Artigos › 28/03/2017

5º DOMINGO DA QUARESMA ANO A – 02 de abril de 2017

Leituras

Ezequiel 37,12-14. Porei em vós o meu espírito, para que vivais.
Salmo 129/130,1-4.6-8. No Senhor ponho a minha esperança.
Romanos 8,8-11. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo.
João 11,1-45. Ouvimos e cremos que este é verdadeiramente o salvador do mundo.
EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA

Lazarus Resurrection[1]
1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da ressurreição de Lázaro. Já fizemos uma boa caminhada quaresmal, chegamos ao Quinto Domingo da Quaresma. Em toda essa caminhada, contemplamos e celebramos o Jesus que vence o tentador, que se transfigura no alto da montanha, que dialoga com a samaritana (revelando-se o Messias e a fonte de água viva), que cura o cego de nascença (mostrando-se como o Ungido e a luz verdadeira que ilumina o mundo). A água e a luz fazem crescer, vivificam os seres. Sem água e sem luz, conhecemos a morte. A Partir da água e da luz, Jesus reafirma sua divindade e seu poder de dar a vida plena, que não se acaba. Hoje vamos contemplar a Ressurreição e a Vida. O acontecimento de hoje conduz à Páscoa da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Estamos bem próximos da Páscoa. E mais uma vez nos reunimos em assembléia litúrgica para ouvir a Palavra de Deus que manifesta a ternura de Deus para conosco. A Páscoa vai ser a festa da vitória definitiva do amor e da vida sobre o pecado e a morte. “Porei em vós o meu espírito para que vivais”, diz o Senhor pelo profeta Ezequiel (cf. Ezequiel 37,14).

Jesus Cristo é o motivo da celebração eucarística porque Ele é a ressurreição e a vida de todos os que se deixam conduzir pela Palavra de Deus. Dela nos vem a força e a esperança para continuarmos na caminhada rumo à Páscoa, superando toda a tristeza e morte.

Hoje é dia de oração especial sobre os eleitos de Deus para os sacramentos de Iniciação Cristã (batismo,crisma e eucaristia) na Vigília Pascal).

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos bíblicos

Ezequiel 37,12-14. O trecho escolhido para a liturgia de hoje é a parte conclusiva da grandiosa visão do campo de ossos que Ezequiel deve reanimar com sua palavra profética (37,1-14) Para melhor entendermos os versículos 12-14, procuremos analisá-los à luz de Ezequiel 37,1-11.

A visão do campo de ossos consta de duas partes (37,1-10.11-14). A primeira parte (versículos 1-10) é uma imagem da situação desesperadora em que estavam os israelitas exilados na Babilônia após a destruição de Jerusalém em 587 antes de Cristo. A segunda parte (versículos 11-14), além de explicar o sentido da visão dos ossos, contém a mensagem como tal a ser anunciada pelo profeta ao povo em aflição. O versículo 11 serve de transição entre as duas partes, e ao mesmo tempo nos dá a pista para entendermos o sentido da visão anterior (versículos 1-10) e da mensagem que segue (versículos 12-14).

Como em outras visões também Ezequiel se diz conduzido pelo Espírito de Deus e dominado pela “mão do Senhor” (versículo 1; cf. 1,1-3; 2,2; 8,1; 40,1-2). O Espírito de Deus apenas “faz sair” o profeta de sua casa (cf. 14,1; 33,30-33) e o conduz para a “planície”, região em que morava a comunidade dos exilados, às margens do Cobar (1,3; 3,15; 3,23; 10,20), provavelmente um dos canais de irrigação da Babilônia. O Espírito deixa o profeta no meio da planície, por onde ele começa a circular e descobre unicamente sinais de morte: ao seu redor só vê ossos ressequidos (versículo 2).

Os ossos aqui simbolizam, como se vê no versículo 11, o povo de Israel em desespero. A resposta de Ezequiel mostra, por um lado, que para as pessoas parece não haver saída diante da morte; por outro afirma esta possibilidade a partir de Deus: “Senhor Jave, tu o sabes” (versículo 3).

É neste contexto que Ezequiel é convidado a anunciar aos exilados a ressurreição nacional (versículos 12-14). Este anúncio é a resposta à angustiante pergunta do versículo 3 e à desesperada lamentação do versículo 11. Agora, abandona-se a imagem dos ossos e se fala de túmulos. “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel”. Deus mesmo vai abrir os túmulos (símbolo do exílio sem perspectivas de salvação), tirar deles os israelitas a fim de reconduzi-los para a terra de Israel (versículos 12-13) é o Espírito de Deus que provocará esta ressurreição nacional (versículo 14); o mesmo Espírito que levou Deus a criar o homem (Gênesis 2,7) vai agora começar uma nova criação. Para o israelita “estar morto” significa estar longe de Deus, da terra prometida, do Templo de Jerusalém. A vida, isto é, estar vivo, significava estar perto de Deus, cujo espírito vivifica tudo. Por isso o anúncio da ressurreição nacional, da nova vida, inclui também o retorno à “terra prometida”, que pertencia ao Senhor Deus (cf. Ezequiel 35,10). O fato de se anunciar a restauração de Israel e a volta à terra prometida é um sinal de que Deus continua presente no meio do seu Povo e permanece fiel a suas promessas.

Ezequiel repete duas vezes nestes versículos da leitura de hoje que são conclusivos uma frase que já apareceu na primeira parte: “Sabereis que eu sou o Senhor” (versículos 6 e 13) digo e faço” (versículo 14). É a fórmula de reconhecimento de Javé que ocorre mais de 50 vezes no livro de Ezequiel. É para mostrar que a finalidade de todas as intervenções de Deus na história e na vida humana é para que as pessoas o conheçam.

Salmo responsorial 129/130,1-4.6-8. Salmo penitencial De profundis é utilizado na liturgia dos fiéis defuntos, não como lamentação, mas antes como expressão de confiança e de esperança. Também quem está mergulhado na sombra da morte ou passando por uma situação muito difícil, espera do Senhor “misericórdia, redenção” e vida (cf. versículo 7).
O Salmo 129/130 é uma súplica individual, com convite à assembléia. Sete vezes é invocado o nome do Senhor no breve salmo.

A profundeza é temível para os israelitas, incompreensível, semelhante à morte e o Xeol. De sua profundidade humana o homem grita, e seu grito sobe até o céu. A profundidade radical é o pecado, que distancia a pessoa humana de Deus, e o envolve em escuridão. Só de Deus pode vir o perdão, por isso a pessoa humana deve respeitar a Deus com temor sagrado. Em sua ignorância e obscuridade o ser humano pode atravessar a obscuridade com seu grito; depois aguarda a resposta. Como a aurora devolve a luz, assim Deus enviará seu favor.

O rosto de Deus. É bem presente o esquema do Êxodo (clamor, escuta, descida de Deus e libertação, resgate ou redenção) está bem presente neste salmo. Surpreendentemente, Ele deixa de investigar as culpas da pessoa ou do povo, e se apresenta como aliado que se compadece. Sua resposta é o perdão (versículo 4a), a graça e a redenção (versículo 7b). Ao invés de infundir medo por meio de castigos, infunde respeito por meio do perdão (versículo 4).

Outro aspecto importante do rosto de Deus é a luz. O salmo fala de guardas que esperam o raiar do dia. Na mentalidade daquele tempo, a noite era a melhor ocasião para suplicar a Deus, e a aurora era o momento favorável da resposta cheia de perdão, graça e redenção. Assim é Deus, Luz que clareia nossas profundezas, não para castigar ou intimidar, mas para enchê-las e encher-nos com a Sua luz.

A palavra “redenção” ecoou profundamente em Jesus. Em Mateus 1,21 se diz que Jesus irá salvar (isto é, redimir) seu povo dos seus pecados. Além disso, o episódio de Marcos 2,1-12 apresenta Jesus perdoando os pecados do paralítico. Cura-o pela raiz, devolvendo-lhe a liberdade e a vida.

A liturgia cristã ama este canto penitencial, está também no ritual das exéquias. Embora a Igreja e cada um dos cristãos tenham sido tocados já pela luz de Cristo, vivem na profundeza do mundo, e pecam. A redenção abundante de Cristo vai se realizando continuamente, muna expectativa contínua de redenção definitiva.

Embora tenhamos sido tocados pela luz de Cristo, vivemos ao mesmo tempo a pobreza de nossa condição humana. Com este salmo, gritamos a Deus, das profundezas de nosso pecado, contemplando a salvação que vai se realizando em nós gratuitamente.

NO SENHOR, TODA GRAÇA E REDENÇÃO!

Segunda leitura – Romanos 8,8-11. Paulo escrevendo aos romanos, mostra que Jesus cumpriu a profecia de Ezequiel que ouvimos na primeira leitura da liturgia de hoje. Destaca-se, no trecho da leitura de hoje, a envolvente oposição, isto é, contradição de palavras “carne x espírito”. É experiência-linguajar que vem de longe. Já em Isaias 31,3 vem expressa, em expressivo paralelismo (os egípcios são Adam e não El, sua cavalaria é carne e não espírito), a contraposição do humano e do divino, do precário e do Transcendente.

“Carne” e “espírito” resumem, pois, todo o universo humano instável, a “Criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente” (Romanos 8,22).
Mais um texto da carta aos Romanos nesta Quaresma, desta vez para descrever a parte positiva do cristão mediante a adesão a Cristo no Batismo: a vida no Espírito, “pois a lei do Espírito, que dá a vida em Jesus Cristo, libertou-nos da lei do pecado e da morte” (Romanos 8,2). A lei feita de prescrições mecânicas já não tem poder algum sobre o ser humano redimido, o pecado foi vencido na morte de Jesus, e o Espírito de Deus é Espírito de vida.

Paulo gosta de usar oposições: carne/Espírito, morte/vida, pecado/justiça. A oposição “carne/Espírito” não indica, como pensamos na maioria das vezes, a distinção entre a esfera física do ser humano e esfera intelectual: esta separação é contrária à antropologia bíblica, profundamente unitária ao ser humano. Biblicamente, a “carne” não indica a parte sensual da pessoa, mas a pessoa toda enquanto ser frágil e de vida transitória. Os pecados da carne não apenas os dos sentidos: são também o orgulho, a arrogância, a ambição, a falta de escrúpulos que pertencem à esfera da “carne”.

A carne indica o caminho que a pessoa escolhe, numa preocupação de auto-suficiência, sem se referir a esta ajuda particular de Deus que é o Espírito. A Lei Judaica, mesmo que ela vem de Deus, pode pertencer à ordem da carne, quando a pessoa humana não cumpre sua observância a ponto de fazer dela um meio para se apresentar diante de Deus com títulos e méritos. Portanto, “viver na carne”, é querer esta mesmo autonomia que foi o fracasso de Adão e dos observadores exclusivos da Lei: é, portanto destinar-se à morte (isto é, ao isolamento em relação a Deus e à sua vida eterna). “Viver no Espírito” é aceitar que ele permaneça em nós, isto é, que nossa vida esteja aberta à comunhão com Deus, para ser por Ele conduzido à vida e à paz. Se ele permanece em nós, é como Mestre (tema da autoridade nos versículos 7-9), mesmo que tenha sido aparentemente o hóspede de um corpo morto (versículo 10), como já o foi em Jesus sepultado.

O “espírito”, pelo contrário, é a força que provém de Deus e anima o ser humano (cf. Salmo 103/104,29-30). No ser humano redimido veio habitar o Espírito de Deus, arrebatando-o do domínio do egoísmo (cf. versículos 8-9). Sepultado com o Batismo na morte de Cristo (versículo 10) e tornado templo do Espírito Santo, gozará a vida eterna também com o seu corpo mortal, tornado semelhante a Cristo ressuscitado (cf. versículo 11).

Evangelho – João 11,1-45. No tempo de Jesus, já era espalhada a crença na ressurreição dos mortos no final dos tempos. Mas ressuscitar os mortos, aqui e agora, ninguém esperava. Vendo a promessa e a ação de Jesus, acolhamos a Boa notícia que este Evangelho traz sobre nosso batismo.

Depois de quatro dias que Lázaro havia sido enterrado, ninguém mais, nem os judeus, nem as irmãs Marta e Maria, nem os discípulos podiam acreditar que ele pudesse voltar à vida. Mas Jesus garante que Lázaro não está morto, e Marta confessa que Ele é o Filho de Deus (cf. João 11,27). Toda a narrativa, como a do cego de nascença e a da Samaritana, que reforça a nossa consagração batismal, tende a obter a fé em Jesus, que dá a vida eterna
Jesus começa a subida para Jerusalém que, seus discípulos bem sabem, é a marcha para a morte (cf. João 7,1.8). Mas Jesus quer fazer com que estes apóstolos incrédulos compreendam que a subida a Jerusalém terminará na vitória da vida sobre a morte e no dom da vida através da própria morte.
A narrativa da reanimação de Lázaro é totalmente idealizada como a maia adequada ilustração deste paradoxo entre a vida e a morte. Para João, Jesus parece esperar que seu amigo doente esteja realmente morto (versículos 5.17.39: deste modo ele quer revelar seu domínio sobre a morte no momento em que esta vai apoderar-se de Lázaro. Outro paradoxo: o fato de ter restituído a vida a um morto apressa a vinda da própria morte de Jesus (versículo 47).

É comum em João, a obra realizada por Jesus ser destinada sobretudo a revelar sua personalidade divina, isto é, Jesus não é somente Homem, mas Deus verdadeiro (tema da glória, no versículo 40). Enquanto Marta acredita apenas na ressurreição no final dos tempos (versículo 24), Jesus revela que Ele é esta ressurreição (Eu sou: versículo 25): não somente agora, mas sobretudo mais tarde, na hora de sua própria vitória sobre a morte para a qual, aos olhos de João, sua divindade o prepara.

A narrativa que João faz da reanimação de Lázaro é uma prefiguração do drama pascal: no falecimento de seu amigo Lázaro, é a morte que se apresenta para Jesus. Ele já se “perturba” como na quinta-feira no Getsêmani (versículo 33). Os sinais da ressurreição de Jesus já estão reunidos no relato de Lázaro: as lágrimas de Maria no túmulo (versículo 33; cf. João 20,11), o sepulcro e a pedra pesada (versículos 38-40; cf. João 20,1): as faixas (versículo 43; cf. João 20,5) e sobretudo o fato de Jesus ter “deixado” Lázaro ir embora (versículo 44; cf. João 20,17). João, que acreditou na ressurreição diante do sepulcro vazio na madrugada de Páscoa, já decifra portanto, a Páscoa de Jesus na morte e ressurreição de Lázaro.

O ponto alto desta narração e a chave para interpretá-la encontra-se na profissão de fé de Marta: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo” ( João 11,27; cf. 20,32a.c). Os sinais de Jesus são manifestações de Sua glória, isto é, de sua união com Deus e de Sua dignidade e poder divino.

É muito interessante analisar a conversa de Jesus com Marta. Ela queixou-se de que Jesus Viera tarde para curar seu irmão (versículo 21). Mas acrescentou logo que nem por isso mudaria de opinião a respeito de Jesus (versículo 22). Jesus então lhe promete a ressurreição do irmão (versículo 23). Marta responde: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia” (versículo 24).

Neste momento Jesus a corrige. E nesta correção revela uma nova dimensão de Sua presença salvadora entre a humanidade. Jesus identifica a ressurreição e a vida consigo mesmo, com a sua própria pessoa, declarando: “Eu sou a ressurreição e a vida”. A ressurreição para a nova vida realiza-se através da fé na pessoa de Jesus. Com o seu poder divino, Jesus pode ressuscitar pode ressuscitar Lázaro da morte. Por isso Ele não veio tarde. Ele sabia disso e assim podia “para glória de Deus”(versículos 4.40; cf. 9,1) permitir que seu amigo morresse.

De mente aberta também está Marta, ligada ao seu dinamismo e a uma fé prática (cf. versículos 17-24.39). Mas a Palavra de Jesus rompe todos os esquemas, quando afirma que é “ressurreição e vida” (cf. versículos 25-26). A fé de Marta baseia-se não sobre a explicação racional, mas sobre o abandono na pessoa de Jesus Cristo.

3. DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA
Vida nova… Que significa “vida nova”? “Para os materialistas, o sucesso depois do aperto. Para os espíritas, reencarnação…Nos dois casos, é apenas uma reedição melhorada daquilo que já se viveu…Jesus traz uma vida verdadeiramente nova, de outra ordem.

A liturgia nos convida a voltar às nossas origens como povo de Deus…Israel estava no exílio, na Babilônia: um povo morto. Então, Ezequiel viu os ossos mortos recobrarem a vida pelo “espírito” (sopro) de Deus. E Deus explica: “Seu espírito fará reviver o povo de Israel, que vai voltar para sua terra”.

Paulo hoje nos diz “que vivemos uma vida nova, pelo espírito de Cristo que habita em nós, o Espírito que fez Cristo ressuscitar […]” O batizado já não vive somente a vida natural, mas, pela fé, está ligado ao ‘corpo de Cristo’ (a comunidade eclesial) e recebe o Espírito-Sopro de Cristo, que transforma sua vida. Quem foi batizado criança, talvez nem chegue a pensar nisso. Mas então está na hora de assumir isso como adulto. Para isso servem a Crisma e a renovação do compromisso da fé na noite pascal.

Hoje Jesus nos diz: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Em sinal disso, faz voltar Lázaro à vida. Sinal da vida nova que Jesus comunica e que ele é em pessoa! Como discípulo e amigo de Jesus, Lázaro já tinha recebido, em sua vida mortal, a vida espiritual e eterna da união com Cristo e o Pai. Por isso, morrendo, ele não morre, mas vive, definitivamente…Para tal significado, Jesus o chama corporalmente do sepulcro. Este recurso não teria sido necessário, porque pela fé Lázaro já estava vivendo a vida eterna. Mas Jesus quis dar um sinal dessa vida eterna que a fé produz em todos aqueles que forem, como Lázaro, fiéis à palavra de vida que Jesus manifesta em sua pessoa e em todo o seu agir.

O batismo nos dá a vida nova, “porque ele nos dá como princípio vital a fé e a adesão a Cristo e à sua vida. O batizado vive uma vida realmente nova, animada pelo espírito de Cristo. Mas sem fé, traduzida em obras, o batismo fica morto. A vida da fé batismal se verifica, por exemplo, quando ela transforma uma sociedade de morte (fome, opressão, exclusão) numa sociedade de vida, fraternidade, comunhão”.

A situação de insegurança que atualmente vivemos, devido a tanta violência, provoca-nos a sanar as suas causas, no espírito da não-violência de Jesus. Que causas? “A falta de políticas de distribuição dos bens econômicos, de acesso aos direitos sociais e culturais, o desemprego, o enfraquecimento pelo álcool e pelas drogas, a troca dos valores sagrados da vida familiar, da comunidade, do trabalho honesto, da religiosidade autêntica, por valores do consumismo e da ambição”, Sanar essas causas, pela via da solidariedade e da paz, eis o desafio que nossa fé batismal nos propõe, a fim de, com Cristo, contribuir para salvar o povo da sepultura do desânimo, da aparente impotência ou da mediocridade, do medo e da morte, e, como conseqüência, garantir-lhe a esperança de “vida nova”.

Enveredar pelo caminho pascal do Cristo, Senhor da vida, eis o desafio, para que a vida triunfe. Por isso, rezamos no início de nossa celebração: “Senhor, nosso Deus, dai-nos por vossa graça caminhar… na imensa caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo”.

Nesta celebração, o Senhor abre os nossos túmulos, todos os sepulcros que aprisionam a vida. Ele não permite que fiquemos na morte. Que o Espírito nos ajude a dizer, de coração, a profissão de fé de Marta e que possamos ouvir a Palavra que nos faz viver de novo.

4- A PALAVRA DE FAZ CELEBRAÇÃO

No penúltimo domingo da quaresma, somos chamados a orientar nosso olhar para a vida nova em Cristo. Sair da sepultura e reviver é, para nós, a grande graça deste tempo. A ressurreição, como nova criação, restaura a vida do homem, por meio do ato salvador de Cristo, que ainda hoje nos chama para fora, como fez com Lázaro. Ainda hoje, sua Palavra exala a profecia do Sopro Divino sobre os ossos ressequidos da comunidade, para que ela retorne à vida nova dada no Batismo. Já ao final deste tempo, quase como um atraso proposital, Ele vem ao nosso encontro, mais uma vez, na celebração, para nos revitalizar com sua Palavra e seu Corpo e Sangue, pois ainda é tempo de reviver. Nossa profissão de fé, qual Marta, se “descola” dos sinais deixados pela morte para se ater à fonte da vida: “eu sei”, por duas vezes repetido, e “eu creio firmemente” se “materializam” no Creio que rezamos, de pé, em resposta ao Senhor, que veio ao nosso encontro por sua Palavra.

Também nesse tempo, Jesus chora, em seu corpo, a Igreja. O pranto que lava os pecados, próprio do tempo quaresmal, sinaliza o arrependimento da Igreja como comunidade penitente a Cônscia da distância ainda existente entre o povo remido e a vida que lhe foi oferecida nas fontes. As lágrimas se igualam à fonte batismal, como nos ensinam os santos: “Quantas lágrimas haveremos de chorar para igualar à fonte do Batismo?…Sepultemo-nos então com Cristo, graças ao Batismo, para também ressuscitarmos com Ele; desçamos com Ele para subirmos com Ele; elevemo-nos com Ele para sermos glorificados com Ele”. O evangelho se realiza em nós que, durante todo este tempo, penitenciamo-nos em busca da vida nova. Cristo nos lava com suas lágrimas e nos espera do lado de fora de nossas sepulturas, para que vivos com Ele e Nele, possamos manifestar a glória de Deus.

Associados à comunidade e ao Cristo podemos esperar, mesmo na imperfeição de nossos atos religiosos, a salvação que Ele nos concede. A filantropia do Mestre se estende à humanidade inteira que caminha errante em meio à morte. Seja o final da nossa quaresma, o ressoar da profecia de Senhor aos que ainda estão atados aos efeitos do pecado: morte, fome, violência, vícios e todo tipo de ferida humana. Pelos exercícios quaresmais da oração, do jejum e da caridade, desatem-se todos os nós que nos amarram à morte. A voz recriadora da Palavra de Jesus nos traga para a luz da vida nova. Na celebração e na vida, no culto existencial e no culto ritual, deixemos o apelo do Senhor gritar em nós: “Vem para fora!”.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Ao colocar nossas oferendas sobre o altar para o memorial da entrega pascal de Cristo, também rezamos: “Deus todo-poderoso, concedei aos vossos filhos e filhas que, formados pelos ensinamentos da fé cristã, sejam purificados por este sacrifício”.

Sim, na eucaristia que celebramos torna-se presente toda a força purificadora da Páscoa de Jesus, que nos dá “vida nova”. Por isso que, evocando o evangelho de hoje, o sacerdote canta, no prefácio da oração eucarística. “Verdadeiro homem, Jesus chorou o amigo Lázaro. Deus vivo e eterno, ele o ressuscitou, tirando-o do túmulo. Compadecendo-se da humanidade, que jaz na morte do pecado, por seus sagrados mistérios ele nos eleva ao Reino da vida nova”.

O Senhor Jesus ressuscitado, vencedor da morte e doador da vida, pelo Espírito Sant se apodera do pão e do vinho que trazemos para o altar e, então, identificado radicalmente com estes elementos, ele se dá a nós, comunicando-nos sua própria vida eterna, como ele já havia dito: “Eu sou o pão da vida. […] Quem come minha carne e bebe meu sangue, tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. […] Como eu vivo pelo Pai, assim também quem comer de minha carne viverá por mim” (João 6,35.48.54.57).

Eis o motivo por que, na hora da comunhão, nós cantamos: “Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente” e, no final, o sacerdote reza em nome de todos: “Concedei, ó Deus todo-poderoso, que sejamos sempre contados entre os membros de Cristo, cujo Corpo e Sangue comungamos”.

Que assim seja!

6. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. As leituras e o salmo responsorial deste domingo são de uma densidade e vitalidade ímpar. Por isso, caprichar na sua proclamação: com calma, pausadamente, com unção, com voz suave, mas firme e orante. Para tanto, exige-se preparo, através de uma boa leitura e meditação prévia desta Palavra, e oração. A pessoa que vai proclamar a Palavra deve, de fato, incorporá-la. Então, assim, a assembléia sentirá que é Deus mesmo quem está falando com seu povo.

2. O evangelho poderá ser dialogado, com vários personagens: um(a) narrador(a), Jesus, os discípulos (toda a assembléia), Tomé, Marta. Mas isto deve ser combinado, ensaiado, treinado, vivenciado antes, com a equipe de liturgia. Não pode ser improvisado, em razão da imensa dignidade da Palavra de Deus.

3. Ao final da leitura, nunca dizer “Palavras do Senhor” ou “Palavras da salvação” (no plural), pois não são “palavras” que são proclamadas e sim “a Palavra de uma Pessoa, Deus mesmo, Cristo que fala ao povo reunido em assembléia”!

4. À preparação espiritual se alia a preparação corporal: postura do corpo, tom de voz, semblante, a maneira de aproximar-se da mesa da Palavra, as vestes dos ministros…

7. MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos “cantar a liturgia” e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com “cada domingo da Quaresma”, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são da Quaresma, “é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado”. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento.

1 Canto de abertura. “Invocação da justiça de contra o adversário (Salmo 43/42,1-2); ou “Os que esperam em Ti não ficam envergonhados”, (Salmo 24/25,3) Sem dúvida, um canto de abertura condizente com o mistério celebrado e com o tema do Batismo poderá cooperar para que a assembléia seja nele inserido é na procissão de entrada, entoar um canto que expresse o Domingo da ressurreição de Lázaro e a nossa esperança na vida eterna. (ex: “Senhor, tende compaixão do vosso povo que acolhe a conversão”, CD: CF-2017, melodia da faixa 7. Que ele acenda em nós a chama batismal.

2- Ato penitencial. Substituir o ato penitencial pela aspersão da comunidade. Para hoje é muito oportuno o Salmo 50: “Piedade, ó Senhor, tende piedade”, CD: CF-2014, melodia da faixa 5 ou CD: Liturgia XIII, melodia da faixa 2. Podemos também incluir outros cantos como “Derramarei sobre vós uma água pura”, CD: CF-2009; “Lavai-me, Senhor, lavai-me”, CD: CF-2004.

3- Salmo responsorial 129/130. “Das profundezas eu clamo a ti Javé: Senhor ouve o meu grito”. Esperança em Deus que não decepciona. “No Senhor, toda graça e redenção!”, CD: CF-2014, melodia da faixa 5.

4- Aclamação ao Santo Evangelho. “Quem crê em mim, não morrerá jamais”, (João 11,25a-26). “Glória e louvor a vós, ó Cristo, Verbo de Deus! Eu sou a ressurreição, eu sou a vida”, CD: CF-2017, melodia da faixa 9.

5. Apresentação dos dons: O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração. Podemos entoar “Aceita, Senhor, com prazer o que vimos te oferecer”, CD: CF-2017, melodia da faixa 11. Outra opção é o canto “Eis o tempo de conversão”, CD: Liturgia XIV, melodia da faixa 6.

6. Canto de comunhão: Crer em Cristo é vida eterna. (João 11,26). Contemplando o mistério de Cristo, a Ressurreição e a vida, cantemos: “Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente”, CD: Liturgia XII, melodia da faixa 13, Quaresma Ano A, ou CD: CF-2017, melodia da faixa 17. Com certeza este canto nos ajudará a fazer a ligação da Ceia do Senhor com o Evangelho.

O canto de comunhão deve retomar o Evangelho. No Quinto Domingo da Quaresma, somos chamados a contemplar Jesus como “Ressurreição e Vida” nos garante que a Ressurreição de Cristo é a celebração da nossa renovação, da vida de ressuscitados pelo Espírito, que brota em nós. Hoje podemos meditar o que significa morrer em Cristo para com Ele ressuscitar.

8- O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO
1. Nossa caminhada quaresmal já nos acena a proximidade do grande acontecimento da Páscoa do Senhor. Não esquecer de criar um ambiente próprio para celebrar; um ambiente que convide à oração e à contemplação.

2. Se há um elemento, que, sem palavras, cumpre a função mistagógica, isto é, de conduzir para dentro do mistério celebrado, este é o Espaço Sagrado. Por isso, devemos dedicar-lhe todo o nosso cuidado.

3. A cruz é elemento importante em qualquer tempo, mas na Quaresma é, sem dúvida, um sinal marcante da paixão de Cristo e da paixão do mundo. Para que esse sinal seja devidamente enfocado, sugerimos um incensário aos pés da cruz. As brasas sejam alimentadas de forma constante e discretamente, sem excessos.

9. AÇÃO RITUAL

O quinto domingo da Quaresma orienta nosso coração para a vida, fazendo-nos deixar a morte e os pecados que nos amarram e nos impedem de viver a realidade da ressurreição que nos foi dada no batismo.

Ritos Iniciais

1. Antes de iniciar a celebração, propiciar um breve momento de silêncio, podendo ser acompanhado de um refrão meditativo.

2. Na procissão de entrada, sendo possível, as pessoas que estão se preparando para a celebração batismal (os sacramentos da iniciação cristã) podem ingressar junto com os ministros e o presidente, carregando um jarro de água. Neste Quarto Domingo é importante valorizar o simbolismo da luz.

3. Sugerimos iniciar a celebração cantando “Senhor, eis aqui o teu povo” (Hinário Litúrgico II da CNBB, página 296).

4. Sugerimos na saudação inicial, a fórmula “d”, do Missal Romano que são as palavras conforme a Romanos 15,13:

O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

5. Em seguida, dar o sentido litúrgico da celebração. O Missal deixa claro que o sentido litúrgico da celebração pode ser feito pelo presidente, pelo diácono um leigo/a devidamente preparado (Missal Romano página 390). Em seguida propõe o sentido litúrgico:

Domingo da ressurreição de Lázaro. Junto com Marta e Maria professamos nossa fé em Jesus, ressurreição e vida. Fazendo junto com Lázaro, a experiência de sermos arrancados do túmulo, conduzidos à vida e sermos desarmados de tudo que nos prende, continuamos a aprofundar o sentido nosso Batismo.

6. Após a saudação inicial, o animador convida a todos os membros da comunidade para fazer uma recordação da vida, lembrando os fatos da semana, sinais da Páscoa acontecendo na vida, pode ser feita logo depois da saudação de quem preside e ser seguida de um momento penitencial. Trazer os fatos da vida de maneira orante e não como noticiário.

7. O presbítero motiva os fiéis à penitencia com a Fórmula 3 do Missal Romano página 392:

Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos menos indignos de aproximar-nos da mesa do Senhor.

8. Durante o Ato Penitencial, muito oportuno neste tempo, sugerimos que se entoe a segunda fórmula 2 da Quaresma, página 396.

Senhor, que fazeis passar da morte para a vida quem ouve a vossa Palavra,
Cristo, que quisestes ser levantado da terra para atrair-nos a vós,
Senhor, que nos submeteis ao julgamento da vossa cruz, tende piedade de nós…

9. Reunida em torno da cruz, a assembléia pode fazer, de joelhos ou inclinada, o Ato Penitencial e ser motivada a expressar o desejo de viver a Quaresma, indicando aspectos nos quais é chamada à conversão. Sugerimos a Fórmula 1, própria para este 5º Domingo da Quaresma, da página 396 do Missal Romano.

10. Uma ótima opção seria no lugar do Ato Penitencial fazer a Aspersão da comunidade. Para a bênção da água, utilizar a fórmula que está no Missal Romano, página 1002.

11. Quem preside, motiva os membros da comunidade para o rito da Aspersão com palavras semelhantes a estas: “Neste tempo em que recordamos nossos compromissos batismais, aproximemo-nos das fontes, com o coração voltados para o Cristo que nos devolve a vida”.

12. Importante lembrar que, por ser um rito que remete ao batismo os que não celebraram ainda o batismo não participam, isto é não são aspergidos.

13. Na Oração do Dia contemplamos a alegria da caridade que levou Cristo ao dom de sua vida. Morrer e ressuscitar, pois a glória é alcançada através da doação, por amor, até a morte.

Rito da Palavra

1. Onde houver batismo na noite pascal, o ritual do catecumenato prevê uma oração especial sobre os eleitos que receberão os sacramentos de iniciação na Vigília Pascal. Depois da homilia, os escolhidos para o batismo, junto com padrinhos e madrinhas, colocam-se diante da comunidade e quem preside reza e impõe as mãos sobre eles. Página 79-81 do RICA (Ritual da Iniciação Cristã de Adultos). O livro Dia do Senhor, Guia para as celebrações das comunidades – Ciclo pascal, página 98-99, traz um exemplo deste rito. A entrega da Oração do Senhor pode ser feita também na semana depois do terceiro escrutínio.

2. As leituras são de uma força e dramaticidade incomparáveis. Seria bom que os leitores fossem bem preparados para a proclamação. O evangelho, como já é costume em muitas comunidades, pode ser dialogado.

3. Após a leitura não é preciso mostrar o livro. Por que? Porque quando o(a) leitor(a) diz “Palavra do Senhor” (para as leituras) ou “Palavra da Salvação” (para o Evangelho), refere-se à Palavra do Senhor que acabou de ser proclamada e ouvida pela assembléia e não ao livro em si.

4. O presidente convida à profissão de fé, tendo como base o texto do evangelho, em que as discípulas Marta e Maria professam a fé na ressurreição.

5. Para a oração dos fiéis, a resposta às preces pode ser: Senhor Jesus Cristo, piedade de nós! Já que o Kyrie é omitido quando se substitui o Ato Penitencial pela bênção e aspersão/ablução com água, recordando o batismo.

Rito da Eucaristia

1. Na Oração sobre as Oferendas, peçamos a Deus que o sacrifício eucarístico nos purifique.

2. Por serem leituras do ano A, sugerimos que o prefácio seja tomado dos formulários próprios do tempo (5º Domingo da Quaresma). Seguindo esta opção, só se pode utilizar uma das três primeiras orações eucarísticas. No Prefácio próprio para hoje damos graças ao Pai pela compaixão humana de Cristo que nos leva a uma vida nova.

Ritos Finais

1. Não esquecer após a comunhão, reservar um tempo para a assembléia fazer um profundo “silêncio contemplativo” do encontro havido com Deus. Seria bom que até se fizesse uma breve motivação para esse momento de silêncio orante, previsto pelo Missal Romano, nº 121, página 57.

2. Lembramos que, em si, não há necessidade de um “canto de ação de graças” após a comunhão (como virou costume em muitas comunidades), pois a ação de graças, na verdade, já aconteceu; foi a Oração Eucarística. O Missal Romano orienta que depois da comunhão “guardar durante algum tempo um sagrado silêncio…”. Depois do silêncio contemplativo, “entoar um canto de louvor ou um salmo” (IGMR, nº 121. Lembramos também que durante a Quaresma omite-se este canto, e conserva-se o sagrado silêncio.

3. Na Oração depois da Comunhão, suplicamos a Deus luz de todo ser humano, que ilumine nossos corações com o esplendor da Sua graça.

4. O animador recorda a todos os compromissos cristãos de participar ativamente da Semana Santa, sobretudo do Tríduo Pascal, sem a qual os esforços quaresmais cairão no vazio. Lembre a todos a importância de uma boa confissão como ensina a Igreja e a insistência nos exercícios quaresmais do jejum, da oração e da caridade.

5. O ministro invoca a bênção de Deus sobre a assembléia (cf. Missal Romano, Tempo da Quaresma, 4a. página 521. Outra opção são as Orações sobre o Povo, número 6, página 531 do Missal Romano.

6. As palavras do rito de envio podem estar em consonância como mistério celebrado: “Irmãos e irmãs, Jesus é a ressurreição e a vida”. Vão em paz, e empenhem-se no cuidado da vida e que o Senhor vos acompanhe.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Coloquem-nos ao lado da vida. A vida está onde Deus está; a vida está onde Cristo está; a vida está onde está o Espírito de Deus. Se desejamos a vida plena e duradoura, coloquemo-nos do lado de Deus, de Cristo e do Seu Espírito já presente neste mundo. Como Deus quer a vida, busquemos também nós pelo nosso trabalho uma vida melhor e mais digna para nós e nossos irmãos e irmãs.

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
Pe. Benedito Mazeti

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