias 50,5-9. O Senhor Deus é meu auxiliador.
Salmo 114/115,1-6.8-9. Nosso Deus é amor-compaixão.
Tiago 2,14-18. A fé se não em obras, por si só está morta.
Marcos 8,27-35. Tu és o Messias.

“SE ALGUÉM QUER ME SEGUIR, RENUNCIE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ E ME SIGA”

kneeling

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo do Messias e Servo Sofredor. Hoje Ele se revela a nós como o Messias Servo Sofredor. Celebrando a memória da paixão e da ressurreição do Senhor em nossa caminhada, renovamos nossa profissão de fé e acolhemos o convite à renúncia e ao seguimento radical do Mestre nos caminhos que o conduzem à imolação e à revelação total como Messias Servo e Sofredor.

Celebrando a memória da paixão e da ressurreição do Senhor em nossa caminhada, renovamos nossa profissão de fé e acolhemos o convite à renúncia e ao seguimento radical do Mestre nos caminhos que o conduzem à imolação e à revelação total como Messias Servo Sofredor.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Isaias 50,5-9a. Este trecho da primeira leitura de hoje está em consonância com o Evangelho desse domingo, em que Cristo, após a profissão de fé de Pedro, revela que Ele terá que sofrer muito, ser rejeitado e condenado à morte pelos chefes do povo.

O trecho de Isaias, proposto para a leitura de hoje, é o terceiro dos conhecidos 4 poemas do Servo de javé (Isaias 42,1-4; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). E seu tema central é o sofrimento que o Servo terá que suportar, não um sofrimento qualquer, mas um sofrimento infligido por seus adversários.

O Servo mantém uma atitude constante e dócil de escuta: “cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo”. O versículo 5 insiste nesta atitude de escuta da mensagem divina. Não reluta, nem foge como Jonas, mesmo diante das circunstâncias mais duras e antipáticas de sua missão. O Servo aceita a vocação com a pesada carga de ultrajes e sofrimentos, sem um movimento de revolta.

Nos versículos de 6 a 7 aparecem os ultrajes a que é submetido o Servo: espancamentos, arrancamento da barba e escarros no rosto. Eles exprimem sofrimentos físicos e profunda humilhação. A barba, para os orientais, era o símbolo da dignidade social. Arrancá-la, além de sofrimento físico, é um grande vexame. E escarrar no rosto constituía o máximo da injúria (cf. Números 12,14; Jó 30,10). O Servo não só não reage violentamente, mas nem se quer desvia o rosto. Enfrenta as afrontas e ultrajes com tranqüilidade e firmeza. Não se sente intimamente abalado ou desamparado porque tem toda a sua confiança no Senhor, e tem certeza que Ele virá em seu auxílio.

Nos versículos de 8 a 9, a esperança do triunfo final é alimentada pela certeza da assistência divina. O Servo está tão seguro desta proteção que pode desafiar seus adversários. O Servo tem a absoluta certeza que o Senhor irá declará-lo inocente. Ninguém conseguirá provar que o Servo é culpado. E por isso seus sofrimentos deverão encontrar outra explicação. Esta aparece no quarto poema do Servo (Isaias 53,4-6.10).

O Canto encerra-se com uma nota de triunfo. O Servo, protegido por Deus, ganha a causa. Seus adversários não só não conseguem o seu plano contra o Servo, mas eles mesmos, é que são condenados.

Assim, quando Cristo anuncia que vai ter que sofrer muito, ser rejeitado e condenado à morte pelos chefes do povo, está aplicando a si mesmo esta passagem do livro de Isaias.

Salmo responsorial – 114/115, 114/115,1-6.8-9. O Salmo 114/116 é um hino de ação de graças. O Salmo começa com uma dedicação de amor a Deus: “Eu amo o Senhor, porque ele me ouve…”. É uma declaração espontânea e sincera de amor ao Senhor que “ouviu a voz da súplica” (versículo 1; cf. 2). “Morte “ e “angústia do além” (versículo 3) tinham-se apresentado ao orante como adversários fortes e vencedores, tendo por objetivo eliminá-lo. Agora que o perigo foi ultrapassado (versículo 8), torna-se espontâneo para ele louvar e dar graças a Deus (versículos 5-6), “andando” à luz dos Seus preceitos (versículo 9).

O Salmo é uma ação de graças a um Deus que sempre liberta. O Salmista orante agradece a Deus, porque o livrou de todas as desgraças: preso nas cordas da morte e nos laços do abismo, invadido pela angústia e tristeza, chegou à beira da morte.

O rosto de Deus neste salmo é muito interessante. “Todos os homens são mentirosos”, mas em Deus pode-se confiar, pois Ele escuta quando as pessoas o invocam (pode-se notar quanta insistência se fala de Deus neste salmo. Por que pode se confiar Nele? Porque ouve a voz suplicante (versículo 2), inclina o ouvido (versículo 2), salva (versículo 6) e liberta (versículo 8). É o mesmo esquema do êxodo: o povo clama, Deus escuta e liberta. E o Deus deste salmo é o mesmo do êxodo e da Aliança. O salmista afirma que “Deus é justo e clemente, o nosso Deus é compassivo. Deus protege os simples” (versículos 5-6a).

Jesus libertou, perdoou e curou todos os doentes que encontrou, vencendo até a própria morte. E por causa disso muitos aprenderam a amar Javé e Jesus.

Na celebração deste domingo, cantemos louvores ao Pai que em Jesus Cristo nos liberta da morte e dá vitória a todos os que enfrentam as ameaças do mundo.

ANDAREI NA PRESENÇA DE DEUS,
JUNTO A ELE NA TERRA DOS VIVOS.
Segunda leitura – Tiago 2,14-18. O texto da liturgia de hoje aborda a intenção central da carta de Tiago: o problema da relação entre fé e obras. A fé sem as obras não conta, é morta, não salva ninguém (versículos 17 e 26). É como árvore seca: não produz fruto. Já em 1,19-27 a apóstolo disse que não basta escutar a Palavra sem praticá-la e, em 2,1-13, ficou estabelecido que não se pode crer em Cristo e ao mesmo tempo discriminar pessoas.

Tiago não nega a fé, mas a supõe. Contudo, sem as correspondentes obras, a fé não traz nenhum proveito no plano da salvação, é ortodoxia teórica e convicção platônica. A fé teologal – adesão total a Deus – por natureza tende as realizar-se. Um fiel que não vive de acordo com a sua convicção, que não enquadra sua existência nos moldes do dom divino, não combina com a pregação de Jesus: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus” (Mateus 7,21). Inclusive, quem não pratica a sua fé, é réu de castigo maior (Lucas 12,47).

Tiago ilustra sua doutrina com uma parábola (versículos 15 a 16): o exemplo aduzido é chocante, desmascara o absurdo e a vaidade de semelhante fé. A saudação de despedida e o conselho, na aparência fraterna (“ide em paz… aquecei-vos… fartai-vos”), são hipócritas, a negação do amor (2,8), o oposto da fé, uma mentira fraudulenta, porque, embora se conheça a obrigação de quem crê e se a reconheça exteriormente, nada é feito para colocá-la em prática. Diante disso, Tiago penetra no âmago da questão, denunciando o egoísmo, a presunção, a hipocrisia face ao mandamento por excelência.

Evangelho – Marcos 8,27-35. O Evangelho de Marcos é dividido em duas partes. A primeira, no capítulo 8, versículo 30, tem como objetivo levar ao reconhecimento de que Jesus é o Messias (cf. Marcos 1,1). A partir do versículo 31, do capítulo 8, inicia-se a segunda parte que tem a finalidade de explicar que tipo de Messias é Jesus.

Segundo Marcos, Jesus escolheu de propósito este região pagã, romanizada para que os discípulos tomassem consciência da sua missão messiânica, porque assim estavam longe do fanatismo das multidões da Galiléia que identificavam o Messias como um revolucionário, um libertador nacionalista e terreno. E pediu silêncio para evitar falsas interpretações, porque os discípulos e menos ainda o povo compreendiam as verdadeiras dimensões do messianismo de Jesus.

A imposição de um severo silêncio (versículo 30) torna-se muito compreensível porque Jesus não podia revelar publicamente, durante sua vida terrena e de maneira total, o mistério da sua identidade, antes de ter demonstrado, por sua morte e ressurreição, o sentido real de todos os seus títulos.

Após Jesus fazer o anúncio da sua paixão, Pedro começou a repreendê-lo. Ele não compreende que a missão traz consigo o sofrimento e a morte de Jesus. Pedro ainda está preso a um messianismo terrestre e por isso recusará o primeiro ensinamento sobre o Messias sofredor e advertirá mais uma vez Jesus, para que abandone o seu caminho.

Diante dessa idéia errada de Pedro, Jesus corrige a idéia de um falso messianismo. Ele volta-se para Pedro e lhe disse: “Afasta-te, satanás, pois não sabes as coisas de Deus, mas as dos homens” (versículo 33). “Afasta-te satanás”, Jesus estava vencendo mais uma vez a tentação de um falso messianismo de sofrimento e de morte. Cristo amadurecia conscientemente na sua idéia messiânica. Enquanto Pedro (satanás: adversário), os discípulos e os homens (seus inimigos) se alinham contra o plano salvador de Deus, Jesus escolheu seguir a vontade de Deus.

Jesus diz “se alguém me quer seguir…” porque está dirigindo-se a pessoas livres e não obriga ninguém, mas se alguém se decidir é para valer. Não convida só os discípulos, mas todos para segui-lo.

Duas condições básicas, segundo Marcos, são necessárias para o seguimento de Jesus: renunciar a si mesmo e tomar a cruz. Portanto, renunciar quer dizer arriscar a própria vida por amor dos bens escatológicos que já estão ao alcance das mãos. Tomar sua cruz aqui significa arrepender-se e entregar-se totalmente a Deus; arriscar a própria vida na sua Palavra; assumir os sofrimentos e as dificuldades da vida que terminam na ressurreição; realizar, então, o plano de Deus, isto é, caminhar cada dia no cumprimento dos próprios deveres buscando realizar o próprio ideal nos acontecimentos; acompanhar o Cristo na caminhada da fé sem procurar desculpas e justificativas. Este é o verdadeiro martírio, isto é, testemunha. Depois de assumir tudo isso, o discípulo, então, segue o Mestre.

O versículo 35 explica e completa o versículo anterior. Salvar a alma (tèn psychèn auto sósai) significa salvar a vida, a própria pessoa (corresponde a néfesh: ser vivo, pessoa); portanto, significa que há uma fase escatológica da existência humana que nenhum sacrifício se torna excessivo para alcançá-la. Perder a vida por amor a Cristo e por causa do Evangelho quer dizer em Marcos a presença e a identificação de Cristo com a proclamação evangélica, a Boa-Nova da salvação messiânica.

Para testar o quanto o grupo dos discípulos tinha assimilado e compreendido seus ensinamentos, sua pessoa e sua missão, Jesus lança uma pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou? Isto é, o que pensam a meu respeito aqueles que não fazem parte do nosso grupo?” A diversidade de pareceres reflete que a opinião pública, apesar de perceber que Jesus é uma pessoa notável, não tem clareza sobre sua identidade. Ele não é reconhecido como o Messias, Servo Sofredor. E Jesus pergunta: “E vocês, quem dizem que eu sou?” em contraste com o que falam os outros, Pedro, em seu nome e do grupo, responde: “Tu és o Messias”. Ele faz um ato de fé à messianidade de Jesus. Com esse ato de fé, Pedro corrige as distorções a respeito de Jesus.

Todavia, é ainda uma profissão de fé inicial, frágil e incipiente, embora autêntica, ponto de partida para o seguimento de Jesus. A confissão plena de fé, o reconhecimento total da identidade de Jesus, só acontecerá depois da ressurreição. Para evitar mal-entendidos, Jesus proíbe severamente que falem em público de sua identidade como Messias.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

A Palavra de Deus, hoje dirigida a nós, coloca-nos diante de uma opção: seguir a lógica da Cruz, do Messias Servo Sofredor, ou a lógica do messias segundo os critérios humanos. O discernimento entre a lógica da cruz (do Servo Sofredor) e da cultura dominante nem sempre é fácil, especialmente num ambiente de grande esperança nacionalista: um ungido virá para restabelecer o reinado definitivo do Deus de Israel, derrotando os agressores, isto é, os romanos. Seria um Messias que resgatasse a dinastia de Davi e libertasse Israel do Império Romano.

Jesus quer abrir os olhos e iluminar a estrada do seguimento. A profissão de fé de Pedro e a anúncio da cruz e dos critérios para o seguimento radical são abertos pela cura de um cego anônimo, fora do povoado (8,22-26). Cegos eram os discípulos que “tinham olhos e não enxergavam”. Jesus os leva para o povoado de Cesaréia de Filipe para ajudá-los a enxergar. Assim como o cego anônimo que tem visão distorcida, Pedro, confessando que Jesus era o Messias, o Ungido (Cristo), é como o homem de visão deficiente. Reconhece em Jesus o Messias, mas um Messias sem a cruz. Pedro não aceita a cruz e repreende Jesus (8,32). Jesus reage e chama Pedro de satanás (aquele que devia do caminho de Deus, opositor) (8,33). Como Pedro, muita gente não queria a cruz, ou melhor, como os discípulos, não entendiam e temiam a cruz.

Diante da fé autentica, porém frágil e incipiente dos discípulos, Jesus não rompe com eles nem desiste de iniciá-los no mistério do Servo Sofredor. Começa a falar abertamente sobre a cruz e sobre a identidade e o futuro do Messias. Lembrando Isaias (primeira leitura), Ele diz que vai ser submetido a duras provas por seus adversários, até a morte, mas depois de três dias vencerá, isto é, ressuscitará (8,31).

Ao mesmo tempo em que critica a incompreensão (cegueira) dos discípulos, Jesus corrige e aponta as atitudes de quem deseja segui-lo de forma radical: negar a si mesmo, carregar a cruz, perder a vida por causa de Jesus e do Evangelho e não envergonhar-se Dele e de sua Palavra. É a partir da cruz que se pode entender e reconhecer: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus” (Marcos 15,39).

Jesus proíbe severamente que eles falassem a alguém a respeito dele (8,30). Qual seria o motiva da ordem do silêncio? O povo não tinha condições de aceitar um condenado à cruz como o Messias, pois havia assimilado a imagem distorcida do Messias glorioso: rei, doutor, juiz, sacerdote. Ninguém lembrava do Messias Servidor e Sofredor anunciado pelo profeta Isaias. Uma realidade só compreensível por quem decidisse caminhar com Jesus na mesma estrada do compromisso com os pequenos tendo em vista a realização do Reino. Só esses seriam capazes de aceitar o Crucificado como o Messias. Só a convivência e a prática poderiam abrir o entendimento da mensagem sobre a cruz.

Para andar na estrada com Jesus em direção a Jerusalém, o seguidor (a) terá de confessar sua fé, fazendo-a frutificar em ações. A fé é um dom precioso, a base da salvação, o dom da vida nova e a garantia da vida eterna. Entretanto, esse dom, essa vida nova se expressa e se sustenta pela prática das obras, por excelência, de amor, de justiça, de fraternidade, de caridade e de paz. São essas obras que tornam visível e acreditável a profissão de fé e, por isso, atestam a autenticidade do seguimento de Jesus Cristo.

A fé traduzida em obras de solidariedade também se insere na lógica da cruz. Sua realização não deve servir como suporte para as ambições pessoais, para a afirmação própria ou de um grupo, para impor-se perante os outros. As obras da fé requerem a renúncia de si mesmo, a negação de toda vontade de poder, de êxito e de publicidade. As obras da fé devem adotar meios pobres, modestos, sóbrios, não excessivamente vistosos, caracterizando-se pela simplicidade evangélica. A fé desemboca necessariamente na prática das obras de caridade, as quais se alimentam da fé professada e celebrada.

Na celebração, esta palavra é dirigida à comunidade reunida. A fé dos discípulos e de Pedro é a nossa fé inicial, fraca, mas destinada a crescer pela força da Páscoa do Senhor. Temos sempre de vencer a tentação do sucesso, do triunfo a qualquer preço. E podemos aprender a viver de um jeito mais pascal os sofrimentos que se impõem sobre nós. Podemos crescer em nossos fracassos e crises.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Ícone do Mistério Pascal

Embora a imagem da cruz recorde algo como sofrimento e morte, seu uso na tradição cristã não se limita a estes aspectos, embora os englobe e transfigure. Na verdade, a compreensão mais antiga da cruz não tem a ver primeiramente com estes significados, mas com a idéia de encontro entre o céu e a terra (divino e humano), tempo e espaço que se cruzam, e outras realidades mais. Hoje, a cruz traz presente a totalidade do Mistério Pascal de Jesus, que obviamente não consta só de sofrimento e morte. É, portanto, anúncio da resposta de Jesus à pergunta sobre sua identidade messiânica: o Filho do Homem deve sofrer, morrer e ressuscitar (cf. evangelho).

Neste sentido e seguimento a lógica do evangelho deste domingo, a cruz revela o pensamento de Deus acerca do cosmo e da história humana. Por isso é motivo de nos gloriarmos somente nela, conforme canta o versículo da (aclamação ao evangelho deste domingo) e de enxergar o mundo nela pregado.

A resposta da cruz

Então, conforme o costume antigo no que diz respeito às primeiras imagens de Cristo, o que se “informa” com a cruz é o significado da palavra, ação e pessoa de Jesus. Não é um retrato cruento de seu sofrimento e morte, mas de sua oblação vitoriosa. Por isso as primeiras cruzes de que temos notícias usadas no culto cristão traziam o Cristo glorioso, com vestes sacerdotais e coroado, como é assim entre os orientais até hoje. Por sua vez, retrata a profissão de fé da Igreja, que Pedro no Evangelho deste domingo parece desconhecer. A cruz, portanto, recorda a identidade de Jesus, que o Evangelho evidencia. Quando nos perguntarem quem é Jesus, respondamos com a cruz.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Celebrando a memória de seu sofrimento, morte e ressurreição, Jesus nos associa à sua cruz redentora, apesar de nossas cegueiras e fragilidades na prática das obras da fé. Hoje torna-se cada vez mais pesada a cruz do testemunho autentico de fé e do seguimento. Em muitos ambientes sociais, é pesada a cruz da identidade da fé católica; a cruz dos conflitos familiares; a cruz das intrigas entre lideranças; a cruz da incerteza e da carência de dignas condições de vida; a cruz da fome, do desemprego, da falta de saúde, da exclusão.

Na ceia eucarística, tomamos parte na ceia do Cordeiro que, morrendo, destruiu a morte e, ressurgindo, deu a vida nova a todos. Jesus, Cordeiro conduzido ao matadouro, é o Messias não-violento. A assembléia que se reúne para celebrar a eucaristia é, ela mesma, a reunião do povo que por força da fé se empenha nas causas da não-violência e da concórdia entre as pessoas. É o povo que o Cristo resgatou quando, por sua morte, destruiu o muro que separava o povo pagão e o povo judeu e estabeleceu a concórdia (cf. Efésios 2,14-18).

Participar da mesa do Senhor, comer o pão e beber o cálice, Corpo e Sangue do Senhor, entregue por nós, é participar do seu destino: do sofrimento, da morte na cruz e da glória da ressurreição. “O cálice de bênção pelo qual damos graças é a comunhão no Sangue de Cristo; e o pão que partimos é a comunhão no Corpo do Senhor” (Antífona de comunhão).

São João Crisóstomo lembra aos fiéis de Antioquia a unidade misteriosa existente entre a eucaristia celebrada e a eucaristia vivida, e recomendada. “Não deixem o altar da eucaristia a não ser para ir ao altar dos pobres. Pois o mesmo corpo de Cristo que servimos no memorial de sua paixão e de sua ressurreição é o que temos agora de servir na pessoa dos pobres. O altar é também o símbolo da mesa do festim, da hospitalidade divina para o qual todos os homens são convidados. Enquanto na eucaristia tudo recebemos ao comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, no altar dos pobres temos de corresponder, de dividir o dom recebido, temos de fazer a doação de nós mesmos” (cf. Corbon, J. Liturgia da fonte. São Paulo, Paulinas, 1992.pg. 187).

6. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Acolher de maneira fraterna as pessoas que vão chegando para a celebração.

2. Motivar a comunidade para o mês de setembro dedicado à Pastoral Bíblica no Brasil. Na porta de entrada principal da igreja, em uma estante bem ornamentada, colocar o Livro da Palavra (o Lecionário aberto na leitura do dia ou a Bíblia), de tal modo que as pessoas, ao chegarem, tomem logo consciência da grande motivação do mês de setembro.

3. Dia 21, celebramos a festa do Apóstolo e Evangelista Mateus; dia 22 nos alegremos com a chegada da Primavera; dia 23 celebramos a memória de São Pio de Pietrelcina, perfeito seguidor de Cristo; dia 26 celebramos a memória dos santos Cosme e Damião, médicos e mártires.

4. O repertório litúrgico para este domingo está no CD: Liturgia IX e CD: Liturgia VII. No Ofício Divino das Comunidades tem ótimas opções de cantos.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 24º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

1. Canto de abertura. Que Deus nos dê paz, e profetas seguros (Eclesiástico 36,18[15-16]). “Senhor, escuta as preces do servo teu”, articulado com o Salmo 124/125, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 9.

2. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

O Hino de Louvor é chamado de “doxologia maior” em contraposição com a “doxologia menor” que é o “Glória ao Pai…”. Trata-se de um hino antiqüíssimo, iniciando com o louvor dos anjos na noite do Natal do Senhor (Lucas 2,14), desenvolveu-se antigamente no Oriente, como homenagem a Jesus Cristo. Não constitui uma aclamação à Santíssima Trindade, mas um hino Cristológico, isto é, os louvores se concentram no Filho Jesus. É um hino pelo qual, a Igreja reunida no Espírito Santo entoa louvores ao Pai e dirige súplicas ao Filho, Cordeiro e Mediador.

3. Salmo responsorial 115/116. Deus ouve e salva seu Servo. “Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos”, CD: Liturgia IX, mesma melodia da faixa 10.

O Salmo responsorial, ao mesmo tempo resposta da Igreja e proclamação da Palavra, tomou importância na reforma litúrgica. Trata-se do texto colocado após a primeira leitura bíblica e retirado da própria Sagrada Escritura, isto é, um Salmo.

Para que cumpra sua função litúrgica, não pode ser reduzido a uma simples leitura. É parte constitutiva da liturgia da Palavra e tem exigências musicais, litúrgicas e pastorais.

4. O canto ritual do Aleluia. “Eu, por mim, nunca vou querer outro título de glória que a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6,14). “Eu de nada me glorio, a não ser, da cruz de Cristo”, CD Liturgia VI, mesma melodia da faixa 10.

Mais do que qualquer outra aclamação (Amém ou Hosana), o Aleluia é expressão de pura alegria de êxtase. É o júbilo, a que Santo Agostinho se referia como “a voz de pura alegria, sem palavra”. Este júbilo nos ensina que não podemos racionalizar muito o mistério da Palavra. A Palavra deve tocar não nosso intelecto, mas o coração.

O canto ritual do Aleluia (ou aclamação do Evangelho é executado de forma “responsorial”.

– Aleluia (por um solista);
– Aleluia (retomado por toda a assembléia);
– Versículo (por um solista)
– Aleluia (retomado por toda a assembléia).

Esta forma responsorial só é completa, quando o versículo bíblico é cantado, pois, caso contrário, a resposta não tem seu verdadeiro efeito.

5. Canto após a homilia. É importante concluir o silêncio que segue a homilia com um canto. “Salve ó cruz libertadora”, cantar somente o refrão com a 1ª estrofe, CD: Festas Litúrgicas IV, melodia da faixa 6.

6. Apresentação dos dons. Momento de partilha para com as necessidades do culto e da Igreja. Devemos ser oferendas com as nossas oferendas para socorrer os necessitados. “As mesmas mãos que plantaram a semente aqui estão”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 4.

7. Canto de comunhão. “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Marcos 8,34b). “Se alguém me quer seguir, a si tem que negar, tomar a cruz e vir”, articulado com o Salmo 138/139, CD: Liturgia IX, melodia da faixa 11.

O Evangelho nos mostra Jesus revelando o mistério da cruz na sua vida para a salvação de todos. Ele é o Servo Sofredor. A Igreja oferece também outras duas ótimas opções: “Os sofrimentos do tempo presente…”, Salmo 37/36, Hinário Litúrgico III, página 364; “Ninguém pode se orgulhar a não ser nisto, nos orgulhamos na cruz de Jesus Cristo” CD: Tríduo Pascal I, faixa 2. Estes três cantos são os mais apropriados para retomarem o Evangelho neste domingo.

O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho do dia. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.

O fato de a Antífona da Comunhão, em geral, retomar um texto do Evangelho do dia revela a profunda unidade entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia, Eucarística e evidencia que a participação na Ceia do Senhor, mediante a Comunhão, implica um compromisso de realizar, no dia-a-dia da vida, aquela mesma entrega do Corpo e do Sangue de Cristo, oferecidos uma vez por todas (Hebreus 7,27).

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Dia 22, nos alegremos com a chegada da Primavera. É muito importante que fique visível no espaço celebrativo.

2. O Altar, portanto, não é em absoluto um móvel, mas sim, um símbolo. E por ser símbolo, deve ocupar um espaço que lhe seja próprio, ou seja, que nenhum outro objeto esteja muito próximo do Altar, diminuindo sua importância. Assim, evitem-se pedestais com flores e grandes arranjos muito próximos do Altar, que podem ser obstáculos à visibilidade e distrair a atenção dos símbolos do pão e do vinho que estão sobre ele. Convém lembrar que as flores devem destacar o Altar e não encobri-lo. Mesmo as velas, preferentemente o Círio Pascal, símbolo da luz do Cristo ressuscitado, devem estar em pedestais separados do Altar.

3. Desde modo, durante todo o tempo da Liturgia da Palavra, o Altar permanece sem nada em cima: nem livros, microfones ou galhetas. O Altar recebe o livro (missal) e os vasos sagrados, o pão e o vinho, que são trazidos na procissão das oferendas, para serem apresentados pelo presidente da celebração (cf. IGMR, n. 100).

4. A cruz é uma peça importante nas celebrações do Mistério Pascal do Senhor. Ela é entendida pela Instrução Geral do Missal Romano como um elemento que deve recordar aos fiéis o acontecimento da fé ali celebrado.

5. Ela pode ser processional, e por isso é chamada de cruz litúrgica. Ela ocupa o lugar próximo do altar quando usada na procissão e por isso é comumente ladeada por velas.

9. AÇÃO RITUAL

No cotidiano de um mundo demasiadamente barulhento, a liturgia é o lugar – por excelência – da experiência como o Mistério de Deus. A liturgia é o lugar da contemplação do grande Outro. Nesse caso, o silêncio ajuda a comunidade a se preparar com essa experiência. O Senhor nos convida à escuta. Seria muito oportuno, no início desta celebração, convidar a assembléia a um instante de silencio litúrgico que deve haver entre as leituras proclamadas na liturgia da Palavra.

Hoje é o Domingo do Servo Sofredor. Acolher os irmãos e irmãs que vem tomar parte da celebração impulsionados pelo Espírito Santo, cada um carregando a cruz de sua vida. Dar atenção especial às pessoas idosas, aos portadores de deficiência e aos enfermos da comunidade.

Antes de iniciar a celebração, deixar a cruz na entrada da Igreja ladeada com duas velas, para que todos possam perceber o mistério da cruz na celebração deste Domingo.

Ritos Iniciais

1. Na procissão de entrada a cruz, como de costume, pode ser trazida à frente, ladeada por velas. Quando chegar ai santuário (presbitério), ela é depositada no lugar de costume, e as velas permanecem ladeando-a.

2. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado. Sugerimos como canto de abertura, o “Senhor escuta as preces do servo teu”, muito oportuno para a celebração de hoje.

3. O sentido litúrgico, após a saudação do presidente, pode ser feito por quem preside, pelo diácono ou um ministro devidamente preparado com palavras semelhantes às que seguem:

Domingo do Messias e Servo Sofredor. Contemplando a presença do Senhor ressuscitado em nossa caminhada, renovamos a nossa profissão de fé e recebemos o anúncio de sua paixão. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na experiência de sofrimento de nossos irmãos e irmãs.
4. Em seguida fazer a “recordação da vida” trazendo os fatos que são as manifestações da Páscoa do Senhor na vida da comunidade, do país e do mundo, mas de forma orante e não como noticiário.

5. O Ato Penitencial pode ser feito com a assembléia de pé, voltada para a cruz. Enquanto de diz ou canta as estrofes, pode-se queimar incenso a seus pés. Exemplo:

Senhor, que te revelas como Filho do Homem, sofrendo as dores da humanidade ferida, piedade de nós. (coloca-se o incenso)

Todos: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS!

Cristo, que nos revelas o pensar de Deus-Pai, piedade de nós. (coloca-se o incenso)

Todos: CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS!

Senhor, que nos deste a vida através de tua oblação vitoriosa na cruz, piedade de nós. (coloca-se o incenso)

Todos: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS!

Deus todo-poderoso e cheio de misericórdia, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

6. Pode-se substituir a Ato Penitencial pela Aspersão. A configuração a Cristo se dá pelos sacramentos do Batismo e da Eucaristia. É oportuno, para essa celebração, que se faça o rito de Aspersão da comunidade.

7. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).

8. A Oração do Dia nos convida a sentir o amor de Deus por nós, isto é, fazer experiência de Deus, e servi-Lo de todo o coração. A oração nos mostra que o amor de Deus é uma ação constante.

Rito da Palavra

1. Jesus é a Palavra definitiva de Deus. Sua pessoa nos revela a verdadeira lei, a do amor. Nesse caso é oportuno o uso do Evangeliário. É importante lembrar que o livro dos Evangelhos entra na procissão de entrada e é depositado no Altar, até o momento do canto ritual do Aleluia, quando é levado em procissão, ao Ambão.

2. Após a homilia, é louvável um momento de silêncio, para que a Palavra proclamada ressoe no coração da Assembléia. Para encerrar o momento, o refrão meditativo “Salve ó Cruz libertadora”, somente com a primeira estrofe, ajuda a fazer eco àquilo que a liturgia deste Domingo nos convida: à configuração à pessoa do Cristo Senhor. CD: Festas Litúrgicas IV, melodia da faixa 6.

3. Fazer a profissão de fé diante da cruz semelhante à Vigília Pascal ou da renovação das promessas batismais. Onde for possível pode ser realizada com a assembléia portando as acesas as velas recebidas na chegada. Onde não for possível toda a assembléia ter velas acesas, fazer este rito com catequistas e os outros ministérios. Estas devem ser acesas nas velas que ladeiam a cruz. Todos se voltam para a cruz durante a recitação. A renovação da fé poderá ser concluída com a aspersão da água benta, enquanto todos cantam: “Banhados em Cristo…”, CD: Tríduo Pascal II, faixa 11; “Eu vi, eu vi, vi foi a água manar…” Hinário Litúrgico III, página 83.

Rito da Eucaristia

1. Valorizar nesse dia a procissão das oferendas levadas pelos próprios fiéis, pois “embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual” (IGMR, nº 73). A procissão das oferendas, como a procissão de entrada, deve partir do átrio da Igreja, passando pela nave, com destino ao presbitério.

2. Na hora da procissão das oferendas onde houver o costume de levar para a celebração alimentos, roupas e outros objetos para serem repartidos entre as pessoas necessitadas, conduzir as ofertas ao altar com o pão e o vinho da eucaristia.

3. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que acolha com bondade as oferendas dos servos e servas. E que os dons de cada sirvam para a salvação de todos.

4. Se for escolhida outra oração eucarística sugerimos o Prefácio Paixão/Ramos, página 231 do Missal Romano o qual destaca que a morte do Senhor apagou os nossos pecados. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecasos e sua ressurreição nos trouxe vida nova”. Outra opção é o Prefácio é o Prefácio para os Domingos do Tempo Comum VII o qual destaca a salvação do mundo pela obediência de Cristo ao Pai. “Amando-o até o fim, amastes nele nossa humilde condição. E ele, na obediência até à morte, restaurou o que nossa desobediência fizera perder”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

5. A liturgia eucarística é o memorial do Cristo Servo Sofredor. Cantar o prefácio, o “Santo”, as aclamações, em especial, a aclamação anamnética após a narrativa da instituição eucarística (“Eis o mistério da fé, anunciamos…” e o amém da doxologia Por Cristo, com Cristo em Cristo…).

6. No momento da fração do pão, a assembléia canta o “Cordeiro de Deus”. Jesus é o cordeiro imolado de modo brutal que não reagiu com violência aos seus inimigos.

7. Também neste Domingo no momento do convite à comunhão, quando se apresenta o Pão consagrado e o cálice com o sangue de Cristo, é muito oportuno o texto bíblico de João 8,12, que é a fórmula “b” do Missal Romano:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Ritos Finais

1. Na oração pós-comunhão pedimos a Deus que o dom eucarístico penetre toda a nossa vida de modo que sejamos movidos por seu efeito, e não por nossos impulsos.

2. Na bênção final o ministro reza em favor da assembléia a Oração n. 17 (Missal Romano, página 533). Enfatizar a missão de renunciar a si mesmo, tomar a cruz e seguir a Jesus, o Messias Servo Sofredor.

3. As palavras do rito de envio devem estar em consonância com o mistério celebrado: “Tome a sua cruz e entre no seguimento de Jesus”. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ser seguidor de Jesus crucificado não é fácil. O seguimento suscita dúvidas, incompreensões e medos. Em primeiro lugar é preciso não se afastar dele. Permanecer unidos a Ele na oração, nas celebrações, no testemunho, na leitura contínua das Escrituras. Em segundo lugar é preciso vigiar para não cair na tentação de busca de prestígio e do poder.

Celebremos a Páscoa semanal do Senhor valorizando os que assumem a sua missão em nossa diocese e no mundo inteiro, levando a cruz de Jesus Cristo para que todos assumam a missão do Servo Sofredor.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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