4º DOMINGO DO ADVENTO ANO A – 18 de dezembro de 2016

Leituras

Isaias 7,10-14. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho.
Salmo 23/24,1-2.3-4ab.5-6. Ao Senhor pertence a terra e tudo o que ela encerra.
Romanos 1,1-7: É por ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado.
Mateus 1,18-24: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho.

“ELA DARÁ À LUZ UM FILHO, E TU LHE DARÁS O NOME DE JESUS”

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1- PONTO DE PARTIDA

Domingo de Maria grávida. Estamos pertinho do Natal! Neste Quarto Domingo do Advento contemplamos Maria grávida pronta para dar à luz. É forte o anúncio da chegada de Deus entre nós, Deus-conosco, Emanuel, concebido em Maria pelo Espírito Santo, acolhido por José, o justo na fidelidade e no amor. Maria é a pessoa central no Tempo do Advento; na verdade, não há tempo melhor para o culto à Mãe de Deus. A alegre espera pelo Senhor está no ventre de Maria. A Igreja, vivendo com ela sua gravidez, gera vida na comunidade.

Várias são as devoções que, com muita fé, e carinho, dedicamos à nossa querida Mãe, mas é o Tempo do Advento que insere Maria mais diretamente na celebração do Mistério Pascal.

Com Maria, escutamos a Palavra de Deus. Como Maria, celebramos a Eucaristia: memória da Páscoa de Jesus que deu sentido pleno ao Natal. Se não fosse a Páscoa, o Natal não seria o que é: tão importante para nós. Nem mesmo Maria seria o que é: tão importante para a humanidade como mãe do Salvador e nossa mãe.

Ao acendermos a quarta vela da Coroa do Advento, a luz plenifica-se, simbolizando a claridade infinita que Jesus vem trazer ao nosso coração e ao mundo.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Isaias 7,10-14. Um dos momentos mais críticos da história do Reino de Judá foi quando os exércitos da Síria e da Samaria marcharam contra Jerusalém. O rei Acaz pensava fazer-se dependente da poderosa Assíria para ficar protegido. Escutando a Palavra que Deus dirigiu ao profeta Isaias num contexto como esse, procuremos acolher o que Deus diz a nós em nosso contexto marcado pelo desânimo.

O Livro do Emanuel (Isaias 6-12) abrange vários oráculos de Isaias – o profeta da fé inquebrantável em Deus – destinados a constatar a política e o estilo de vida diametralmente opostos do rei Acaz e da parte de Israel desse tempo. Acaz não quer motivar a sua vida e o seu olhar sobre a história em Deus e nos sinais da sua presença. Melhor, não quer saber deles, e por isso Isaias leva-o a fazer um ato de fé mediante o anúncio do nascimento de um “Emanuel”.

O “Emanuel” é um sinal: a fé neste sinal constituirá o “Resto” dos crentes e lhes garantirá a libertação. Alcançamos assim um dos eixos essenciais da profecia de Isaias: o futuro povo será de ordem qualitativa, porque vai-se constituir em torno da fé e não mais em volta de privilégios nacionais (cf. Isaias 28,16-17).

O início de um itinerário de fé em Deus dá-se quando se procura algum sinal sensível da sua presença, ou melhor, que o próprio Deus se deixa encontrar e surpreender na origem e para além de algum episódio (que pode também ter a dimensão de um “milagre”). Isaías sugere ao rei Acaz esse percurso, mas inutilmente. O sinal será, no entanto oferecido – para quem quiser reconhecê-lo – no fim sem glória e trágico dos dois reis, que agora Acaz tanto teme (Isaias 7,4-5). Quando é que isso acontecerá? Muito depressa, antes que chegue ao uso da razão (versículo 16) um “Emanuel”, a criança que ainda não nasceu quando Isaías pronuncia o oráculo.

Portanto, Isaías está traçando a história de um Deus-conosco (Emanuel), sinal concreto da presença e da ação do Senhor na história de Israel (oráculos de Isaías 8,5-8; 9,1-6; 11,1-9).

Quando o versículo 14 do texto foi traduzido do hebraico para o grego dos LXX alargaram-se as proporções prodigiosas do sinal do Emanuel, propondo como mãe deste último uma “virgem” (parthénos). Daqui o cumprimento reconhecido de tal profecia em Mateus 1,23.

Salmo responsorial 23/24,1-6. O início do Salmo 23/24 é de hino. Os primeiros versículos celebram a soberania universal do Senhor sobre o mundo criado. Os últimos versículos descrevem a procissão do Senhor, chegando triunfante ao Templo de Jerusalém.

Ao chegar à porta, a procissão pergunta pelas condições para entrar no templo. Um sacerdote responde, resumindo a preparação moral para a ação do culto em duas condições positivas e duas negativas.

No versículo 6 é dirigida em segunda pessoa a Deus, equivale a uma apresentação do grupo dos fiéis: realmente vêm buscando a Deus, no templo, sua presença e sua companhia; não é uma procissão formalista, mas uma busca sincera de Deus.
O Salmo reflete uma liturgia de louvor no Templo de Jerusalém. O termo e tema central é sem dúvida o de “rei da glória” (versículos 7-8). Mas a fórmula assumirá significado profundamente novo em Belém: aí o cenário será simples e muito humano.

O rosto de Deus no Salmo 23/24. Cada momento apresenta um traço característico de Deus. No primeiro reforça-se a idéia de que Deus é o Criador da terra e o Senhor do mundo. No segundo mostra-se Deus como aliado do Povo de Israel: para responder ao compromisso da Aliança, o Povo de Deus tem que criar relações de justiça, integridade e retidão. No terceiro, Deus é apresentado como Rei dos Exércitos, valente. Em todos os momentos, trata-se sempre do Deus que caminha com o povo e habita no meio dele.

Antigamente, o povo cantava este salmo nas suas procissões para o Templo; hoje, nós o cantamos meditando sobre a justiça que Deus pede de nós para vivermos em comunhão com Ele.

R: ABRE AS PORTAS, DEIXA ENTRAR O REI DA GLÓRIA.
É O TEMPO, ELE VEM ORIENTAR A NOSSA HISTÓRIA!

Segunda leitura – Romanos 1,1-7. No início da leitura apresentando-se como “servo”, Paulo sabe que está atribuindo a si um título de honra, reservado, no Primeiro Testamento aos grandes patriarcas (Êxodo 24,31; Números 12,27; Deuteronômio 34,5; Gênesis 3,24 e Josué 24,29). Paulo modifica, porém, esta fórmula, designando-se como “servo de Jesus Cristo”, reforçando assim o título de honra por um título de missão: a de prolongar no mundo o “serviço” de Cristo. É com certa elevação que Paulo menciona seu segundo título: o de “Apóstolo” que os judeus cristãos lhe recusavam (1Coríntios 9; 2Coríntios 11,13-23). Paulo teve que dirigir uma série de apologias pessoais para fazer-lhes compreender que o título de Apóstolo não é monopólio dos Doze, mas repousa numa vocação particular (Gálatas 1,1) e na missão de “pregar” o “evangelho às nações” (1Timóteo 1,4-5; Filipenses 4,15; 2Coríntios 8,18).

Cristo é filho de Davi pela sua ascendência, mas esta realidade pertence à ordem da carne: ela permanece nula, se Deus não intervém “com poder” para transformá-lo em Filho de Deus e dá-Lo as nações. Dizer que Cristo é filho de Davi será reconhecer que Ele depende de Israel e o privilégio de Israel na economia da salvação. Dizer que Cristo é Filho de Deus é afirmar que as nações têm agora um “Senhor” apto a dar-lhes acesso à salvação.

O evangelho de Paulo apresenta, pois, Cristo, não somente como um Deus feito homem, mas como o filho de Davi e Filho de Deus. Pelo mistério da Encarnação Deus não somente casou com a humanidade, como assumiu esta humanidade concreta condicionada pelo contexto social e político da Palestina. Dom de Deus, o Messias é também um fruto da história humana.

Portanto os versículos 2-4 são uma antiga profissão de fé cristã, considerada “pré-paulina” (ou seja, dos primeiros anos da Igreja apostólica). Nela se firmam duas verdades: o Filho de Deus, que é Nosso Senhor, fez-se “verdadeiro homem” na descendência de Davi; com a sua “ressurreição dos mortos” Ele foi glorificado na Sua própria humanidade “santificada” pelo Espírito Santo. Este mistério fora prometido por Deus e já anunciado pelos profetas nas Sagradas Escrituras. A partir de Cristo desenrola-se depois toda a história de Paulo, que recebe a graça de ser Apóstolo e se dirige a todos as nações, entre os quais estão os destinatários da carta e também nós hoje, para suscitar a fé em Jesus Cristo

Crer hoje no filho de Davi constituído Filho de Deus e estar convencido de que a civilização e a história não são estranhas à construção da Igreja e à edificação do Corpo Místico. É crer também na fisionomia humana da missão, assim como no seu aspecto transcendente e é compreender que a Eucaristia deve-se deixar afetar por um índice humano e cultural para melhor revelar o seu mistério.
Assim o Apóstolo Paulo, neste último domingo do Advento nos introduz no “Evangelho de Deus”, que o Natal do Senhor nos chama a acolher e anunciar.

Evangelho – Mateus 1,18-24. Nos dezessete versículos iniciais do seu Evangelho, Mateus resume – sob forma de uma lista bem selecionada de antigos antepassados de Israel – a pré-história da Salvação no Primeiro Testamento. No texto evangélico de hoje são apresentados os “três personagens” que encabeçam o início dos acontecimentos definitivos: o Filho de Deus, torna-se homem, Jesus o Emanuel (versículos 21-23); Maria de Nazaré, esposa de José, tornada mãe de Jesus por obra do Espírito Santo (versículo 18 e 20); José o justo, da casa de Davi, chamado a ser o pai legal do Filho de Deus e de Maria, ao impor-Lhe o nome de Jesus (versículos 1-9-20.24).

Quando o anjo apareceu à Virgem Maria (Lucas 1,26-38), imediatamente anunciou-lhe que seu filho seria filho de Davi (Lucas 1,32) e, como decorrência, apresentou a questão da concepção (Lucas 1,34-35). Diante de José, o anjo procede de modo diferente: a concepção, sendo já um fato (Mateus 1,20), trata-se de4 afirmar que a criança é “filho de Davi” (Mateus 1,20-23).

Maria tem dificuldade de resolver: como ficará seu noivado? De sua parte, José também se perturba: qual o seu papel em relação à criança?

Evidentemente, Maria é a primeira a saber que concebeu na virgindade. Podemos, porém, admitir que ela nada tenha dito a seu noivo? Sem dúvida, os evangelistas nada nos disseram coisa alguma a este respeito, mas quem pode deduzir do silêncio dos evangelistas, o silêncio de Maria e, a fortiori, o silêncio de Deus, e admitir que Maria tenha deixado José no sofrimento da dúvida? José está perfeitamente ciente da concepção virginal da noiva. Não chegou a inquietar-se ou ser preso de dúvidas a respeito da virtude de Maria. E não foi para tranqüilizá-lo que o anjo apareceu.

A palavra do anjo do Senhor veio dar a José segurança, luz sobre a sua missão e confiança em Deus. Seria o pai “legal” do filho de Maria de Maria, vindo Espírito santo parra salvar o povo dos seus pecados. A dúvida foi vencida pela obediência da fé. É assim que José se liga com a dinastia messiânica: não só por razões de genealogia, mas, e sobretudo, pelo dinamismo da obediência da fé, que o impulsiona a aceitar uma missão obscura e sem brilho especial, mas muito importante nos planos de Deus sobre a salvação humana.

José, porém, é um “justo” (Mateus 1,19), não daquela justiça do modelo legalista que deseja por a Lei de seu lado e repudiar a esposa; nem de outra justiça, que respeita o próximo e nega-se a causar-lhe o menor prejuízo. Mas de uma justiça religiosa, que lhe proíbe tomar para si o mérito provindo de da ação de Deus na “vocação e vida de seu Filho. E quando o anjo intervém para explicar a José que Deus precisa dele, cabe-lhe outra missão no plano da paternidade legal. Poderíamos interpretar a mensagem do da seguinte maneira: “Na verdade, o que foi gerado em Maria foi pelo Espírito Santo, mas deus precisa de você para que esta criança penetre na descendência de Davi e receba um nome”. Na verdade aqui está também o “sim” de José que muitas vezes esquecemos.

O nome José em hebraico significa: “Deus acrescenta ou cumula de bens” e de fato José, o carpinteiro de Nazaré, teve um crescimento contínuo de graças e privilégios. José é o elo de ligação entre o Primeiro e o Novo Testamento e o último dos patriarcas. Da Bíblia, José recebeu o título maior que ela costuma dar a alguém: “o justo”. Sua figura quase desaparece no início do Cristianismo, para que se firme melhor a “origem divina de Jesus”. Mas já na Idade Média, São Bernardo de Claraval, Santo Alberto e Santo Tomás de Aquino lhe dedicaram tratados cheios de devoção e entusiasmo.

José não é, portanto, “justo” porque se mostraria um modelo de resignação, ou de obediência às disposições da Lei, mas porque respeita Deus em sua obra e executa tão somente o papel que Deus lhe determina: pai legal do Menino Jesus.

A primeira leitura (Isaias 7,10-14) foi escolhida a partir do Evangelho (Mateus 1,18-24), porque nele cita-se Isaias 7,14. O próprio evangelista traduz o nome hebraico “Emanuel” para o grego, acrescentando à citação do nome Emanuel: o que traduzido significa: “Deus está conosco” (versículo 23c). Essa expressão volta no fim do Evangelho, que termina com a promessa de Jesus: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mateus 28,20). Retoma-se ai, no fim do Evangelho, o “Deus-conosco” do início.

Fundamentalmente o nosso olhar de fé dirige-se para o mistério do Filho de Deus que Se faz homem por iniciativa de Deus e do seu Espírito.

Os dois primeiros crentes, envolvidos num modo diferente, mas igualmente decisivo nesta estrada do Senhor na história humana, são Maria de Nazaré e José de Belém. Estes, na evocação que aqui Mateus nos oferece, não falam, mas obedecem ao plano que lhes é indicado por Deus. Melhor, nos dois capítulos relativos ao “evangelho da infância” (Mateus 1-2) Maria e José deixam-se guiar unicamente pelos acontecimentos e pela interpretação que o próprio Senhor lhes oferece através do sonho.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

No mundo de hoje, permanecem para nós as condições proclamadas no Salmo 23(24), para recebermos a bênção do Senhor: pureza de coração, justiça e integridade. Essas são as chaves que abrem as portas para que o Senhor possa entrar em nossas vidas. A entrega total a essas virtudes a cada dia, buscando sermos sempre melhores em cada uma delas, é que nos torna abertos às mensagens de Deus. Foi sendo assim que José pôde ouvir o Senhor e tornou-se disponível, atendendo a seu pedido. E o pedido feito a José não foi nada fácil.

Pensemos na realidade vivida por José. Sua noiva fica grávida antes de casar-se com ele. Qual seria a atitude mais fácil a tomar? Abandoná-la, fechar o coração, entregar-se ao rancor. Com certeza, dessa forma não teria acreditado no que o anjo disse-lhe em sonho. Teria abandonado Maria. E o que teria acontecido com ela? Pensemos numa moça grávida abandonada pelo noivo, naquela época. Teria sofrido o açoite da sociedade.

Hoje não é tão diferente quando uma jovem se vê sozinha com um filho nos braços. Não é nada raro lermos no jornal que foi encontrado um bebê no lixo ou até jogado em um rio. Então o que realmente faz a diferença?

O que muda o rumo de uma situação como essa é o amor, o amor verdadeiro, vindo de deus, que não é egoísta, que não pensa em si próprio, que permite ouvir a verdade, escutar a voz de Deus, aceitar seu plano, agir com integridade, acolher o outro, acreditar nele, valorizar a vida.

Assim sentiu e agiu José. Por isso recebeu a graça de ser pai adotivo de Jesus, esposo da Mãe do Salvador. Ele ouviu e atendeu à vontade de Deus. Também ele deu seu sim ao receber Maria e Jesus, ao acreditar no que o anjo disse-lhe em sonho, aceitando com amor a proposta do Senhor.

Será que podemos identificar em nossas vidas os pedidos de Deus? Ou não os identificamos quando são propostas difíceis? Identificar a vontade do Pai na nossa vida é o que nos leva a receber sua benção e sua graça, a qual é sempre maior do que aquela que pensávamos pedir.

Acompanha a gravidez de Maria, viver com ela esse tempo como José o fez, no nosso hoje, é viver o espírito do Advento. É defender a vida, não aceitando o aborto, a eutanásia e o descaso com a saúde pública. É, como pessoa e como Igreja, estar grávidos com ela, gerando o amor fraterno, a acolhida, o espírito de comunidade. É sermos fonte de paz e harmonia em nossas famílias. Como Maria, possamos também nós gerar vida ao mundo.

Nesse espírito, lembremos o que nos diz a Mensagem de Aparecida: “Somos chamados a ser Igreja, de braços abertos, que sabe acolher e valorizar cada um dos seus membros”. Como Igreja, vivamos com alegria, neste Advento, a gravidez de Maria.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

A mesma palavra, o mesmo Espírito, o mesmo seio

Maria de Nazaré é reconhecida pela Igreja desde seus primeiros séculos de tradição por ter oferecido a si mesma para ser a Casa de Deus. Na religiosidade popular Nossa Senhora encontra fama por razões mais afetivas do que teológicas. É preciso recuperar o sentido de sua figura para a vida da comunidade de fé, para não encerrarmos em sua pessoa histórica todo o significado da Obra Divina que se faz presente em seu corpo, pela encarnação do Verbo em seu Seio. Não foi por seus méritos pessoais que se tornou a Glória de Sião, a Alegria de Israel, a Flor da Humanidade e por isso digna de ser chamada Toda Bela. Mas por causa de sua participação singular na vontade salvadora de Deus. Seus méritos advêm da Palavra que guarda em seu seio e por isso se torna modelo de santidade.

A oração sobre as Oferendas nos recorda que o mesmo Espírito que trouxe a vida ao ventre de Maria, santifica as oferendas sobre o altar. Esta aproximação entre o evento da anunciação – Encarnação do Verbo – e dos ritos eucarísticos nos permitem compreender o sentido exato da celebração do advento do Senhor. Esse advento tem na Eucaristia celebrada seu mais eloqüente símbolo: a Palavra de Deus, pela força do Espírito Santo, ganha corpo no seio da Igreja, como outrora ocorreu no ventre de Maria de Nazaré. Ela se tornou imagem não só da Igreja e da Humanidade inteira, mas do próprio mundo, em cujo seio deve ressoar a voz do Criador, pois tudo foi criado mediante a Palavra Divina e para dá-la a conhecer.
O que se cumpre no seio da Virgem, se cumpre no seio da Igreja

O Prefácio do Advento IIA é muito claro ao afirmar o acontecimento que a Virgem experimenta como “mistério”, isto é, como um evento do qual podemos tornar parte contemporaneamente, conforme o fazemos em cada Eucaristia celebrada. A Palavra que escutamos, como Maria escutou, ganha um corpo no seio da Igreja. Como outrora no seio da Virgem, sobre o Pão e Vinho vem o mesmo Espírito que gerou o Cristo, tornando-os sacramentos do Verbo – dando-lhes um Corpo em mistério, isto é, para a nossa participação e em nosso benefício. Ritualmente o Verbo é concebido no seio da Igreja reunida em Oração como fora outrora concebido no seio de Maria. Participando do Banquete acolhemos em nosso Corpo o Verbo da Vida e o apresentamos ao mundo, como fez a Mãe do Salvador, primeira na fé e no discipulado.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A antífona de entrada deste domingo sintetiza nossa súplica, traduzida pelas mais belas palavras de Isaías, profeta-poeta: “Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo, abra-se a terra, e brote o Salvador!”. Pão descido do céu, divino orvalho que se torna presente entre nós, chuva que nos lava e purifica, Jesus nos visita toda vez que celebramos a Eucaristia.

Abrindo a terra e o nosso coração, faz-se presente no pão e no vinho, para alimentar-nos, e para que, ao comungarmos seu corpo e seu sangue, partilharemos de sua Palavra, comprometendo-nos a testemunhá-lo no mundo.

Como Maria, que recebeu o Senhor pela ação do Espírito Santo e gerou-o para ser luz do mundo, nós também, ao recebê-lo na Eucaristia, devemos levá-lo ao mundo, sendo portadores de sua luz na comunidade e na sociedade.

Que cada vez que comungamos o Cristo, no pão da Eucaristia, possamos sentir o Espírito do Senhor habitando em nós, e, ao prosseguir nosso caminho, procedamos como templos vivos do Espírito de Deus, sempre grávidos de seu amor.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. Neste domingo valorize-se, especialmente, a acolhida de todos que vêm para a celebração, com a mesma alegria que José acolheu a Virgem Maria (grávida de Jesus Salvador).

2. Valorizar a participação das mães gestantes nos vários momentos da celebração.

3. Continue-se destacando a coroa de Advento e faça-se um rito de acendimento da quarta vela, com um canto, ou um refrão meditativo, ou uma oração apropriada. Veja orientação em Música Ritual, nº 3.

4. Escolher com cuidado os cantos de modo que a assembléia cante o mistério de Cristo, celebrado neste tempo de espera vigilante. As equipes de canto não devem colocar o seu gosto pessoal, é um direito da assembléia cantar o mistério celebrado. O melhor instrumento musical que temos é a nossa voz já dizia Santo Agostinho. É um direito da assembléia aprender os cantos da celebração para que possa participar de maneira ativa e consciente. É dever da equipe de canto ensinar a assembléia os cantos, ela tem o direito de ter a letra dos cantos nas mãos. O Hinário Litúrgico I, da CNBB, oferece ótimas sugestões, assim como o Ofício Divino das Comunidades, onde encontramos salmo, hinos e refrões. Existe um CD publicado pela Paulus com as músicas do Hinário adequadas pra este Ano C: o volume “Liturgia IV”.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Advento, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo do Advento, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

A “liturgia” é coisa de Deus e nós somos servos e servas dessa “Divina Liturgia”. Portanto nenhum movimento e nenhuma pastoral, deve manipular a “Divina Liturgia” e impor a sua espiritualidade e seus cantos. O próprio Jesus mandou realizar o rito: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22,19b). Memória: trazer o sacrifício não apenas no rito, mas também na nossa vida.

1. Canto de abertura. “Céus, deixai cair o orvalho que as nuvens chovam o salvador” (Isaias 45,8. “Das alturas orvalhem os céus”, Salmo 85, CD: Liturgia IV melodia da faixa 5;” CD Liturgia VIII, faixa 5. Segunda opção: “No céu se formam as nuvens…” Hinário Litúrgico I, página 82; “Ouve-se na terra um grito…” CD Liturgia IV, faixa 1.

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico I da CNBB nos oferece uma ótima opção, que está gravado no CD Liturgia IV.

2. Ato Penitencial. Ver a fórmula 1, para o Tempo do Advento página 395 do Missal Romano para o Tempo do Advento. “Senhor, que vistes ao mundo para nos salvar, tende piedade de nós”.

3- Canto para o acendimento das velas da Coroa do Advento

3º Domingo

“Acendamos a última vela, acendamos a quarta vela”, CD: Cristo Clarão do Pai, melodia da faixa 2, Paulus.

4. Salmo responsorial 23/24. O Senhor, Rei da glória, virá. “Abre as portas, deixa entrar o rei da glória”. É o tempo, ele vem orientar a nossa história! CD: Liturgia IV, música da faixa 11.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

5. Aclamação ao Evangelho. Emanuel, Deus conosco. “Aleluia… Uma virgem conceberá e um filho nos dará…”, CD: Liturgia IV, melodia da faixa 9. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical, página 697.

A aclamação ao Evangelho é um grito do povo reunido, expressando seu consentimento, aplauso e voto. É um louvor vibrante ao Cristo, que nos vem relatar Deus e seu Reino no meio das pessoas. Ele é cantado enquanto todos se preparam para ouvir o Evangelho (todos se levantam, quem está presidindo vai até ao Ambão).

6- Canto para a resposta das preces

R: Vem, vem, Senhor Jesus, vem,/ Vem, bem-amado Senhor! (bis); Hinário Litúrgico I, página 88-89.

7. Apresentação dos dons. Quando acolhemos o Verbo de Deus, como Maria, o nosso coração nos chama a partilhar. O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração neste Quarto Domingo do Advento. Uma ótima opção para este Domingo é o canto: “As nossas mãos se abrem, mesmo na luta e na dor”, CD: Liturgia VIII, melodia da faixa 10.

8. Canto de comunhão. “A virgem conceberá” (Isaias 7,14). “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é seu nome”, CD: Liturgia IV, melodia da faixa 10.

Outra ótima opção é o canto: “Como o sol nasce da aurora”, CD: Liturgia VIII, melodia da faixa 13. Estes dois cantos retomam o Evangelho na comunhão de maneira autentica.

9. Canto de louvor a Deus após a comunhão: Durante o Tempo do Advento omite-se este canto

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. O espaço litúrgico é ambiente propício para conduzir os fiéis ao Mistério celebrado. O despojamento do espaço indica que nele falta Alguém que vem e ao qual esperamos.

2. Contemplando o lugar em que celebramos, a partir da espiritualidade que nasce dos textos bíblicos e eucológicos deste 4º Domingo, não podemos deixar de reconhecer nele a esterilização da Arca da Aliança. É lugar de cumprimento daquilo que se anuncia na Liturgia da Palavra e que nos nutre, ao comungarmos do Pão e Vinho Eucaristizados.

3. Nesse domingo, as imagens de São José e de Maria grávida pode estar no átrio do lugar da celebração ou no presbitério próximo à Mesa da Palavra. Velas podem estar acesas ao seu redor. O aroma do incenso queimando aos pés aos pés da imagem, que pode ser um ícone, recorda o sacrifício de louvor daqueles e daquelas que se dedicam a fazer a vontade do Senhor (cf. Hebreus 10,5-10/ II leitura), como Maria de Nazaré.

4. Durante o tempo do Advento, como já é costume, tem destaque a Coroa do Advento. Evite-se utilizar flores e matérias artificiais e espalhafatosos, muitas vezes típicos da linguagem comercial: pisca-pisca, festões, papai noel, etc. Fiel à sua origem, a Coroa do Advento é confeccionada apenas com galhos verdes em forma circular, símbolo do eterno que mergulha e se deixa entrever no tempo. A nossa exagerada criatividade fez a coroa tomar outras formas e, conseqüentemente, perder seu sentido. As quatro velas acesas uma a cada domingo, de forma crescente, anunciam que a Luz vence as Trevas. Proclamam o porvir da Páscoa do Natal. A Coroa pode ser colocada próximo ao altar ou da mesa da Palavra.

5. Uma orientação, em vista do Natal: evita-se enfeitar com pisca-pisca a árvore de Natal localizada à frente da assembléia ou perto do presépio, como em muitas comunidades se faz! É que o show de pisca-piscas durante a missa transforma-se em “ruído”, “rouba a cena”, pois distrai as pessoas do verdadeiro centro de atenção, que é o mistério celebrado na mesa da Palavra e na mesa da eucaristia. São símbolos da onda consumista das festas natalinas e de final de ano que invade as mentes e os corações das pessoas já desde o mês de outubro. Não se deixem influenciar por esta onda consumista que queima etapas e deturpa o Mistério do Natal.

9. AÇÃO RITUAL

A celebração deste quarto Domingo do Advento põe em evidência a figura de Maria como símbolo que acontece cada vez que fazemos assembléia em torno da Palavra e do Pão e Vinho Consagrados: o Verbo se faz carne e habita entre nós. No seio da Igreja é gerado o Cristo, como verdadeiro dom de Deus para que todos tenham vida e a tenham em abundância (João 10,10).

Ritos iniciais

1. Levar, na procissão de entrada, a imagem de Maria grávida e a imagem de José.

2. A celebração tem início com a reunião da comunidade cristã (IGMR 27.47). O canto de abertura começa tendo em conta essa realidade eclesial, e vai introduzir a assembléia no Mistério celebrado. A procissão de entrada pode ser acompanhada com a entrada do Evangeliário, que deve ser colocado na mesa do Altar, até a hora da aclamação ao Evangelho, durante a qual é levado, solenemente, até a mesa da Palavra.

3. Para saudação presidencial poderá ser inspirada em Gálatas 4,4:

O Deus que, na plenitude dos tempos, enviou o seu Filho nascido de uma mulher, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

4. Em seguida, seria muito conveniente recordar os acontecimentos que sinalizam a presença e a atuação de Deus na vida da comunidade.

5. Após o sinal da cruz, da saudação presidencial, e da recordação da vida, antes de dar o sentido litúrgico, inicie-se o rito de acendimento da terceira vela da Coroa do Advento. É válido recordar que a coroa deve ser feita de forma circular, com ramagens verdes naturais. Evite-se o uso de objetos natalinos, pois dão a impressão de que a coroa é uma guirlanda, o que tira todo o seu simbolismo. As velas não precisam ser coloridas, visto que o símbolo, mesmo, é a luz que delas irradiam. Acende-se solenemente a coroa.

6. As três primeiras velas devem estar acesas antes dos Ritos Iniciais. Onde for possível, uma mulher grávida aproxima-se da Coroa, trazendo uma pequenina chama ou uma vela pequena acesa (evitem-se os fósforos que criam ruído, apagam-se facilmente, enfraquecendo a ação simbólica, do ponto de vista exterior, o que acarreta na assembléia dispersão e impaciência). Onde for possível, uma mulher grávida, uma mulher grávida acende a vela.

Depois de acesa a quarta vela, cantar este refrão que está no CD: Cristo Clarão do Pai, melodia da faixa 2, Paulus. Se a equipe de canto não tiver o CD, é só entrar no Google que encontra-se a música e também a partitura.

Acendamos a última vela, acendamos a última vela.
Sentinela a vigiar: logo o Senhor virá, logo o Senhor virá.
Deus-Conosco: luz a brilhar. Deus-Conosco: luz a brilhar!
7. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente da celebração, pelo diácono um leigo/a devidamente preparado (Missal Romano página 390). O sentido litúrgico pode ser proposto, através das seguintes palavras, ou outras semelhantes:

Domingo de Maria grávida. Lembrando a espera de Maria, preparemo-nos para a novidade de Deus que chega para nós neste Natal. Deus está presente em nossa história. Precisamos deixar a esterilidade do nosso olhar para ver a salvação que está bem perto e nos visita. Ele guia os nossos caminhos e nos conduz à Paz. Deus está conosco de modo sutil e discreto, conduzindo nossos passos, a fim de que alcancemos vida plena.

8. O Ato penitencial, formulário 1, para o tempo do Advento página 395 do Missal Romano, seria muito conveniente para marcar a presença e atuação de Deus na história do povo:

“Senhor, que vistes ao mundo para nos salvar, tende piedade de nós.

9. Na Oração do Dia, suplicamos a Deus que derrame em nossos corações a Sua graça para que o mistério da Encarnação, desde a Anunciação até a Ressurreição, possamos chegar à gloria eterna.

Rito da Palavra

1. A CNBB orienta a não ter mais comentários antes das leituras. Devemos dar preferência a um refrão meditativo. Para este Quarto Domingo é muito oportuno um refrão.

Antes da Primeira Leitura, cante-se este refrão meditativo preparando o coração da assembleia para acolher a Palavra:

Refrão meditativo. “Atentos ficai”, CD: A Palavra se fez carne, melodia da faixa 1.

EMANUEL, Ó DEUS-CONOSCO.
NÓS TE ESPERAMOS COM AMOR.
VEM, VEM, VEM, NÃO TARDES MAIS!
VEM À NOSSA VIDA!
VEM, Ó REI DA PAZ!
(cf. Mateus 1,18-24)

2. A liturgia da Palavra seja muito bem preparada e proclamada. É através da escuta da Palavra que nos deixamos engravidar pela novidade trazida pelo mistério da encarnação. Contemplando Maria a mulher do silêncio e da contemplação, a Palavra é realçada também por momentos de silêncio, por exemplo. Após as leituras, o salmo e a homilia, fortalecendo a atitude de acolhida à Palavra de Deus. No silêncio, o Espírito torna fecunda a Palavra no coração da comunidade e de cada pessoa.

3. Após a proclamação do Evangelho, pode-se fazer a benção da árvore de Natal, iniciando-se com este texto de Isaías:

“Para ti virá o esplendor do Líbano, pinheiros, olmeiros e ciprestes virão enfeitar minha morada” (Is 60,13). Oração: “Bendito sejais, Senhor nosso Pai, que nos concedestes recordar com fé os mistérios do nascimento de vosso Filho no meio dos pobres! Concedei a todos nós, reunidos ao redor desta árvore, que sejamos enriquecidos com os exemplos de vida de Jesus Cristo, que vive e reina para sempre. Amém!”.

4. A resposta das preces poderá ser cantada e expressar desejo e expectativa, retomando o clamor das comunidades do Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus!” Por exemplo: “Vem, vem, Senhor Jesus, vem,/ Vem, bem-amado Senhor!” Hinário Litúrgico I, página 88-89. Se a equipe de canto não conhecer a música, pode-se simplesmente responder: Vem, Senhor Jesus.

5. Outra opção, é no momento das preces, como nos domingos anteriores, cantar ou recitar a Ladainha do Advento, substituindo-se as fórmulas convencionais, de todos os domingos. Esta sugestão vale para todos os domingos do Advento.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as oferendas suplicamos a Deus que os dons do pão e do vinho, não restringe os cristão só no espaço sagrado, mas deve nos orientar na vida, para que, em nós, se realizem-se as maravilhas de Deus no cotidiano da vida.

2. Deste domingo em diante começa o Advento natalícia, isto é a preparação direta para o Natal. Por este motivo, escolher o Prefácio IIa que contempla Maria, a nova Eva, cujo embolismo reza: “Em Maria, é-nos dada de novo a graça que por Eva tínhamos perdido. Em Maria, mãe de todos os seres humanos, a maternidade, livre do pecado e da morte, se abre para uma nova vida. Se grande era a nossa culpa, bem maior se apresenta a divina misericórdia em Jesus Cristo, nosso Salvador”. Outra opção e o Prefácio II do Advento, que contempla as duas esperas de Cristo. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela Virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por São João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos com grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia. Nas missas do Advento e em todas as outras, desde o primeiro domingo até 17 a 24 de dezembro, exceto nas Missas com prefácio próprio.

3. O Hinário Litúrgico I, página 73, apresenta para este domingo a louvação, em melodia popular, própria do Advento, muito apropriada para o eito de Ação de graças na Celebração da Palavra.

4. Neste Domingo é muito oportuno apresentar o pão e o vinho para o convite à comunhão utilizando o Salmo 33,9: “Provai e vede, como o Senhor é bom, Feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…”

5. O Canto do Magnificat poderá ser entoado por toda a assembléia durante a comunhão, ligando a meda da Palavra com a mesa da Eucaristia.

Ritos finais

1. Na oração após a comunhão imploramos a Deus que a Eucaristia, penhor da eterna redenção, nos prepare para celebrar o mistério do Natal com muito empenho.

2. Dar uma bênção especial para as mães gestantes.
Sugestão de oração sobre as mães gestantes:

Presidente: Ó Deus, ternura de paz, nós vos contemplamos na gravidez de Maria e na gravidez destas nossas irmãs. Dai saúde a estas crianças que estão para nascer e tranqüilidade às suas mães. Elas nos ajudam a esperar, com toda a criação que geme e sofre em dores de parto, a libertação e a adoção de filhos e filhas de Deus. Bendito sejais pela alegria da vinda de Jesus Cristo, nosso Salvador.

Todos: Amém.

Presidente: O Deus, defensor da vida, confirme estas mulheres na fé e na missão de acalentar a vida que está para nascer.

Todos: Amém.
Que elas acompanhem sempre estas novas vidas com o seu amor maternal.

Todos: Amém.

3. Bênção solene própria do Advento, com imposição das mãos sobre o povo (página 519 do Missal Romano).

4. As palavras do rito de envio podem estar em consonância com o mistério celebrado: “Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa Deus está conosco”. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

5. O Tempo do Advento é muito oportuno para aprofundar e exercitar a piedade mariana, dando-lhes os contornos da espiritualidade do Advento que é da memória e expectativa a respeito da manifestação do Verbo de Deus no seio do mundo. Assim, após a bênção final, é oportuno a partir do 4º Domingo saudar a Virgem Maria com uma Ave Maria ou a Salve Rainha. Outra opção são as palavras do Anjo, conforme o texto que está no Hinário Litúrgico I da CNBB, página 9:

“EU TE SAUDO, CHEIA DE GRAÇA”, (Bis)
SAUDOU O ANJO A VIRGEM SANTA. (Bis)
“CUMPRA-SE EM MIM TUA PALAVRA, (Bis)
POIS DO SENHOR SOU A ESVRAVA”. (Bis)

Ou a forma tradicional conhecida do Ângelus.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa pergunta é angustiante. Porque na nossa sociedade há muitos casais como Nossa Senhora e São José, vagando por este mundo, procurando um abrigo e um lugar pequeno para dar à luz e para criar um filho. Cada um desses casais é Deus, batendo na porta da nossa casa. Cada um desses casais é Natal. Porque Natal é a vinda de Deus em meio da pobreza humana. Deus sempre escolhe o coração dos humildes. Corações que sabem dizer como Nossa Senhora: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”.

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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