Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 19/10/2017

29º DOMINGO DO TEMPO COMUMANO A – 22 de outubro de 2017

Leituras
Isaias 45,1.4-6. Eu sou o Senhor, não há outro.         

Salmo 95/96,1 e 3.4-5.7-10a. Cantai ao Senhor Deus um canto novo.         

1Tessalonicenses 1,1-5. Lembrando-vos sempre em nossas orações.         

Mateus 22,15-21. Muitos são chamados, e poucos são escolhidos.

“DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS”

1- PONTO DE PARTIDA
Domingo do tributo a César. Estamos celebrando e aprendendo os ensinamentos de Jesus, transmitidos pelo evangelista Mateus. Hoje, contemplamos Jesus no confronto com os chefes do povo, especialmente os fariseus e os herodianos, tramam uma armadilha contra Jesus.
Celebramos e testemunhamos a Páscoa de Jesus realizada em seu enfrentamento com as autoridades de seu tempo e hoje prolongada nas pessoas e comunidades que permanecem firmes em sua opção por Deus e pela vida, mesmo enfrentando tentações, dificuldades e até ameaças.
Nesta liturgia somos desafiados a não separar a liturgia da vivência cotidiana. Com a frase-resposta “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, Jesus vence o desafio lançado por seus opositores e nos ensina a dar a cada um o que é próprio.
2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA
Contemplando os textos
Primeira leitura – Isaias 45,1.4-6. Ciro, rei dos persas, em 550 antes de Cristo, derrubou o Império da Babilônia e possibilitou ao povo de Deus, que estava cativo, voltar para a sua terra.
Ciro, apesar de ser pagão, é saudado pelo profeta como amigo (Isaias 48,14) e “ungido do Senhor (45,1) e pastor do povo de Deus (Isaias 44,28). Que Deus se sirva de reis e reinos pagãos como instrumentos para realizar Seus planos não representa nenhuma novidade na visão profética a respeito da política internacional. No caso da Assíria (Isaias 10,5ss) e de Nabucodonosor (Jeremias 27,6ss), Deus permitiu que a desumana política de conquista, de exploração e de deportação atingisse também o povo eleito. Tornou-se vítima daquela política por causa da infidelidade à Aliança. Mas logo que o castigo foi realizado, Deus pediu contas da parte injusta e desumana daquela política (cf. Isaias 10,12-19; Habacuc 1,12-17).Realmente, o rei do novo Império Persa (hoje Irã) que em pouco tempo se apoderou dos reinos do Oriente deixou muitos povos deportados voltarem à suas terras de origem e respeitou as religiões e cultos dos países submetidos ao seu domínio. Devido a essa política mais humana Ciro não era somente visto como simples instrumento nas mãos de Deus, mas ganhou aqueles nomes e títulos de amigo, “Ungido” (no hebraico Messias, no grego Cristo!) e pastor que no resto do Primeiro Testamento são reservados aos melhores representantes da História da Salvação, como Abraão, Moisés, Davi. Como o título “Ungido” de Javé, primitivamente era reservado ao rei (1Samuel 9,26).
Embora Ciro conheça Deus só por ouvir dizer (Isaias 45,4-5), Deus o conhece, o toma pela mão. Atuando em favor de Israel, ele é um instrumento nas mãos de Deus, para tornar conhecido seu Nome, sua fama de ser um Deus que salva (cf. Isaias 41,1-5; Salmo 104/105,6; Êxodo 15,11; Isaias 44,6; 2Samuel 7,22).
Aplicar este título a um rei estrangeiro pode parecer estranho, mas se explica na medida em que o monoteismo está claramente firmado (versículos 5-6). Único, Deus é, portanto, Senhor de todos os povos, Senhor de todos os acontecimentos, e pode conduzi-los como bem entender para levar a bom termo sua manifestação ao mundo.
Sem o saber (versículos 4.3.5) este pagão tornou-se, graças à sua política internacional humana, também o libertador do Povo de Deus. Pode-se ver em Ciro, servindo os interesses de seu estado e de seu império de um modo humano, tornou-se servo de Deus e do Reino de Deus na terra.
Nossa fé no Deus Único convida-nos a pensar que Deus está presente em toda parte e que age como melhor Lhe parece. Para realizar seu desígnio sobre a humanidade, Deus pode muito bem fazer aparecer, fora da Igreja, instrumentos vivos que, trabalhem para Ele.
Salmo responsorial – Salmo 95/96,1, 3.4-5.7-10a. O Salmo 95/96 é um hino ao Senhor Rei num horizonte universal. O Salmo é um convite com tríplice invocação do nome “Senhor”. A vitória do Senhor é uma ação salvadora de Deus na história: o Salmo não esclarece qual. Israel tem por ofício louvar a Deus, e com este louvor ele se dá a conhecer a todos os povos. Sua eleição é missionária, seu louvor é testemunho. Os versículos da liturgia deste Domingo celebram Deus, Criador, Rei e Juiz.
No versículo 9 também o convite se estende a todos os povos do mundo. E de novo a tríplice invocação do nome do “Senhor”: os povos hão de invocar o nome do Senhor, vir ao seu Templo, e trazer-Lhe ofertas como ato de reconhecimento e homenagem. O versículo 10 sintetiza o tema do Salmo: a realeza do Senhor, sua ação criadora, seu governo justo e universal. É considerado um Salmo da realeza do Senhor por causa da expressão “O Senhor é Rei”! (10a). É o eixo de todo o Salmo.
O Salmo expressa um clima de festa porque Deus governa o mundo com retidão, justiça e fidelidade. Este hino apresenta vários convites: aclamar, entrar no átrio do Templo com ofertas e adorar; a terra que era chamada a cantar, agora deve tremer na presença do Senhor. São convites universais, porque o Senhor governa com retidão todos os povos.
Todas estas vindas preparam o grande “advento” ou vinda de Deus, que entra na história humana, tornando presente a revelação do Pai; e vai celebrando difíceis “vitórias” para estabelecer no mundo o “Reino dos céus”. Os cristãos também têm essa vocação missionária e deverão dar esse testemunho do louvor, celebrando e colaborando com o estabelecimento do Reino de Deus.
O rosto de Deus no Salmo 95/96. O Salmo insiste no nome do Senhor, merecedor de um “canto novo”. Seu rosto é de Criador (versículo 5b, o libertador e, sobretudo, o Rei universal). Podemos dizer que é o aliado da humanidade, soberano do universo e da história.
Como vimos em outros salmos desse tipo, o tema da realeza de Jesus está presente em todos os evangelhos. Mateus mostra que Jesus traz uma nova prática da justiça para todos, e isso faz acontecer o reinado de Deus na história. Os contatos de Jesus com os pagãos demonstram que seu Reino não tem fronteiras e que seu projeto é o de um mundo cheio de justiça e de vida para todos (João 10,10).
Cantando este Salmo, o povo aclama o Senhor como rei vencedor. Nós o cantamos na confiança de que Ele vem eliminar do nosso meio todos os sinais de luto e nos animar em nossas lutas por dias melhores.
Ó FAMÍLIA DAS NAÇÕES, DAÍ AO SENHOR PODER E GLÓRIA!
Segunda leitura – 1Tessalonicenses 1,1-5.  A primeira carta aos Tessaloninces foi redigida em Corinto no inverno entre os anos 50-51 depois de Cristo. É a mais antiga carta de Paulo que possuímos e, portanto, o mais antigo documento recolhido no Novo Testamento. Devido a uma perseguição, Paulo não pode ficar entre os tessalonicenses. Refugiado em Atenas, ele recebe notícias da comunidade e, nesta carta, ele os anima a permanecerem firmes no testemunho do Evangelho.
Tessalonica, a maior cidade da Macedônia e grande centro romano, fora fundada no ano 315 antes de Cristo por Cassandro, que lhe deu o nome de sua mulher (Tessalonica), irmã de Alexandre o Grande. Cidade marcada pelo culto pagão e até construíram um templo ao imperador. Viviam aí muitos judeus. A comunidade de Tessalonica foi parcialmente evangelizada durante “dois ou três”, até a perseguição judaizante forçou Paulo a fugir (Atos 17,4-10).
Paulo, ao longo da carta, tem consciência de sua missão de pregador do Evangelho. O horizonte pastoral de Paulo está repleto de Deus, de Cristo e do Espírito Santo. Sua pedagogia, além de recursos naturais, é essencialmente sobrenatural: sente a ação de Deus, a força do Espírito. O termo “Igreja”, ekklesia ocorre 63 vezes nas cartas de Paulo e significa a reunião do povo em sentido ativo e dinâmico, não em sentido de simples multidão passiva. “Em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo” exprime a identidade de natureza das duas pessoas divinas e a união ativa e vital dos cristãos com elas. O apelativo “Senhor” (Kyrios), é a tradução de “Javé” e, na linguagem cristã, denota a divindade de Jesus. Deus Pai e Jesus Cristo são a fonte da fé cristã. “Graça e paz” é síntese da saudação grega (cháris = alegria) e eiréne a hebraica (shalôn = paz), almejando os bens da redenção.
“Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações” (versículo 2). Esse louvor reveste-se de um ambiente sobrenatural de oração eucarística, o que revela o fundo piedoso e apostólico, o grande afeto (sempre… por todos) de Paulo e seus auxiliares. O “damos graças” (versículo 2) corresponde e esclarece o “lembrando em nossos corações”. Trata-se da oração eucarística freqüente pelos fiéis.
No versículo 3 ao recordar ação de graças pela fé, esperança e caridade dos fiéis deles fornece o motivo da oração eucarística. “Fé, esperança e caridade” são o retrato vivo interior da jovem Igreja, todas as vezes que é lembrada “na presença de Deus nosso Pai” (versículo 3). A fé, ativa, isto é, a atividade da vossa fé consiste em aderir à pessoa e à obra de Cristo, como Messias, Senhor e Salvador. A caridade pode levar até ao sacrifício. É um trabalho penoso. Uma caridade concreta e assídua. Fé e caridade se correspondem: a fé atua pelo amor (Gálatas 5,6), chega inclusive à culminância dos sofrimentos da caridade. A firmeza (hypomoné) da esperança implica em paciência, resignação, confiança e perseverança; é a constância e a fortaleza em suportar o peso da vida. A esperança converge para realidades que ainda não chegaram (Romanos 8,24s), em união com a paciência (Romanos 5,4-5) e a confiança (1Coríntios 15,19). Esperança firme é todo esforço ou constância do cristão na espera da Parusia.
Evangelho – Mateus 22,15-21. Esta passagem pertence ao relato das “tentações” a que escribas, fariseus e saduceus submetem Jesus. Os partidários de Herodes formulam o primeiro ataque, na esperança de que Jesus pronuncie alguma palavra que ferisse o Imperador César.
O Evangelho nos fala de fariseus e herodianos que se dirigem a Jesus, e após palavras de elogio, chamando-O de verdadeiro e dizendo que Ele ensinava o caminho de Deus, interrogam o Mestre se é lícito pagar o imposto a César. Os herodianos não eram um partido, nem seita religiosa, mas sustentavam Herodes no poder. Este sim, era amigo dos romanos. Os fariseus consideravam a presença romana como castigo de Deus. Na sua astúcia serve-se, porém, dos herodianos para pegarem Jesus em uma situação de subversão política. A pergunta toca a vertente econômica da política, na qual entra em jogo a lealdade e a submissão ao poder Romano. Há, porém, conotação religiosa, porque na moeda estava escrito: “Tibério, filho do divino Augusto, Augusto”. O imposto era o maior sinal de dominação. Recordava o domínio de um povo pagão sobre o povo eleito de Deus. Fariseus e zelotas consideravam esse imposto uma questão religiosa.
Os fariseus e herodianos, ao perguntarem a Jesus: “É ou não é contra a nossa Lei pagar imposto ao Imperador Romano?” (versículo 17), não procuram conhecer a “vontade de Deus” (versículo 16), mas comprometer Jesus (versículo 15). Pensaram que Jesus só pudesse responder com “sim” ou “não”. Respondendo “sim”, Jesus teria escolhido o lado dos herodianos que faziam causa comum com os romanos e se colocaria contra os fariseus e o povo. Nesta hipótese teria corrido o perigo de perder a simpatia do povo, que via o Império Romano com maus olhos. Respondendo “não” teria agradado aos fariseus e ao povo, mas também correria o risco de Jesus ser acusado de zelote, isto é, de subversivo, que amotina o povo contra a ordem estabelecida pelo Império Romano (Lucas 23,2). Fazendo o compromisso que os herodianos lessem a inscrição da moeda, Jesus os obrigou a que eles mesmos reconhecessem que era César quem mandava no país. O que pertence a César, lhe deve ser devolvido e a Deus o que é de Deus.Nesse paralelismo brusco, Jesus usa o dever de pagar imposto a César como trampolim para colocar os herodianos diante da questão muito mais importante dos deveres face a Deus. É bem possível que neste paralelismo se deve entender uma referencia bem concreta à antropologia bíblica. As moedas que trazem a imagem de César pertencem a César; vocês mesmos, porém, homens que trazem a imagem de Deus, pertencem a Deus. Não se deve interpretar, pois, o paralelismo como se Jesus colocasse Deus e César no mesmo plano. A resposta de Jesus não era diplomática, nem encerrava inclinação para o compromisso, mas sim fidelidade para com a Sua pregação do Reino de Deus, que O devia levar a dar exatamente aquela resposta que Ele deu.
A moeda é o instrumento de poder, e no centro está o rosto de César demonstrando não só a prepotência social e política, mas sobretudo, uma explícita profissão de ateísmo, pois em toda forma de poder injusto e arrogante há uma radical negação de Deus. A moeda não tinha apenas valor real/representativo, mas também simbólico. Usar a moeda significava admitir também o valor daquele que ela simboliza.
Deus não exige imposto. Exige muito mais. Exige tanto que a questão do imposto, em comparação com a exigência divina que Jesus proclama, se torna uma questão mesquinha de somar importância. A questão do imposto é tratada por Jesus como uma questão já há muito resolvida pela própria prática do uso do dinheiro. Todos usam o dinheiro do Estado sem nenhuma reclamação enquanto der lucro.
Portanto, o ensinamento é duplo: a autoridade civil tem direito à obediência, sobretudo, por parte daqueles que lucram com as vantagens que ela traz (Romanos 13,1-8; Tito 3,1-3; 1Pedro 2,13-14). Contudo esta obediência não pode colocar em jogo a obediência que se deve a Deus.
Jesus proclamando aqui e agora a supremacia de Deus em tudo (também na política), Ele se impôs com autoridade. Não em questões políticas, mas em questões que transcendem e por isso mesmo ao mesmo tempo incluem questões políticas. Na afirmação “Dêem ao imperador o que é do imperador, e a Deus o que é de Deus”, Jesus sugere: “Além do imperador que exige o seu imposto há no país a presença de Deus na Minha pessoa. Vocês me fazem as perguntas erradas. Interpelando-me sobre o imposto, sobre a Minha atitude diante da ordem estabelecida, nem querem dar ai imperador o que é dele, nem a Deus o que é de Deus. O que vocês querem é eliminar esta nova presença de Deus em Mim que os incomoda. O Reino de Deus está chegando. Dêem a Deus o que é de Seu direito, antes que seja tarde. Convertei-vos! Salvem-se quem puder, antes que seja tarde”.
Não era, portanto, Jesus que fazia política ou negava fazê-la. Ele, porém, desmascarava a politicagem daqueles que, compactuando com o Império Romano (cf. Lucas 23,2), queriam impedir a vinda do Reino de Deus na Boa-Nova de Jesus.
3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA
A mensagem da liturgia deste Domingo nos faz compreender que o nosso Deus é o Senhor da História, e aumenta em nós o conhecimento da graça que nos foi dada: nós pertencemos a Deus. A palavra de Deus traça uma marca profunda na vida. Todos pertencem a alguém. É necessário esclarecer, guiados pelas leituras escutadas, a quem é que pertencemos.O questionamento político que o Evangelho deste Domingo nos propõe é atualíssimo. Basta olharmos para o mundo em que vivemos. Quanta submissão ao poder político, social, cultural que muitas nações sofrem.
Hoje o mundo oferece, em nome da liberdade, um leque entendimentos para a verdade. Considera que a verdadeira felicidade vem da alegria estritamente pessoal e particular. Sob esse enfoque, somos bombardeados pela sociedade, pela economia, pela política, pela cultura… O que devemos fazer? Entender, aceitar, experimentar e realizar o que nos fizer individualmente felizes?
O Evangelho de hoje questiona: nossas ações e realizações concorrem para a construção do Reino? Seguem o ensinamento de Jesus?
Somente serão lícitas as ações que auxiliem na construção do Reino, as quais convergem para a vida em comunhão, em fraterna união.
É verdade que um outro mundo é possível, pois Jesus veio mostrar isso. Mas é preciso que cada um contribua para esse mundo novo. Nesse sentido a Igreja e outras Igrejas cristãs sérias, têm dado importante colaboração para a construção da paz e de um mundo mais justo. Fora da Igreja também há iniciativas que se colocam na direção dos valores do Reino (organismos que trabalham na promoção da vida, que se preocupam com o respeito aos direitos humanos e econômicos das crianças, dos idosos…).
A Igreja e as comunidades locais vão descobrindo que se tornaram minorias no mundo. O pluralismo religioso e cultural, o relativismo do pensamento e da ação moral acentuam a previsão de um futuro de exclusão. As leituras bíblicas fornecem-nos razoes  para não desanimarmos. Em Tessalonica a Igreja era uma minoria, e acolheu o Evangelho no meio de tribulações. A semente do reino germina na longa paciência do sacrifício. O amor de Jesus pela sua Igreja convoca aliados surpreendentes, consagra profetas estrangeiros. Isso requer de todos nós sabedoria e humildade para reconhecer e não afastar possíveis companheiros de viagem. Quanto mais séria é a crise, tanto mais os mais cristãos devem tomar consciência de que o Evangelho continua a ir ao seu encontro e a tornar possível a “atividade na fé”, o “esforço na caridade” e a “firmeza da esperança” (1Tessalonicenses 1,3), com energia igual, senão superior aos desafios do tempo.
A Palavra impede o mundo de naufragar. A oração do Salmo responsorial, “Dai ao Senhor glória e poder” (Salmo 95,7), corresponde à Palavra de Jesus no Evangelho: “Dai a Deus o que é de Deus” (Mateus 22,21). Quem reza, orienta para Deus a totalidade dos povos na atitude da oferta e impele-a profeticamente numa liturgia cósmica.
4- A PALAVRA SE FEZ CARNE E SE FAZ CELEBRAÇÃO
A face do Pai estampada em Jesus
Em Jesus encontramos restabelecida a soberania de Deus, pois ele se submete livre e voluntariamente ao Pai. Em Jesus, o homem de Nazaré, vemos estampada a face do Pai. Isso sim interessa ao Criador e Pai. Diante das ciladas, Jesus como sumo bem do Pai, encontra Nele sua proteção e abrigo: “Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me” (antífona de entrada), (cf. Salmo 90/91). Governa sobre Jesus a soberania divina. O destino de Jesus não está entregue às maquinações humanas, que até o conduzem à morte na cruz, mas ao Pai, que o conduz à vida. A ressurreição é a maior prova da soberania de Deus acima dos desmandos humanos. Em resposta à obediência de Jesus, o Pai “pousa o olhar sobre os que o temem e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas”.
A face de Cristo resplandece em nós
Unidos a Jesus, damos graças a Deus o que é Deus, pois pelo Batismo e pela Eucaristia, bem como pelas atitudes de filhos e filhas que vão se formando em nós, ao longo da vida, aos poucos resplandece em nós a face de Jesus. Como tesouro reluzente (aclamação ao Evangelho), resplandecemos nossa pertença a Deus. A Jesus, nossa adoração, nosso culto e nossa sublime louvação (salmo responsorial). Incansavelmente proclamaremos, pela voz dos ministros presidentes: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo…”. Incansavelmente responderemos pela voz do povo eleito: “Amém!”, pois é Cristo nosso Amém para a glória de Deus Pai.
5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA
A celebração litúrgica revive em nós, que clamamos pela realização do Reino, a memória dos feitos maravilhosos de Deus em favor dos eleitos. Na recordação da paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Espírito Santo nos dá a certeza de que Deus orientará aqueles que buscarem agir para construir o Reino. Cada celebração litúrgica forma nossa consciência e fornece os critérios para que possamos julgar e decidir no dia-a-dia.
Participando da oração de louvor e súplica da Igreja, reafirmamos a decisão de pautar nosso agir pelos princípios da fé que nos anima na caminhada missionária em direção ao Reino definitivo.
O que temos, nossos bens materiais, nossas “moedas”, devem ser usadas como dons. É o que rezamos na oração sobre as oferendas: “Dai-nos, ó Deus, usar os vossos dons servindo-vos com liberdade”.  A oração após a comunhão pede que “os bens terrenos nos auxiliem a conhecer os valores eternos”.
6. ORIENTAÇÕES GERAIS
1. O ensaio de cantos com a assembléia, seguido de um momento de silêncio e oração pessoal, ajuda a criar um clima alegre e orante para a celebração.
2. A mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia formam um só ato de culto; portanto, é preciso manter um equilíbrio de tempo entre as duas. Demasiada atenção dada à procissão com o Lecionário ou com a Bíblia, homilias prolongadas, introduções antes das leituras parecendo comentários ou pequenas homilias, tudo isso prejudica o rito eucarístico, que em conseqüência acaba sendo feito às presas.
No dia 24 lembramos Santo Antonio Maria Claret, fundador dos padres Claretianos.7- MÚSICA RITUAL
O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 29º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 18º Domingo do Tempo Comum. Os cantos devem estar em sintonia com o ano litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.
Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico III da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados no CD: Liturgia VII e CD: Cantos de Abertura e Comunhão e Ofício Divino das Comunidades.
1. Canto de abertura. “Buscar sem cessar a Deus na alegria” (Salmo 104/105,3-4). As estrofes são do Salmo 129/130: “No Senhor minha alma espera eu confio em sua Palavra”. A Antífona de Entrada proposta pelo Missal Romano é tirada do Salmo 104/105. A CNBB em seu Hinário III propõe uma versão muito boa e popular: “Exulte de alegria quem busca a Deus”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 14. A Antífona está articulada com as estrofes são do Salmo 129/130: “No Senhor minha alma espera eu confio em sua Palavra”.
Não se trata de uma questão fixa, a liturgia oferece outras duas ótimas opções que a meu ver são as melhores: “Aqui chegando, Senhor, que poderemos te dar”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 3; “Nós somos o povo de Deus, um povo que vai, caminhando”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 8. Unidos a Jesus, damos a Deus o que é de Deus, pois pelo Batismo e pela Eucaristia, bem como pelas atitudes filiais que vão formando em nós, ao longo da vida, aos poucos resplandece em nós a face de Jesus. A mensagem desse canto nos introduz no Mistério celebrado neste Domingo.
Evitar correria e barulho dos instrumentos, agitação antes da celebração. O clima orante no início da celebração favorece que as pessoas clamem por uma palavra de sabedoria.
2. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.
O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.
3. Refrão para motivar a escuta da Palavra: “Senhor, que a tua Palavra, transforme a nossa vida/ Queremos caminhar com retidão na tua luz”.
4. Salmo responsorial 95/96. Louvor universal a Deus, o único rei.  “Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!”. CD: Liturgia VII, melodia igual a faixa 10.
O Salmo responsorial é uma resposta que damos àquilo que ouvimos na primeira leitura. Isto mostra que o salmo é compromisso de vida e ele também atualiza e leitura para a comunidade celebrante. Primeira leitura, Palavra proposta e salmo Palavra resposta. Por isso deve ser cantado da Mesa da Palavra (Ambão) por ser Palavra de Deus. Valorizar bem o ministério do salmista.
5. Aclamação ao Evangelho. Portadores da Palavra de Deus (Filipenses 2,15-16). “Aleluia… Como astros no mundo vocês resplandeçam”, CD: Liturgia VII melodia igual a faixa 11. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.
6. Apresentação dos dons. A escuta da Palavra e colocá-la em prática, deve gerar na assembléia a partilha para que ela possa ser sinal vivo do Senhor. Devemos ser oferenda com nossas oferendas. Quando somos chamados pelo Senhor, a participar do banquete da vida, o nosso coração nos chama a partilhar. “Bendito seja Deus Pai, do universo criador”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 12.
7. Canto de comunhão. “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, (Mateus 22,21). Somos felizes quando a exemplo de Jesus, desmascaramos as armadilhas que os inimigos nos oferecem. “A César darão o que é dele”, CD: Liturgia VII, melodia da faixa 13 exceto o refrão. A liturgia oferece outra ótima opção que é um uma versão do Salmo 8: “Bom é louvar o Senhor nosso Deus, cantar salmos em nome do Altíssimo”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão da CNBB, melodia da faixa 23. Uma terceira excelente opção é o Salmo 33, o mais antigo canto de comunhão da liturgia cristã. “Alegres vibrem no Senhor, ó justos”, Ofício Divino das Comunidades, pág. 57; “Vela o Senhor sobre aqueles que o temem”, Hinário Litúrgico III da CNBB, pág. 389.
O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho de cada Domingo. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho. É de se lamentar que muitas vezes são escolhidos cantos individualistas de acordo com a espiritualidade de certos movimentos, descaracterizando a missionariedade da liturgia. Toda liturgia é uma celebração da Igreja e não existem ritos para cada movimento e nem para cada pastoral.
8- O ESPAÇO CELEBRATIVO
Usar, no arranjo, flores coloridas, a fim de demonstrar a harmonia desejada para o Reino (evitar excessos, mas caprichar na harmonia).
9. AÇÃO RITUAL
Celebramos a memória da morte e ressurreição de Cristo. Ela se completa na maneira como vivemos: nas ações que escolhemos, somos por elas levados a participar da construção do Reino dos Céus.
Antes do início da celebração, pode-se cantar o refrão meditativo: “Confiar no Senhor é bom, confiar; bom é esperar sempre no Senhor”, repetidas vezes.
Ritos Iniciais
1. Como Canto de Abertura como já indicamos em Música Ritual, é muito oportuno o canto: “A água” – Aqui chegando, Senhor, que poderemos te dar (CD: Cantos de Abertura e Comunhão, CNBB, Paulus). Se, dai a César o que é de César e dai a Deus o que é de Deus” é o adágio que concentra o significado mistérico da celebração deste Domingo, nada mais coerente do que começar entoando “que poderemos te dar”?
2. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado.
3. A saudação inicial pode ser inspirada na Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses 1,1 (II leitura), conservando seu caráter apostólico:
“A vós, irmãos e irmãs, Igreja santa reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: graça e paz estejam convosco!”
4. Após o sinal da cruz e a saudação inicial, apresentar o sentido da celebração, abrindo para a recordação da vida, com acontecimentos que marcaram a semana que passou, fatos tristes e alegres da comunidade, do país e do mundo. Quem anima ou quem preside introduz a assembléia com palavras semelhantes a estas:
Domingo do tributo de César. Testemunhamos o enfrentamento dos chefes do povo contra Jesus. Bendizemos o Pai que faz Jesus vencer toda armadilha maldosa, recebemos força para sermos fiéis ao seu projeto de vida para todos.
5. Em seguida fazer a recordação da vida trazendo os fatos que são as manifestações da Páscoa do Senhor na vida da comunidade, do país e do mundo, mas de forma orante e não como noticiário.
6. Evocar, no ato penitencial, à luz da misericórdia de Deus, os medos, as resistências e as fraquezas de fé na missão evangelizadora em face das provações da realidade econômica e social. Neste Domingo é muito oportuno cantar a fórmula n. 1 do Tempo Comum pág. 393 do Missal Romano.
– Senhor que sois o caminho que leva ao Pai, tende piedade de nós.- Cristo, que sois a verdade que ilumina os povos, tende piedade de nós.- Senhor, que sois a vida que renova o mundo, tende piedade de nós.
7. Cada Domingo é Páscoa Semanal, canta com exultação o Hino de louvor (glória).
8. A oração do dia pede que devemos sempre estar à disposição do supremo Senhor e servi-Lo de todo o coração.
Rito da Palavra
1. Um canto curto, de cunho meditativo, para “dispor” a mesa da Palavra aos ouvintes pode ser: “A vossa Palavra, Senhor, é sinal de interesse por nós”.
2. Respondendo ritualmente ao adágio: “Dai a Deus o que é de Deus”, pode-se oportunamente, concluir a homilia com o silêncio e em seguida com uma oração, na qual a assembléia participa com o refrão executado como cantilena/recitativo livre (como nas salmodias) ou com a melodia do refrão do Cântico do Apocalipse 11,17-18; 12,10b-12a da Liturgia das Horas-Partituras (Paulus): “Graças e louvores ao Senhor”. A oração que segue é inspirada no texto de Serapião, bispo de Themuis, (século IV) registrado em seu Eucológio. Com este texto era concluída a homilia:
Presidente: Deus Salvador, Deus do universo, Soberano e Criador de tudo   quanto existe, Pai do Unigênito, que geraste a tua imagem viva e verdadeira, a enviaste para socorrer o gênero humano e por ela chamaste e conquistaste os seres humanos;Graças e louvores ao Senhor!Presidente: Nós te pedimos por este povo: Envia o Espírito Santo e venha visitá-lo o Senhor Jesus:Graças e louvores ao Senhor!Presidente: Que ele fale a cada coração, dispondo-os para a fé, a fim de que saibam dar-te o que te é devido.Graças e louvores ao Senhor!Presidente: Ele conduza para ti as nossas vidas, Deus das misericórdias;Graças e louvores ao Senhor!Presidente: Toma, também, posse do teu povo nesta cidade, forma um rebanho escolhido, pelo Teu Filho Unigênito, Jesus Cristo, no Espírito Santo.Graças e louvores ao Senhor!Por Ele Te sejam dados glória e poder e a mais ninguém nem nada neste mundo, agora e pelos séculos dos séculos.Amém.
3. Nas preces, lembrar os missionários e missionárias que dedicam suas vidas ao trabalho missionário junto aos mais pobres em nosso país e no mundo.
Rito da Eucaristia1. A oração sobre as oferendas destaca que usando os dons de Deus, possamos servi-Lo com liberdade e que os mistérios celebrados em Sua honra renovem a nossa vida.
2. Depois do Concílio Vaticano II, fomos presenteados com várias Anáforas (Orações Eucarísticas) com as quais a Igreja pode dar graças e louvores a Deus em Cristo por suas maravilhas e suplicar-Lhe a continuidade da Aliança e seus frutos. Por essa razão, é sempre bom buscar dentre os vários formulários de que dispomos, um que melhor evidencie o Mistério celebrado. Neste Domingo, sugerimos a Oração Eucarística IV. Ela traz, depois do Santo, uma bem desenvolvida narrativa do plano salvífico de Deus, que revela sua primazia diante de todas as criaturas, isto é, ela nos traz um resumo da História da salvação.
3. Se for escolhida ou Oração Eucarística que admite troca de prefácio, é oportuno escolher o Prefácio para os Domingos do Tempo Comum I, o qual narra o Mistério Pascal e o Povo que pertence a Deus como sacerdócio régio e nação santa com a missão de anunciar as maravilhas de Deus. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Por ele vós nos chamastes das trevas à vossa luz incomparável, fazendo-nos passar do pecado e da morte à glória de sermos o vosso povo, sacerdócio régio e nação santa, para anunciar, por todo o mundo, as vossas maravilhas”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente e também não podem ter os prefácios substituídos porque causaria grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.
4. Na oração eucarística a solidariedade missionária é alegre e festiva; dar também expressão alegre e festiva à oração eucarística, cantando o prefácio, o “Santo” e as diferentes aclamações, em especial a aclamação do amém e do “Eis o Mistério da fé! Anunciamos, Senhor, a vossa morte…”
Ritos Finais
1. Na oração depois da comunhão pedimos a Deus que auxiliados pelos bens terrenos, possamos conhecer os valores celestiais. É preciso colher e contemplar os frutos da nossa participação na Eucaristia.
2. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: Dai a Deus o que é de Deus. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
3. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.
10- CONSIDERAÇÕES FINAIS
A luz permanente dos princípios do Reino de Deus, pregado por Cristo, deveria orientar os cristãos no seu engajamento na vida política, no sentido de que o bem comum do povo, é o centro de interesse tanto do reino de Deus quanto do poder político.O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.
Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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