O processo da autoavaliação

O ano está chegando ao fim e, para muitos seminaristas, isso indica o término de um ciclo e o início de outro. A saber, os propedêutas, que após o período de iniciação na vida de seminário, preparam-se para a admissão ao Seminário Maior, onde darão início ao curso de Filosofia, e os que concluem o terceiro ano de Filosofia e, tendo sido aprovados nas disciplinas e na monografia, preparam-se para começar os estudos da Teologia.

O fim do ano é sempre um momento propício para a revisão de tudo aquilo que vivemos no decorrer do ano. Para um seminarista, esta revisão tem um horizonte bem mais amplo, pois abrange as dimensões pessoal, acadêmica, comunitária, espiritual e pastoral de sua caminhada vocacional. O seminarista deve chegar ao fim do ano e verificar se atingiu a meta que se espera da etapa da formação na qual esteve ou está inserido. Algumas questões são cruciais neste processo autoavaliativo: Cresci enquanto pessoa, cultivando virtudes e bons valores?; Com meu esforço e dedicação, cumpri com meus afazeres acadêmicos, buscando o conhecimento necessário da dimensão intelectual da formação?; Mantive um bom relacionamento com os demais seminaristas, alimentando a convivência fraterna e a amizade?; Nutri minha vida espiritual por meio da oração, da leitura orante da Sagrada Escritura e, sobretudo, por meio da participação na Eucaristia, buscando crescer espiritualmente?; Correspondi às exigências pastorais, servindo à Igreja e ao povo com quem tive contato, com amor e solicitude? Após a análise de todas estas questões, uma primordial se sobressai: “Estou correspondendo ao chamado de Deus para mim?”.

Em meio às adversidades e dificuldades da caminhada formativa, cada desafio superado é um “sim” dado ao chamado de Deus. E, em sua autoavaliação, cada seminarista deve ver aquilo que fez de positivo, as atitudes que lhe fizeram crescer e os pontos que acertou e levá-los adiante na formação. Por outro lado, os erros e aquilo que não foi positivo na etapa formativa, devem servir de aprendizado e ser deixados para trás.

A caminhada seminarística deve ser uma constante avaliação pessoal. Só assim o vocacionado ao sacerdócio pode colocar-se diante de si mesmo e descobrir se tem buscado corresponder satisfatoriamente à sua vocação e se está buscando moldar o seu coração e a sua vida ao Cristo, bom Pastor, modelo do perfeito sacerdote.

Seminarista Paulo Henrique de Castro
Seminário Maior Diocesano

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