Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 08/03/2017

2º DOMINGO DA QUARESMA ANO A – 12 de março de 2017

Leituras

Gênesis 12,1-4a. Farei de ti um grande povo.
Salmo 32/33,4-5.18-19.20 e 22. Sobre nós venha Senhor a vossa graça.
2Timóteo 1,8-10. Fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.
Mateus 17,1-9. Jesus foi transfigurado diante deles.

“O SEU ROSTO BRILHOU COMO O SOL E AS SUAS ROUPAS FICARAM BRANCAS COMO A LUZ”

Transfiguração
1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da transfiguração do Senhor. Neste domingo somos convidados a subir com Jesus à montanha para celebrarmos uma liturgia pascal e fazermos a experiência da glória. Com Jesus, estamos subindo rumo a Jerusalém, a cidade onde Ele vai sofrer muito, ser morto e ressuscitar. Em outras palavras, estamos caminhando em direção à Páscoa.

Domingo passado, celebramos Jesus que, uma vez assumida a missa de salvador da humanidade, sentiu a tentação de dispensar o poder de Deus. Mas, obediente à vontade do Pai, Ele vence toda tentação, dando-nos assim um grande exemplo de fidelidade à missão que lhe foi confiada. Depois vencer todas as tentações, agora está transfigurado.

Fortalecidos pela experiência do deserto, prosseguimos nossa caminhada nesta segunda semana da Quaresma. O Pai nos apresenta o mandamento de “escutar a Palavra do Filho amado” que, longe de manter fechados “em tendas”, nos desafia a descer para o chão real de nossa vida a fim de transfigurá-la, realizando a Páscoa. A Páscoa de Cristo se manifesta na comunidade que descobre no rosto desfigurado do pobre o rosto iluminado do Pai.

A Campanha da Fraternidade de 2017 tem como tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação”. É importante saber que o lema fundamentado na Sagrada Escritura é um mandamento, uma ordem do Criador: “Cultivar e guardar a criação” (Genesis 2,15).

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos bíblicos

Primeira leitura – Gênesis 12,1-4a. As leituras do Ano A, nos dois primeiros domingos, ressalta a história da salvação, depois o sacramento do batismo no terceiro, quarto e quinto domingos. Continuando a fazer memória da história da salvação, escutamos hoje o relato da vocação de Abraão. Depois da desobediência de Adão e Eva, a história humana parece ter virado um caos. Ouvindo como Abraão, chefe de um clã sem nenhuma importância, foi escolhido por Deus para um novo começo, encontraremos uma palavra para nossa vida de fé.

Abraão veio de Ur, na Caldéia, hoje Iraque, (Gênesis 11,31). Seu pai fixara residência em Haran, cerca de mil e quinhentos quilômetros ao norte de Ur. Passando a sua juventude em Ur, naturalmente cresceu no meio mais culto do mundo, onde funcionaram os mais antigos tribunais e parlamentos conhecidos dos historiadores, onde se elaboraram as primeiras legislações sociais, onde a agricultura atingiu o mais alto nível técnico.

Os dois primeiros versículos parecem destinados a fornecer o significado do nome Abraão. A palavra quer dizer: cujo pai (Ab) é grande (ram). Assim se explica a promessa: se deixares teu pai, que é “grande”, se tornará um “grande” povo. Este tema de “grandeza” parece ser a motivação da bênção de Abraão. As nações serão abençoadas por Abraão.

Os primeiros capítulos do Gênesis deixam ver na pessoa humana, o ofuscamento da imagem de Deus causado pelo pecado, com todas as suas tristes conseqüências. Depois da Torre de Babel a história humana parece ter virado em caos (Gênesis 11). Mas com a vocação de Abraão surge um novo ponto luminoso. Inicia-se a “história da salvação”. Cindo vezes ouve-se a palavra “bênção”. Abraão ouve o apelo: “Sai da tua terra”, e a promessa. “Eu te abençoarei”. Esta é a sua única luz. Ele vai sem perguntar aonde. Com o capítulo 12, finalmente, para a Humanidade mergulhada nas trevas abre-se uma fresta de luz: não é ainda luz dos olhos, mas luz da Palavra de Deus no silêncio do coração. Com a vocação de Abraão, com sua silenciosa resposta de fé, começa a história da Salvação, o caminho de regresso de todas as famílias da terra à comunhão com o Pai.

Salmo responsorial 32/33,4-5.18-19.20 e 22. O Salmo 32/33, nos versículos 4-5, expõe a primeira motivação geral: “a Palavra do Senhor, obra, justiça, amor do Senhor que enche toda a terra”. De certo modo, o corpo do hino desenvolve estes temas.

O Deus Criador é o Senhor da História que estabelece a justiça e o direito, enche a terra da Sua ternura (cf. versículo 5), vigia quem espera no Seu amor (cf. versículo 18) e Ele atua, somente, na salvação (versículo 19). Olhemos para Ele para recebermos graça e vida (cf. versículo 20). Ele que é fiel, não faltará com sua Palavra, contra toda esperança (cf. versículo 22).

O desígnio de Deus é um desígnio de salvação que os desígnios humanos não podem frustrar; incorpora em sua realização as ações humanas, conhecidas por Deus. O Apóstolo Paulo nos fala do maravilhoso desígnio de Deus, que deseja salvar a todos por Cristo (Efésios 3,8.9.11).

O rosto de Deus. Neste salmo há duas características fortes de Deus: ele é o Criador e o Senhor da história. Não é somente o Deus de Israel, mas de toda a humanidade. O versículo 5 resume isso de forma clara: “Ele ama a justiça e o direito, e seu amor enche a terra”. Este salmo nos apresenta o Deus que deseja justiça e direito no mundo inteiro, e não somente em Israel. Podemos afirmar, então, que estamos diante de Deus, o aliado da humanidade. Ele quer, com todos os seres humanos, construir um mundo de justiça.

O Novo Testamento vê Jesus a Palavra criadora do Pai (João 1,1-18) e como rei universal. A paixão segundo João o apresenta como rei do mundo inteiro, um rei que dá a vida para que a humanidade possa viver plenamente. A própria ação de Jesus não se limitou ao povo judeu, mas abriu-se para outras raças e culturas, a ponto de Jesus encontrar mais fé fora do que dentro de Israel (Lucas 7,9 e Mateus 8,8-10).

Com este Salmo, agradeçamos ao Senhor pelo seu amor manifestado a Abraão e façamos chegar até Ele nossa confiança em sua Palavra que é reta.

SOBRE NÓS VENHA, SENHOR, A VOSSA GRAÇA,
A VOSSA GRAÇA, VENHA A VOSSA SALVAÇÃO!

Segunda leitura – 2Timóteo 1,8-10. Podemos considerar a segunda leitura como um breve comentário da primeira leitura como aconteceu no primeiro domingo da Quaresma, quando Paulo na Carta aos Romanos comentava a leitura do Livro do Gênesis. Paulo na leitura de hoje aponta a nossa vocação santa (divina), em virtude do desígnio e da graça de Deus (pois Deus não nos faz entrar em seu plano, sem também nos transformar por sua graça). E esta graça é dada em Jesus Cristo, em quem resplandece a vitória sobre a morte.

Neste comentário levam-se em consideração também os versículos 8a e 11-12. A leitura de hoje começa e termina com a palavra “Evangelho”. No fim o Evangelho é caracterizado como o veículo divino da salvação de Deus em Jesus Cristo. O Evangelho é a Palavra de Salvação que Deus dirige à Humanidade. Nela revela-se que desde a eternidade existe o desígnio para salvar a todos (versículo 9) e que este desígnio “agora” foi realizado em Jesus Cristo (versículo 10).

Paulo aconselha Timóteo para não envergonhar-se do testemunho do Senhor, nem dele, Seu prisioneiro, mas para compadecer pelo Evangelho confirme a força de Deus. Paulo por sua vez chama-se “prisioneiro de Cristo”. Com isso ele quer sugerir que sua prisão é uma participação nos sofrimentos de Cristo, suportados por amor e pela causa d’Ele (cf. Efésios 3,1; 6,20; Filipenses 1,12; Filemon 9). Ele aconselha Timóteo a viver na essência da Palavra que proclama e guarda.

Este apelo, que sacode a “timidez” de Timóteo, não se apóia sobre “obras” meritórias, mas sobre uma “vocação” à santidade, que deriva do projeto de Deus (cf. versículo 9). Tudo na pessoa humana é vocação: o chamamento à vida, a viver na liberdade, no amor; e a vida inteira é “resposta”. Aqui, a liberdade humana parece chocar contra uma espécie de “predestinação” divina: se o Onipotente delineia desde a eternidade o nosso caminho, poderemos recusá-lo? Sim, porque a vocação é um apelo, não uma obrigação. Da eternidade não vem para nós a obrigação, mas a oferta da graça, revelada para nós no esplendor de Cristo Jesus. Ele manifestou-Se nosso Salvador, vencedor da morte e doador da imortalidade: tudo isso refulge no seu “Evangelho”, Palavra de vida (cf. versículo 10).

Paulo, estando preso e prestes a enfrentar o martírio, escreve a Timóteo para animá-lo em sua fé cristã. Vendo como ele descreve a vocação cristã, encontremos uma palavra que nos ajude a vivermos no meio dos sofrimentos e dificuldades em nossa missão.

Evangelho – Mateus 17,1-9. Nos três anos do ciclo dominical, o Segundo Domingo da Quaresma é o domingo da Transfiguração. Isto tem um sentido profundo: estamos subindo com Jesus para Jerusalém, onde Ele levará a termo a vontade do Pai. Ora, neste caminho, para não desfalecermos em nossa fé, é bom termos diante dos olhos, assim como as testemunhas privilegiadas, a glória daquele que se tornará totalmente aniquilado, o Filho e Servo de Deus. E, especialmente neste tempo de conversão, ressoa a voz de Deus: “Escutai-o”.

O evangelista Mateus dedica-se, principalmente, a mostrar Jesus como o “novo Moisés”, legislador da nova economia da salvação. Assim espera convencer os judeus-cristãos de que a Lei é ultrapassada com a pessoa de Jesus Cristo e sua “Nova Lei”. Por isso, ao contrário de Marcos 9,4, Mateus cita Moisés antes de Elias (versículo 3). Ele é também o único evangelista que fala do brilho da face de Cristo (versículo 2) em réplica ao brilho da figura de Moisés no monte Sinai (Êxodo 34,29-35; 2Coríntios 3,7-11). Da mesma forma, a voz que fala na nuvem (versículo 5) corresponde à que se manifestou na nuvem do Sinai (Êxodo 19,16-24). A determinação “escutai-o” (versículo 5) traz presente o anúncio feito a Moisés de uma futura réplica de si mesmo “que vós escutareis” (Deuteronômio 18,15). Além do mais, ao contrário de Lucas e Marcos, que citam somente o Salmo 2, eis o meu Filho, Mateus acrescenta algumas palavras tomadas tiradas de Isaias 42,1: “no qual eu pus todo o meu agrado” (versículo 5), referencia ao Servo que é “luz das nações”, por cumprir a vontade de Deus. Enfim, o fato de a transfiguração situar-se no término dos “seis dias” (versículo 1).

Neste momento Ele tem uma entrevista com Moisés e Elias os representantes de todo o Primeiro Testamento. Moisés representa a Lei e Elias representa os Profetas. Significa que todo o Primeiro Testamento nas pessoas de Moisés e Elias testemunha Jesus Cristo, isto é, aprova a sua missão. Eles falam com Jesus do “êxodo”, que há de cumprir em Jerusalém. Esse “êxodo” é a passagem para a sua glorificação.

Esses dois personagens da história da salvação, já estão na glória, dão testemunho de Jesus. Podemos chamar Moisés e Elias de “testemunhas celestes”. A Lei e os Profetas, isto é, as Escrituras, testemunham que, por sua morte, Jesus irá realizar o definitivo “êxodo”. Sua entrega na cruz em Jerusalém será o cumprimento do seu programa libertador (Lucas 4,18-20).

Não que os mortos aparecem para comunicar mensagem. Moisés e Elias simbolizam a Lei e os Profetas que naquele momento testemunham Jesus Cristo, isto é, todo o Primeiro Testamento se cumpre em Jesus e também aprova a sua missão. No Prefácio da oração eucarística de hoje transparece o sentido da transfiguração: “Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo seu esplendor. E com o Testemunho da Lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição”.

Jesus escolheu e separou para acompanhá-lo, nesta cena, três discípulos: Pedro, João e Tiago maior os quais aparecem mais vezes como testemunhas de confiança dos mistérios de Jesus. Jesus escolheu por testemunhas da Transfiguração aqueles que estariam presentes na sua agonia: Pedro, Tiago e João (2Pedro 1,16ss; Marcos 14,33). Deus não apenas se faz presente e fala no meio da nuvem e do fogo (Deuteronômio 5,2-5), como ainda aparece, diante de Moisés e Elias, aos discípulos, transfigurado pela glória de Deus, o que lhes provocará assombro – temor religioso frente o divino (cf. Lucas 1,29s) – e a reflexão de Pedro que exprime seu júbilo pela glorificação daquele cuja messianidade acabara de proclamar.

Pedro, Tiago e João estão num profundo sono quando a cena aconteceu. Eles serão as “testemunhas terrestres” na hora exata, porque as “testemunhas celestes” se afastam, cedendo o lugar para o testemunho deles. Apesar de estarem dormindo, ainda viram a glória de Jesus. O testemunho das Sagradas Escrituras, das testemunhas celestes, atinge agora o seu ponto alto. Como o Filho se revelará fiel ao Pai, seus discípulos são agora chamados a serem fiéis a Jesus como suas testemunhas: “Escutai o que ele diz!”.

Devido a esta sua condição, “o esplendor da divindade penetra e transfigura a sua humanidade” que transparece na glória do Filho amado do Pai e preanuncia a exaltação final. Aqui, a teologia da cruz aparece unida ao kerigma da ressurreição, e aparece claro o núcleo da cristologia primitiva: “fusão da divindade com a humanidade de Cristo”, Messias e Filho de Deus. Jesus chegará à glória da ressurreição, mas não sem ter passado antes pela prova suprema da sua “paixão e morte”. As leituras recordam o dom de Deus no Filho Jesus para a Nova Aliança. É nesta luz que deve ser entendido o relato evangélico da transfiguração “este é o meu filho predileto”, aquele que é dado e se oferece para a Aliança. Este Jesus transfigurado é quem foi oferecido pelo Pai aos homens e mulheres para restabelecer a Aliança. Uma característica importante é que Elias e Moisés não aparecem aos discípulos, mas a Jesus. A atenção se concentra em Jesus porque Elias e Moisés desaparecem ficando somente Jesus. O êxodo de que fala o Evangelho significa a morte de Jesus. Aí ensina-se que para os justos a morte é um “êxodo”, uma passagem da terra para Deus, e não uma eliminação da companhia dos viventes.

3. DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) narram a cena da transfiguração de Jesus depois das tentações. A transfiguração de Jesus é um aperitivo do mundo novo que virá. Não podemos, porém, ficar aí parados, acomodados em tendas. É preciso descer do monte e enfrentar os conflitos do dia-a-dia da nossa vida. Na celebração de hoje entendemos que o começo da fé é escutar Jesus, o Filho amado do Pai, como nos diz a voz saída da nuvem da transfiguração. Cristo é a Palavra pessoal do Pai; e onde melhor se houve é na solidão e no vazio interior. Por isso, devemos “subir à montanha”, com Jesus, para orar e depois descer e enfrentar a realidade de um “Planeta Terra desfigurado” pelos desmandos do ser humano.

Viver é ser chamado por Deus e entregar-se à sua Palavra. Abraão é o exemplo disso. Ouvindo o chamado, ele deixa toda segurança e confia cegamente na promessa de Deus. Jesus, por sua vez, representa o máximo desta atitude. Antes de iniciar seu caminho rumo a Jerusalém, Ele encontra Deus na oração, no alto da montanha. Lá, Deus o confirma na sua vocação. E dá aos discípulos uma garantia, uma segurança, de que não precisam ter medo de segui-Lo: mostra-lhes Jesus transfigurado pela glória e proclama que este seu Filho é portador de todo o seu agrado, de seu projeto. Daí que também nós, hoje, podemos sentir que nossa “santa vocação” (lembrando a segunda leitura) não é um peso, mas uma graça de Deus.

A prática cristã exige conversão permanente, para largarmos as falsas seguranças que a publicidade da sociedade consumista e as ideologias do proveito próprio e do egoísmo generalizado nos prometem, a fim de arriscar uma nova caminhada, unida a Cristo junto com os irmãos. Somos convidados a dar ouvidos ao Filho de Deus, como diz o Evangelho, e a receber de Cristo nossa vocação para caminhar atrás Dele – até a glória, passando pela cruz. Assim como Abraão escutou a voz de Deus e saiu de sua cidade em busca da terra que Deus lhe prometera, devemos também nós largar o que nos prende, para seguir o chamado do Senhor.

Isso é impossível sem renúncia (para usar um termo que caiu da moda). Renúncia não é algo negativo, mas positivo: é a liberdade que nos permite escolher um bem maior. Isto vale para ricos e pobres. De fato, o povo explorado deve descobrir a renúncia libertadora. Não provação, mas renúncia. O povo precisa renunciar ao medo, ao individualismo e a outros vícios que aprende dos poderosos. Então aprenderá a assumir sua vocação. E os ricos e poderosos, se quiserem ser discípulos de Jesus Cristo, terão de considerar aquilo que possuem como um meio, não para dominar, mas para servir mais, colocando-se à disposição de uma sociedade mais justa e fraterna.

Por isso, lembrando-nos (pela Campanha da Fraternidade deste ano) de que a vida do Planeta Terra não se conserva pela mentira, pela fome, pela guerra, pela exploração, pelo terrorismo, pela imposição da vontade do mais forte, pela construção de muros defensivos, pela poluição do ar e das águas, e aprendemos que os remédios que Jesus aponta para a vida do Planeta vão na contramão da violência: caridade, amor fraterno, perdão, solidariedade, preservar e amar a natureza, resgate do pecador, reintegração dos excluídos, rezamos hoje ao Deus que nos mandou ouvir o seu Filho amado: “Ó Deus, alimentai nosso espírito com a vossa Palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória”.

Ser cidadão do céu não é desligar-se da terra e sonhar com os anjos pulando em cima do altar. É viver aqui mesmo de tal forma que, honrando o nome do Senhor, promovamos sua vontade, na justiça, na fraternidade e numa economia voltada para a vida do povo. “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”, rezamos diariamente no Pai- Nosso.

A fé exigida das testemunhas da transfiguração leva hoje a Igreja a não fugir das necessárias encarnações na realidade e do despojamento que essas mesmas encarnações acarretam consigo, a fim de não procurar um Reino de poder que se separe da morte. A Igreja também é alertada a não desejar encarnação sem transfigurar a realidade. Ela só é chamada a estar presente nas estruturas da sociedade para transformá-las. A Igreja só é chamada a transformar a sociedade aceitando morrer a todo conforto e a toda auto-segurança.

4- A PALAVRA DE FAZ CELEBRAÇÃO

A Glória do crucificado

Segundo o Rito Romano, as procissões de entrada em nossas celebrações eucarísticas são presididas pela cruz. Essa cruz, segundo a tradição, é a cruz gloriosa, que manifesta tanto a morte quanto a ressurreição redentoras de Jesus. O costume no início do Cristianismo, era representar o Cristo vivo sobre a mesma, somente mais tarde as cruzes começaram a ostentar o Cristo morto, conforme conhecemos contemporaneamente. Muito antiga também era a cruz gemada, que recorda as marcas da paixão-ressurreição, do abaixamento e humilhação total de Cristo, nos quais residem toda a sua exaltação e dignidade.

Neste tempo da Quaresma, em que os cristãos são convocados a converter o coração e buscar a misericórdia divina é ocasião para viver a espiritualidade da genuflexão diante da cruz do Salvador. Sobe-se ao monte Calvário, simbolizado pelo sacramento da Eucaristia para depois descer aos jardins do sepulcro vazio, com os pés da fé.

A Palavra de Deus no monte

Seguindo o itinerário quaresmal, a eucologia litúrgica insiste no fato de que a Palavra de Deus que calibra o olhar dos batizados, para que reconheçam na Cruz a glória do Filho: “alimentai o nosso espírito com a vossa Palavra, para que purificado o olhar da nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória.” O monte da Transfiguração aparece como uma estilização do que acontecerá no monte Calvário. Ao celebrarmos o acontecimento que lá se deu, damo-nos a oportunidade de ser conduzidos por Deus, verdadeiro guia no caminho quaresmal, a redescobrir a chave interpretativa para compreender a paixão do Salvador.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Estamos a caminho de Jerusalém, a caminho da Páscoa. E, hoje, sentimo-nos com Jesus no alto da montanha, como que em clima de céu. Mas temos ainda que seguir o caminho. Caminho de cruz, caminho de conversão, de purificação, de santificação, confiando que “nosso coração de pedra se converterá em novo, em novo coração”.Por isso que, depois de colocadas as oferendas de pão e vinho sobre o Altar, para celebrarmos o memorial da Páscoa de Jesus e nosso, o presidente da celebração, em nome de toda a assembléia, reza: “Ó Deus, que estas oferendas lavem os nossos pecados e nos santifiquem inteiramente para celebrarmos a Páscoa”.

Temos motivos de sobra para louvar e agradecer nosso Deus, pois a transfiguração de Cristo nos aponta para a glória da ressurreição, que significa desmascaramento de todo “aparente” poder da violência que crucifica o ser humano.

Assim, prefaciando a Oração Eucarística pela qual celebramos a grande vitória da paz pascal, o presidente, fazendo ecoar a Palavra ouvida, proclama em nome de toda a assembléia: “Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo seu esplendor. E com o testemunho da Lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição”.

Ma liturgia eucarística, pela qual Cristo se entrega e se oferece ao Pai por nós, e o Pai nos entrega o Cristo que, como ressuscitado, vem participar de nossa vida e missão, temos o privilégio de já vivenciar um pouco da eternidade.

Então, no final, depois de comungarmos o Corpo e o Sangue do Senhor, o presidente expressa a gratidão de toda a assembléia rezando: “Nós comungamos, Senhor Deus, no mistério da vossa glória, e nos empenhamos em render-vos graças, porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu. Por Cristo, nosso Senhor”. E toda a assembléia responde: “Amém”.

E assim, fortalecidos e abençoados pelo Senhor da vida, partimos para nossa missão cristã de promotores da solidariedade e da paz… E a vida com certeza agradece. Amém!

6. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Valorizar a presença das pessoas que estão se preparando para os Sacramentos da Iniciação Cristã na Vigília Pascal.

2. Convém fazer bem feito a proclamação da Palavra de Deus (leituras, canto do salmo, evangelho). Proclamar de tal maneira que a assembléia sinta que é realmente Deus quem está falando para o seu povo. Para que isso aconteça, fazer previamente um bom ensaio e, mais que isso, uma verdadeira vivência da Palavra de Deus com os(as) leitores e o(a) cantor(a) do salmo responsorial. A Palavra merece, e a assembléia agradece.

3. Ao final da leitura, nunca dizer “Palavras do Senhor” ou “Palavras da salvação” (no plural), pois não são “palavras” que são proclamadas e sim “a Palavra (Deus mesmo, Cristo que fala ao povo reunido em assembleia). É Palavra de uma única pessoa, Deus.

4. À preparação espiritual se alia a preparação corporal: postura do corpo, tom de voz, semblante, a maneira de aproximar-se da mesa da Palavra, as vestes dos ministros…

7. MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos “cantar a liturgia” e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com “cada domingo da Quaresma”, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são da Quaresma, “é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado”. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

1 Canto de abertura. “Busquei tua face; não desvies de mim o teu rosto” (Salmo 27/26,8-9. Como canto de abertura, sugerimos o canto: “Volta, meu povo, ao teu Senhor e exultará teu coração”, CD: CF-2017, melodia da faixa 6, ou CD: CF-2014, melodia da faixa 2.

A Igreja também oferece outras ótimas opções: “Senhor, eis aqui o teu povo”, CD: Liturgia XIII, melodia da faixa 1; “Fala assim meu coração… És, Senhor, o meu abrigo”, CD: CF-2011, melodia da faixa 3; Quaresma Ano A, ou Hinário Litúrgico 2, página 296; “Dizei aos cativos: “Sai”, Isaias 49, CD: Liturgia XIII, melodia da faixa 11, se a celebração começar fora da Igreja.

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico II da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados no CD: Liturgia XIII.

2. Ato penitencial. Cantar o Ato penitencial que está no CD: CF-2014, melodia da faixa 4 ou do CD: CF-2013, melodia da faixa 4. Convidar a assembléia a se colocar de joelhos.

3- Refrão para motivar a Liturgia da Palavra. “Eu vim para escutar, tua Palavra, tua Palavra tua Palavra de amor.”

4- Salmo responsorial 32/33. Invocação da misericórdia de Deus. “Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, venha a vossa salvação!”, CD: CF-2014, melodia da faixa 5.

5- Aclamação ao Santo Evangelho. “Este é meu Filho amado: escutai-o” (Lucas 9,35). “Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus”, CD: CF-2017, melodia da faixa 9.

6. Refrão após a homilia. Muito oportuno cantar após o silêncio que segue a homilia este refrão: “Então da nuvem luminosa dizia uma voz: ‘Este é meu Filho amado”, CD: Liturgia XIII, faixa melodia da faixa 8.

7. Apresentação dos dons: O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração na Quaresma. Podemos entoar: “Bendito és tu, ó Deus Criador, revestes o mundo da mais fina flor”, CD: CF-2017, melodia da faixa 10.

A Igreja oferece outras opções: “Escuta, Senhor, a voz do povo teu”, CD: CF-2014; “Volta o teu olhar, Senhor, e dá-nos teu perdão”, CD: CF-2011, melodia da faixa 8; “O vosso coração de pedra”, CD: Liturgia XIII; “Eis o tempo de conversão”, CD: Liturgia XIV, melodia da faixa 6, ou o hino da Campanha da Fraternidade 2017.

8. Canto de comunhão: “Este é meu Filho muito amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o”; (Mateus 17,5).

O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho. Como bons discípulos no Domingo da Transfiguração do Senhor, devemos escutar a voz do Pai, já que esse é o seu maior desejo. Devemos também deixar que a nuvem luminosa nos cubra com sua sombra. E, fazendo memória do que ouvimos no Evangelho, como eco e cumprimento do Evangelho podemos cantar: “Então da nuvem luminosa dizia uma voz: ‘Este é meu Filho amado’”, CD: Liturgia XIII, faixa melodia da faixa 8 ou Hinário Litúrgico II da CNBB, pág. 31.

Temos outra ótima opção para o canto de comunhão para este 2º Domingo da Quaresma no CD: CF-2017, melodia da faixa 14.

8- O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO

1. Se há um elemento, que, sem palavras, cumpre a função mistagógica, isto é, de conduzir para dentro do mistério celebrado, este é o Espaço Sagrado. Por isso, devemos dedicar-lhe todo o nosso cuidado.

2. Destacar no espaço da celebração os símbolos da Cruz e da luz. Colocar em volta da mesa da Palavra uma vela grande acesa ou várias velas acesas lembrando o brilho da transfiguração e o brilho da Palavra de Deus e um ícone da Transfiguração do Senhor ajudam a manifestar o mistério celebrado.

9. AÇÃO RITUAL

A celebração deste domingo nos recorda como homens e mulheres que nasceram no Batismo para ser “luzeiros“ de Deus no mundo, guiando os dias e iluminando as noites.

Ritos Iniciais

1. Motivar para que a procissão de entrada na igreja seja sinal de nossa peregrinação quaresmal rumo à Páscoa. Vamos fazer com Jesus uma parada na igreja pra orar. Nossa igreja vai ser hoje o monte Tabor.

2. Sugerimos a opção “e” da saudação presidencial, Efésios 6,23 proposta pelo Missal:

“A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo”.

3. Após a saudação presidencial, as comunidades que já deixaram de fazer comentário antes do canto de abertura, porque entenderam o rito da Igreja e a primazia da saudação (Palavra de Deus que nos convoca). O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono um leigo/a devidamente preparado (Missal Romano página 390). Em seguida propõe o sentido litúrgico:

Domingo da transfiguração do Senhor. Em nossa caminhada para a Páscoa, subimos a montanha junto com Jesus e três dos seus discípulos, para fazermos a experiência da intimidade com Jesus e recebermos a visão de sua glória e o mandamento de escutar sua Palavra.

4. O Ato Penitencial poderia ser celebrado como preparação à escuta da Palavra. Quem preside convida a assembleia a uma revisão de vida diante da Palavra de Deus. Pode ser feito por toda a assembléia, de joelhos, defronte a cruz do Senhor. Quem preside convida a assembléia a uma revisão de vida diante da Palavra de Deus. Sugerimos o convite ao ato penitencial da fórmula 1 da página 390 do Missal Romano.

O Senhor Jesus transfigurado que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão.

5. Sugerimos para o Ato Penitencial a invocação da Quaresma número 3 da página 397 do Missal Romano. Todos se coloquem de joelhos.

Senhor, que fazeis passar da morte para a vida quem ouve a vossa Palavra, tende piedade de nós.
Cristo, que quisestes ser levantado da terra para atrair a todos,
tende piedade de nós.
Senhor, que nos submeteis ao julgamento da vossa cruz,
tende piedade de nós

6. Na Oração do Dia suplicamos ao Pai, que alimente o nosso espírito com a Palavra que nos vem através do Filho amado; que o olhar de nossa fé seja purificado, para que enxerguemos a verdadeira glória em Jesus Cristo.

Rito da Palavra

1. Valorize-se a Liturgia da Palavra com a escolha de bons leitores, para que as leituras sejam bem ouvidas por todos.

2. Antes da primeira leitura, todos entoam suavemente sem instrumentos musicais: “Eu vim para escutar tua Palavra, tua Palavra, tua Palavra de amor”.

3. Onde houver batismo de adultos na Vigília Pascal, pode-se fazer, neste domingo após a homilia, um pequeno rito com a bênção e entrega de uma vela acesa e da Bíblia aos adultos que receberão os sacramentos (Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos pág. 41, nº 93). Adultos que vão receber a primeira eucaristia e o crisma também participam desse rito.

4. Cuidar para que o “Creio” não se torne apenas a recitação decorada, mas a renovação da fé e da adesão ao projeto de Deus que a comunidade, sustentada pela Palavra que ouvimos do “Filho amado”, como o Pai hoje nos propõe, ajudará a criar uma atitude de adesão mais consciente à Profissão de Fé, e a todo o rito eucarístico. Lembrando que a fé da comunidade nasce da Palavra de Deus, motivados pelo presidente, todos podem rezar o Creio com as mãos estendidas para o Ambão, onde se encontra o Evangeliário.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as Oferendas, peçamos a Deus que as oferendas que trazemos ao Altar lavem os nossos pecados para que sejamos santificados.

2. É tempo de usar os Prefácios do Tempo da Quaresma, que são muito bonitos e trazem uma boa síntese teológica desse tempo litúrgico, No ano A, os Prefácios são ainda mais significativos e se harmonizam perfeitamente aos evangelhos. No Prefácio próprio para este Domingo, contemplamos Jesus que na “montanha sagrada” mostra todo o seu esplendor e que pela “paixão e cruz” chegará à glória da ressurreição. Portanto, para todos os domingos da quaresma há Prefácios próprios. Nesse caso, recorde-se que as Orações Eucarísticas que aceitam Prefácios móveis são a I, II e III. As demais não admitem um prefácio diferente, pois teria grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

3. É muito oportuno usar a fórmula “b” do Missal Romano, João 8,12 para o convite à comunhão:

Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.

4. Insistimos na importância da comunhão nas espécies do Corpo e Sangue do Senhor, mandato de Jesus para nós, caminhantes na fé. A comunhão nas duas espécies reafirma e anima, ainda mais, a nossa participação no Mistério Pascal de Cristo, para a qual fomos chamados, por meio de sua entrega de amor na cruz. É oportuno que a comunhão seja feita sob as duas espécies para toda a assembleia, conforme IGMR, n. 240.

Ritos Finais

1. Não esquecer após a comunhão, reservar um tempo para a assembléia fazer um profundo “silêncio contemplativo” do encontro havido com Deus. Seria bom que até se fizesse uma breve motivação para esse momento de silêncio orante, previsto pelo Missal Romano, nº 121, página 57.

2. Lembramos que, em si, não há necessidade de um “canto de ação de graças” após a comunhão (como virou costume em muitas comunidades), pois a ação de graças, na verdade, já aconteceu; foi a Oração Eucarística. O Missal Romano orienta que depois da comunhão “guardar durante algum tempo um sagrado silêncio…”. Depois do silêncio contemplativo, “entoar um canto de louvor ou um salmo” (IGMR, nº 121). Lembramos também que durante a Quaresma omite-se este canto, e conserva-se o sagrado silêncio.

3. Na Oração depois da Comunhão, suplicamos a Deus que depois de comungar o mistério da glória, nos ajude aqui na terra, já participarmos da realidade eterna de Deus.

4. Nos Ritos Finais, seria interessante dar a bênção à comunidade com o Livro dos Evangelhos (Evangeliário), conforme venerável tradição, antes reservada ao Papa e agora aberta aos bispos e presbíteros. Apresentamos a seguir a sugestão de bênção solene, inspirada nos oracional e liturgia da Palavra deste domingo:

– Deus que revelou no monte a glória de seu Filho, vos ilumine neste itinerário da Quaresma. Amém!

– Cristo, cuja Palavra vos foi anunciada, vos permita assumir a cruz para celebrar a ressurreição que ela manifesta. Amém!

– O Espírito vos dirija o caminhar, para que o fulgor do Crucificado dê sentido à vossa vida. Amém!

– Abençoe-vos Deus todo poderoso Pai e Filho + (com o Evangeliário) e Espírito Santo. Amém.

5. As palavras do envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: Levantai-vos e não tenhais medo. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ter fé não significa apenas crer num determinado número de verdades, ou sentir-se membro de uma Igreja, mas significa relacionar-se com Deus no agora da vida. É isto que as leituras de hoje nos mostram. Existe a descoberta de um Deus atual que interroga e que não abandona. Um Deus que se aproxima e nos toca e nos convida a levantar sem medo (Mateus 17,7).

Para nós cristãos, o anúncio do sofrimento não deve esmorecer a fé. Fato concreto para as comunidades cristãs é a certeza de que a esperança nunca decepciona (Romanos 5,5). E que o anúncio do sofrimento é sempre seguido do anúncio da glória.

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
Pe. Benedito Mazeti

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