07/12/2016 0 Por Diocese de São José do Rio Preto

Encerramento do Ano da Misericórdia

No último dia 20 de novembro deste ano em curso, o Papa Francisco encerrou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, por ocasião da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. O ano Santo da Misericórdia que teve início dia 08 de dezembro de 2015, na Solenidade da Imaculada Conceição, encerra um aprendizado que deverá fazer parte da vida dos cristãos a partir de então, pois na reflexão do próprio Papa, na missa de encerramento, a misericórdia nos leva ao coração do Evangelho, desafiando às pessoas a renunciarem hábitos e costumes que impedem a Igreja de se fazer mais próxima.

A solenidade de encerramento do Ano Litúrgico e do Ano Santo da Misericórdia, Cristo Rei do Universo, apresentou o texto bíblico de Lucas, capítulo 23, versículos 35-43, e que convido você a ler. No referido texto, Jesus se encontra crucificado junto com outros dois, chamados de malfeitores. Os chefes judaicos, os soldados romanos, e um dos malfeitores crucificados, zombavam dele, fazendo referência ao seu reinado. O outro malfeitor crucificado, porém, reconhece seu erro e pede que Jesus se lembre dele quando estivesse no seu reinado. A resposta de Jesus é surpreendente, e caracteriza muito bem o Ano da Misericórdia, pois afirmava que “hoje mesmo” estaria com Ele no paraíso.

A atitude de Jesus é uma atitude de misericórdia e demonstra bem como o Pai nos enxerga, pois não se mostra um Deus que quer punir seus filhos, mas ao contrário, quer nos salvar. Deus não é nosso inimigo, que fica à espreita nos vigiando, mas nosso Pai, que nos procura constantemente e nos chama ao grande banquete da vida, onde as pessoas vão se olhar sem máscaras, sem egoísmos, sem vaidades, sem invejas, sem imposições, onde o amor vai reinar.

O “hoje” que aparece no texto, é próprio da teologia do evangelista Lucas, e lembra aquilo que é essencial a fé cristã: que a salvação se dá não por méritos, mas pela graça de Deus. Não somos salvos pelos nossos atos, mas pela misericórdia divina. Se não alcançarmos a estatura de Cristo em nossa vida, o Senhor completará o que faltou em nós, e não precisaremos reencarnar dez ou vinte vezes para alcançar essa santidade.

O malfeitor que, se reconhece pecador e pede misericórdia, recebe imediatamente a salvação. Isso não quer dizer que o mesmo tenha conseguido isso sem purificar-se. Todos precisaremos prestar contas, uns menos e outros mais, e cada um na proporção de suas possibilidades.

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