15/09/2015 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

No Plano da Criação, quando Deus criou o universo com tudo o que nele existe e colocou-o sob a responsabilidade do homem e da mulher, o desejo do Criador era a felicidade da humanidade (Gn 1-2). No entanto, a desobediência e a infidelidade à vontade de Deus, o que chamamos de pecado original, fizeram com que a humanidade vivesse na infelicidade estruturando, assim, um mundo de maus-tratos com a natureza e as pessoas (Gn 3-4). Mesmo assim, Deus não abandonou o ser humano, sempre encontrou uma forma para nos ajudar a sair da situação de escravidão e do pecado, para uma vida de libertação, paz e felicidade (Gn 6-9).

Ao longo da história da salvação, Deus contou com os patriarcas, os profetas, enfim, homens e mulheres que falavam e realizavam obras em seu nome para o povo. Uma vez que as pessoas, a comunidade, a nação, escutavam a voz do Senhor, convertiam-se e buscavam uma prática alicerçada no amor e na justiça, então, a paz e a felicidade voltavam a reinar.

Deus chamou Abraão para deixar as terras de Ur e formar uma nação santa (Gn 12-25). Destaca-se a importância de Isaac, filho de Abraão e Sara; e Jacó, filho de Isaac. De Jacó se formou as Doze tribos de Israel, estruturando a vida da nação até a época em que, diante da grande escassez dos alimentos em suas terras, se viram obrigados a ir para o Egito, para sobreviverem e por lá ficaram muitos anos (Gn 27-50). Quando a escravidão bate à porta dos hebreus, Deus chama Moisés para libertar o povo e guiá-lo para a Terra Prometida (Ex, Lv, Nm, Dt). Chegando à Terra Prometida, Deus continua chamando pessoas para cuidarem do seu povo, sacerdotes, juízes, profetas. Como último profeta, tivemos João Batista que foi chamado para preparar os caminhos do Senhor.

No tempo certo, Deus enviou a nós seu próprio Filho, Jesus Cristo, Palavra de Deus encarnada no seio da Virgem Maria. Como serva obediente, deu seu sim ao chamado de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,26-38).

Ao longo dos quatro Evangelhos, Jesus escolhe pessoas do meio do povo para serem seus discípulos e missionários. Após a Ressurreição do Senhor, anunciaram e testemunharam Jesus Cristo e o Evangelho para todos. Além disso, eles foram formando outras pessoas, que também se tornaram discípulos do Senhor e continuadores das obras do Reino de Deus (At).

Durante os dois mil anos em nossa Igreja Católica, iluminada pelo Espírito Santo, continuada pelos apóstolos e pelos batizados, sempre houve o chamado de pessoas para assumir o trabalho da Evangelização. Assim, quando olhamos para a História da Igreja, vemos a presença de Deus agindo por meio desses filhos e filhas que disseram sim a seu chamado.

É preciso estarmos atentos ao chamado do Senhor para que possamos, como cristãos que somos, anunciar com amor, entusiasmo e alegria o Evangelho de Nosso Senhor (A alegria do Evangelho, papa Francisco).

Pe. Rafael Dalben Ferrarez
Vice-reitor do Seminário Propedeutico N. Sra. da Paz
padredalben@gmail.com