Artigos, Pe. Rafael Dalben › 11/12/2015

A vocação de Samuel

Samuel nasceu no final do período em que os Juízes é que governavam Israel, nas proximidades do ano de 1050 a.C. Ele era um filho da promessa, pois sua mãe Ana era estéril mas, em uma de suas viagens com seu marido Elcana para Silo, aonde todo ano iam para oferecer sacrifícios para Javé, ele pediu a graça de ter um filho. Se Deus a ouvisse, consagraria a criança para os serviços do Senhor. Deus ouviu suas preces e nasceu Samuel que, assim que desmamou, foi levado para o Santuário em Silo, apresentado a Eli, o sacerdote do Templo, onde estava a arca da Aliança. Seus pais o deixaram no Templo e Eli acabou de criá-lo. No Templo, Samuel adorava o Senhor e procurava seguir as orientações de Eli.

Eli tinha dois filhos sacerdotes que trabalhavam no Templo: Hofni e Fineias. Os dois davam mal exemplo, pois abusavam das oferendas do povo. Diante de tal situação, Deus precisava de alguém que pudesse assumir essa missão com dignidade e coerência. Então, Samuel é chamado para os serviços de Deus (1Sm 2,12-36).

Certa noite, quando Eli já havia dormido, Samuel deitou-se também, como era costume. Javé chamou Samuel, mas ele pensou que era Eli que o tinha chamado, levantou-se e foi até Eli. No entanto, ele disse ao menino que não o tinha chamado e que era para voltar para a cama e dormir, e assim ele o fez. Tal chamado aconteceu mais duas vezes e as duas ele foi até Eli, e na terceira vez disse para Samuel responder “ Falai, Javé, que o vosso servo escuta”. E assim aconteceu e Deus falou com ele. Samuel cresceu, e Deus estava sempre com ele, não deixando cair em vão suas palavras. Samuel falava com autoridade. Todo o povo de Israel reconheceu que ele havia sido constituído profeta de Javé e que falava em nome dele (1Sm 3,1-21).

Depois de Eli, Samuel foi o ultimo juiz de Israel. Até houve uma tentativa de seus filhos assumirem o posto de juízes, no entanto Joel e Abdias se corromperam e não puderam exercer tal função. A partir disso, o povo pede para Samuel nomear um rei para governar Israel, como já acontecia a outras nações. Mesmo Samuel sendo contra essa vontade popular, pois sabia que a monarquia seria um sistema de governo que poderia oprimir o povo, acabou atendendo a reivindicação, mas disse aos líderes populares que todo o povo iria sofrer com essa escolha, e assim, estabeleceu-se a monarquia em Israel, tendo como primeiro rei de Israel Saul (1Sm 7-10).

Pe. Rafael Dalben Ferrarez
Vice-reitor do Seminário Propedeutico N. Sra. da Paz
padredalben@gmail.com

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