15/04/2016 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Recordando algumas palavras do Papa Francisco aos 1600 catequistas de 50 países, para o Congresso Internacional de Catequistas que se realizou em Roma em 27 de setembro de 2013.

O Santo Padre lembrou que a catequese é um dos pilares da educação da fé, que não é um trabalho como outro qualquer, mas que deve ajudar as crianças, jovens e adultos a conhecer e amar cada vez mais ao Senhor. Da mesma forma ressaltou que não é a mesma coisa “ser” catequista que “trabalhar” como catequista, já que catequista é uma vocação.

Papa Francisco citou Bento XVI recordando que a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração e o que atrai é o testemunho. Dessa forma mencionou as palavras de São Francisco de Assis quando dizia “pregai sempre o Evangelho e se fosse necessário também use as palavras”.

“Ser catequista requer amor, o amor cada vez mais forte por Cristo e amor pelo seu povo santo, e este amor necessariamente vem de Cristo”. E perguntou-lhes: “o que significa este vir de Cristo para um catequista?” E explicou:

Em primeiro lugar, “Se estamos unidos a Ele podemos dar fruto, e esta é a familiaridade com Cristo”. Um “Título de catequista” não serve, pois é somente um pequeno caminho, ou seja, “não é um título, é uma atitude”. “Deixar-se olhar por Cristo é uma forma de rezar e “isso esquenta o coração, tem acesso ao fogo da amizade, faz sentir que Ele verdadeiramente me vê, está perto de mim e me ama”. Também reconheceu e entende que a vocação não é simples, mas, graças a Deus, não é necessário fazer tudo da mesma forma, pois na Igreja há diversidade de vocações e diversidade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo mais adequado para estar com o Senhor; e isso é possível em todos os estados de vida”.

O segundo elemento que pode ser entendido é que se faz necessário “imitá-lo no sair de si e ir ao encontro do outro”, isto é, “quem coloca no centro da própria vida a Cristo se descentraliza! Quanto mais você se une a Jesus e Ele se transforma no centro da sua vida, mais Ele faz com que você saia de si mesmo, se descentralize e se abra aos outros”. O coração do catequista vive sempre esse movimento de ‘sístole – diástole’, ou seja, união com Jesus e encontro com os outros.

E em terceiro lugar, “recomeçar a partir de Cristo significa não ter medo de ir com Ele para as periferias”. “Se um catequista se deixa levar pelo medo, é um covarde; se um catequista é rígido, torna-se seco e estéril”. E nesse trabalho, “nossa beleza e nossa força” é que “se saímos para levar o Evangelho com amor Ele caminha conosco” e “vai à frente” sempre.

Fonte: Net