Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 08/04/2016

3º DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR ANO C – 10 de abril de 2016

Leituras

Atos 5,27b-32.40b-41. É preciso obedecer a Deus antes que aos homens.
Salmo 29/30,2.4-6.11-13b. Sede, Senhor, o meu abrigo protetor.
Apocalipse 5,11-14. Os anciãos se prostraram em adoração.
João 21,1-19. Apascenta as minhas ovelhas.

“LANÇAI A REDE À DIREITA DA BARCA E ACHAREIS”

páscoa4

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da aparição de Jesus às margens do mar. O Senhor está vivo. Toda a terra se alegra e dá graças a Deus. A liturgia deste domingo recorda-nos de que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projeto que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com sua presença e orientando-a com sua Palavra. Sem a presença de Cristo, nada acontece. Podemos nos esforçar muito e dedicar todas as horas do dia ao esforço de mudar o mundo, mas, se Cristo não estiver presente, se não escutarmos sua voz, se não ouvirmos as suas propostas, se não estivermos atentos à Palavra que ele continuamente nos dirige, os nossos esforços não terão êxito. É preciso ter consciência nítida de que o êxito da missão cristã não depende do esforço humano, mas da presença viva do Senhor Jesus.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos

Primeira leitura – Atos 5,27b-32.40b-41. Na comunidade dos primeiros cristãos, o anúncio da ressurreição era para os apóstolos uma necessidade vital. Eles enfrentavam perseguições e sofrimentos para serem fiéis ao anúncio do Evangelho.

Este é o terceiro discurso missionário dos apóstolos aos judeus. Depois do seu comparecimento no Sinédrio (Atos 4,1-12), os apóstolos não modificaram sua linha de conduta. Portanto, encontram-se diante do tribunal pela segunda vez.

A leitura começa narrando os apóstolos sendo levados ao Sinédrio. O sumo sacerdote (Anás), tomando a palavra e silenciando prudentemente o milagre da libertação dos apóstolos, reforçou-lhes a proibição de pregarem em nome de Jesus; inclusive os acusou de terem sido desobedientes à ordem anterior, enchendo Jerusalém com a nova doutrina e, em decorrência, correndo o risco de recair “sobre eles o sangue deste homem” (versículo 8). O sumo sacerdote Anás – presente na Paixão de Jesus – ao que tudo indica, queria dizer que Jesus fora condenado em nome da Lei e, agora, tentar justificar-lhe a inocência e culpar as autoridades judaicas (2,23; 3,13ss; 40,10) seria revoltar o povo contra essas mesmas autoridades, com o risco de haver desordens públicas e até intervenção do Império Romano. Semelhante raciocínio se fizera na condenação de Jesus por Caifás, genro de Anás que agora fala (cf. João 11,47-50). Anás não nega a responsabilidade do Sinédrio na morte de Jesus, como também não vê pecado algum nisto; apenas repreende os apóstolos que desejam vingar-se da morte de Jesus, tumultuando o povo contra seus chefes mediante a pregação.

A resposta dos apóstolos corre por conta de Pedro, chefe do grupo apostólico (Atos 1,15; 2,14; 3,12; 4,6; 5,3.15): continuarão a pregar em nome de Jesus, porque importa obedecer mais a Deus do que aos homens (versículo 29; cf. 4,19); Pedro culpa corajosamente aos judeus pela morte de Jesus, que Deus ressuscitou, constituindo-O príncipe e salvador de Israel (Atos 3,15); o “príncipe (autor), da vida” é contraposto a Barrabás, assassino e destruidor da vida. Jesus é o autor da vida sobrenatural, a salvação messiânica presente e futura; na Carta aos Hebreus, Jesus é chamado “autor da salvação… da fé” (cf. Hebreus 2,10; 12,1) – autor da salvação e príncipe que nos salva em sentido bem mais elevado que Moisés (7,25.35).

Pedro faz profissão de fé na ressurreição de Cristo (versículo 30). Com a frase – “suspendendo-O num madeiro” – faz referencia a Deuteronômio 21,23, citado por São Paulo (Gálatas 3, 13) e por São Pedro (1Pedro 2,24). Deus elevou Jesus “pela sua mão direita” (versículo 31): expressão que se refere ao poder de Deus e se inspira no Salmo 117,16. “Como príncipe (= cabeça) e salvador é título equivalente ao de “príncipe da vida” (Atos 3,15) e ao “príncipe e libertador” (Atos 7,35; cf. Hebreus 2,10; 10,12), aplicado a Moisés, enquanto figura de Cristo. Jesus liberta o povo de Israel da escravidão do pecado e o conduz à vida em plenitude e não mais a Canaã.

“Então mandaram açoitar os apóstolos e, reforçando a proibição de pregar em nome de Jesus (versículo 40). A flagelação, que estava sob a jurisdição da sinagoga (Marcos 13,9; Atos 22,19; 2Coríntios 11,24), aqui fazia ver aos apóstolos que a ordem de não pregar devia ser levada a sério. Se fizermos um paralelismo, houve aqui uma lógica com que agiu Pilatos no processo de Jesus: mesmo reconhecendo-O inocente, antes de soltá-Lo, mandou açoitá-Lo (cf. Lucas 23,14ss). Tal flagelação era comum entre os judeus, pela qual Paulo diz ter passado 5 vezes (cf. 2Coríntios 11,24). Na época permitia 40 açoites (Deuteronômio 25,3), mas os rabinos a reduziram a 39, temendo que se ultrapasse o numero previsto pela Lei. Saíram de lá contentes depois da flagelação. A alegria no sofrimento era muito comum entre os primeiros cristãos, ainda mais que sofriam por causa de Jesus Ressuscitado.

Salmo responsorial – 29,2.4-6.11-13b – O Salmo inicia exaltando a Deus. O tema dos inimigos pode ser real ou pode ser imagem convencional do perigo já passado, que parece ter sido uma grave doença, como indica o versículo 3. No sentido de livrar da morte no momento estremo. Os abismos (Xeol) é a moradia dos mortos.

É uma ação de graças individual. Uma pessoa agradece porque o Senhor atendeu ao clamor dela. Essa pessoa se encontra provavelmente no Templo de Jerusalém, pois está cercada de gente que a ouve contando como foi libertada. Muitas vezes, após ser atendidas, as pessoas iam ao Templo oferecer um sacrifício de ação de graças.

O tema principal da morte e da vida, da noite e da manhã, do desespero e da confiança, do luto e da festa, permitem transportar este salmo para o momento culminante destas oposições, quando a morte chega ao extremo de sua audácia, e a vida ao extremo de sua exaltação: na morte e ressurreição de Cristo. O cristão, que vive em Cristo, participa com Ele deste luto e festa, que formam o ciclo litúrgico e a substância da nossa vida em Cristo.

O rosto de Deus neste salmo é muito interessante. Evidentemente estamos mais uma vez diante do Deus da Aliança que ouve o clamor dos que sofrem. É interessante notar ainda a descoberta progressiva que essa pessoa faz de Deus. Podemos contemplar o rosto de Deus como aliado que escuta o clamor, o autêntico Deus do êxodo, que atende aos clamores.

Percorrendo o Novo Testamento, nota-se que Jesus é a presença de Deus junto aos que clamam. Muitos devem a Ele o reconhecimento e o louvor pela libertação adquirida.

Agradeçamos ao Senhor nosso Deus, que não deixou Jesus entregue ao poder da morte e que sempre vem nos socorrer em cada situação difícil de nossa vida.

Ó SENHOR, EU VOS EXALTO, POIS DOS INIMIGOS ME LIVRASTES!

Segunda leitura – Apocalipse 5,11-14. O texto descreve as comunidades cristãs do primeiro século davam louvores a Deus criador e ao Cordeiro. Dentro do Império Romano, em meio a perseguições, a liturgia tinha a função de encorajar as comunidades no caminho da fidelidade ao projeto de Deus.

O texto do Apocalipse (anos 90 d.C.) também quer reanimar a fé das comunidades lideradas por João evangelista no Cordeiro imolado (que passou pela humilhação da cruz e da morte), agora vivo e ressuscitado junto do trono de Deus. Apesar da situação de morte que as comunidades estão vivendo, a visão de João aponta para uma grande liturgia no céu: multidões de anjos entoam um hino ao Cordeiro. Ele recebe sete atribuições: poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor. É a superação de todo tipo de dor, sofrimento, tristeza, morte. Isto é incontestável, verdade pura. Por isso se proclama solenemente: Amém. Lembremos que essas honras que o Cordeiro recebeu eram atribuídas somente a reis e imperadores, que se autoproclamavam deuses.

O Cordeiro, Jesus Cristo, é o único que pode desvendar o livro inefável, cujo conteúdo são os decretos divinos contra o Império Romano, o que desencadeia uma seqüência de hinos e louvores próprios de uma liturgia majestosa.

O texto de hoje narra a segunda etapa do hino (11-12). Além dos Seres Vivos e dos 24 Veneráveis, conta com os anjos, todos fazendo coro, com as mesmas expressões de louvor e num crescendo retumbante, dada à multidão incalculável de anjos (Daniel 7,10). A segunda estrofe (versículos 13-14), quando o crescendo chega ao auge, todas as criaturas no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, participam do canto perene de louvor e honra, de glória e poder, ao Cordeiro que, pela morte, salvou a humanidade.

O “amém” é advérbio hebraico que exprime aprovação do que foi dito e desejo de que “assim seja”; conota adesão incondicional, engajamento, certeza, a verdade do que se proclama, segurança e firmeza como a solidez da pedra. Dizer “amém” é proclamar o que o que se disse de verdadeiro, a fim de ratificar uma proposta ou de unir-se a uma prece. É palavra que engaja (1Reis 1,36), com que se aceita qualquer missão (Jeremias 11,5) ou se assume a responsabilidade de um juramento (Números 5,22) como na renovação da Aliança (Deuteronômio 27,15-26; Neemias 5,13). O “amém” de Deus é Jesus, verdade e vida, pelo qual realiza sua Promessa. É com o “amém” que o cristão responde a Deus, selando sua fidelidade. São Paulo falando do aniquilamento de Cristo e de sua obediência até a morte de cruz, afirma que o mesmo recebeu do Pai, por tal gesto, a maior dignidade: foi constituído Senhor, de maneira que diante Dele todos os joelhos se dobrem no céu, na terra e abaixo da terra e sob a terra, “e que toda língua proclame que o Senhor é Jesus Cristo para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2,6-11).

Evangelho – João 21,1-19. A cena do Evangelho de hoje mostra o Ressuscitado aparecendo mais uma vez a seus discípulos, às margens do mar de Tiberíades (Galiléia). Tiberíades era uma cidade que havia sido construída em homenagem ao imperador Tibério.

Nesse relato, aparece a atividade de sete discípulos (vercículo 2), o que simbolicamente representa a totalidade. Pedro é o seu líder. Ele é quem toma a decisão de ir lago adentro para a pesca “Eu vou pescar” (versículo 3). Os outros o seguem. É de noite, tempo propício para a pesca. Mas eles nada apanham. Ao que tudo indica, encontravam-se numa situação de desânimo, tristeza, frustração e ausência de perspectivas.

Ao amanhecer, na beira do lago, vêem um homem, que eles ainda não reconhecem como Jesus. Ele pede de comer. Como os discípulos nada têm, a ordem é que voltem a pescar. O resultado foi surpreendente: as redes se enchem, a fartura acontece, todos matam a fome e o mestre é reconhecido. A luz de Jesus os ilumina. Ele prepara e faz com eles a partilha do pão e do peixe. Os discípulos recobram o ânimo.

Os 153 grandes peixes faz referencia à pesca do paraíso prevista por Ezequiel 47,10. É o número triangular (gênero de contagem bem conhecido na antiguidade) cuja base é 17, isto é, 10 + 7 que significam a multidão e a totalidade. É a multidão dos fiéis que vão caindo na rede. Os peixes representam os futuros discípulos e discípulas de Jesus que vão “caindo na rede da fé no Ressuscitado”. Segundo São Jerônimo, os naturalistas antigos distinguiam 153 espécies de peixes. Assim a rede dos apóstolos deverá congregar todas as famílias da mesma Igreja.

Terminada a celebração, começa um diálogo entre Jesus e o líder Pedro. O texto parece indicar que, nas comunidades joaninas dos anos 90, a autoridade de Pedro estava abalada. Jesus quer que Pedro fundamente essa autoridade (serviço às comunidades) no amor doação (ágape): total, gratuito, com reciprocidade. Jesus não quer de Pedro apenas uma amizade de bem querer ou coleguismo, que fraqueja fácil. Por isso, Jesus repete três vezes a pergunta, fazendo distinção entre amor ágape e amor filia (no texto grego aparece essa distinção). Das lideranças das comunidades Jesus exige amor até as últimas consequências. Esse amor fiel ao projeto de Jesus deve ser construído nas relações comunitárias, no serviço realizado pelo apóstolo. O texto sintomaticamente faz uma alusão à tríplice negação de Pedro.

Observamos a mesma intenção no livro dos Atos dos Apóstolos. Os Apóstolos, liderados por Pedro, dão testemunho do Mestre até o sofrimento e a tortura. Pedro, que já fora pedra de tropeço, agora aprendeu o sentido do amor. Com intrepidez, diante do sumo sacerdote, proclama: “é preciso obedecer antes a Deus” (v. 31), aconteça o que acontecer. Para os discípulos essa foi, com certeza, uma profunda experiência do Ressuscitado. O Espírito de Jesus lhes deu essa compreensão que não haviam captado durante a vida pública de Jesus. Agora eles se identificam com o Senhor, a ponto de vibrarem com os sofrimentos e a cruz (todos eles fizeram essa experiência pós-pascal).

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Muitas vezes nosso modo de agir neste mundo se parece com o dos discípulos: vamos peregrinando nas escuridões sem contar com a luz do Ressuscitado. Nós nos perdemos na ótica do capitalismo globalizado (consumismo, individualismo, competição, guerras, violência, depressão). É preciso reencontrar Jesus ressuscitado, lembrar o Evangelho no qual ele partilha conosco e nos pede amor incondicional. A comunidade só se mantém unida quando o centro é Jesus.

Pedro é o primeiro que toma a iniciativa de ir mar adentro pescar. A cena parece sugerir que os discípulos estão na missão em terras de gentios, de pagãos. Daí o símbolo do mar, cheio de desafios. Quais são os desafios de nossa ação pastoral hoje? Que propostas levamos? Em que ambientes evangelizamos?

A cena mostra os discípulos agindo em conjunto, em grupo. No erro nas escuridões da vida, a presença do companheiro é muito importante. Nosso serviço pastoral deve ser partilhado, feito em mutirão. Assim clareia mais, fica mais fácil enxergar Jesus.

Muitas vezes é a insensibilidade que não nos deixa enxergar Jesus. Ele está no meio de nós na partilha, ressuscitado, e a gente não percebe (v. 5).

Olhos e ouvidos bem abertos para a escuta da Palavra possibilita que as redes se encham de peixes. A comunidade que obedece a Jesus será certamente uma comunidade fecunda, cheia de vida e amor.

Quem reconhece por primeiro Jesus é o discípulo amado (João). O amor de Jesus por João certamente deixara marcas profundas em sua vida. Temos intimidade com Jesus?

Pedro, que estava nu, vestiu a roupa e pulou dentro da água. Talvez tivesse se lembrado do manto que Jesus colocou, quando se pôs a servir no lava-pés. Quando temos fé no Ressuscitado, nosso entusiasmo pelo serviço é facilitado: entramos no mar da vida e servimos com alegria e facilidade.

O grande sinal de Jesus é a comunhão, a partilha do pão e do peixe (a eucaristia). Quando encontramos esses gestos de solidariedade em nosso dia-a-dia, sabemos que são sinais do Reino. Neles reconhecemos Jesus, sem precisar perguntar “quem é aquele homem que está lá na praia”.

Uma coisa é essencial para acontecer o Reino: que haja amor. Para dar continuidade ao projeto de Jesus é necessário despojamento, entrega total, cuidado para com as ovelhas. Jesus diz: apascenta minhas ovelhas, meu povo todo, especialmente os mais pobres, os doentes, os HIV-positivos, os presos, os catadores de papel, as crianças abandonadas.

Precisamos rezar a Deus e pedir sua graça para denunciar toda estrutura de morte que assola nossa sociedade, que crucifica muitos inocentes, jovens, crianças, mulheres. Assim como Pedro, precisamos obedecer primeiro a Deus e não ao sistema excludente. Nossa fé parece morna demais. Parece que estamos em crise, com medo de anunciar o Ressuscitado. O desafio é fazer renascer o profetismo em nosso tempo. É preciso sonhar com um novo céu e uma nova terra. A esperança está no Cordeiro, que venceu a morte com sua fidelidade a Deus. Nós também venceremos, se praticarmos a justiça, a verdade e o amor ( a Deus, à natureza e aos irmãos).

3- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Ele teve compaixão

O versículo da aclamação ao Evangelho canta: “Jesus Cristo ressurgiu” por quem tudo foi criado; Ele teve compaixão do gênero humano. Este verso revela claramente que a ressurreição de Cristo tem sua razão de ser na misericórdia de Deus por nós, seu povo santo e pecador. O beneficiário de tal acontecimento nascido do coração de Deus é o Corpo de Cristo total, isto é, cabeça e membros. Está escrito em um antigo texto considerado apócrifo por nossa tradição, que o maravilhoso não é Jesus ter ressuscitado, mas nos ter ressuscitado com Ele.

Orígenes explica muito bem este acontecimento: “Podemos afirmar que a ressurreição de Cristo, que põe termo à sua cruz e à sua morte, encerra já em si o Mistério da ressurreição de todos os que formam o Corpo de Cristo”.

A celebração deste tempo, portanto, refere-se ao marco de nossa participação na Páscoa de Cristo. Não se trata de um acontecimento simplesmente que nos é exterior e passado, mas de um evento que nos envolve a todos e gera conseqüência para a vida do mundo

Assembléia dos que ressuscitaram em Cristo

O ato simbólico de realizar a assembléia pascal no primeiro Dia da Semana constitui o sinal da glória do Ressuscitado que nos transforma. De novo espalhado, disperso nas várias atividades diárias, somos reunidos no amor de Jesus. “Tornamo-nos, assim, num só corpo, um só povo em seu amor”. Visualizando a comunidade pascal, que em assembléia entoa: “Cristo Ressuscitou, aleluia”, nós a reconhecemos falando de si mesma unida ao Cordeiro Pascal. As estrofes deste canto refletem exatamente como a ressurreição de Cristo nos alcança: “Tendo vencido a morte, o Senhor ficará para sempre entre nós/ para manter viva a chama do amor que reside em cada cristão a caminho do Pai!”, etc.

O cuidado que brota da Páscoa

Uma vez que a morte se vê assumida e superada pela Cruz e Ressurreição de Jesus Cristo, tudo aquilo que na vida presente dos discípulos e discípulas significa morte é também superado. Assim como a rejeição de Pedro a Jesus é coisa antiga e este se torna nova criatura, os cristãos e cristãs assistem às mortes que exprimem nas várias situações do seu cotidiano serem vencidas. Daí, gera-se uma responsabilidade: permitir que este acontecimento pascal alcance a todos quantos sejam possíveis… Gesta-se para toda a humanidade uma nova história.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A Eucaristia é uma oportunidade ímpar de encontrarmo-nos, de modo festivo e comunitário, com o Cristo ressuscitado. Na oração do dia (coleta), rezamos: “Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus espere com plena confiança o dia da ressurreição”. A comunidade exulta de alegria e por isso eleva ao Deus da vida a sua ação de graças na Oração Eucarística.

Na Eucaristia, nós somos convidados por Cristo a participar da sua mesa e por isso nos sentimos felizes, honrados, dignificados, apesar de sermos indignos. O Senhor nos tira da imundice para fazer-nos sentar entre os príncipes (Sl 113). Na Eucaristia, nós nos sentamos à mesa com Cristo, comemos e bebemos com ele, participando de sua Páscoa. Mergulhamos na comunhão com Deus, por Cristo, no Espírito Santo.

“A Eucaristia clama por uma nova ordem econômica e para a globalização da solidariedade. O pão da vida é também uma ordem para o pão da mesa. Daí a necessidade de repartir o bem-estar de uns para dar possibilidade de vida a outros, lembrando que o Criador destinou os bens da criação para todos. A Eucaristia reforça de destino universal dos bens. Aí está o mundo novo antecipado na Eucaristia, que é um projeto de solidariedade.”

A assembléia eucarística é o lugar privilegiado da presença sacramental do Cristo ressuscitado. Na comunidade reunida, é ele que fala; é ele que parte o pão para nós por meio dos seus ministros.

6. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Os cinqüenta dias que vão desde o Domingo de Páscoa na Ressurreição do Senhor até o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com verdadeira alegria como se fosse um grande domingo. Esses cinqüenta dias é como se fosse um só dia de festa, “símbolo da felicidade eterna” (Santo Atanásio). Os domingos pascais se caracterizam pela ausência de elementos penitenciais e pela acentuação de elementos festivos. A alegria deve ser a característica do Tempo Pascal. A alegria deve estar presente nas pessoas da comunidade e também no espaço litúrgico, na cor branca (ou amarela), nas flores, no canto alegre do “Aleluia”, na alegria de sermos aspergidos pela água batismal, no gesto da acolhida e da paz. O Tempo Pascal constitui-se em “um grande domingo”. Vivenciamos dias de Páscoa e não após a Páscoa.

2. O Círio Pascal deve estar sempre presente, junto à Mesa da Palavra em todas as celebrações do Tempo Pascal. É importante que o Círio seja aceso no início da celebração, após o canto de abertura, enquanto a assembléia entoa um refrão pascal. Ele é o sinal do Cristo ressuscitado, Senhor de nossas vidas.

3. Dar destaque durante o Tempo Pascal para a água batismal. Onde há pia batismal, ela deve ser o ponto de referência para a realização de ritos como aspersão, renovação de promessas, compromissos. Onde não há pia batismal, preparar alguma vasilha de cerâmica, de preferência junto do Círio Pascal.

4. Vivamos intensamente este tempo de festa, celebrando a vida nova que Cristo nos deu, vencendo a morte. É importante que o espaço celebrativo da Vigília Pascal continue o mesmo para a celebração do Domingo de Páscoa e todo o Tempo Pascal.

5. O Tempo Pascal é, muito indicado, liturgicamente, para as celebrações da Crisma e da primeira eucaristia, numa continuidade com a noite batismal da Páscoa.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com o Tempo Pascal e com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são da Páscoa, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. O canto de abertura deve nos introduzir no mistério celebrado. O canto “Cristo ressuscitou” se mostra bastante adequado para a celebração deste domingo, pelos motivos já explicados na reflexão homilética. Quanto ao modo de execução, pode ser da assembleia no refrão e um solista as estrofes.

2. Canto de abertura. Aclamai a Deus terra inteira (Salmo 66,1-2). “Cristo ressuscitou, aleluia!”, CD: Liturgia XV, melodia da faixa 8.

2. Refrão para o acendimento do Círio Pascal. “Cristo-Luz, ó Luz, ó Luz bendita…”, CD Festas Litúrgicas I, faixa 9; “Salve Luz eterna, és tu Jesus…”, Hinário Litúrgico II da CNBB, página 292.

3. Canto para o momento da aspersão com a água batismal. “Eu vi, eu vi, a água manar…”, CD Tríduo Pascal II, melodia da faixa 12; “Banhados em Cristo, somos uma nova criatura”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 11 ou Hinário Litúrgico II da CNBB, página 196.

4. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas.” Vejam o CD: Tríduo Pascal I e II e também no CD: Festas Litúrgicas I; Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria Reginaldo Veloso e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

5. Salmo responsorial. Canto de gratidão pela salvação. “Eu vos exalto, ó Senhor, porque me livrastes.”, CD: Liturgia XV, melodia da faixa 2.

6. Aclamação ao Evangelho. A morte não tem mais poder sobre o Cristo (João 21,23), Jesus distribuiu pão e peixe. “Aleluia, Jesus Cristo ressurgiu! Aleluia!”, CD: Liturgia XV, melodia da faixa 7. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.

7. Canto após a homilia. Após a homilia e uns momentos de silêncio, um canto curto ou um refrão para acalentar o coração e contemplar o mistério: Alegrem-se os céus e terra. Partitura na página 93 (CD: Alegria em Deus, Taizé – Paulinas COMEP). Enquanto a assembléia entoa o canto, pode-se incensar o Círio Pascal.

8. Apresentação dos dons. O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração, no Tempo Pascal. O Senhor venceu a morte e nos abriu as portas do céu. “Senhor, vencestes a morte”, CD: Liturgia XV, melodia da faixa 4

9. Canto do Santo. Valorize-se o canto do “Santo”, ele é o momento que mais explicita a comunhão dos santos na celebração.

10. Canto de comunhão. Jesus oferece refeição aos discípulos (João 21,12-13). “Ó morte, onde está tua vitória? CD: Liturgia XV, melodia da faixa 5.

O fato de a Antífona da Comunhão, em geral, retomar um texto do Evangelho do dia revela a profunda unidade entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia, Eucarística e evidencia que a participação na Ceia do Senhor, mediante a Comunhão, implica um compromisso de realizar, no dia-a-dia da vida, aquela mesma entrega do Corpo e do Sangue de Cristo, oferecidos uma vez por todas (Hebreus 7,27).

O Missal Romano oferece muita flexibilidade na organização da comunhão, não diz que se deve cansar a assembleia com muitos cantos. Também não tem sentido depois que os fiéis comungarem, continuar executando o canto até a última estrofe cansando a assembleia. É uma questão de bom senso.

8. O ESPAÇO CELEBRATIVO

1. O espaço celebrativo deve remeter à alegria do Tempo Pascal: as flores, o Círio Pascal e a fonte batismal devidamente ornamentados. Onde for possível, as alfaias brancas com elementos dourados remeterão à vitória. É importante que o espaço celebrativo da Vigília Pascal continue o mesmo para todo o Tempo Pascal. A Tradição Romana usa a cor branca neste tempo. Talvez, de acordo com a nossa cultura, podemos caprichar, usando o dourado ou várias cores fortes. O Tempo Pascal não é nada mais, nada menos do que a própria celebração da Páscoa prolongada durante sete semanas de júbilo e de alegria. É o tempo da alegria, que culmina na festa de Pentecostes. Tudo isso deve ficar evidente no espaço da celebração.

2. O Círio Pascal deve estar sempre presente, junto à Mesa da Palavra em todas as celebrações do Tempo Pascal. É importante que o Círio seja aceso no início da celebração, após o canto de abertura, enquanto a assembléia entoa um refrão pascal. Ele é o sinal do Cristo ressuscitado, Senhor de nossas vidas.

3. Sugerimos colocar, próximo ao Círio Pascal, as faixas jogadas ao chão e o véu dobrado como os discípulos encontraram ao entrar no sepulcro.

9. AÇÃO RITUAL

Valorizar os ritos iniciais, pois a reunião da comunidade é lugar da manifestação do Ressuscitado. O uso do incenso na celebração acentuará o aspecto solene e festivo do Tempo Pascal.

Acolher, com afeto e alegria, os irmãos e irmãs que chegam para tomar parte na celebração pascal – para o encontro com o Senhor ressuscitado.

Ritos Iniciais

1. Na procissão de entrada entrar com as pessoas que foram batizadas ou pessoas que receberam um dos sacramentos na Vigília Pascal, ou crianças com vestes brancas, trazendo flores.

2. Dar particular destaque à acolhida do Círio Pascal. Por exemplo, após o canto de abertura, fazer um pequeno lucernário, solenizando o acendimento do Círio Pascal: uma pessoa acende o Círio e diz: “Bendita sejas, Deus da Vida, pela ressurreição de Jesus Cristo e por essa luz radiante!”. Ou outros refrões que revela o sentido pascal: “Salve, luz eterna és tu, Jesus!/ Teu clarão é a fé que nos conduz! (Hinário II, pág. 292). “Cristo-Luz, ó Luz bendita,/ Vinde nos iluminar!/ Luz do mundo, Luz da Vida,/ Ensinai-nos a amar”! A seguir, incensa o Círio pascal e a comunidade reunida.

3. Se a comunidade tiver dificuldade para fazer este pequeno lucernário, a procissão de entrada pode ter à frente o Círio Pascal aceso. Neste caso, não se us a cruz processional, que permanece em seu lugar de costume.

4. Na acolhida, pode-se retomar o costume das Igrejas Orientais de saudarem-se com as seguintes palavras:
“O Senhor ressuscitou, verdadeiramente ressuscitou!”, sua graça e sua paz estejam convosco.

5. Pode ser também a fórmula “d” do Missal Romano (Romanos 15,13).

O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

6. Depois da saudação disso é que se propõe o sentido litúrgico e não antes do canto de entrada.
Domingo da aparição de Jesus às margens do mar. O Senhor está vivo. Toda a terra se alegra e dá graças a Deus. Celebramos o domingo da pesca abundante. O Cristo ressuscitado continua caminhando conosco. Quando ele fala, as coisas acontecem.

7. O rito de aspersão, como recordação do batismo, ajuda a dar o tom pascal da celebração. Substituir o ato penitencial pelo rito de aspersão com a água (se possível perfumada) que foi abençoada na Vigília Pascal. Ajudar a comunidade a aprofundar sua consagração batismal. Não havendo água abençoada na Vigília Pascal, o ministro reza o oração de bênção conforme o Tempo Pascal que está no Missal Romano página 1002. No ato da aspersão, a assembléia canta: “Banhados em Cristo, somos u’a nova criatura./ As coisas antigas já se passaram,/ Somos nascidos de novo./ Aleluia, aleluia, aleluia”! Outra opção é o canto “Eu vi foi água”. Ver em Música Ritual.

8. Cantar com vibração o Hino de louvor. Durante a Quaresma ele foi silenciado, agora deve ser cantado com exultação porque é o Hino Pascal do Glória.

9. Na Oração do Dia suplicamos ao Pai, que nos alegre sempre com a renovação espiritual, após recuperar a condição de filhos e filhas, esperamos com plena confiança o dia da nossa ressurreição.

Rito da Palavra

1. Antes da primeira leitura, quem anima a celebração introduz os fiéis no rito da Palavra (diferente de comentar cada leitura!), com palavras semelhantes: “O Cristo abre nossas mentes e corações para acolher e compreender o segredo das Escrituras. Ouçamos sua voz e deixemo-nos educar como filhos e filhas amados de Deus”. Após a sua introdução a equipe de canto calmamente o refrão à “Cappella”: “Que arda como brasa, tua Palavra nos renove, esta chama que a boca proclama”, para que a assembléia prepare os ouvidos e o coração para acolher o Verbo de Deus.

2. As leituras são momentos privilegiados de ouvir a vontade de Deus e de nos educar para a obediência, como filhos amados. Por isso, a preparação dos leitores deve ser cuidadosa e a proclamação feita de forma eloqüente e piedosa.

3. O Evangelho dialogado: a cena descrita no Evangelho de hoje se presta à leitura dialogada: narrador, Jesus, Pedro, os discípulos, o discípulo que Jesus amava.

4. Após a homilia e uns momentos de silêncio, pode entoar um canto ou um refrão. Ver música ritual.

5. As preces devem ser pronunciadas do Ambão, pois é Palavra de Deus ressoada em forma de súplica ou louvor, incluindo pedidos para que se fortaleça a fé pascal dos que crêem em Cristo Ressuscitado. A resposta poderia ser “Escutai vossos filhos, Senhor”.

6. A Profissão de Fé é o lugar ideal de manifestar a adesão e o reconhecimento pessoal da manifestação do Ressuscitado. Convidar os que receberam os sacramentos na Vigília Pascal para se aproximarem do Círio Pascal com velas acesas.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as Oferendas, peçamos que Deus acolha da Igreja em festa. Ele é a causa do nosso júbilo

2. É tempo de usar os Prefácios do Tempo Pascal, que são muito bonitos e trazem uma boa síntese teológica desse tempo litúrgico. Neste Terceiro Domingo da Páscoa é muito oportuno o Prefácio II da Páscoa, página 422 do Missal Romano que destaca a vida nova em Cristo pelo poder da Ressurreição. Seguindo essa lógica, cujo embolismo reza: “Por ele, os filhos da luz nascem para a vida eterna; e as portas do Reino dos céus se abrem para os fiéis redimidos. Nossa morte foi redimida pela sua e na sua ressurreição ressurgiu a vida para todos”. Outra opção é o Prefácio III da Páscoa em que contemplamos Cristo como nosso eterno advogado. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos com grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.

3. É fundamental valorizar o canto do “Santo”, ele é o momento que mais explicita a comunhão dos santos na celebração.

4. Valorizar o abraço da paz como expressão do desejo de Jesus: “A paz esteja convosco”. É uma saudação pascal.

5. Dar realce ao gesto da “fração do pão”. “Eles reconheceram o Senhor ao partir o pão”. Cristo nosso Páscoa, é o Cordeiro imolado, Pão Vivo e verdadeiro. Um (uma) solista canta: “Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo. A assembléia responde: Tende piedade nós.

6. A comunhão, em duas espécies, é nossa participação no Banquete Pascal do Cordeiro. O pão e o vinho são sinais da paixão e da ressurreição de Jesus. Seguindo a Antífona da comunhão, o andar em procissão, estender a mão e receber a comunhão, fazer a intinção no vinho é prolongar, através dos sinais, a fé no Ressuscitado. Do ponto de vista simbólico e sacramental a comunhão em duas espécies e com pão ázimo no lugar de hóstias nos remeterá à entrega obediente de Cristo (IGMR nn. 320-321; Guia Litúrgico-pastoral, PP. 29-30. Também os sinais falam na liturgia. É preciso deixar que eles falem comuniquem sua verdade. Se não for possível pão ázimo a toda a assembléia, que se dê a toda a equipe de celebração: leitores, salmista, ministros extraordinário da comunhão, acólitos e equipe de canto.

Ritos Finais

1. Na Oração depois da Comunhão, suplicamos ao Pai que olhe com bondade o povo santo. Da nossa renovação pelos sacramentos, cheguemos à glória da ressurreição.

2. Dar a bênção solene da Páscoa, conforme o Missal Romano, página 523, não deixando que as celebrações desse período percam seu caráter festivo e especial do Ano Litúrgico.
3. As palavras do envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: “Lançai a rede à direita da barca e achareis”. Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia!

Todos: Graças a Deus, aleluia, aleluia!

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ser testemunha de Cristo é proclamar com ardor renovado sua Ressurreição. A boa Nova da ressurreição do Senhor e nossa com Ele é preciso: somos destinados à VIDA e não à morte. No amor fraterno de nossas comunidades cristãs, o mundo enxergará o Ressuscitado, o Cristo vivo. Esta é a nossa certeza e esse deve ser o nosso compromisso: sermos testemunhas do Ressuscitado.

Celebremos nossa Páscoa, na pureza e na verdade, aleluia, aleluia.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
Pe. Benedito Mazeti

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