Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 06/09/2016

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C – 11 de setembro de 2016

Leituras

Êxodo 32,7-11.13-14: O Senhor desistiu de fazer o mal que havia ameaçado.
Salmo 51/50,3-4.12-13.17.19: Criai em mim um coração que seja puro.
1Timóteo 1,12-17: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.
Lucas 15,1-32: Haverá no céu alegria por um só pecador que se converte.

“ESTE MEU FILHO ESTAVA PERDIDO E FOI ENCONTRADO”

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1- PONTO DE PARTIDA

Domingo do Filho pródigo. Podemos também chamar de parábola do Pai misericordioso. O Senhor ao comer e beber com os pecadores, alegra-se com os que, de todo o coração, se reconciliam com Ele e passam a servir Ao Pai, rico em misericórdia.

Celebremos a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o qual se revela e se completa em tosos os batizados e nas comunidades que festejam o regresso de irmãos afastados e se empenham na acolhida aos excluídos.

Que no Senhor nos conceda a graça de provar a força da reconciliação e de servi-lo de todo o coração. Cheios de admiração e reconhecimento, unamos nossa voz á voz de todos aqueles que cantam: “Como é grande, ó Pai a vossa misericórdia!”.

Renovemos nossa confiança no Deus que houve as preces do seu povo e dá a paz àqueles que esperam em seu nome. Ouve, Senhor, as preces do teu servo e do teu povo eleito. Dá a paz àqueles que esperam em ti, para que os teus profetas sejam verdadeiros (Eclesiástico 36,18).

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos

Primeira leitura – Êxodo 32,7-11.13-14 A leitura deste domingo faz parte da catequese de todo o capítulo 32 do Êxodo, que tem por centro a fabricação e destruição do bezerro de ouro. E este capítulo, tendo surgido na época de Josias, tem como objetivo alertar os israelitas do Reino do Norte para o que poderá acontecer se eles pautarem suas vidas nas diretrizes de Deus.

Moisés aparece como um grande intercessor, junto a Deus pelo povo infiel. O Novo Testamento viu em Moisés a personificação do Cristo, solidário amigos dos pobres e sofredores.

No deserto o povo se afasta de Deus e não é mais reconhecido pelo Senhor. Mas a insistência de Moisés faz com que Deus reconsidere sua palavra e seu compromisso com o projeto da Aliança que firmou com o povo eleito. Do meio das infidelidades do povo e da mediação de Moisés, emerge a figura do Senhor como Pastor que não abandona o seu povo, mesmo nos momentos mais críticos da caminhada em direção à Terra Prometida.

A idolatria começou a reinar entre os israelitas quando construíram dois bezerros de ouro, um no santuário de Betel e o outro no santuário de Dã (1Reis 12,28s). Êxodo 32, portanto, apresenta o que vai acontecer aos israelitas do Reino do Sul, descrevendo o fim do Reino do Norte, porque eles, como seus antepassados, veneram outros deuses. E por motivos teológicos Êxodo 32 foi localizado no Sinai para expressar que a adoração de ídolos é desde os primórdios a maior infidelidade do povo de Israel ao Senhor.

O Senhor, no entanto, – aqui apresentado de modo muito humano – depois de ter desabafado com Moisés, põe-se a escutá-lo. E Moisés intercede a Deus pelos israelitas, recordando-lhe que foi Ele e não um outro deus qualquer que os libertou do da escravidão do Egito; e que jurou aos patriarcas de multiplicar sua descendência como as estrelas do céu e de lhes dar pra sempre esta terra.

Deus, após a sua queixa e depois de insistente intercessão de Moisés, muda de idéia, desistindo do mal que pretendera fazer ao povo de Israel. Isto porque certamente em Moisés Deus encontra a atitude correta frente a Ele. Pois Moisés permanece fiel a Deus. Este líder é apresentado como o exemplo para os israelitas, isto é, como eles deveriam viver em relação ao Senhor em todos os momentos da vida. E assim eles seriam o grande povo de Moisés (versículo 10).

Que catequese linda encontramos sobre Deus na leitura deste domingo! Como é grande o amor e a misericórdia de Deus para com seu povo!

Salmo responsorial – Salmo 51/50,3-4.12-13.17.19. É uma súplica individual. O salmo começa com o apelo à misericórdia, que inclui a confissão formal do pecado; este versículo é síntese ou germe do resto. Começa a primeira parte, no reino do pecado, sem mencionar a Deus. Repete sete vezes a raiz “pecado” e sete vezes diversas palavras sinônimas.

Uma pessoa vive um drama: o conhecimento profundo de sua miséria e pecados; tem plena consciência da gravidade da própria culpa, com a qual quebrou a Aliança com Deus. Por isso suplica. São muitos os pedidos, mas todos se concentram em torno do primeiro: “Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor!” (versículo 3a).

O pecado é ato pessoal contra Deus, não mera violência de uma ordem abstrata. Os versículos 3 e 4 cantam como Moisés: a razão para o perdão é a bondade de Deus, a obra por ele criada e amada.

Os versículos 12 e 13 pedem que Deus crie um coração novo. A purificação é uma nova criação por dentro. Nesta nova criação Deus derrama um tríplice espírito que ordena o nosso ser: espírito firme, santo e generoso. Este espírito traz a salvação e, com ela, a alegria. Perdoar é equiparado a criar e criar é verbo reservado para Deus. Só Ele é criador. O verbo criar é reservado a Deus e designa o ato pelo qual Deus chama uma nova coisa e maravilhosa à existência (Gênesis 1,1; Êxodo 34,10; Isaias 48,7; 65,17; Jeremias 31,21-22). A justificação do pecador é obra divina por excelência semelhante ao ato criador (cf. Ezequiel 36,24s; cf. ainda Jeremias 31,33; 32,39-40).

Os versículos 17 e 19 ensinam que o sacrifício agradável a Deus é um coração arrependido. Não são as ofertas do sacrifício, mas a atitude interior de arrependimento que se expressa no sacrifício de uma pessoa penitente.

O rosto de Deus. É mais uma vez o Deus da Aliança. O salmista, pois, tem consciência aguda da transgressão que cometeu. Porém, maior que seu pecado é a confiança no Deus que perdoa. Fica bem evidente que o rosto de Deus é “misericórdia”.

O tema da súplica está presente na vida de Jesus. O tema do perdão ilimitado de Deus aparece forte, por exemplo, no capítulo 18 de Mateus, nas parábolas da misericórdia (Lucas 15) e nos episódios em que Jesus perdoa e recria plenamente as pessoas (por exemplo, João 8,1-11; Lucas 7,36-50) etc.

O tema do “lavar” (Salmo 51,4a) ressoa na cura do cego de nascença (João 9,7); o “purifica-me” (versículo 4b) aponta para toda a prática de Jesus, que cura os leprosos, os doentes etc.

Cantando este salmo neste domingo, peçamos que o Senhor tenha misericórdia do seu povo e lhes conceda a graça do perdão, para que tenha um coração generoso e seja capaz de também perdoar.

Segunda leitura – 1Timóteo 1,12-17. A liturgia inaugura hoje a leitura das cartas pastorais de São Paulo. Embora endereçada a seus companheiros Timóteo e Tito, , estas cartas ultrapassam o quadro das relações pessoais para constituir uma espécie de advertência eclesiástica diante dos problemas de estrutura que as comunidades cristãs conheciam por volta dos anos 65-67. Face ao perigo proveniente sobretudo do sincretismo e da gnose herética, Paulo traça um plano de refutação sólida e reforça os poderes hierárquicos a fim de permitir aos chefes de comunidades assumirem suas responsabilidades neste domínio.

No versículo 12 Paulo agradece a Cristo Jesus Nosso Senhor por tê-lo escolhido para o seu serviço. Naturalmente ele está pensando na sua vocação sobre o caminho de Damasco. Ele classifica seu apostolado como um serviço não só nas pastorais (cf. 2Timóteo 4,5.11), como também nas grandes cartas (cf. Romanos 11,13; 2Coríntios 3,7-8;4,1). Para tal serviço o Cristo lhe deu forças e o julgou digno de confiança (cf. versículo 11: “evangelho… que me foi confiado”) Um texto muito próximo do nosso é Efésios 3,7, onde fala praticamente a mesma coisa.

No versículo 15 ele se considera o maior entre os pecadores, salvos por Cristo. Esta confiança que Cristo depositou em Paulo é motivo de maior agradecimento ainda, quando ele considera seu comportamento de outrora como pecador, pois ele era blasfemo, perseguidor e insolente (cf. Atos 9,4; 22,4; Filipenses 3,6). Toda esta novidade na sua vida foi fruto da misericórdia de Deus. Paulo alega que Cristo usou de misericórdia para com ele, porque ele agiu por ignorância, na incredulidade. Aquele perdão que Cristo do alto da cruz deu aos seus ignorantes e incrédulos carrascos: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23,34), foi também dado a Paulo (versículo 13). Paulo não foi apenas perdoado mas foi também cumulado com as graças de Nosso Senhor.

Entre os pecadores que Cristo veio salvar (cf. Lucas 19,10) Paulo se considera o primeiro, o primeiro no sentido de maior. Isto mostra uma profunda humildade em Paulo, aliás, já salientada como lembramos acima em Efésios 3,8 (cf. 1Coríntios 15,9). Se Paulo foi o primeiro e o maior dos pecadores e Cristo usou de misericórdia para com ele, Paulo se tornou assim o exemplo para todo o mundo da grandeza do maior e do perdão de Cristo.

Paulo reconhece que Jesus veio para revelar a misericórdia de Deus aos pecadores. O apóstolo, embora não seja modelo de perfeição, torna-se exemplo para os que crêem em Cristo e provam o amor gratuito de Deus. Desta experiência, brotam a gratidão e a alegria.

Evangelho – Lucas 15,1-32. As três parábolas da misericórdia constituem o eixo do Evangelho de Lucas. Elas revelam, respectivamente, a figura do Pai, a pedagogia de Jesus e o agir de seus seguidores no trato com os excluídos da sociedade.

As parábolas trazem, como pano de fundo, as críticas dos fariseus e dos mestres da lei suscitadas pelo modo como os publicanos e pecadores se aproximam de Jesus. Ele é acusado de dar atenção aos que não fazem parte da linhagem dos “perfeitos”, ou seja, segundo os preceitos farisaicos, para os que estão fora da Lei: “Este homem acolhe pecadores e como com eles” (Lucas 15,2). Comer e beber é uma ação indispensável à sobrevivência. Mas o sentar-se à mesa, comer e beber com os pecadores é expressão de solidariedade e de partilha com quem está à margem do banquete da vida.

Jesus prepara a multidão para a grande parábola da misericórdia – a do Filho Pródigo –, com introdução de duas pequenas parábolas: “a ovelha desgarrada e resgatada” (Lucas 15,3-7); a “moeda perdida e reencontrada” (Lucas 15,8-10). Elas seguem o mesmo esquema centrado na alegria e na celebração pelo reencontro. Utilizam a linguagem enigmática que favorece a escuta e a participação: “Se você tem cem ovelhas…”; “Se uma mulher…”. Além de serem uma crítica direta à prática farisaica que marginaliza os pecadores e censura Jesus por ter um bom relacionamento com eles, estas parábolas manifestam o modo de o Pai agir. Sua pedagogia é diferente e se contrapões ao comportamento triunfalista, que se satisfaz com o que sobra, sem se preocupar com o que se perdeu. Jesus, em vez de esquecer o que se perdeu, vai, como Filho e herdeiro do Pai, em busca do que está perdido, do que está a caminho de se perder ou do que vai se perder. Na dimensão da misericórdia, não basta conformar-se com a sobra. È preciso preocupar-se com o que se perdeu ou com o que está se desgarrando.

A grande parábola do Pai misericordioso (15,11-32) divide-se em duas partes. A primeira detém-se nas peripécias do filho rebelde que parte e, após esbanjar tudo e provar a fome, regressa, arrependido, ao convívio familiar, sendo acolhido de braços abertos pelo pai, que não o censura nem castiga (Lucas 15,11-22). A segunda parte fica por conta da reação do filho mais velho (Lucas 15,25-31), que se julga justo, obediente a todos os preceitos e ordens e que não compreende a atitude de seu pai em relação ao irmão. Escandalizado, recusa-se a ingressar no ambiente da festa pelo retorno do irmão que estava morto e reviveu (Lucas 15,32). A auto-suficiência do irmão mais velho contrasta com a humilhação do mais jovem. Para regressar, este teve de passar pela situação da humilhação. O que é melhor, humilhar-se e viver, ou manter-se no orgulho e morrer na indigência?

No deserto o povo se afasta de Deus e não é mais reconhecido pelo Senhor (primeira leitura). Mas a insistência de Moisés faz com que Deus reconsidere sua palavra e seu compromisso com o projeto da aliança que firmou com o povo eleito. Do meio das infidelidades do povo e da mediação de Moisés, emerge a figura do Senhor como Pastor que não abandona seu povo, mesmo nos momentos mais críticos da caminhada em direção à Terra Prometida.

Paulo reconhece que Jesus veio para revelar a misericórdia de Deus aos pecadores. O apóstolo, embora não seja modelo de perfeição, torna-se exemplo para os que crêem em Cristo e provam o amor gratuito de Deus. Desta experiência, brotam a gratidão e a alegria (segunda leitura).

3- A PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Conforme as parábolas deste domingo, todos somos um pouco o povo infiel, a ovelha desgarrada, a moeda perdida ou o filho que abandona o convívio familiar. Por meio dessas situações humanas, Jesus revela Deus Pai como o “pastor” que recupera com alegria sua ovelha perdida, a mulher que celebra o reencontro de sua moeda, o pai que acolhe e festeja com júbilo o regresso o filho, o Senhor que se deixa mover pela insistência de Moisés e não castiga nem abandona o povo escolhido para conduzir à Terra Prometida. O que sobressai é o modo de Deus ser: misericórdia e perdão. Um Deus da alegria, da solicitude e da graça. Um Pai que alegremente devolve àquele que regressa a dignidade de filho (veste nova, anel, sandálias) e o direito de tomar parte na mesa do convívio familiar.

A parábola da misericórdia realça o contraste entre o “vazio” do filho que regressa e a “auto-suficiência” do irmão mais velho que permanecera em casa. O jovem, ao conseguir sua parte na herança, lança-se à aventura. Ele não tem nada contra o pai nem contra seu irmão. Nem os possíveis conselhos do pai conseguem despersuadi-lo. Ele quer experimentar a liberdade e a autonomia. Como tantos jovens de nosso tempo, ele é ingênuo diante da perversidade do mundo. Faz da vida um momento. A herança se esvai, os amigos desaparecem e nosso jovem se depara com a miséria. Não lhe resta outra alternativa, senão pedir trabalho em terra estrangeira. Em meio aos porcos e comendo do mesmo alimento deles, reduzido à mais infame degeneração, experimenta o vazio, até chegar ao fundo do poço. Da mais degradante periferia “abre-se” o espaço para ser ocupado pelo abraço paterno da reintegração ao convívio familiar e à dignidade de filho. “Cheio de si mesmo”, o irmão mais velho espelha o procedimento farisaico de quem se considera “justo” e, por isso, dispensa ser objeto de um olhar misericordioso que preenche de dignidade humana e graça divina o pecador arrependido que volta ao Pai. O pai ama os dois filhos. As transgressões dos filhos não anulam o amor do Pai. Sua bondade, seu afeto e seu amor misericordioso encorajam os filhos que erram e desejam regressar ao convívio familiar.

“Como o pai da parábola, Deus fica à espreita do regresso do filho, abraça-o à sua chegada e põe a mesa para o banquete do novo encontro, com quem se festeja a reconciliação. Nesta parábola sobressai o acolhimento festivo e amoroso do pai ao filho que regressa, imagem da misericórdia de Deus sempre pronto para perdoar” (João Paulo II).

O agir misericordioso do Pai nos provoca a termos a mesma sabedoria no agir, a mesma benevolência no julgar e longanimidade no amar. Moisés experimenta a alegria de poder interceder por seu povo e merecer para ele o perdão e a reconciliação. O pastor não abandona a ovelha que se desgarrou do rebanho. Toma a iniciativa de procurá-la e se alegra ao encontrá-la. A mulher, ao reencontrar sua moeda, tranqüiliza-se e partilha a alegria com as vizinhas. O pai acolhe o filho e promove uma festa ao reencontrá-lo. O apóstolo Paulo confessa a alegria de ser merecedor da misericórdia do Senhor. Embora indigno, por se considerar blasfemo, perseguidor e insolente, foi escolhido para testemunhar a grandiosidade da graça misericordiosa do Pai que se manifestou em Jesus Cristo.

Os seguidores de Jesus são ícones da misericórdia, modelos de compaixão e alegres testemunhas do Deus que possui um amor de predileção por todos os seus filhos. A vida e os relacionamentos sociais, comunitários e familiares oferecem inúmeras oportunidades para que, a exemplo de Jesus, revelemos o agir misericordioso do Pai. Na caminhada dos seguidores, nada deve ser motivo para o abandono e a exclusão de irmãos.

“Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte…” A conversão sincera e autêntica de um pecador causa mais alegria ao Pai do que uma multidão de pseudo-justos. Quão grande não será a alegria de Deus e dos seus anjos por aqueles que receberam os benefícios do céu, e nunca se julgaram justos por si mesmos. Tão grande será a alegria no céu por causa deles, que nenhuma festa consegue expressar a felicidade e alegria do Pai (Lucas 15,32).

A Palavra de Deus traz para nós, neste domingo, uma certeza e um compromisso: certeza de que Deus é rico em misericórdia e não deseja perder nenhum de seus filhos; e o compromisso de amar indistintamente e acolher com júbilo quem se afastou e regressa. Deus sempre oferece seu perdão a todos, convidando os pecadores a se entregarem confiantes à sua misericórdia.

A celebração litúrgica, sendo lugar de reunião sem discriminação e de atenção às pessoas, é sacramento do cuidado de Deus para conosco. Nela, a ação do Espírito Santo opera em nós transformação de nossas atitudes de indiferença para uma atitude de adesão à Palavra e de fidelidade aos mandamentos de Deus, colocada em prática na relação com aqueles e aquelas que a sociedade descartou.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Sentir em nós o amor de Deus

Há quem não goste da expressão Deus todo-poderoso com o pretexto de que, em Jesus, pela encarnação do Verbo, ele se fez “impotente” por causa de nós, para nos alcançar em nossa fraqueza, fragilidade e impotência. Mas esquecemos que, pela tradição bíblica e eucológica, Deus é poderoso no amor. A oração do Dia nos recorda que o único trabalho de Deus consiste no amor que nós podemos acessar mediante uma vida posta a seu serviço.

A condição do serviço para notarmos e experimentarmos o amor de Deus fundamenta-se no fato de que o amor de Deus é agápico, isto é, totalmente oblativo, enquanto transbordamento e saída de si mesmo. Assim, a imagem do Pai que sai ao encontro de seu filho, da mulher que sai a procura da moeda e do pastor que vai atrás da ovelha perdida são figuras do amor de Deus pelo mundo que criou.

Todas as vezes que os cristãos “saímos de nós mesmos” e nos dirigimos aos outros para “resgatá-los”, Deus manifesta sua presença salvífica.

Ser movidos pela graça

A Oração depois da comunhão deixa claro o espírito pelo qual se movem os cristãos na sua tarefa de resgatar os que estão perdidos: a vida do próprio Cristo. Não se trata de buscar os outros como se estes fossem mais pecadores em relação a nós que somos justificados ou mais santos por nossas práticas religiosas, mas de procurá-los num impulso de amor pela humanidade. O mesmo impulso que movia Jesus para buscar aqueles e aquelas que se viam perdidos, sem horizonte enquanto seres criados por Deus com dignidade inegociável e destinados a salvação.

Neste sentido, mais do que procurar a salvação é esta mesma que os procura para alcançar-lhes e devolver-lhes a alegria de uma vida, de fato, justa, boa e digna.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Na Eucaristia celebramos a Páscoa de Jesus, expressão da vitória do amor misericordioso do Pai, que renova em nós a dignidade de filhos e a alegria de conviver como irmãos e irmãs.

Jesus, o Ressuscitado, presente e atuante na Palavra, age conosco como pastor em busca da “ovelha desgarrada”. Tendo a mesma atitude da mulher que “encontra desgarrada”. Tendo a mesma atitude da mulher que “encontra a moeda perdida”, nos associa à festa do Reino e nos converte em testemunhas vivas da misericórdia do Pai.

Pela oração eucarística, a assembléia une-se àqueles que incessantemente reconhecem e agradecem à ternura e à bondade de Deus. “Ó Deus, desde a criação do mundo, fazeis o bem a cada um de nós para sermos santos como vós sois santos.”

Na comunhão eucarística do corpo e sangue de Cristo, morto e ressuscitado, o Pai renova conosco os laços da aliança e nos torna participantes do banquete de sua eterna misericórdia. Reforça a confiança no seu agir, pois “jamais nos rejeitastes quando quebramos a vossa aliança, mas, por Jesus, vosso Filho e nosso irmão, criastes com a família humana novo laço de amizade, tão estreito e forte, que nada poderá romper” (Oração Eucarística sobre Reconciliação, 1).

A Boa-Nova deste domingo deixa claro: não há vida digna com o Pai e com os irmãos se a pessoa estiver sendo humilhada, impedida de crescer e de ter acesso ao convívio social. O que vale é a vida resgatada e dignificada. Portanto, como seguidores de Jesus, tenhamos presentes as pessoas, grupos e comunidades que, lutando contra todo tipo de exclusão, legalismo farisaico e impiedoso, se transformam numa extensão viva do agir misericordioso de Deus. Façamos isto procurando e acolhendo as pessoas, atendendo os empobrecidos, necessitados, marginalizados e “perdidos”, e com eles celebrando as pequenas conquistas por melhores condições de vida. Somos convidados por Jesus, presente na assembléia reunida, a abrir nosso coração ao amor misericordioso do Pai e a participar da festa dos reconciliados.

Que a celebração eucarística expresse a alegria de nosso encontro com o Pai amoroso, que, como a senhora da casa e como o bom pastor, nos acolhe, perdoa e nos faz entrar na intimidade de sua comunhão. Assim, renovados pela participação na liturgia, sejamos abençoados e enviados à missão de reintegrar ao convívio comunitário as centenas de irmãos excluídos e desgarrados pela auto-suficiência humana.

6. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Preparar a celebração de maneira que toda ela aconteça num clima acolhedor e festivo.

2. A mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia formam um só ato de culto; portanto, é preciso manter um equilíbrio de tempo entre as duas. Demasiada atenção dada à procissão com o Lecionário ou com a Bíblia, homilias prolongadas, introduções antes das leituras parecendo comentários ou pequenas homilias, tudo isso prejudica o rito eucarístico, que em conseqüência acaba sendo feito às presas.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 24º Domingo do Tempo Comum. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

1. Canto de abertura. Deus dê a paz ao povo que o deve testemunhar (Eclesiástico 36,18 [15-16a] e estrofes articuladas com o Salmo 124/125 “Senhor, escuta as preces do servo teu”, melodia da faixa nº 9, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 9.

A Igreja oferece outras opções como canto de abertura que destaca a misericórdia de Deus e nos introduz no mistério celebrado neste Domingo: “Vimos aqui, ó Senhor, pra cantar tua bondade”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 7; “Vós sois o caminho, a verdade e a vida”, inspirado em João 14,6 no diálogo com o apóstolo Tomé, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 10. Uma terceira opção é o canto “Hoje é dia de festa”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, faixa nº 4.

3. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

4. Salmo responsorial 51/50. Deus não despreza um coração contrito e humilhado. “Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai”, CD: Liturgia XII, melodia da faixa 5.

O Salmo responsorial é uma resposta que damos àquilo que ouvimos na primeira leitura. Isto mostra que o salmo é compromisso de vida e ele também atualiza e leitura para a comunidade celebrante. Primeira leitura, Palavra proposta e salmo Palavra resposta. Por isso deve ser cantado da Mesa da Palavra (Ambão) por ser Palavra de Deus. Valorizar bem o ministério do salmista.

5. Aclamação ao Evangelho. “E nós temos reconhecido o amor de Deus por nós, e nele cremos” (1João 4,16; 3,20). “Aleluia… Sabemos do amor que Deus nos tem”, CD: Liturgia XII, melodia da faixa 1. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.

6. Apresentação dos dons. A escuta da Palavra e colocá-la em prática, deve gerar na assembléia a partilha para que ela possa ser sinal vivo do Senhor. Devemos ser oferenda com nossas oferendas. A atitude de acolher os pecadores deve nos levar a repartir. Podemos cantar Lucas 15,11-24: “Muito alegre eu te pedi o que era meu, partir um sonho tão normal”, Hinário Litúrgico III da CNBB, página 336. Temos ainda outras opções: “Senhor, Fazei-me um instrumento de vossa paz” Hinário Litúrgico III da CNBB, página 443; “As mesmas mãos que plantaram as sementes aqui estão”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 4.

7. Canto de comunhão. “Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado, e começaram a festa”, (Lucas 15,24 e estrofes articuladas com o Salmo 31/30). Devemos colocar em Deus nossa esperança, Ele nos mostra a sua face e tem compaixão de nós. “Um banquete se vai fazer, meu filho ressuscitou”, CD: Liturgia XII, melodia da faixa 4, exceto o refrão,

Acentuando a misericórdia de Deus, a liturgia oferece outras duas ótimas opções: “Feliz o homem que da culpa é absolvido e convidado para a ceia do Senhor!”, CD: Liturgia XIV, melodia da faixa 16, Quaresma Anos B e C ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 37; “Eis, meu povo o banquete”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 18, ou no Hinário Litúrgico III da CNBB, página 321.

8- O ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Preparar bem o espaço celebrativo, de modo que seja acolhedor, aconchegante, colocando um ícone do bom samaritano. O espaço celebrativo deve estar bem alegre e festivo, isto é, caráter de festa como está no Evangelho. É a festa da reconciliação e da misericórdia. Colocar de maneira sóbria flores e ladear o Ambão com velas acesas dando ênfase ao banquete que o Senhor nos prepara. “Durante o dia, o altar pode permanecer desnudo ou com um ‘trilho’ na cor litúrgica do tempo” (Guia Litúrgico Pastoral, páginas 105-106).

9. AÇÃO RITUAL

Destacar a acolhida carinhosa às pessoas que chegam, em especial às mais humildes, idosas, pobres e tidas como “pecadoras”. Que a celebração se constitua em espaço do encontro com Jesus Cristo, sacramento da misericórdia do Pai.

A experiência de retornar à Casa do Senhor é experiência de reencontrar-se. Cada Domingo, portanto, para os cristãos se revela oportunidade para o contínuo redescobrir-se do ser humano perante seu Criador. Nós fazemos festa para celebrar que nossa humanidade recuperou sua dignidade em Jesus Cristo (cf. Aclamação ao Evangelho).

Ritos Iniciais

1. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado.

2. A opção “C”, da saudação inicial, 2Tessalonicenses 3,5 é uma boa opção para essa celebração:

O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de cristo, esteja convosco.

3. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono ou outro ministro devidamente preparado (Missal Romano página 390).

4. O sentido litúrgico pode ser proposto, através das seguintes palavras, ou outras semelhantes:

Domingo da misericórdia. O Senhor, mais uma vez, come com os pecadores e nos anuncia a alegria com aqueles que se convertem. Renovemos nossa confiança no Senhor que ouve as preces do seu povo. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se manifesta em todas as pessoas e grupos que acolhem os abandonados.

5. Para a motivação do Ato penitencial sugerimos a fórmula 2 do Missal Romano, página 392:

De coração humilde e contrito, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós pecadores.

Após uns momentos de silêncio, rezar cantando a invocação alternativa número 3 para o Tempo Comum da página 394 do Missal Romano:

Senhor, que vistes, não para condenar, mas para perdoar. Tende piedade de nós.

6. O Ato Penitencial seria muito propício para esta celebração. Todo cristão, ainda que tenha redescoberto pelo batismo sua dignidade de filho e filha de Deus em Jesus, continua a experimentar as contradições próprias de sua existência história. Ainda não chegou à plenitude que o próprio Cristo lhe semeia no sacramento batismal. Sugerimos que se cante o Ato Penitencial. Caso não possa ser cantado, pode-se recitar a fórmula prevista. É importante não substituir o Ato Penitencial que consta de três fórmulas de confissão genérica por cantos que apresentam listagens de pecados possivelmente cometidos pela comunidade. Pode-se fazer o Ato penitencial estando todos de joelhos, manifestando sua humildade e fragilidade perante o Mistério que os procura. Logo em seguida, após a conclusão do rito, levantam-se (sinal da ressurreição, postura dos homens e mulheres redimidos) para entoar o Hino de Louvor. É a postura dos que foram redignificados por e em Cristo. Preparar o Ato Penitencial, de modo que se posso cantar o refrão: Senhor, Deus, misericórdia!”

7. O Hino de louvor é um canto dos que foram redimidos e se alegram em Deus porque a sua Glória no Céu se desdobra em Paz na terra. É uma imagem do Pai que desce em Jesus para alcançar sua criação e realizar no mundo e na humanidade seus desígnios de amor. Não é um “agradecimento” por nossas pequenas vitórias pessoais, mas verdadeiro elogio (eulogeo/oração) ao Pai e ao Cordeiro por seus planos de amor e não por nossos impulsos, por melhores que possam ser (cf. Oração depois da comunhão). Por isso não deve ser substituído por outra peça musical. É um direito da assembléia ter a letra dos cantos na mão e evitar músicas complicadas.

8. A Oração do Dia nos convida a sentir o amor de Deus por nós, isto é, fazer experiência de Deus, e servi-Lo de todo o coração. A oração nos mostra que o amor de Deus é uma ação constante.

Rito da Palavra

1. Como canto propício à abertura da Liturgia da Palavra sugerimos “Vem, ó Senhor, falar ao coração”. Deus nos procura e mostra-se caminhando com seu povo. É na história construída por este povo que Deus o faz experimentar a alegria de reconciliar-se com Ele. Esta peça recorda esta visita de Deus nos caminhos da história

2. Em todo o rito, a Palavra se conjuga com o silêncio. Momentos de silêncio após as leituras, o salmo e a homilia, fortalecem a atitude de acolhida da Palavra. O silêncio é o momento em que o Espírito Santo torna fecunda a Palavra no coração da comunidade. Nem tudo cabe em palavras.

3. Cantar com particular solenidade o Salmo responsorial.

Liturgia Eucarística

1. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que acolha com bondade as oferendas dos servos e das servas. E que os dons de cada sirvam para a salvação de todos.

2. Recomendamos a escolha da Oração Eucarística VII (Sobre a Reconciliação I). Se for escolhida as Orações Eucarísticas I, II e III sugerimos o Prefácio para os Domingos do Comum VI, VI que contempla as provas do amor paterno de Deus e o penhor da vida futura. “E, ainda peregrinos neste mundo, não só recebemos, todos os dias, as provas de vosso amor de Pai, mas também possuímos, já agora, a garantia da vida futura”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

3. O amém final deve ser cantado ou proclamado com exultação, é a assinatura do povo à prece eucarística que o ministro ordenado, em nome da Igreja inteira, elevou a Deus por Cristo, com Cristo, em Cristo, na unidade do Espírito Santo
.
4. Valorizar o rito da fração do pão, “gesto realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Coríntios 10,17” (IGMR, nº 83).

5. A comunhão seja feita em duas espécies, como sinal do banquete festivo do retorno dos filhos à casa do Pai. Como diz a Instrução Geral do Missal Romano (IGMR): “A comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob as duas espécies. Sob esta forma se manifesta mais perfeitamente o sinal dom banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico do Reino do Pai” (n. 240).

Ritos Finais

1. Na oração pós-comunhão pedimos a Deus que o dom eucarístico penetre toda a nossa vida de modo que sejamos movidos por seu efeito, e não por nossos impulsos.

2. Na bênção em nome da Santíssima Trindade levem-se em conta as possibilidades que o Missal Romano oferece (bênçãos solenes, na oração sobre o povo). Ela expressa que a ação ritual se prolonga na vida cotidiana do povo em todas as suas dimensões, também políticas e sociais. Seria muito oportuno o número 10 das Orações sobre o Povo que expressa a confiança na misericórdia de Deus que acabamos de celebrar.

3. Destacar, nos ritos de envio em missão, o compromisso da comunidade de ter gestos concretos de misericórdia durante a semana.

4. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: Sede misericordiosos como o vosso Pai que está no céu é misericordioso. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Misericórdia não é atitude complacente que engole as injustiças ou se cala enquanto o mal ceifa vidas humanas de maneira violenta. É uma atitude ativa, pois leva a criar ambiente, a sanear corações feridos e ajuda a ser compreensivo. Sede misericordiosos como o vosso é misericordioso, porque a misericórdia nos torna realistas e capazes de conhecer e amar as pessoas. Se Deus usa de misericórdia, quanto mais nós devemos usá-la, nós que tanto dela precisamos.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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