Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 14/02/2019

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO C, 17 de fevereiro de 2019 

 

“BEM-AVENTURADOS VÓS, OS POBRES…”

 

17 de fevereiro de 2019 

 

Leituras

         Jeremias 17,5-8. Bendito o homem que confia no Senhor.

         Salmo 1,1-4.6. Feliz é todo aquele que encontra seu prazer na lei de Deus.

         1Coríntios 15,12.16-20. Se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é vã.

         Lucas 6,17.20-26. Ai de vós quando todos vos elogiam.

 

1- PONTO DE PARTIDA

Domingo das Bem-Aventuranças. No Evangelho de hoje queremos “descer à planície” com Jesus. Queremos receber a bênção que Ele estende a todos os pequenos e escutar sua Palavra de repúdio por aqueles que colocam sua confiança em si mesmos e nas coisas deste mundo.

Unidos ao Senhor nosso refúgio, coloquemos nele nossa esperança e não sejamos envergonhados:

Sê a rocha que me abriga,/ casa forte que me salva;

Para a honra do teu nome/ és o guia que me ampara!

 

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

 

Contemplando os textos

Primeira leitura Jeremias 17,5-8. A leitura de hoje é de caráter sapiencial parecida com o Salmo 1, intimamente ligada ao Evangelho de hoje, cuja ressonância manifesta-se depois no Salmo responsorial, temos a proposta dos dois caminhos: a bênção e a maldição.

Jeremias proclama abertamente a necessidade de confiar exclusivamente em Deus: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana… cujo coração vive distante do Senhor” (versículo 5; Salmo 1, Salmo 117,8; Salmo 145,3). É uma maldição contra a falsa confiança no poder do homem, seja individualmente na vida de cada um, seja coletivamente nas alianças políticas (cf. Isaias 31,1-3). Quando não se tem confiança no braço forte de Deus (Salmo 70,18) e, sim, na frágil “carne” humana era para os israelitas um afastar-se definitivamente do Senhor Deus e, conseqüentemente, fracasso certo e total; “carne” é sinônimo de fraqueza, debilidade; “apoio” traduz a metáfora bíblica “braço” (cf. Isaias 53,1; Salmo 70,18; 2Cronicas 38,8.

A narrativa começa apresentando a maldição de quem confia no próprio homem, afastando-se do Senhor, e depois apresenta a bênção de quem confia no Senhor. O profeta está falando da situação política de seu tempo, com referência ao rei Sedecias, que mais confiava nos seus pactos políticos do que em Deus. O profeta retoma um poema antigo dos sábios (cf. Deuteronômio 11,26-32; 30,15-20) e meditava sobre a vida humana e sobre o que estava acontecendo.

È muito interessante as imagens da natureza que o autor usa para ajudar-nos a entender que existe nestas duas propostas: o homem que não opta pelo Senhor é “como os cactos secos no deserto”, ao passo que o homem que confia e espera no Senhor é “como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes em busca de umidade”.

Como árvore plantada junto às águas que, exuberante, cresce e lança raízes rumo ao córrego, não temendo a seca e produzindo frutos, – assim o justo, confiante e unido a Deus, a fonte das águas vivas, terá seiva divina, progredirá, não esmorecerá diante das angústias e contrariedades da vida presente, dará bons e abundantes frutos de virtude. Tal confiança é princípio essencial na vida individual e nacional dos israelitas, que o Profeta ilustra com a imagem clássica da árvore plantada à beira da água (cf. Salmo 1,3; 51,10; Provérbios 3,18; 11,30; Ezequiel 17,5s).

O Salmo responsorial a seguir, canta esse drama de toda a pessoa humana: deixar-se amar por Deus e optar pelo caminho que leva à vida.

 

Salmo responsorial – 1,1-2.3.4.6. O Salmo mostra que o justo é como uma árvore plantada à beira do rio. Começa em forma de bem-aventurança: “feliz”. Descreve a conduta do justo, primeiro em forma negativa: isso lhe permite introduzir os ímpios no seu caráter social de grupo organizado “que não entra no caminho dos malvados nem se junta aos zombadores vai sentar-se (…) mas bem outra é a sorte dos perversos”.

Descreve de maneira positiva: a lei é, sobretudo, os Dez Mandamentos. É a vontade de Deus revelada na Palavra de Deus, com poder para estabelecer uma ordem religiosa. Por isso, a lei é objeto de meditação religiosa. A comparação vegetal da árvore é mais sugestiva na paisagem da Palestina; talvez com vaga referência indireta a uma árvore do paraíso (Apocalipse 22,2).

O versículo 6 apresenta uma síntese final, novamente em forma de oposição. Aparece o símbolo freqüente e profundo da vida como caminho, que Deus traça e o homem realiza de maneira responsável. Israel realizou a experiência histórica do caminho em sua peregrinação pelo deserto a caminho da terra prometida. Toda a história da Igreja é a grande peregrinação pelo caminho de Cristo.

Cantando este salmo, coloquemos toda a nossa confiança no Senhor e peçamos que, pela meditação de sua Palavra, façamos parte da comunidade dos que praticam a justiça.

É FELIZ QUEM A DEUS SE CONFIA!

Segunda leitura – 1Coríntios 15,12.16-20. A ressurreição dos corpos representava uma grande dificuldade para os cristãos de Corinto (versículo 12). Eles não duvidavam, provavelmente, da Ressurreição de Cristo, porém negavam qualquer ligação entre o evento da Páscoa, isto é, a Ressurreição de Cristo e a nossa ressurreição. Por isso Paulo mostra que a Ressurreição de Cristo e a nossa têm uma ligação íntima e do versículo 12 em diante ele mostrará as conseqüências dessa visão errada, mostrando o absurdo da opinião que combate. Se se admite a Ressurreição de Cristo, por que por em dúvida a ressurreição dos mortos? Embora seja um grupo que pense assim, de fato, ele é um perigo real para a comunidade.

O argumento de Paulo situa-se em dois planos complementares. Se, de um lado, Cristo ressuscitou, é evidente que estamos destinados, nós também, à mesma ressurreição simplesmente pelo fato de possuirmos a mesma natureza que a Sua (versículo 20). Por outro lado, a Ressurreição de Cristo só pode ser compreendida pela ressurreição de todas as criaturas. Existe uma ligação íntima entre as duas ressurreições, mas Paulo não reflete no plano filosófico grego e sim no plano da salvação. Ele afirma que, se os mortos não ressuscitassem, isto provaria que Cristo não conseguiria salvar a humanidade. A salvação comporta efetivamente, a vitória sobre a morte corporal.

Negar a Ressurreição é reduzir a fé a um humanismo. Haveria a fé vã em um morto inútil; os apóstolos seriam impostores; os fiéis vivos e mortos seriam tão pecadores como antes, pois o que apaga o pecado é a vida nova no Cristo ressuscitado (cf. Romanos 6, 8-10; 8,2); a vida de renúncias do cristão não teria sentido e seria tempo perdido, pois renunciar aos prazeres e riquezas do mundo é um engano se a morte for o fim de tudo.

A Ressurreição de Cristo não foi só em proveito dele, ele ressuscitou “para nós”, não “para si”. Como o oferecimento das primícias santificava toda a colheita (Números 15,19-21), também o Cristo primícias será motivo de glorificação pata todos os fiéis.

Paulo escreve para cristãos gregos que a afirmação da Ressurreição criava grandes dificuldades, pois a concepção do corpo como cárcere da alma fazia que não se desejasse um retorno a esse corpo. Para Paulo não seria suficiente afirmar filosoficamente a importância da alma. Ponto-chave da fé é a Ressurreição, coroação da vida nova recebida de e em Cristo. Negar a ressurreição dos mortos é negar a Ressurreição de Cristo, pois é negar sua eficiência. É decretar a falência de Cristo.

Assim como a comunidade de Corinto, muitos hoje têm dificuldade em aceitar o anúncio da ressurreição. Alguns católicos, inclusive, a confunde com a doutrina da reencarnação.

Evangelho – Lucas 6,17.20-26. Para entendermos bem e Evangelho deste domingo é preciso lembrar o Evangelho do domingo passado, quando Jesus pede aos seus discípulos: “Avancem para as águas mais profundas…”. e conclui, dizendo: “Eu farei de vocês pescadores de homens”, palavras dirigidas aos quatro primeiros apóstolos.

Hoje, Jesus se dirige a todos os discípulos e à multidão, falando das exigências do discipulado. Estamos ouvindo o assim chamado “sermão da planície”, ligado ao “sermão da montanha”, narrado por Mateus. Ambos são discurso inaugural de Jesus.

Jesus desce do monte onde havia passado a noite toda em oração e, encontrando-se com a multidão, começou a ensinar. A descrição dos lugares não é uma questão “topográfica ou geográfica”, mas uma questão teológica. Jesus dirige-se aos seus na planície, quer dizer, na realidade do dia-a-dia de seus discípulos e seguidores. Apresenta o seu programa de vida e não apenas advertências morais ou simples conselhos. É a proposta do Reino que Jesus veio inaugurar.

A forma bênção-maldição que a versão de Lucas conservou é algo chocante. Entretanto, não passa de um gênero literário, freqüente no Primeiro Testamento, e que a primeira leitura deste Ano C iniciou (Jeremias 17,5-10).

As bem-aventuranças não são prometidas aos que são pobres porque são pobres, e as maldições não se prendem aos ricos por serem ricos. Na verdade, Jesus louva os pobres que vivem ao mesmo tempo em dois mundos: o presente e o da escatologia, e Ele ameaça os ricos por viverem tão somente num único mundo: o que acorrenta quase inevitavelmente os que levam uma vida confortável e não se importam com ninguém. O rico é aquele que rapidamente está satisfeito com as suas poses que nunca sonda a profundeza do seu ser, ao qual, aliás, nada o chama.

O pobre tem somente a sua solidão, mas vive a sua solidão com aquela coragem de existir que o leva às profundezas do seu ser, lá onde pode vislumbrar outro mundo.

Temos então as quatro bem-aventuranças (os pobres, os famintos, os que choram e os odiados, expulsos, insultados e amaldiçoados por causa de Jesus) e as quatro “maldições” ou “infelicidades” correspondentes (aos ricos, aos fartos, aos que riem e aos que são elogiados, que gostam de glórias humanas). Estas maldições não têm o objetivo de condenar ninguém, mas são um forte chamado à conversão.

3- A PALAVRA SE FEZ CARME E SE FAZ CELEBRAÇÃO

Deus permanece nos corações sinceros

 

A oração do dia nos apresenta uma boa chave de interpretação das Bem-Aventuranças: dai-nos, por vossa graça viver de tal modo, que possais habitar em nós Está aí, um bom conceito do que se entende pelo grego “makarioi”, traduzido por “bem-aventurados”. Por sua vez, a vida que se vê fechada para hospedar o Senhor, é maldita, e dela devemos ou nos afastar ou nos converter. Uma existência que está aberta à participação de Deus, revela não somente sua fragilidade compensada pela presença divina (cf. Antífona de entrada), mas sua beleza e dignidade porque é veículo, para que Deus se mostre e continue sendo desvelado no interior da história.

Bem-Aventuranças: Deus vem em nosso socorro

O prefácio do Tempo Comum III exige que reconheçamos a dignidade da glória de Deus em vir auxiliar-nos na fraqueza de nossa condição fugaz e passageira. O interessante é que ao fazê-lo, por Cristo nosso Senhor, Ele não destrói nossa natureza, isto é, não desfigura nossa humanidade, mas a assume e, de dentro para fora, do interior para o exterior, revela-a como caminho para a convivência com Ele. Nesse sentido, o texto evangélico deste sexto domingo do tempo comum nos apresenta as bem-aventuranças como programa de vida humana, para que no meio do mundo e no interior da história brilhe a gloria de Deus.

 

4- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Observa-se em alguns carros certos adesivos com os seguintes dizeres: “Sou feliz por ser católico!” O que quer dizer esta frase? O que significa ser feliz? O que significa ser católico?

Assim como os discípulos de Cristo e uma “grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia”, estamos também aos pés de Jesus, na planície de nosso dia-a-dia, com nossos problemas e alegrias cotidianas, sedentos para ouvir a Boa-Nova que nos oriente.

Certamente não deixa de causar surpresa o que o Senhor nos fala. Estamos habituados e talvez até conformados com o que os meios de comunicação social, a opinião comum das pessoas e da sociedade nos apresentam como valores e ideais de vida: ter poder e prazer, nas suas mais variadas e discretas expressões.

Somente entenderemos as bem-aventuranças de Jesus se olharmos para ele, que, antes de propô-lo para nós, as viveu em si mesmo. Ele é o “bem-aventurado” por excelência, modelo dos bem-aventurados.

Hoje é o dia de nos perguntarmos: estamos do lado dos “bem-aventurados” ou dos “amaldiçoados”?

Somos “cactos no deserto” ou “árvores plantadas junto às águas”?

Somos realmente felizes com a fé que professamos?

São Paulo nos diz que, “se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos os mais dignos de compaixão”. Onde colocamos nossas esperanças? Por que e por quem lutamos neste mundo?

Nossa fé, a partir das bem-aventuranças, não se restringe a uma opção pessoal, mas é uma opção que se concretiza em ações na nossa sociedade e que tem a plenificação na eternidade.

“Deus não ama o homem por causa de qualidades que ele possa apresentar. Não há nada que não venha de Deus. Ele ama sem olhar status ou riqueza […] Para mostrar isso, nada melhor do que ir aos pobres dizer: “Vós sois os filhos de Deus; a vós pertence o Seu Reino!”. Não que o pobre seja mais virtuoso que o rico – não sejamos ingênuos – mas porque Deus o prefere, o escolhe, ele se constitui em “opção preferencial”, para que fique claro a graça vem de Deus e não de algum fator humano”.

“Jesus não é contra os ricos. Tem pena deles. Por isso, os censura e os exorta a uma mudança de mentalidade, que não deixará de ter seus reflexos na estrutura da sociedade. Não é bem verdade que não há lugar para os ricos na Igreja. Há lugar para eles, na medida em que se esvaziam de si mesmos e também de seus bens, transformando-os em bens para todos.”

Nesta celebração o Senhor nos convida a olhar e a perceber o que nos divide interiormente. Confiando em sua promessa de paz, peçamos que Ele unifique nossos corações e nos ajude a concentrar todas as nossas forças em seu projeto que é vida para todos.

 

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Na liturgia de hoje, queremos celebrar a Páscoa de Jesus que se manifesta

na sua Palavra e na vida de todas as pessoas e grupos que vivem o espírito das bem-aventuranças.

Na oração da coleta pedimos um coração reto e puro, tão vazio a sim mesmo que Deus possa habitar nele. O Senhor nos convida a olhar e perceber o que nos divide interiormente. Confiando na sua presença, peçamos que Ele unifique nossos corações e nos ajude a assumir o caminho das bem-aventuranças.

“Hoje o Senhor quer renovar em nós as razões de nossa esperança, apontando para o que nos divide interiormente e nos afasta de seu projeto. A eucaristia nos faz entrar na dinâmica de uma transformação progressiva, fazendo-nos passar do sofrimento à alegria pascal, de uma mentalidade mesquinha, legalista, a uma atitude de amor e doação.”

 

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

  1. Em cada Eucaristia Deus vem a em auxílio da nossa fraqueza com sua Palavra e seu Pão. Escutando sua voz e comendo de seu Alimento, o sentido da vida se faz evidente e podemos assumi-lo como verdadeiro projeto pessoal e comunitário. Tal sentido faz, ainda, com que Deus habite no interior de nossa história. Para isso, nos dispomos a ouvir sua Palavra, dela tomar parte mediante a comunhão dos dons do Pão e Vinho eucarístizados, tornando-nos bem-aventurados e bem-aventuradas.
  1. Fazer com grande esmero, os ritos iniciais, vivenciando o seu sentido de reunir a comunidade de irmãos, formando o corpo vivo do Senhor.
  1. Ao anunciar os cantos, cuidado com alguns possíveis “cacoetes”. Por exemplo, “vamos acolher o celebrante com o canto tal”, ou “vamos cantar o número tal”. Primeiro: a finalidade do canto inicial não é acolher o celebrante, mas fazer com que a comunidade, cantando, já faça a experiência de ser acolhida por Deus em sua casa. Segundo: celebrante é toda a assembléia, e a pessoa que normalmente costumamos chamar de “celebrante” é o presidente da assembléia celebrante. Terceiro: nunca se canta o “número” e sim o canto, que tem letra e música próprias para o momento celebrativo.
  1. “O culto eucarístico, a oração individual ou comunitária diante do sacrário (tabernáculo), a bênção do Santíssimo Sacramento, procissões, como a de Corpus Christi, são desdobramentos da celebração do mistério da Eucaristia, que não devem ofuscar a natureza da Eucaristia como celebração da memória do sacrifício de Jesus Cristo em forma de ceia. Por isso, tais devoções não devem ser inseridas na missa” (Guia Litúrgico Pastoral, Edições CNBB, página 24).

 

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. A função da equipe de canto não é simplesmente cantar o que gosta, mas cantar o mistério da liturgia deste 6º Domingo do Tempo Comum. Os cantos devem estar em sintonia com o Ano Litúrgico, com a Palavra proclamada e com o sacramento celebrado. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral.

“Não tem sentido, por exemplo, escolher os cantos de uma celebração em função de alguns que se apegam a um repertório tradicionalista, ou ainda de outros que cantam somente as músicas próprias de seu grupo ou movimento, nem de outros que querem cantar exclusivamente cantos ligados à realidade sócio-política, ou cantos concentrados em certos temas, se isto vai provocar rejeição da parte da assembléia” (A música Litúrgica no Brasil, estudos da CNBB, página 78).

A escolha dos cantos para as celebrações seja feita com critérios válidos. Não se devem escolher os cantos para uma celebração porque “são bonitos animados e agradáveis”, ou porque “são fáceis”, mas porque são litúrgicos. Que o texto seja de inspiração bíblica, que cumpram a sua função ministerial e que se relacionam com a festa ou o tempo. Que a música seja a expressão da oração e da fé desta comunidade; que combinem com a letra e com a função litúrgica de cada canto.

 

“Uma enxurrada de coisas produzidas sem melhores critérios e divulgadas sem maiores cuidados, com força devastadora, invade as mentes e os corações dos fiéis menos avisados, solapando os fundamentos sólidos da fé e da piedade” (Canto e Música na Liturgia, Edições CNBB, página 7).

 

  1. Canto de abertura. Sem dúvida, um canto de abertura condizente com o mistério celebrado e poderá cooperar para que a assembléia seja nele inserido é o Salmo 30,3-4: “Se a rocha que me abriga…” CD Liturgia VI, faixa 8. Este Salmo nos leva a crer que Deus é nosso rochedo e nossa fortaleza. Como canto de abertura, não podemos deixar de entoar este canto que nos introduze no mistério celebrado.

A função do canto de abertura, inserido nos ritos iniciais, cumpre antes de tudo o papel de criar comunhão. Seu mérito é de convocar a assembléia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado, na certeza de que onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles (Mateus 18,20).

Forma de executar o canto de abertura. A vantagem de o povo responder com um refrão (cantado de cor!) a alguns versos, entoados por um cantor ou a equipe de canto, é a de a assembléia mais livremente poderem olhar e contemplar a procissão de entrada dos ministros, às vezes precedidos pelas crianças da primeira eucaristia, pelos jovens a ser crismados, pelo casal de noivos que vai se unir em matrimônio etc. O canto de abertura deve nos introduzir no mistério celebrado.

 

  1. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

 

  1. Salmo responsorial 1. O justo é como uma árvore plantada à beira-rio. “Sois Senhor para mim…” CD Liturgia XI, faixa 3. Outra opção é o refrão do Lecionário: “É Feliz quem a Deus se confia”.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

 

O Salmo responsorial é um dos cantos mais importantes da liturgia da Palavra. É um tipo de leitura da Bíblia. Por isso, é melhor que não seja cantado por todos, mas cantado por uma só pessoa: o salmista. A comunidade toda deverá ouvir atentamente e responder com o refrão. Sendo um canto bíblico, não deverá ser substituído por outro canto. O salmo nos permite dar uma resposta (por isso responsorial) à proposta que Deus nos faz na primeira leitura. Por isso ele é compromisso de vida. Ou como diz o profeta Isaias 55,10-11: “A chuva cai e a terra responde com frutos”. Deus fala e a comunidade responde na fé, na esperança e no amor. Além da resposta, o Salmo atualiza a primeira leitura para a comunidade celebrante.

Primeira leitura: Palavra proposta

Salmo responsorial: Palavra resposta.

  1. Aclamação ao Evangelho. (Mateus 11,25). Revelação do mistério aos humildes. “Aleluia… “Alegrem-se e saltem vocês de alegria…”, CD Liturgia XI, faixa 8. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical, página 899.

A aclamação ao Evangelho é um grito do povo reunido, expressando seu consentimento, aplauso e voto. É um louvor vibrante ao Cristo, que nos vem relatar Deus e seu Reino no meio das pessoas. Ele é cantado enquanto todos se preparam para ouvir o Evangelho (todos se levantam, quem está presidindo vai até ao Ambão).

Esta aclamação é quase sempre “ALELUIA” (menos nas missas da Quaresma por seu um tempo penitencial). É uma aclamação pascal a Cristo que é o Verbo de Deus. É um vibrante viva Deus. Os versos que acompanham o refrão devem ser tirados do Lecionário.

  1. Apresentação dos dons. “A vós, Senhor, apresentamos,…” CD Liturgia VI, faixa 9.

 

  1. O canto do Santo. Um lembrete importante: para o canto do Santo, se for o caso, sempre anunciá-lo antes do diálogo inicial da Oração Eucarística. Nunca quando o presidente da celebração termina o Prefácio convidando a cantar. Se o (a) comentarista comunica neste momento o número do canto no livro, quebra todo o ritmo e a beleza da ligação imediata do Prefácio como o canto do Santo.
  2. Canto de comunhão. Sem dúvida, o canto de comunhão mais adequado para esse domingo é: “Felizes os pobres, felizes os mansos…” CD Liturgia XI, faixa 10. Outra possibilidade é também este outro canto: “Feliz quem não deseja possuir riqueza…”, Hinário Litúrgico III, página 356-357. Estes dois cantos retomam o Evangelho na comunhão de maneira autentica. Veja orientação abaixo.

O fato de a Antífona da Comunhão, em geral, retomar um texto do Evangelho do dia revela a profunda unidade entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia, Eucarística e evidencia que a participação na Ceia do Senhor, mediante a Comunhão, implica um compromisso de realizar, no dia-a-dia da vida, aquela mesma entrega do Corpo e do Sangue de Cristo, oferecidos uma vez por todas (Hebreus 7,27).

Forma de executar o Canto de Comunhão. A forma que a tradição litúrgica oferece para o Canto de Comunhão, a de um refrão tirado do texto do Evangelho do dia alternado por versos de um salmo apropriado, foi mantida no 3º fascículo do Hinário Litúrgico da CNBB, nos cantos de Comunhão dos Anos A, B e C.

Esta forma dialogal ajuda os fiéis a receber o Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo livres da necessidade de carregar livros de cantos ou folhas. Não é necessário que este canto se prolongue, sem interrupção, durante o ato de repartir o Corpo e Sangue do Senhor. Em certas oportunidades seria até vantagem interromper os versos por interlúdios instrumentais, tornando o canto menos maçante e favorecendo a interiorização.

  1. Canto de saída. Como canto de saída da comunidade, podemos entoar: “Procurando a liberdade”, do Hinário Litúrgico II da CNBB, página 285.

 

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

  1. Mais do que uma lista de “coisas” por se fazer ou de “regras” para serem cumpridas, as Bem-Aventuranças revelam um estilo de vida, que tem em Deus sua “rocha-firme”, conforme entoa o Salmista. O espaço sagrado deve revelar para os fiéis esta presença que gera segurança, tranqüilidade. Presença que nos impulsiona e assumirmos uma vida na justiça e na paz. Na entrada, a equipe de acolhida pode entregar uma papeleta contendo a frase: “Onde pões tua confiança?”. Cada fiel seja orientado, antes da celebração, a permanecer em silêncio, meditando esta questão.
  1. O lugar onde celebramos a Eucaristia é Casa da Igreja e antes disso é Casa da Palavra, pois é esta que, sacramentalmente, forja a comunidade dos cristãos. De certo modo, a construção de pedra é imagem da construção viva, da qual fala Paulo em suas cartas, que a Igreja, Corpo de Cristo. Neste sentido, é lugar de interlocução, de diálogo a partir das escrituras que são interpretadas pelos ritos. Assim, toda a celebração litúrgica é Palavra de Deus dirigida ao povo reunido. Mas também é resposta deste povo aos apelos que lhe são expressos.
  1. A respeito do uso do data-show nas celebrações, a CNBB orienta que deve ser colocado somente os cantos, produções de imagens para a homilia e avisos. Não se deve colocar as leituras bíblicas e nem a Oração Eucarística para que não seja ofuscado as duas peças principais do espaço celebrativo que é o altar da ceia e a mesa da Palavra ou ambão.
  2. “O altar dentro da Igreja goza da mais alta dignidade, merece toda honra e distinção, pois nele se realiza o mistério Pascal de Cristo, do qual é o símbolo por excelência. Pela sua dignidade e valor simbólico, o altar não pode ser um móvel qualquer ou uma peça sem expressão, mas precisa ser nobre, belo, digno, plasticamente elegante. Nada se sobrepõe ao altar. Ele pode ser realçado com a toalha, as velas, a cruz processional, as flores. Todos estes elementos devem enfatizar a sua nobreza e sobriedade, sem escondê-lo ou dificultar as ações litúrgicas.

 

  1. AÇÃO RITUAL

Fazer com grande esmero, os ritos iniciais, vivenciando o seu sentido de reunir a comunidade de irmãos, formando o corpo vivo do Senhor.

Ritos Iniciais

  1. Para este Domingo é muito oportuno escolher a saudação “d”, Romanos 15,13:

O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

  1. Em seguida quem preside, ou o diácono ou um leigo ou leiga preparado, dar o sentido da celebração com estas palavras ou outras semelhantes:

Domingo das bem-aventuranças. Neste Domingo a liturgia nos recorda que somos felizes quando depositamos nossa confiança e nossa esperança em Cristo Jesus. Só seremos felizes quando nos aproximemos do Cristo Ressuscitado a luz do mundo. O Senhor é o rochedo que nos abriga e a fortaleza que nos protege.

  1. Em seguida quem preside, pode propor uma recordação da vida, orientada com a frase: “Ser cristão não é fácil. Mas eu quero”, convidando a todos a recordar algum tipo de rejeição sofrida por causa da opção por Jesus e pelo Reino de Deus. Devemos ter o cuidado de não transformar a recordação da vida numa reportagem, mas fazer de forma orante.
  1. O Ato Penitencial, nos ritos iniciais, tem a função de estudar de elucidar a fragilidade de comunidade de fé diante da misericordiosa fora de Deus que vem em auxilio, para que ela escute a Palavra, permitindo-a agir de modo vivo e eficaz. Fazer um convite à revisão de vida, com base na questão: “Onde pões tua confiança?”

A seguir, uma proposta de Ato Penitencial, cujas estrofes (tropos) são inspiradas no evangelho deste domingo:

Senhor, vós que dissestes

São bem-aventurados,

Os que choram e são pobres;

De nós tem compaixão!

Senhor, tem piedade

Senhor, tem piedade.

Cristo, que dissestes

Malditos sim serão

Os que fazem da riqueza

Ídolo e condenação!

Cristo, tem piedade

Cristo, tem piedade.

Senhor, vós que dissestes

Alegrai-vos, pois irmãos

Dando graças festejai,

Vós que buscais a redenção

Senhor, tem piedade

Senhor, tem piedade.

  1. O Hino de Louvor (Glória) é, sem dúvida, um dos momentos altos da celebração. Deve ser cantado solenemente por toda a assembléia. Deve-se estar atento na escolha dos cantos para o momento do glória. Ideal seria cantar o texto mesmo, tal como nos foi transmitido desde a antiguidade, que se encontra no Missal Romano, ou, pelo menos, o mesmo texto em linguagem mais adaptada para o nosso meio e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores (como já existe!). Evitem-se, portanto, os “glórinhas” trinitários! O hino de louvor (glória) não de caráter Trinitário e sim Cristológico.
  1. Na oração do dia, suplicamos a Deus para que possamos adorá-Lo de todo o coração amar as pessoas com verdadeira caridade.

Rito da Palavra

  1. Dar destaque especial à Liturgia da Palavra, proclamando bem as leituras, especialmente o Evangelho. O Evangeliário pode ser acompanhado de tochas e incenso. E a proclamação deve ser feita de tal maneira que a comunidade viva e experiência da Encarnação de Jesus o Verbo (Palavra) que se fez carne e habitou entre nós. Palavra que é o próprio Cristo, recebendo acolhida na assembléia reunida, seu Corpo. Ao final da leitura e do Evangelho, nunca se deve dizer “Palavras do Senhor” e “Palavras da Salvação”, mas “Palavra do Senhor” e “Palavra da Salvação” (usa-se o singular, pois é Jesus, a Palavra do Pai, que acabou de falar!). A Palavra é realçada também por momentos de silêncio, por exemplo. Após as leituras, o salmo e a homilia, fortalecendo a atitude de acolhida à Palavra de Deus. No silêncio, o Espírito torna fecunda a Palavra no coração da comunidade e de cada pessoa. Nunca é demais insistir: proclamem-se bem as leituras até mesmo fazendo um breve silêncio entre cada uma delas. Por exemplo, após o salmo responsorial, não iniciar logo a segunda leitura. Dar uma pequena pausa para assimilar-se a riqueza do salmo.
  1. A função do salmista é de suma importância. Sua função ministerial corresponde à função dos leitores e leitoras, pois o salmo é também Palavra de Deus posta em nossa boca para respondermos à sua revelação. Por isso, o salmo deve ser cantado do ambão.
  1. Após uns momentos de silêncio que segue a homilia, convidar a assembléia à revisão de vida, o refrão do Hino da Campanha da Fraternidade de 2009 seria oportuno: “Onde põe tua confiança?/ Segurança, quem te traz./ É o amor que tudo alcança./ Só a justiça gera a paz. A justiça, o amor são a base para um mundo melhor, em paz e seguro. As bem-aventuranças revelam, como projeto de vida, tal justiça e tal amor como fundamentos da existência cristã.

Rito da Eucaristia

  1. Na oração sobre o pão e o vinho, suplicamos a Deus purificação e renovação, a vida eterna para os que seguem a vontade de Deus.
  1. Quanto ao prefácio: quem preside procure proclamá-lo com ênfase, mas ao mesmo tempo calmamente, de forma serena e orante. Frase por frase. Cada frase é importante, anunciadora do mistério que hoje celebramos. Basta prestar bem atenção nelas! A boa proclamação do Prefácio, como abertura solene da grande oração eucarística (bem proclamada também), tem um profundo sentido evangelizador, pois, por seu conteúdo e, sobre tudo, por ser oração, toca fundo no coração da assembléia.
  1. Na Oração Eucarística, “compete a quem preside, pelo seu tom de voz, pela atitude orante, pelos gestos, pelo semblante e pela autenticidade, elevar ao Pai o louvor e a oferenda pascal de todo o povo sacerdotal, por Cristo, no Espírito”.
  1. Sugerimos o Prefácio para os Domingos do Tempo Comum, I página 428 do Missal Romano. Esse texto canta o Mistério Pascal de Cristo e o povo de Deus sacerdotal. Seguindo essa lógica, cujo embolismo reza: “Pelo mistério da sua Páscoa, realizou uma obra admirável. Por ele, vós nos chamastes das trevas à vossa luz incomparável, fazendo-nos passar do pecado e da morte à glória de sermos o vosso povo, sacerdócio régio e nação santa, para anunciar, por todo o mundo, as vossas maravilhas”. O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na celebração, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. As demais não podem ter os prefácios substituídos sem grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia.
  1. Um lembrete quanto à comunhão na missa: “A verdade do sinal exige que o pão eucarístico seja reconhecido com alimento, e que, portanto, sempre que possível, o pão, embora ázimo seja preparado de tal forma que possa ser repartido entre todos. Não sendo possível repartir entre todos, em razão do sinal que se expressa, convém que alguma parte do pão eucarístico obtido pela fração seja distribuída ao menos a algum fiel no momento da comunhão […]. Valem todos os esforços para garantir aos comungantes o santo alimento oferecido na mesma celebração, deixando a reserva eucarística para a finalidade a que se destina, a saber, a comunhão aos enfermos e ao culto eucarístico’ (IGMR, nn. 282-283).
  1. Valorizar o rito da fração do Pão, devidamente acompanhado pela assembléia com o canto profundamente contemplativo e orante do Cordeiro de Deus.
  1. No momento do convite à comunhão, quando se apresenta o Pão consagrado e o cálice com o sangue de Cristo, é muito oportuno o texto bíblico de João 8,12, que é a fórmula “b” do Missal Romano:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.

  1. É oportuno que a comunhão seja feita sob as duas espécies para toda a assembléia, conforme IGMR, n. 240.

Ritos Finais

  1. Na oração após a comunhão depois de ter provado as alegrias do céu na Eucaristia, supliquemos a Deus que desejamos sempre o alimento da verdadeira vida.
  1. Seria oportuno antes de traçar a bênção, rezar o n. 10 das orações sobre o povo que confia na misericórdia divina. Página 532 do Missal Romano:

Abençoai, ó Deus, o vosso povo que confia em vossa misericórdia, e realizai os desejos que vós mesmo lhe inspirastes. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

  1. As palavras do rito de envio podem estar em consonância como mistério celebrado: Bendito é aquele que confia no Senhor. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

 

10- REDESCOBRINDO O MISSAL ROMANO

Além dos tempos que têm característica própria, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais não se celebra nenhum aspecto especial do mistério do Cristo; comemora-se nelas o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. Este período é chamado Tempo Comum (IGMR, n. 43).

O Tempo Comum começa no dia seguinte à Festa do Batismo do Senhor e vai até terça-feira de carnaval inclusive, interrompido pelo Ciclo da Páscoa. Recomeça na segunda-feira depois de Pentecostes e termina no sábado anterior ao Primeiro Domingo do Advento.

 

11- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para todos deve haver um lugar na Igreja, a salvação de Cristo se destina a todos. Esta salvação se manifesta concretamente em uma digna condição de vida para todos, no respeito pela pessoa do próximo, no amor fraterno entre todos. É o reino de Deus crescendo entre nós.

O objetivo da Igreja é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos

Pe. Benedito Mazeti

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