Artigos, Pe. Rafael Dalben › 09/12/2016

Betânia era um povoado bem perto de Jerusalém. Jesus ia sempre lá por causa de uma casa que sempre estava de portas abertas para Ele:  a casa de Marta, Maria e Lázaro, que eram irmãos.

 Numa de suas andanças parou por lá para descansar um pouco, e nessa visita aos irmãos ele ensina a nós o que é “o mais importante”.

As duas irmãs Marta e Maria acolheram Jesus de maneiras diferentes. O modo como elas O acolhem nos mostra as formas de viver a vocação cristã: por meio de uma vida mais ativa e através de uma vida mais contemplativa. Maria acolheu Jesus sentando-se a seus pés para escutá-lo; Marta preocupada em arrumar a casa para deixar Jesus mais à vontade e em fazer a comida para oferecer a Ele, ficando cansada e ansiosa chega ao ponto de questionar Jesus se não ligava em ver tantas coisas a fazer, sendo que sua irmã estava ali “deitada aos seus pés”. Marta ainda ordena que Jesus mande sua irmã ajudá-la. Respondeu-lhe o Senhor: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lc 10,41-42).

Com essa fala, Jesus quer nos ensinar que o trabalho, a vida ativa deve estar do lado da oração, da contemplação e do descanso. Nossa vida deve ter essas duas realidades presentes.

Marta preocupa-se em tratar bem a Jesus e por isso mesmo não mede esforços para deixar tudo no seu devido lugar. Com certeza Marta pensou “vou deixar tudo arrumadinho para Jesus para que ele goste e volte outras vezes em nossa casa”. Jesus, por querer ver Marta crescer espiritualmente, aconselha-a a recair sua visão nas coisas espirituais que são eternas e colocar as prioridades em seu devido lugar.

Por ocasião da morte de seu irmão, Lázaro, Marta sabendo que Jesus estava próximo de sua casa vai ao encontro dele contando –lhe do ocorrido com seu irmão. E no diálogo, Marta faz sua profissão de fé em Jesus: “Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo” (Jo 11, 27), mostrando que para Deus nada é impossível. Marta acreditou plenamente em seu amigo Jesus.

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