27º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B – 04 de outubro de 2015

30/09/2015 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Leituras

Gênesis 2,18-24. Não é bom que o homem esteja só.
Salmo 127/128,1-6. Do trabalho de tuas mãos hás de viver.
Hebreus 2,9-11. Pela graça de Deus, em favor de todos, ele provou a morte.
Marcos 10,2-16. Deus os fez homem e mulher.

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“O QUE DEUS UNIU O HOMEM NÃO SEPARE”

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo do casamento fiel. O Senhor anuncia uma nova dignidade para a mulher e a sua emancipação. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo que se revela em todas as pessoas e grupos que lutam por novas relações entre homens e mulheres.

Outubro é dedicado às missões. Ser missionário(a) implica ultrapassar fronteiras para criar novas relações entre os valores culturais e o Evangelho, entre pessoas, as famílias e os grupos humanos em condições de igualdade e respeito mútuo.

Ser missionário, a exemplo de São Francisco Xavier, implica ultrapassar fronteiras para criar novas relações entre os valores culturais e o Evangelho, entre as pessoas, as famílias e os grupos humanos em condições de igualdade e respeito mútuo.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Gênesis 2,18-24. “Não é bom que o homem esteja só…” (versículo 18). O homem não vive sozinho, está em função da comunidade. Trata-se não apenas de comunidade externa para o trabalho e o sustento, como também de comunhão interna no pensar e agir, chegando ao auge na união física e psicológica de ambos. A mulher, no contexto, participa como um ser humano, superior aos animais: o primeiro homem, com efeito, não encontrou entre os animais uma companheira ideal. Se Deus não tivesse criado a mulher, o homem curtia uma solidão imensa.

A narração da origem da mulher põe em relevo mais a igualdade do homem e da mulher do que o modo como tal foi criada. “Ser tomada do homem” (versículo 23) mostra concretamente que a mulher possui personalidade perfeitamente humana. O “sono de Adão”, a “costela” possuem simbolismo: já Orígenes e Santo Agostinho o haviam reconhecido. “Sela” do hebraico pode significar costela, cotado, vida. Parece mais prudente conservar o termo “costela”, porque, enquanto está ao lado e perto do coração, conota amizade. Significa que homem e mulher perfazem unidade indissolúvel, a mulher só se reconhece como parte do homem. A mulher foi tirada da costela de Adão para manifestar que entre homem e mulher deve existir comunidade perfeita. No texto existem três elementos fundamentais: 1) um vínculo sólido entre homem e mulher, pelo qual amando sua mulher, ama-se a si mesmo (Efésios 5,28ss); 2) a dignidade especial do homem a quem a mulher se equipara (Efésios 5,23; 1Coríntios 11,7; 1Timóteo 2,12s); 3) a igualdade de natureza entre ambos (1Coríntios 11,12), algo surpreendente para aquele tempo.

Adão (versículo 23) ergue um hino de júbilo à bondade de Deus por ter-lhe dado Eva, com o que reconhece a identidade de natureza dos dois. “Osso de meu osso, carne de minha carne” não indica tanto a origem material ou a igualdade de natureza, quanto a intimidade da união matrimonial (cf. Gênesis 29,14; Juízes 9,2 ; 2Samuel 5,1; 19,12s). A mulher aqui não aparece em seu mistério de alteza, mas ao contrário como o osso de seus ossos, a carne de sua carne; seu próprio nome (ishsha) é apenas o diminutivo do nome do homem (ish) (versículo 23).

É simbólica a maneira de narrar a criação de Eva, não a sua formação “a partir” do primeiro homem, isto é, à sua imagem e semelhança. Ela não foi tirada biologicamente de uma parte do homem, mas como realidade humana e espiritual, pois o homem não é completo sem ela. É a complementação mútua. A expressão “foi tomada do homem” (versículo 23) não diz relação de causa e efeito material, mas exemplar e final: Eva foi constituída segundo o exemplar-Adão e destinada a complementá-lo. Ambos são dois seres da mesma natureza que um mesmo amor deve unir, por isso que Eva é para Adão um “outro-ele-mesmo”. O “sono” de Adão, enquanto Deus formava a mulher, significa que a criação de Eva é obra misteriosa e exclusiva de Deus, sem qualquer palpite do homem.

O autor, como teólogo, projeta sobre as origens a realidade atual do matrimonio, não lhe interessando a origem genética masculina e feminina. Destaca o relacionamento homem-mulher, instituído pelo Criador e, portanto, fundamentalmente bom. A sã exegese (explicação) exclui cirurgia em Adão. O texto atende mais a considerações religiosas: união com Deus e com o cônjuge. Toda comunhão de vida, afinal, provem de Deus. Trata-se, pois da unicidade de um evento primordial, carregado de simbolismo religioso, que se estende a toda a humanidade.

O relato da criação da mulher realça a condição humana à luz do projeto de Deus. Homem e mulher criados para a igualdade, complementam-se no amor, sendo um para o outro dom e bênção do Criador. “Os dois se tornam uma só carne”, isto é, uma só vida e o relacionamento entre eles, no amor, será mais íntimo e forte que os próprios vínculos familiares. Um é parte do outro. Um sem o outro é incompleto e infeliz.

Salmo responsorial 127/126,1-2.3.4-5.6. É um salmo sapiencial e traz uma proposta concreta de felicidade e de bênção (“feliz quem teme…”, “tranqüilo e feliz”). O salmo inicia com uma bem-aventurança: “Feliz”. Temer tem aqui um sentido bastante, de fidelidade e reverência; manifesta-se em seguir o caminho de Deus, isto é, em cumprir os mandamentos. A bem-aventurança refere-se à vida cotidiana, do trabalho e da família: bens simples e fundamentais. A imagem vegetal descreve a fecundidade, a mesa reúne ao seu redor a família, que come o fruto do trabalho. Deste modo torna-se experiência profunda e símbolo superior. Porque simboliza e é bênção de Deus. A bênção do comum e cotidiano.

A bênção familiar realiza num círculo perfeito e limitado a bênção mais ampla sobre todo o povo: sai de Sião, onde Deus reside, estende-se a toda a cidade santa, abarca todo Israel, em suas gerações. A bênção do simples e do pleno tem outro nome: paz.

O rosto de Deus no Salmo. Por duas vezes se diz que o Senhor é temido (versículos 1b.4) e uma vez se diz que abençoa. Três vezes, portanto, se fala dele. Temer a Deus não significa sentir medo, mas respeitá-lo e respeitar seus mandamentos com fonte de felicidade e de bênção. O Senhor deseja que o ser humano seja feliz e abençoado, e isso está vinculado aos mandamentos, condições que Israel, como aliado do Senhor. O rosto de Deus neste Salmo é de abençoador do seu povo.

No salmo anterior o Salmo 126, falou-se das propostas de felicidade proclamadas por Jesus. No tempo dele, havia quem não usufruía do trabalho das próprias mãos (Mateus 20,7). Ele chorou sobre a cidade de Jerusalém, pois ela deixou de ser a cidade mãe da paz (Lucas 13,34-35, sobretudo 19,41-44).

Por meio desta oração do Salmo 127, peçamos que o Senhor venha nos ensinar, o caminho da vida e da felicidade.

O SENHOR TE ABENÇOE DE SIÃO CADA DIA DA VIDA.

Segunda leitura – Hebreus 2,9-11. A partir deste domingo até o final do Tempo Comum, a segunda leitura apresenta textos significativos da Carta aos Hebreus. Ela tem como destinatários os cristãos desiludidos pela forma humilhante e dolorosa da manifestação terrena de Jesus, pelos sofrimentos aos quais são submetidos por serem cristãos e pela demora da salvação final.

O texto da segunda leitura de hoje é tirado da carta aos Hebreus, onde o autor indica qual o verdadeiro lugar de Cristo no contexto da criação. Muitos tentaram fazer de Cristo uma criatura como as outras, ou apenas um mensageiro ilustre de Deus. A carta aos Hebreus, porém afirma categoricamente que Cristo é superior aos Anjos, que numa certa teológica judaica eram considerados como mediadores entre Deus e as pessoas, até da própria Lei de Moisés e por isso da salvação pela Lei.

Hebreus 2,9-11, que é o texto de hoje, faz parte da afirmação de que a redenção veio por Cristo e não pelos Anjos, assim as palavras “por um pouco menor que os anjos” deverão ser interpretadas como referindo-se, ao tempo de sua vida terrestre, onde na sua condição de abaixamento através do mistério da Encarnação, Cristo, assumindo a condição de homem, assumiu uma condição inferior à dos Anjos. Certamente o homem de Nazaré, limitado no espaço e no tempo, era inferior aos Anjos. Talvez seja melhor dizer que o Filho de Deus assumiu uma condição inferior, um aspecto inferior (cf. 2,7) permanecendo Deus. É o mistério do Cristo!

O resultado da Encarnação de Cristo foram seus sofrimentos e morte, mas em contrapartida Ele foi elevado ao ser coroado de honra e glória. O seu abaixamento corresponde a uma elevação.

O fato de o homem Jesus dar a vida por nós foi uma graça, a nós, concedida por Deus. Ele poderia ter salvo a humanidade de maneira diferente, mas fez de uma maneira que indica um amor maior, a doação da vida (cf. João 15,13). Assim a morte de Jesus de Nazaré foi um ato de boa vontade de Deus, não uma derrota, mas uma exaltação do Cristo (cf. João 12,32). Pela morte na cruz, Cristo fez-se sacerdote e vítima, tornou-se o nosso único e Sumo sacerdote, porque semelhante em tudo a nós, tanto no sofrimento como na morte (cf. Hebreus 2,17s). Assim pelo sofrimento e morte, o Cristo foi “elevado à perfeição”, isto é, foi constituído Sumo Sacerdote. O versículo 10 explica e justifica que o Cristo morto numa cruz foi escândalo para a comunidade primitiva (cf. 1Coríntios 1,23).

Há entre Cristo e a humanidade uma comunhão profunda. O que aconteceu a Cristo não é indiferente para com as pessoas. Para quem vive nos sofrimentos e nas perseguições esse anúncio é fonte de esperança. Nosso destino está intimamente ligado a Cristo, porque as pessoas como Cristo têm uma origem comum, Deus, e como sua perfeição inclui o sofrimento, nós também temos de participar dele.

O Cristo nosso guia e salvador é o exemplo, e guiado por Ele a comunidade se aproxima de Deus. Ele é assim nosso irmão pela Encarnação (versículo 14) e pela morte (versículo 17), pois foi solidário conosco em tudo.

O texto da liturgia de hoje revela que o Filho de Deus, mediante o mistério da Encarnação, se fez solidário com a humanidade e assumiu integralmente seus problemas, entregando-se à morte para introduzir a humanidade no Reino da Vida. Ao morrer na cruz, Jesus se tornou plenamente solidário, a ponto de não se envergonhar em chamar “irmãos” àqueles que remiu com seu sangue derramado.

Evangelho – Marcos 10,2-16. Jesus e seus discípulos seguem viagem. Chegam ao território da Judéia. O ambiente é novo. O Mestre volta a falar às multidões que acorrem sedentas para ouvir seus ensinamentos. Alguns fariseus se aproximam de Jesus para pô-lo à prova. Querem debater os motivos que justificam o divórcio, que tinha a aprovação da Lei de Moisés. Na época, sem maiores explicações, o homem podia despedir sua mulher; prática que afirma a superioridade e o domínio do homem sobre a mulher, com sérias conseqüências no âmbito familiar e social. Eles perguntam a Jesus: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher?” Jesus não se intimida e devolve a pergunta: “O que Moisés mandou vocês fazerem?”. Em outras palavras: “Vocês que conhecem bem a Lei, qual é a vontade de Deus a respeito do matrimônio expressa na Lei de Moisés?” Não querendo entrar na questão do direito ou não do homem despedir sua esposa, os fariseus respondem: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e depois mandar a mulher embora”. Ele agiu assim por causa da “dureza do coração de vocês. Mas no princípio não era assim”, diz Jesus.

“No princípio da criação, Deus os criou homem e mulher” (Gênesis 1,27); “por isso o homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne” (Gênesis 2,24). Daí se conclui: “O que Deus uniu o homem não separe” (Marcos 10,9). Ao estabelecer a indissolubilidade do matrimônio, Jesus afirma a dignidade da mulher numa época e sociedade onde ela quase não tinha direitos.

Na explicação de Cristo aos seus discípulos, em casa, aborda-se também a possibilidade do divórcio ativo por parte da mulher, algo excluído na sociedade judaica, mas admitido no direito romano vigente na sociedade em que viviam os primeiros cristãos.
Os fariseus tinham esquecido de que o alvo da Lei era a “dureza do coração”. A Lei veio para corrigir a impiedade e a desobediência ao projeto de Deus. A carta de divórcio protegia a mulher das arbitrariedades do marido. Pela carta assinada por testemunhas qualificadas, o marido reconhecia que seu casamento havia sido um fracasso e que tinha violado a ordem estabelecida por Deus. O procedimento de Moisés não enfraqueceu a Lei, pelo contrário, sanou um procedimento errado que prejudicava gravemente os direitos da mulher e, assim, a libertava da clandestinidade, do anonimato e da leviandade. No debate com os fariseus, Jesus enfatiza que homem mulher, unidos em matrimônio, constituem uma unidade bem mais forte que os laços de sangue ou de parentesco (versículos 7-8) Afirma ainda, contra toda a mentalidade e prática judaica, a igualdade é a mútua responsabilidade que se estabelece entre ambos (versículos 11-12).

A dureza de coração com que Moisés lidou, em última análise, não é diferente daquela com que Jesus se defrontou: a recusa de respeitar a vontade clara de Deus e de submeter-se a ela. Por isso, o “vossa dureza de coração” aplica-se, com toda força, aos fariseus com quem Jesus está lidando.

Já em casa, num ambiente familiar, Jesus acolhe e abençoa as crianças. Estas, por sua própria condição, são as maiores vítimas de uma sociedade opressora e injusta e as que mais sofrem as conseqüências de uma família desajustada. Simbolizam os pobres e marginalizados da sociedade. Os discípulos, lentos no seguimento, agora se mostram incapazes de entender a lógica do Reino. Vêem com desagrado a chegada de muitas crianças e o gesto de Jesus. Afastam as crianças por entenderem que os pobres deveriam ficar longe dele (versículo 13). Diante disso, Jesus os repreende e declara que o Reino dos céus é dos pequeninos e daqueles que o buscam e o acolhem como dom, como graça.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Desde o início da Bíblia, Deus revelou que a relação amorosa entre o homem e a mulher é o mais forte sinal da sua Aliança com a humanidade. Jesus confirma isso e, quando reuniu seus discípulos para fazer parte de sua comunidade, fez com eles uma Aliança de amizade. Na última ceia, disse aos discípulos: “Não chamo vocês de servos, mas de amigos, porque confidenciei a vocês tudo o que recebi de meu Pai”. Conforme a tradição, Ele foi traído por um amigo.

O amor entre homem e mulher é o tema mais cantado e representado pelas artes: música, poesia, literatura, cinema. Muitos dizem: “Estou à procura da minha cara-metade, de alguém que fique comigo”. Outros preferem afirmar: “Minha metade melhor”. Em um casal que se ama de verdade, o outro não é só visto como a “metade melhor”, mas como a “metade que me torna melhor”. O amor faz isso: a pessoa quer ser melhor para agradar o(a) parceiro(a), para que ele(a) tenha ainda mais motivos para gostar. Um casal que tenha vivido essa experiência de um completar o outro, de viver uma unidade como o outro, sem perder a própria personalidade, sabe o tamanho do bem que Deus colocou à disposição da humanidade, quando planejou a relação conjugal.

O projeto divino a respeito do matrimônio é um projeto de amor, vida, harmonia, luz e unidade. O encontro entre homem e mulher é a junção do rosto de dois sujeitos, de igual dignidade, cada um necessitado do outro, que se realizam plenamente no dom de si mesmos, na entrega recíproca para a felicidade de cada um. No amor, o ser humano (homem mulher) faz a experiência da plenitude, da generosa benevolência, da convivência e do encontro unificante.
Percebe-se ao mesmo tempo, que, o amor pode sempre ser ameaçado pela infidelidade, pela separação e pela morte. Faz também a experiência de que o outro não é a resposta plena e exaustiva aos desejos do coração. A pessoa humana anseia por um amor eterno e profundo. Como dizia Santo Agostinho: “Fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti.” Na realidade, o que o ser humano ama não é tanto outra pessoa, mas o mistério da pessoa, o qual se revela e se encarna nela, mas que também se oculta e se lhe escapa.

Por ser tão fundamental, esse relacionamento nunca deveria ser deteriorado. Por vezes, aquilo que poderia se transformar num canto de louvor (Gênesis 2,23), degenera em uma certidão de separação (Marcos 10,4). Multiplica-se hoje as situações em que a poesia espontânea das origens se apaga para dar lugar às áridas e meticulosas normas jurídicas. A gratuidade da relação se converte em cálculos frios e litigiosos.

As palavras e Jesus sobre o matrimônio e o divórcio deveriam ser entendidas com base na relevância da relação amorosa do casal. Seja como for o que Ele apresenta é o ideal. Esse ideal do casamento cristão defendido pela Igreja tem origem na própria natureza do amor. O ideal evangélico do amor conjugal é a indissolubilidade, porque é o dinamismo do compromisso de amor entre mulher e homem. O que Jesus e a Igreja destacam é o dinamismo do amor.

As relações matrimoniais revelam-se hoje muito frágeis. Quais seriam as razões? Não cabe aqui julgamento sobre ninguém. Valorizar o matrimônio indissolúvel não significa rejeitar quem não alcançou o prêmio de viver bem o seu casamento. Destacar a importância do amor conjugal não tem por objetivo punir quem se separou, mas alertar para o que está em jogo: a generosidade desse convívio fundamental para as pessoas. É um convite permanente à educação para o amor verdadeiro. Não podemos afirmar que quem se separou ou quem está em segunda união não tem fé e está longe de Deus. A Bíblia mostra pessoas que não viveram esse ideal do matrimônio, mas nem por isso estavam longe de Deus. Não podemos fazer esse julgamento, porque muitos vieram de situações de sofrimento e também cada caso é um caso.

Mas há um princípio elementar respeitante à saúde que tem aqui aplicação: É melhor prevenir que remediar. Isto é, os jovens devem preparar-se devidamente para o matrimônio, e os já casados devem manter sempre um ritmo ascendente mediante a maturidade pessoal, a educação constante do amor e a espiritualidade que brota da sua própria vocação cristã.

A celebração litúrgica é renovação da Aliança de Deus com o seu povo e momento de retomar o caminho da convivência humana, como a única saída para os conflitos e como sinal de comunhão com Deus. É tempo de assumir a paciência diante dos fracassos que possam ter acontecido. “O fracasso de um amor, não é o fracasso do

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

A mentalidade cristã, as relações inter-pessoais de modo algum tem um fim em si mesmas, mas são ocasião para a visualização do Mistério, do Divino encontrando-se com o humano e com Ele convivendo. É um acontecimento resposta à revelação de Deus que ao amar seu povo lhe beneficia criando-lhe companhia humana e cósmica, para através delas manifestar sua presença. Por este motivo, as relações inter-pessoais não podem ser manipuladas ou desfiguradas.

A celebração da Palavra e da Eucaristia realizam exatamente este princípio teológico da compreensão das relações humanas e com o cosmos. É da reunião e encontro das pessoas distintas entre si que nasce a unidade visível da assembléia de Deus, a Igreja. Da mesma forma, é a partir da maneira com a qual os homens e mulheres se relacionam com o espaço e demais sinais que brota a sacramentalidade: a mesa-altar é o Cristo (São Cirilo de Jerusalém), o pão é corpo, etc. Como nos diz o versículo da aclamação ao Evangelho: “Se amarmos uns aos outros, Deus em nós há de estar…”

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A Eucaristia é a expressão do infinito amor do Pai que se manifestou na criação de todas as criaturas, em especial do ser humano, homem e mulher, e que ao longo da história se revelou de muitos modos. Esse amor se apresenta de maneira plena na pessoa e nas obras de Jesus de Nazaré.

A Eucaristia é ceia memorial da nova e eterna Aliança. Aliança essa que, segundo os profetas, será gravada no coração e firmada não mais com sangue de cordeiros, porém no amor capaz de doar a própria vida, no gesto total do amor de Cristo: entregou-se à morte, e morte de cruz (cf. João 13,1). “Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos” (João 15,13). Tal amor pode ser aprendido só na intimidade com o próprio Cristo, presente na Eucaristia e escondido na Palavra anunciada. É, pois, “comunhão” e escuta/obediência amada e vivida efetiva e efetivamente.

Em cada Eucaristia que celebramos, Jesus Cristo ressuscitado, “revela-nos a Palavra das Escrituras e partindo o pão para nós”, nos torna participantes do banquete do amor, para que vivamos no amor. Portanto, o canto de comunhão deve retomar o Evangelho do dia. Diante de tão grande amor, como o primeiro homem diante da mulher, a comunidade aclama pela boca do ministro: “Por este amor tão grande queremos agradecer… louvado seja vosso Filho Jesus, amigo das crianças e dos pobres” (Oração Eucarística X – Para missa com crianças – II).

A Aliança entre Deus e as pessoas sempre foi representada pelo amor entre um homem e uma mulher. Em cada Eucaristia, Deus renova sua Aliança conosco na pessoa de Jesus, único e eterno sacerdote que, no seu Mistério Pascal, sela, para sempre, em seu sangue, derramado por todos, a nova e eterna Aliança.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. A narrativa da instituição da eucaristia não é uma imitação da última ceia; por isso não se parte o pão neste momento como algumas vezes acontece. A liturgia eucarística, como se disse, é fazer o que Jesus fez: tomou o pão e o vinho, deus graças, partiu o pão e o deu (comer e beber). O partir o pão, como Jesus fez, corresponde à fração do pão em vista da comunhão. Por isso, a Redemptionis Sacramentum, número 55, considera um abuso partir o pão durante o relato da instituição.

2. Dia 05 de celebramos a memória de São Benedito, o Negro. Dia 06 celebramos a memória de São Bruno, presbítero, monge fundou uma Ordem religiosa chamada Cartuxa, a mais severa da Igreja, onde os monges falam muito pouco, vivem em silêncio total e perpétuo. Dia 07 celebramos a memória de Nossa Senhora do Rosário.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 15º Domingo do Tempo Comum. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral.

A escolha dos cantos para as celebrações seja feita com critérios válidos. Não se devem escolher os cantos para uma celebração porque “são bonitos animados e agradáveis”, ou porque “são fáceis”, mas porque são litúrgicos. Que o texto seja de inspiração bíblica, que cumpram a sua função ministerial e que se relacionam com a festa ou o tempo. Que a música seja a expressão da oração e da fé desta comunidade; que combinem com a letra e com a função litúrgica de cada canto.

1. Canto de abertura. Poder universal de Deus (Ester 13.9.10-11). “Senhor, em tuas mãos, a nossa vida”, articulado com o Salmo 124/125, CD: Liturgia VII, mesma melodia da faixa 9. Outra ótima opção é o canto “Bom é louvar o Senhor…”, Salmo 92, ODC, página 118.

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico III da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados no CD: Liturgia VI.

2. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

O Hino de Louvor é chamado de “doxologia maior” em contraposição com a “doxologia menor” que é o “Glória ao Pai…”. Trata-se de um hino antiqüíssimo, iniciando com o louvor dos anjos na noite do Natal do Senhor (Lucas 2,14), desenvolveu-se antigamente no Oriente, como homenagem a Jesus Cristo. Não constitui uma aclamação à Santíssima Trindade, mas um hino Cristológico, isto é, os louvores se concentram no Filho Jesus. É um hino pelo qual, a Igreja reunida no Espírito Santo entoa louvores ao Pai e dirige súplicas ao Filho, Cordeiro e Mediador.

3. Salmo responsorial. Reflete sobre a bênção nupcial de Deus. “O Senhor te abençoe de Sião cada dia de tua vida.”, CD Liturgia IX, melodia da faixa 12.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

4. O canto ritual do Aleluia. “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada”, (João 14,23). “Se amarmos uns aos outros, Deus em nós há de estar”, CD: Liturgia VI, mesma melodia da faixa 10. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.

Mais do que qualquer outra aclamação (Amém ou Hosana), o Aleluia é expressão de pura alegria de êxtase. É o júbilo, a que Santo Agostinho se referia como “a voz de pura alegria, sem palavra”. Este júbilo nos ensina que não podemos racionalizar muito o mistério da Palavra. A Palavra deve tocar não nosso intelecto, mas o coração.

O canto ritual do Aleluia (ou aclamação do Evangelho é executado de forma “responsorial”.

– Aleluia (por um solista);
– Aleluia (retomado por toda a assembléia);
– Versículo (por um solista)
– Aleluia (retomado por toda a assembléia).

Esta forma responsorial só é completa, quando o versículo bíblico é cantado, pois, caso contrário, a resposta não tem seu verdadeiro efeito. Por ser diferente do Salmo Responsorial, o verso é uma citação do Evangelho que se segue.

5. Apresentação dos dons. Momento de partilha para com as necessidades do culto e da Igreja. Devemos ser oferendas com as nossas oferendas para socorrer os necessitados. “Bendito seja Deus Pai, do universo criador…”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 12. Outra excelente opção é o canto “Que nenhuma família comece em qualquer de repente”, Oração da família de autoria do Pe. Zezinho.

6. Canto de comunhão. “Em verdade vos digo, quem não receber o reino de Deus como uma criança não entrará nele”, Marcos 10,1. “Quem o Reino de Deus não acolhe, como o faz pequena criança”, articulado com o Salmo 112/113, CD: Liturgia IX, melodia da faixa 13.

O Evangelho nos mostra Jesus dizendo que o matrimônio é indissolúvel. Em casa, e em ambiente mais familiar, Jesus acolhe e abençoa as crianças. “Deixai vir a mim as crianças”, (Marcos 10,14b). Nesse contexto a Igreja oferece também outras três opções: “Um cálice foi levantado, um pão entre nós partilhado… Ó gente, deixai vir a mim as crianças, pois delas do reino será a herança”, CD: Cantos de Abertura e comunhão, melodia da faixa 19; “Felizes os que temem o Senhor…”, Salmo 127, CD: do Natal, Liturgia V.

A comunhão da comunidade, expressão de que, “embora sendo muitos, nós formamos um só corpo, porque participamos de um mesmo pão e de um mesmo cálice” (cf. Antífona de comunhão) seja acompanhada do canto: “Não existe amor sem entrega”; presente no CD; “Venham para a Ceia do Senhor”, Paulus. A partitura pode ser encontrada na internet. https://www.paulus.com.br/loja/appendix/2305.pdf

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. Hoje, neste primeiro domingo de outubro – mês missionário – a equipe de liturgia, ao preparar a celebração da comunidade, dedicará particular atenção. Ao espaço e ao ambiente celebrativo para que seja acolhedor e ao mesmo tempo evocativo da presença do Senhor que congrega os seus seguidores. No mural ou na porta principal de entrada, podem ser colocados cartazes e motivos que lembrem que a “missão da Igreja não tem fronteiras e é sinal da Aliança de Deus com a humanidade”. Nunca colocar cartazes na mesa da Palavra ou da Eucaristia.

2. O espaço da celebração é sinal da Aliança, relação esponsal entre Deus e seu povo, entre Cristo e a Igreja. Diante da Mesa da Palavra, “foco ritual” do rito da Palavra, onde se trava o diálogo da Aliança, onde Deus fala e o povo escuta e responde, podemos colocar um arranjo floral pequeno que em sua simplicidade e em sua beleza ajude a recordar esse mistério. Algo com uma bonita vela com um arranjo floral abaixo, tendo ao centro da ramagem dois belos girassóis e pequenas flores em volta, pode traduzir o mistério que celebramos.

3. “A decoração da Igreja deve manifestar o caráter festivo da celebração. As flores, as velas e as luzes devem colaborar para que as celebrações sejam de fato memória da Páscoa de Jesus.”

9- REDESCOBRINDO O MISSAL ROMANO

Um erro grave nas celebrações da eucaristia é a distribuição da comunhão do sacrário como prática normal. Assim pecamos contra toda a dinâmica da ceia eucarística, que consta da preparação das oferendas, da ação de graças, sobre os dons trazidos, da fração do pão consagrado e da distribuição àqueles que, com a oblação deste pão, se oferecem a si mesmos com Jesus ao Pai (cf. IGMR 56 h).

10. AÇÃO RITUAL

Valorizar os momentos de silêncio durante a celebração (no início da celebração, após cada leitura e o canto do salmo, após a homilia, após a comunhão…) para que o louvor bote do coração e da vida, não só dos lábios. Privilegie-se o silêncio como expressão de intimidade pessoal e comunitária com o mistério celebrado.

A equipe de celebração, acolhe de maneira fraterna as pessoas que vão chegando para a celebração. Quem preside acolher de maneira fraterna a cada pessoa que chega, animada pela fé, para celebrar de modo especial as famílias, os casais e as crianças.

Ritos Iniciais

1. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado. Sugerimos como canto de abertura, o “Senhor, em tuas mãos, a nossa vida”, muito oportuno para a celebração de hoje.

2. Logo após o beijo do Altar e terminado o canto de abertura, sugerimos que a saudação do presidente seja a fórmula inspirada em 2Tessalonicensses 3,5:

“O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco”.

3. Após a saudação inicial, conforme propõe o Missal Romano, dar o sentido litúrgico da celebração, isto é, o mistério celebrado:

Domingo do casamento fiel. Domingo, dia em que fazemos memória da ressurreição do Senhor, dia da comunidade, da Palavra de Deus e da Eucaristia. Dia dedicado à convivência gratuita entre pessoas e famílias. Convivência que manifesta a grandeza do ser humano, homem e mulher, plasmados carinhosamente pelas mãos do Criador para viver um casamento fiel.

4. O presidente da celebração motiva a comunidade para que silencie o coração e recordem pessoas missionárias em nossa paróquia, em nossa diocese e em outros continentes.

No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

5. Sugerimos para o ato penitencial a fórmula n. 1 do Missal Romano. Dentro das possibilidades seja cantado: “Eu confesso a Deus e a vós irmãos”, CD: “Santo é o Senhor”, melodia da faixa 10, Paulus.

6. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).

7. Na Oração do Dia suplicamos a Deus que no seu imenso amor de Pai nos dê mais do que ousamos pedir e derrame sobre nós a Sua misericórdia.

Rito da Palavra

1. Após a oração do dia, estando a comunidade assentada para ouvir a Palavra do Senhor, entoe-se um refrão meditativo, para introduzir os presentes no mistério que está sendo celebrado. Sugerimos como refrão: “Onde reina amor, fraterno amor, onde reina amor, Deus aí está”. Ele pode ser facilmente encontrado na internet e no link: https://www.youtube.com/watch?v=UpmnLAfCO0o

2. Dar especial atenção a toda a Liturgia da Palavra como sinal da Aliança entre Deus e a humanidade.
3. Por uma liturgia inculturada do Evangelho de Marcos, após o silêncio que segue a homilia, fazer a imposição das mãos nas crianças. Em seguida convidar os casais para renovarem seus compromissos matrimoniais. Os casais aproximam-se do altar.

4. Quem preside saúda os casais com estas palavras: Queridos casais alguns anos atrás vocês consagraram o vosso amor a Deus, pelo sacramento do matrimônio. E hoje nesta celebração estão aqui, cercados de seus familiares, frutos desse amor.

Querem renovar o vosso compromisso matrimonial diante de Deus e de sua Igreja aqui reunida?

Casais: SIM, QUEREMOS, POR TODA VIDA.

Em seguida o presidente da celebração faz uma bênção do ritual de bênçãos simplificado (página 30), que transcrevemos abaixo:

“Ó Deus nosso Pai, que elevastes a união indissolúvel do casamento a tão alta dignidade que veio a transformar-se no sacramento da união nupcial de Cristo, vosso Filho, coma Igreja, olhai com bondade para estes vossos filhos… Eles, unidos pelo vínculo conjugal, implorem o vosso auxílio e a intercessão da Virgem Maria, pois precisam, na prosperidade e na adversidade, praticar a caridade recíproca ajudando-se um ao outro e conservando com zelo a união dos espíritos no vínculo da paz. Senhor, acompanhai-os em seus trabalhos a fim de favorecê-los; ficai a seu lado em suas necessidades a fim de aliviá-los; sede para eles fonte de alegrias a fim de saciá-los. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.”

Rito da Eucaristia

1. A preparação dos dons tem uma finalidade prática, expressa na procissão com que o pão e o vinho são trazidos ao altar. Segundo o costume das refeições judaicas, bendiz-se a Deus pelo alimento básico, o pão, e pela bebida mais significativa, o vinho. Evitar chamar este momento de “ofertório”, pois ele acontece após a narrativa da ceia (consagração).

2. Na Oração sobre o pão e o vinho suplicamos a Deus que acolha o sacrifício eucarístico e “Completai a santificação dos que salvastes”.

3. A oração eucarística VI-D, “Jesus que passa fazendo o bem” é uma ótima opção para render graças a Deus neste domingo, recordando que o amor e a misericórdia de Deus pelo ser humano foram manifestadas nas palavras e nas atitudes de Jesus.

4. Se for escolhida outra oração eucarística sugerimos o Prefácio dos Esposos II, página 810 do Missal Romano que expressa de maneira clara a participação da vontade divina e do plano do amor de Deus. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “A união do homem e da mulher, que celebramos no sacramento do matrimônio, é imagem de vosso amor de Pai. De fato, por amor criastes o homem e a mulher e, na vossa bondade, os elevastes à dignidade de filha e filho vossos. Sempre de novo nos lembrais o mandamento do amor, distintivo de todos os vossos filhos e filhas”. Outra opção é o Prefácio para os Domingos do Tempo Comum V que expressa a grandeza do ser humano na criação, página 432 do Missal Romano. “Vós criastes o universo e dispusestes os dias e as estações. Formastes o homem e a mulher à vossa imagem, e a eles submetestes toda a criação. Libertastes os fiéis do pecado e lhes destes o poder de vos louvar, por Cristo, Senhor nosso”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Usando estes prefácios, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

5. Neste Domingo é muito oportuno apresentar o pão e o vinho para o convite à comunhão utilizando o Salmo 33,9: “Provai e vede, como o Senhor é bom, Feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…”

Ritos Finais

1. Na oração pós-comunhão pedimos a Deus que o “pão celeste e o vinho sagrado”, nos transforme naquele que recebemos, o Cristo eucarístico.

2. Na bênção final o ministro reza em favor da assembleia a Oração n. 7 (Missal Romano, página 532), que invoca a Deus para iluminar a família reunida e abrace a Sua vontade para que possa fazer o bem. Outra opção é o n. 14 página 533 que invoca a Deus para que a família colha os frutos de Sua redenção.

3. Valorizar nos ritos finais o “envio em missão” e a bênção, em especial sobre as famílias e as pessoas que têm atividades missionárias na comunidade.

4. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

11- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Reunidos em assembléia, sob o impulso do Espírito Santo, fazemos memória da Páscoa do Senhor; dos batizados que se empenham na implantação de novas relações entre mulheres e homens; das pessoas que estendem a mão às vítimas da sociedade opressora e injusta; dos desajustes familiares.

Celebremos a Páscoa semanal do Senhor valorizando os que assumem a sua missão em nossa diocese e no mundo inteiro, sendo um sinal da Aliança de Deus com as famílias.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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