Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 09/12/2015

3º DOMINGO DO ADVENTO ANO C – 13 de dezembro de 2015

Leituras

Sofonias 3,14-18a. O Senhor, teu Deus está no meio de ti.
Isaias 12,2-6. O Senhor é minha força, meu louvor e salvação.
Filipenses 4,4-7. O Senhor está próximo.
Lucas 3,10-18: Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.

advento3vela

“DE MUITOS MODOS JOÃO ANUNCIAVA AO POVO A BOA-NOVA”

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo Gaudete. Iniciamos a terceira semana do Advento preparando-nos para a celebração do Senhor que vem. Tempo de Advento é um tempo em que o Senhor nos alerta para a verdade de sua vinda em nosso meio.

A terceira vela que acendemos na Coroa do Advento nos faz sentir que já percorremos um bom caminho de preparação para celebrarmos a verdade da vinda do Senhor. Aproxima-se a festa da vinda do Salvador. Por isso, este domingo é o domingo chamado “Gaudete”, isto é, “da Alegria”, pelo prazer que começamos a experimentar diante da proximidade da “vinda”.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Sofonias 3,14-18a. Sofonias é um profeta que anuncia a Palavra de Deus na segunda metade do século VII antes de Cristo, durante o reinado do rei Josias. A situação no reino de Judá é lastimável sob todos os aspectos. A miséria moral e religiosa alcançou os mais baixos níveis sob o longo reinado do cruel rei Manasses e seu filho Amon. Circulava a idolatria, a magia e demais costumes pagãos, introduzidos e favorecidos pelos dois mencionados reis. Sofonias deu início a sua pregação no começo do reinado do rei Josias. E como começou a reinar com oito anos de idade, os negócios do reino era administrado por outras pessoas que, certamente, seguiam o ritmo e os costumes dos últimos reis. Mas no fim do seu ministério, o rei Josias deu início às primeiras iniciativas de reforma religiosa. Devido isso o profeta Sofonias tem anúncios de esperança e de alegria. E é um trecho desta parte final que é tomado para a primeira leitura deste Terceiro Domingo do Advento.

O principal tema deste anúncio é o convite à alegria dirigido à Jerusalém. O profeta anuncia uma grande festa onde tudo será dança, alegria e prazer. São dois os motivos destas festividades: de um lado o inimigo que se afasta das fronteiras (versículo 15), o povo que se renova pelo restabelecimento da aliança sob Josias e presença amorosa de Deus. A sentença aqui é o castigo divino, muitas vezes chamado de “julgamento”, que pesava sobre o povo de Judá por causa de seus pecados. Portanto o motivo principal para a alegria e a exultação é a presença do Senhor no meio do seu povo (versículos 16-18).

O interesse desta leitura consiste, especialmente, em ter servido de cenário à narrativa da Anunciação em São Lucas. As expressões “não temas”, “alegra-te”, “o Senhor está no meio de ti” (ou “em ti”) que aparecem nos versículos 14, 16 e 17, sem falar da “dança” (versículo 17) que João Batista exultará no seio de sua mãe, encontram-se, palavra por palavra, na mensagem do anjo à Virgem Maria. Equivale a dizer que a verdadeira festa já não se situa numa cidade, porém numa pessoa humana, objeto do amor de Deus, lugar onde o perdão de Deus é concedido pela primeira vez (cf. Lucas 1,26-45), que é o Evangelho do 4º Domingo do Advento do Ano B.

O valor desta leitura, colocada no 3º Domingo do Advento, Domingo da alegria, consiste em nos dar o quadro espiritual que antecede a manifestação plena do Deus Salvador. Tempo de Advento é tempo de expectativa, mas expectativa profundamente permeada de alegria pela certeza da próxima manifestação de Deus com todo o seu poder libertador.

Este tema da alegria pela proximidade do Senhor ressoa especialmente nos primeiros capítulos de Lucas, principalmente nas cenas da Anunciação (Lucas 1,28), da Visitação (Lucas 1,41.46-47) e no Nascimento de Jesus (Lucas 2,10-14).

Salmo responsorial Isaias 12,2-6. O hino (Isaias 12) de ação de graças repete várias vezes a idéia de que Deus é a salvação, é salvador, talvez explicando o nome de Isaias que significa “o Senhor salva”. “Com alegria bebereis no manancial da salvação…”. Com a experiência desta salvação objetiva e do consolo interior, o temor da lugar à confiança, como atitude religiosa dominante. A salvação divina, torna-se oráculo no nome (e talvez nos oráculos) do profeta, é uma fonte inesgotável (cf. Jeremias 2,13; 17,13) oferecida à comunidade israelita. Na primeira parte do hino há referencia ao nome do profeta. Na segunda parte o nome do Senhor. O nome e a fama do Senhor devem ser publicados entre todas as nações. O povo tem a alegria, a honra e a missão de divulgar por toda a terra os grandes feitos do Senhor.

Podemos contemplar o rosto de Deus como força e salvação. Este é o motivo da nossa alegria.

Cantando este hino nesse Terceiro Domingo do Advento, peçamos ao Senhor que nos dê a alegria da salvação para que possamos enfrentar os desafios da vida e nunca desanimar, porque é grande em nosso meio a presença de Jesus Cristo.

R: EXULTAI, CANTANDO ALEGRES, PORQUE É GRANDE EM VOSSO
MEIO O DEUS SANTO DE ISRAEL!

Segunda leitura – Filipenses 4,4-7. Paulo escreveu a carta aos filipenses enquanto estava preso, entre os anos 60 a 63. Mesmo experimentando as algemas, ele convida a comunidade de Filipos a manter a alegria que provém da comunhão com o Senhor e da certeza de que ele cuida de todos. Aceitemos, nós também, este convite à alegria.

Esta leitura introduz a conclusão geral da carta aos filipenses onde Paulo dá as últimas recomendações. São conselhos cristãos brotados espontaneamente do coração sobre a concórdia, a paz e principalmente a alegria. De qualquer maneira, tudo gira em torno da alegria: Paulo recebeu o auxílio de Deus, dos cristãos de Filipos e até mesmo uma vaga promessa de libertação da prisão (Filipenses 2,24). Paulo se alegra, especialmente com os progressos da obra de Deus na Igreja (tema da carta inteira: (cf. 1,4. 18.25; 2,16-18.28-29; 3,1 – repetição de nossa passagem – 3,20; 4,1).

A alegria, que Paulo solicita, exprimi-se “no Senhor” (versículo 4) e é nascida pela obra realizada por Cristo. A alegria é própria do povo de Deus em todas as épocas desde os antigos israelitas até nossos dias Gaudium et Spes (As alegrias e as esperanças documento do Concílio Vaticano II). São muitos os motivos que leva o apóstolo Paulo a estar alegre e anima os filipeses à alegria. Pode-se dizer que Paulo é o pregador por excelência da alegria em suas cartas e a Carta aos Filipenses apresenta-se como a carta da alegria. Como prisioneiro (situação em que se encontrava quando escreveu a carta) sente a alegria de sofrer por amor ao Senhor, por causa da fé. Naquele momento também os cristãos filipenses enfrentavam dificuldades na fé (Filipenses 1,27-30). A alegria invade seu coração porque se doou à Igreja ao longo de toda a sua vida como o Cristo se doou à Sua Igreja até a morte (Filipenses 2,5-11). Paulo se alegra porque a comunidade de Filipos correspondeu à sua pregação e muita gente se converteu. O clima de tanta alegria é espiritual, porque ela se expressa “no Senhor”; n’Ele sempre é possível alegrar-se.

No texto deste Terceiro Domingo do Advento (4,4-7) a alegria do Apóstolo brota principalmente devido a proximidade do Senhor (versículo5). Essa proximidade do Senhor pode ser entendida como a Parusia. De fato, o apóstolo Paulo, fazendo eco ao desejo da Igreja primitiva (Maraná tha, 1Coríntios 16,22; Apocalipse 22,20), deseja contemplar a segunda vinda de Cristo; ainda mais que estava prisioneiro e no fim da vida. Essa expectativa iminente da vinda do Senhor no fim de sua vida torna-se fundamento da paciência dos filipeses (versículos 5-6). No entanto, Paulo entende tal proximidade também no sentido da presença de Deus na vida de cada dia dos cristãos. Quem vive nesta proximidade do Senhor nada teme, reza, agradece a Deus e está em paz com Ele (versículo 6-7). Enfim, desaparecem todas as inseguranças e inquietações do nosso pensamento e do nosso coração (versículo 7). Quem se encontra nessa atitude de união com Deus, que é uma graça (“a paz de Deus que extrapola toda a inteligência”), torna-se capaz de olhar as necessidades dos outros irmãos e irmãs. Em outras palavras, encontrou a felicidade verdadeira. A abertura aos outros depende sempre da alegre comunhão pessoal com Deus, estendida a todos e equilibrada.

A liturgia deste Domingo pede dos cristãos muita alegria porque de fato o Senhor está próximo, o seu nascimento entre nós está chegando. Isso é motivo de muita alegria.

Evangelho – Lucas 3,10-18. Lucas descreve a preparação da atividade pública de Jesus, seguindo o esquema de Marcos, fazendo comparecer João Batista no 15º ano do imperador Tibério César (por volta do ano 28/29 depois de Cristo. João Batista aparece no deserto como pregador ambulante. Lucas, escrevendo preferentemente a cristãos vindos do paganismo, omite o aspecto hebraico da veste de camelos e do alimento com mel do campo e gafanhotos (cf. Mateus 3,4 e Marcos 1,6). Lucas limita-se o que era típico em seu apostolado: pregar o batismo de conversão para o perdão dos pecados (Lucas 3,3) aos que vinham batizar-se com ele.

João previne de uma convicção alienante e ingênua: não basta julgar-se filhos de Abraão sem a sua fé. Os judeus entregavam-se a intermináveis orações, realizavam purificações legais, descuidando-se do arrependimento do coração, da misericórdia e da justiça, – o que levou Paulo a distinguir entre “filhos segundo a carne” e “filhos segundo a promessa, (igual fé)”.

Não se tratava de penitencia, cobrindo-se de cilício e cinza (Lucas 10,13), mas de voltar a um novo relacionamento com o próximo, mediante atos morais de justiça e caridade. João Batista não impõe ao povo uma vida afastada do mundo como a sua, nem reprova as profissões dos que lhe aproximam; uma coisa, porém, ele reclama: os cargos não devem atrelar com a injustiça, o que exige a prestação de obras caritativas e a observância dos mandamentos. Justiça, caridade e misericórdia são frutos da verdadeira conversão do coração e demonstram que a árvore é boa, não incluindo nas ameaças anteriores.

A primeira parte da pregação de João Batista é dirigida ao povo em geral. As “multidões” são grupos de gente humilde e pobre, que se impressionaram com a pregação e estão realmente dispostos a mudar de vida, passando depois a Jesus; querem saber em concreto o que é preciso fazer para partilhar do Reino de Deus.

O que se exige de todos são as boas obras de caridade – vestir e comer – já mencionadas no Primeiro Testamento, como sinal da piedade autêntica, agradável a Deus, preconizada pelos profetas (cf. Isaias 58,7).

A segunda parte (Lucas 3,12-14) visa certas classes de pessoas, para as quais João Batista solicita não se apropriarem indevidamente das coisas alheias. É uma ordem que vale para todos; entretanto, certas profissões estão mais sujeitas ao perigo de violação.

O primeiro grupo de profissionais, que se apresenta ao batismo de penitência, é o dos publicanos, arrendatários do mecanismo tributário do Império Romano; eram odiados como ladrões e vampiros, relegados social e religiosamente, detestados como pecadores – eles e suas famílias – porque desonestos e imorais (cf. Mateus 5,46; 18,17; 21,31s; Lucas 18,110). Os judeus os julgavam coniventes com a opressão romana; pagavam ao império a taxa imposta e depois a ressarciam em abundancia, abusivamente, com extorsões arbitrárias e injustas. Os publicanos são acolhidos e não são convidados a abandonar a sua carreira: o que João exige deles é não enriquecer-se injustamente através de imposições exorbitantes.

Além dos publicanos, vão também os “soldados”. Não devem ser soldados romanos, porque não lhes interessava a religião judaica; por outro lado, seria, estranhos ao judaísmo, porque os judeus palestinienses, desde César, estavam isentos do serviço militar. Tudo indica que eram mercenários de Herodes Antipas ou do corpo policial que assessorava na arrecadação de impostos. João Batista, não exige que eles deixassem de ser soldados, mas que não praticasse qualquer tipo de opressão, extorsão ou roubo, como cúmplices dos cobradores de impostos, e que se contentem com o respectivo salário, em vez de sugar a nação com a força.
O Batismo de João é pela água, e o do Messias será no Espírito Santo e no fogo (Mateus 3,11; Lucas 3,16). O batismo do Messias, paralelo ao do Batista, não é simples metáfora para indicar a infusão do Espírito Santo, mas deve ser tomado em sentido próprio. “No Espírito Santo e no fogo”: “no fogo do Espírito Santo”. O “fogo” é metafórico, indica a força do Espírito Santo.

Naquela época, a palavra “batizar” não tinha uma significação exclusivamente ritual como tem em nossos dias. Relacionavam, muitas vezes, com o simples fato de estar alguém mergulhado numa concorrência de acontecimentos decisivos (Marcos 10,38-39; Lucas 12,49-50; Atos 1,5).

Parece que João não falou de “batismo no espírito e em fogo”, mas de “batismo no vento e em fogo”. Em hebraico, espírito e vento exprimem-se pela mesma palavra (ruah) e tudo faz crer que João se referia ao “batismo no vento e em fogo”. A oposição entre o batismo pela água e o batismo pelo vento e em fogo era, pois destinada a tornar compreensível que tão somente a conversão (aliás Mateus 3,11 refere a isso) preservaria os fiéis das catástrofes previstas.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

O que Deus está nos querendo dizer no dia de hoje, neste Terceiro Domingo do Advento? O que Ele pretende ensinar a nós que estamos nos aproximando da celebração da “vinda do Salvador?

João Batista prepara e anuncia a iminência de uma nova história e de uma nova sociedade que estão para chegar com a pessoa de Jesus, o Filho de Deus. Mostra que se converter para acolher o Messias salvador significa mudar as relações entre as pessoas. Bem diferente dos parâmetros da “história oficial” da época (e, quantas vezes, de hoje!), feita de ganância, acúmulo de bens (em prejuízo dos desfavorecidos), malandragem, extorsões, abusos de poder.

O Evangelho de hoje expõe alguns requisitos básicos para construir a nova história e a nova sociedade que Jesus vem inaugurar. Eles foram uma espécie de “programa de vida.”

Primeiro requisito: aprender a partilhar. “Quem tiver duas peças de roupa, que dê uma a quem não tem; quem tiver comida, faça o mesmo!”. A partilha é a primeira condição para a construção da nova história e da nova sociedade que Deus quer: partilhar os bens da criação. Converter-se significa batizar-se (isto é: mergulhar “de cabeça”!) no amor solidário de Deus.

Segundo requisito: “Vocês não devem cobrar mais do que a taxa estabelecida”, buscando o enriquecimento fácil e ilícito, explorando o povo pobre. Converter-se significa batizar-se (isto é: mergulhar “de cabeça”!) na justiça do Reino de Deus.

Terceiro requisito: acabar com os abusos de poder. Aos “homens da lei”, João ordena: “Não tomem pela força o dinheiro de ninguém, nem façam acusações falsas: fiquem contentes com o seu dinheiro”! Os abusos de poder não levam a construir sociedade e história novas. Estão totalmente fora dos planos salvadores de Jesus. Converter-se significa batizar-se (isto é: mergulhar “de cabeça”!) na paz que vem de Deus.

João Batista, preparando o povo para a vinda do Messias, apresenta a missão deste: “Ele batizará no Espírito santo e no fogo”. Em outras palavras, Ele (o Messias) vai mergulhar as pessoas no Espírito de Deus, verdadeiro “divisor de águas”. A partir daí, as pessoas e a sociedade terão de tomar uma decisão. Desse momento em diante, tudo vai ficar às claras! A missão de Jesus mostrará ‘quem é quem’ na sociedade e na história. Irá desmascarar a “história oficial”, cujo projeto é a morte. É urgente, portanto, optar pela nova sociedade, associando-se aos que praticam a justiça que manifesta a presença de Reino da vida para todos.

Povos pobres e sofredores! – não se deixam levar pelo desânimo! O senhor, o seu Deus, está no meio de vocês para salvar. Alegrem-se! O Senhor está perto! A vinda de Jesus mostrou uma saída. Existe uma saída! É a saída de uma história e de uma sociedade feitas de amor, justiça e paz. E todo o contrário (desamor, egoísmo, ganância, toda injustiça e abuso de poder), de agora em diante, não é mais do que palha, cujo destino é virar cinza (“A palha, ele a queimará no fogo que não se apaga”).

Por isso, rezamos no início da Missa: “Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, dai chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia” (Oração do dia).

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Advento é tempo de discernimento

O Advento se estruturou na história das celebrações como tempo preparatório ao Natal do Senhor, o que verificamos na oração do Dia, deste terceiro domingo. Parece-nos que sua origem mais remota está ligada às práticas austeras de jejum e penitência antes de se explicitar em celebrações litúrgicas. Portanto, na origem do Advento está o desejo e a necessidade de os cristãos fazerem uma revisão de sua vida, para discernir como se portar diante da visita de Deus em Jesus de Nazaré, celebrada nestas Igrejas, ocasião de realização do batismo conforme costume oriental.

É tempo de aplainar os caminhos e alinhar a vida. Embora na época de São Leão Magno ainda não conhecesse o Advento como tempo litúrgico, pois não estava estruturado dessa forma, vários sermões seus nos indicam com precisão o rumo de sua espiritualidade. Maia tarde esses textos ou seu conteúdo teológico, foram trazidos para o interior das celebrações tanto do Ofício Divino, quanto da Eucaristia. Num desses sermões ele escreve: “Quando o Salvador instruiu aos seus discípulos sobre o Advento do Reino de Deus e o fim dos tempos do mundo à pessoa dos apóstolos deu um ensinamento que vale para toda a Igreja, e disse: Velai sobre vós mesmos para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso de comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida. (…) É indispensável que cada um se prepare para acolher este Dia: para que ele não nos surpreenda enquanto estamos ocupados só com o nosso ventre, ou imerso nos afazeres da vida”.

Vem Senhor Jesus

Maraná tha! Vem, Senhor Jesus. Em cada Eucaristia celebrada, a comunidade experimenta a preparação de sua vida, mediante a escuta da Palavra que põe a sua vida nos “eixos” do Evangelho do Reino, e do pronunciar da bênção sobre o Pão e o Vinho, símbolos do homem e da mulher, submetendo-os à lógica de seu reinado.

No coração da Oração Eucarística, encontra-se a aclamação memorial que consta do reconhecimento de que, em Jesus, Deus nos visita sempre de novo, de modo que tomando parte de seu Corpo e Sangue ele sempre “há de voltar! Maraná tha!” O mundo, então se vê pronto para acolher o Salvador.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Este domingo é chamado tradicionalmente de “Domingo Gaudete”, isto é, “Domingo do Alegrai-vos”. O nome vem da Antífona de entrada, tirada de Filipenses 4,4-5: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”.

O Senhor está ai, com uma proposta de nova história e nova sociedade construídas com nossa parceria. Nova história e nova sociedade dentro do “Espírito de Deus: de partilha, de justiça e de paz. Alternativa a uma história que e a uma sociedade que perderam a dignidade, nas quais imperam a injustiça e a violência, o reino do “vale-tudo”, a corrupção, a “esperteza” inescrupulosa em tirar vantagens fáceis à custa de milhões de empobrecidos, e degradação moral e a promiscuidade. O senhor está aí para libertar (com nossa parceria!) a humanidade “machucada” pelo aguilhão da malandragem institucionalizada ou não.

A celebração eucarística é o momento em que damos graças ao Pai, por meio de Jesus, no Espírito Santo. Nossa oração, feita de agradecimento e súplica, é o momento de discernimento e de compromisso com Jesus e seu projeto, pois Ele irá por às claras quem somos e o que fazemos para construir sociedade e histórias novas.

De fato, na liturgia eucarística bendizemos o nosso bom Deus pela vinda de Jesus, “revestido da nossa fragilidade” para realizar em nossa sociedade “seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da Salvação”. Louvemos o nosso bom Deus porque, “agora e em todos os tempos, ele vem ao nosso encontro, presente em cada pessoa humana, para que o acolhamos na fé e o testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz realização de seu Reino”. (cf. Prefácio do Advento I e IA).

Depois de participarmos da santa comunhão, na mesa do Senhor, o presidente da celebração implora em nome de todos a graça da conversão: “Imploramos, ó Pai, vossa clemência para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam” (Oração depois da comunhão).

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Por ser um dia de esperançosa alegria, sugerimos que se usem paramentos com cores rosadas. Mas não festivos, sem querer antecipar o Natal! Toda a celebração pode ser marcada por um toque de esperançosa alegria. Por exemplo, nos ritos iniciais as pessoas têm a oportunidade de saudar uma às outras com palavras inspiradas na antífona de hoje: “Alegre-se! O Senhor está perto!”!
2. Muitas comunidades eclesiais, influenciadas pela onda consumista das festas natalinas e de final de ano, têm assumido ultimamente o costume de enfeitar suas igrejas com motivos natalinos antes do Natal chegar. Em pleno Tempo do Advento, ornamentam suas igrejas com flores, pisca-piscas, árvores de Natal e outros motivos natalinos, como se já fosse Natal. Não convém antecipar! Perde a graça! Evite-se enfeitar a igreja com motivos natalinos durante o Advento. É entrar na onda dos símbolos consumistas da nossa sociedade. Deixemos o Advento ser Advento e o Natal ser Natal, isto é, deixe a gravidez ser gravidez e o nascimento ser nascimento: assim é bem mais significativo. Não devemos esquecer que enfeites natalinos, dentro da igreja só quando o Natal chegar. Então, ai, sim! Com toda a certeza, a festa será bem melhor! Sobretudo se houve na comunidade uma preparação espiritual adequada. Mesmo quando o Natal chegar, procure não decorar com pisca-piscas a árvore de Natal localizada à frente da assembléia, como em muitas comunidades se faz! É que o show de pisca-piscas durante a Missa transforma-se em “ruído”, “rouba a cena”, pois distrai as pessoas do verdadeiro centro da atenção, que é o mistério celebrado na “Mesa da Palavra” e na “Mesa do altar” que é a mesa da Eucaristia. Por razões obvias, evite-se entoar cantos natalinos durante o Advento.

3. Se a comunidade ainda não começou a montar o presépio, será muito oportuno começar a fazê-lo neste domingo da alegria. A partir deste domingo começa a preparação direta para o Natal. Podemos armar toda a base do presépio e no final da celebração, antes da bênção de maneira ritualizada, a comunidade pode colocar as imagens do presépio menos o Menino Jesus. Este deve ser entronizado de maneira solene na missa da noite de Natal. Seria interessante colocar a imagem de São José e a imagem de Maria grávida, que já temos nas livrarias. Como devemos armar o presépio este ano? Que local?

4. É importante lembrarmos às comunidades a Coleta Campanha para a Evangelização, que será realizada neste 3º Domingo do Advento. A Campanha para a Evangelização é, na Igreja do Brasil, uma resposta firme e significativa de todos aqueles e aquelas que acreditam e assumem a responsabilidade evangelizadora.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Advento, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo do Advento, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

1. Canto de abertura. “Alegrai-vos sempre no Senhor, ele está perto” (Filipenses 4,4-5). “Alegrai-vos: ele está bem perto; sim, alegrai-vos mais no Senhor!”. Articulado com o Salmo 84/85, CD: Liturgia VIII, melodia da faixa 5. Outra ótima opção é Isaias 52,7-12: “São formosos, sobre os montes, os pés dos que anunciam a paz!”, Hinário Litúrgico II da CNBB página 39.
Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, “inseri-la no mistério celebrado” (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico I da CNBB nos oferece uma ótima opção, que muitos estão gravados no CD: Liturgia V e CD: Liturgia VIII.

2- Canto para o acendimento das velas da Coroa do Advento

3º Domingo
“Acendamos a terceira vela, acendamos a terceira vela”, CD: Cristo Clarão do Pai, melodia da faixa 2, Paulus.

3. Ato Penitencial. Ver a fórmula n. 2 do Missal Romano para o Tempo do Advento. “Senhor, que sois o defensor dos pobres, tende piedade de nós”.

4. Salmo responsorial – Isaias 12. Alegria; saciar nas “fontes da salvação”. “Exultai, cantando alegres, porque é grande em vosso o Deus Santo de Israel!”, CD: Liturgia VIII, melodia igual a faixa 8.

O Salmo responsorial, ao mesmo tempo resposta da Igreja e proclamação da Palavra, tomou importância na reforma litúrgica. Trata-se do texto colocado após a primeira leitura bíblica e retirado da própria Sagrada Escritura, isto é, um Salmo.

Para que cumpra sua função litúrgica, não pode ser reduzido a uma simples leitura. É parte constitutiva da liturgia da Palavra e tem exigências musicais, litúrgicas e pastorais.

5. O canto ritual do Aleluia. “O Espírito do Senhor me enviou para levar a boa-nova aos pobres” (Isaias 61,1). “Aleluia, aleluia… O Espírito consagrou-me”, CD: Liturgia VIII, melodia da faixa 9.

A aclamação ao Evangelho é um grito do povo reunido, expressando seu consentimento, aplauso e voto. É um louvor vibrante ao Cristo, que nos vem relatar Deus e seu Reino no meio das pessoas. Ele é cantado enquanto todos se preparam para ouvir o Evangelho (todos se levantam, quem está presidindo vai até ao Ambão).

6- Canto para a resposta das preces

R: Vem, vem, Senhor Jesus, vem,/ Vem, bem-amado Senhor! (bis); Hinário Litúrgico I, página 88-89.

7. Apresentação dos dons. A escuta da Palavra e colocá-la em prática, deve despertar na assembléia a alegria da chegada do Senhor. A partilha nos torna sinal vivo do Senhor. O canto de apresentação dos dons, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração. É importante lembrar às comunidades a Coleta para a Evangelização que nos chama a ser solidários. Esta Campanha é, na Igreja do Brasil, uma resposta firme e significativa de todos aqueles que acreditam e assumem a responsabilidade evangelizadora. Neste Terceiro Domingo do Advento o canto mais apropriado seria: “As nossas mãos se abrem, mesmo na luta e na dor”, CD: Liturgia IV, música da faixa 10.
8. Canto de comunhão. “Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro.” (Lucas 3,17). “Ele virá com uma pá na suas mão, ele vira para limpar o seu terreiro”, articulado com o Salmo 147, CD: Liturgia IV, melodia da faixa 8, exceto o refrão.

O fato de a Antífona da Comunhão, em geral, retomar um texto do Evangelho do dia revela a profunda unidade entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia, Eucarística e evidencia que a participação na Ceia do Senhor, mediante a Comunhão, implica um compromisso de realizar, no dia-a-dia da vida, aquela mesma entrega do Corpo e do Sangue de Cristo, oferecidos uma vez por todas (Hebreus 7,27).

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. O Tempo do Advento, como sabemos, é marcado por certa austeridade no ambiente. Chamamos de reserva simbólica o procedimento de “guardar” certos elementos rituais ou ornamentais durante o período preparatório das festas. Fazemos isso tanto na Quaresma, quanto no Advento. O Clima do Tempo do Advento, porém, não possui o grau de austeridade próprio do tempo quaresmal. Neste terceiro domingo, chamado de “Domingo Gaudete, tal simplicidade dá lugar à “alegria serena do Natal, antecipada, tanto nas flores quanto nos paramentos e toalhas que dão lugar do roxo ao róseo.

2. Ornamentar, discretamente, o espaço celebrativo com flores em tons de rosa, para salientar a alegria deste Terceiro Domingo “Gaudete”.

3. Durante o tempo do Advento, como já é costume, tem destaque a Coroa do Advento. Evite-se utilizar flores e matérias artificiais e espalhafatosos, muitas vezes típicos da linguagem comercial: pisca-pisca, festões, papai noel, etc. Fiel à sua origem, a Coroa do Advento é confeccionada apenas com galhos verdes em forma circular, símbolo do eterno que mergulha e se deixa entrever no tempo. A nossa exagerada criatividade fez a coroa tomar outras formas e, conseqüentemente, perder seu sentido. As quatro velas acesas uma a cada domingo, de forma crescente, anunciam que a Luz vence as Trevas. Proclamam o porvir da Páscoa do Natal. A Coroa pode ser colocada próximo ao altar ou da mesa da Palavra.

9. AÇÃO RITUAL

Neste tempo em que se celebra a manifestação do Verbo na história humana, é interessante que se dê importância ao Evangeliário e também à imagem ou ícone de Nossa Senhora, Mãe do Senhor e imagem da Igreja fiel á Palavra de Deus.

Ritos Iniciais

1. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado. A procissão de entrada pode ser acompanhada com a entrada do Evangeliário, que deve ser colocado na mesa do Altar, até a hora da aclamação ao Evangelho, durant a qual é levado, solenemente, até a mesa da Palavra.

2. Para saudação presidencial, sugerimos a fórmula “d” do Missal Romano da Carta aos Romanos 15,13:

O Deus da esperança, que nos cumula de toda a alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

3. Após o sinal da cruz, da saudação presidencial, e da recordação da vida, antes de dar o sentido litúrgico, inicie-se o rito de acendimento da terceira vela da Coroa do Advento. É válido recordar que a coroa deve ser feita de forma circular, com ramagens verdes naturais. Evite-se o uso de objetos natalinos, pois dão a impressão de que a coroa é uma guirlanda, o que tira todo o seu simbolismo. As velas não precisam ser coloridas, visto que o símbolo, mesmo, é a luz que delas irradiam. Acende-se solenemente a coroa com a seguinte oração de bênção, dentro do rito proposto.

4. Alguém se aproxima da coroa, trazendo uma pequenina chama ou uma vela pequena acesa (evitem-se os fósforos que criam ruído, apagam-se facilmente, enfraquecendo a ação simbólica, do ponto de vista exterior, o que acarreta na assembleia dispersão e impaciência).

Depois de acesa a segunda vela, cantar este refrão que está no CD: Cristo Clarão do Pai, melodia da faixa 2, Paulus. Se a equipe de canto não tiver o CD, é só entrar no Google que encontra-se a música e também a partitura.

Acendamos a terceira vela, acendamos a terceira vela.
Sentinela a vigiar:
logo o Senhor virá, logo o Senhor virá.
Deus-Conosco: luz a brilhar. Deus-Conosco: luz a brilhar!
5. Para o acendimento da segunda vela da Coroa do Advento, ver a letra e partitura acima em Música Ritual.

6. Terminado o acendimento da Coroa, o presidente da celebração, ou diácono ou mesmo o animador leigo, dá o sentido da celebração:

Domingo da alegria. Nossa celebração é uma exultação de imensa alegria, porque Aquele que esperamos já está conosco, em nosso meio. A partir deste domingo nossa esperança se volta para a festa do Natal do Senhor. É como se toda a Igreja estivesse grávida do filho que vai nascer.

7. É muito significativo para este Terceiro Domingo do Advento escolher para o Ato penitencial a fórmula n. 2 do Missal Romano, página 395:

Senhor que sois o defensor dos pobres, tende piedade de nós.

8. Na Oração do Dia, suplicamos a Deus que é cheio de bondade, a reconhecer na liturgia a alegria da esperança da vinda Senhor.

Rito da Palavra

1. A Palavra é realçada também por momentos de silêncio, por exemplo. Após as leituras, o salmo e a homilia, fortalecendo a atitude de acolhida à Palavra de Deus. No silêncio, o Espírito torna fecunda a Palavra no coração da comunidade e de cada pessoa.

2. Após o Evangelho ou após a homilia, sugerimos proclamar à maneira do anúncio das “calendas” que se faz na Solenidade da Epifania do Senhor, as “Trovas da Alegria”, conforme o texto abaixo, anunciando o enfoque do mistério das duas semanas que seguem: a memória da visita do Verbo na Encarnação no seio da Virgem Maria, em Jesus seu Filho.

Eis, queimando em nosso peito Alegrai-vos, pois, irmãos
Jubilosa alegria: O Senhor já está bem perto.
A Palavra do Eterno Seu fulgor em nós rebrilha
Faz-se nossa companhia; Sua visita é fato certo.

Grita João, com voz feroz O Mistério que, de longe,
Contra a morte, pela vida Vem o mundo visitar
O Messias já virá Vai, com certeza, envolver
Com vontade decidida: Água e terra, fogo e ar.

Pelo Espírito animado Tudo novo, recriado
Vai limpar nossos canteiros Pela voz da eternidade.
Palha estéril queimará Vinte e cinco de dezembro
Vai o trigo p’ro celeiro. Veste-se Deus de humanidade.

3. A profissão de fé poderá ser uma confirmação do compromisso batismal, um “mergulho de cabeça ma misericórdia e na justiça de Deus” principalmente diante dos motivos de tristeza que ainda estão espalhados por tarda a parte. A comunidade faz a renovação de sua fé com compromissos de mudança, conforme o Evangelho propõe e a realidade sugere. No final, faz-se o rito de aspersão com um canto apropriado para este momento.
4. A resposta das preces poderá ser cantada e expressar desejo e expectativa, retomando o clamor das comunidades do Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus!” Por exemplo: “Vem, vem, Senhor Jesus, vem,/ Vem, bem-amado Senhor!” Hinário Litúrgico I, página 88-89. Se a equipe de canto não conhecer a música, pode-se simplesmente responder: Vem, Senhor Jesus.

5. Outra opção, é no momento das preces, como nos domingos anteriores, cantar a Ladainha do Advento, substituindo-se as fórmulas convencionais, de todos os domingos. Esta sugestão vale para todos os domingos do Advento.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as oferendas suplicamos a Deus que os dons do pão e do vinho, não restringe os cristão só no espaço sagrado, mas deve nos orientar na vida, para que, em nós, se realizem-se as maravilhas de Deus no cotidiano da vida.

2. Deste domingo em diante começa o Advento natalícia, isto é a preparação direta para o Natal. Por este motivo, escolher o Prefácio II do Advento, que contempla as duas esperas de Cristo. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela Virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por São João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora mo mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Nas missas do Advento e em todas as outras, desde o primeiro domingo até 17 a 24 de dezembro, exceto nas Missas com prefácio próprio.

3. A comunhão, de preferência, seja no Corpo e Sangue do Senhor (IGMR, nº 240). Nossa alegria é comer e beber em uma única mesa, na qual todos nos irmanamos em Cristo, nosso alimento.

4. Fazer o sagrado silêncio após a comunhão. Reservar à comunidade celebrante instantes de silêncio.

Ritos finais

1. Na oração após a comunhão imploramos a Deus que a Eucaristia nos purifique do pecado e nos preparem para a celebração da festa do Natal.

2. Os avisos da comunidade devem visar os aspectos pastorais, promovendo a ação cristã, dos fiéis, no mundo, segundo os apelos da Palavra de Deus.

3. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: “Alegrai-vos sempre no Senhor e publicai suas maravilhas a todos”!. A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

4. Na página 519, o Missal Romano propõe o formulário da bênção solene do Advento.

5. O Tempo do Advento é muito oportuno para aprofundar e exercitar a piedade mariana, dando-lhes os contornos da espiritualidade do Advento que é da memória e expectativa a respeito da manifestação do Verbo de Deus no seio do mundo.

6. Assim, após a bênção final, é oportuno saudar a Virgem Maria com as palavras do Anjo, o que sugerimos se faça cantando, conforme o texto que está no Hinário Litúrgico I da CNBB, página 9:

“EU TE SAUDO, CHEIA DE GRAÇA”, (Bis)
SAUDOU O ANJO A VIRGEM SANTA. (Bis)
“CUMPRA-SE EM MIM TUA PALAVRA, (Bis)
POIS DO SENHOR SOU A ESVRAVA”. (Bis)

Ou a forma tradicional conhecida do Ângelus.

7. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.

10- REDESCOBRINDO O MISSAL ROMANO
1. “Os dias de semana dos dias 17 a 24 de dezembro inclusive visam de modo mais direto a preparação do Natal do Senhor.” (IGMR, nº 42).

11- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Terceiro Domingo do Advento celebra a nossa alegria porque nos aproximamos da manifestação do Senhor na carne, isto é, como pessoa humana, em Jesus de Nazaré e por conseqüência, naqueles e naquelas que celebram sua memória e a seu Corpo estão vinculados.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
Pe. Benedito Mazeti

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