9º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C – 29 de maio de 2016

Leituras

1Reis 8,41-43. Para que todos os povos da terra conheçam o teu nome.
Salmo 116/117,1-2. Cantai louvores ao Senhor.
Gálatas 1,1-2.6-10. Algumas pessoas estão querendo mudar o evangelho.
Lucas 7,1-10. Não sou digno de que entres em minha casa.

“EU VOS DECLARO QUE NEM MESMO EM ISRAEL ENCONTREI TAMANHA FÉ”

Cura do servo do centurião
1- PONTO DE PARTIDA

Domingo da cura do servo do oficial romano. A assembléia reunida no Dia do Senhor é um sinal visível da salvação universal de Deus, que convoca gratuitamente a todos, independente de merecimento ou de raça. O que se requer é abertura de coração e adesão de fé, sem a qual Deus não pode agir.

Antífona de entrada: Ó senhor, olha pra mim, piedade, estou aflito; vê minha dor, meu sofrimento e perdoa meus delitos! (Salmo 24,16.18)

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Contemplando os textos

Primeira leitura – 1Reis 8,41-43. Durante a solene dedicação do novo e grandioso Templo de Jerusalém, Salomão profere uma longa e intensa oração (cf. 1Reis 8,22-53). A prece de Salomão, da qual é tirada o trecho para a primeira leitura deste Domingo, é muito rica de conteúdo teológico. Aparece aí a importância do Templo, como lugar de oração e onde Deus atende o seu povo em qualquer necessidade, e, ao mesmo tempo, a misericórdia desse mesmo Deus que condescende em atender seu povo que aí vier para suas súplicas.

O Templo aqui apresenta-se mais como “Casa de Oração” do que lugar onde se oferecem sacrifícios. A prece de Salomão salienta a idéia da relação estreita entre Templo e Céu, entre a oração e o povo e a escuta da parte de Deus. Através do Templo as orações das pessoas chegam ao céu. O Templo as eleva, as torna acessíveis. No início, o Templo é o lugar onde se reza (1Reis 8,33-43; depois, é o lugar em direção ao qual se reza (8,44-51).

Os versículos 41-43, da leitura de hoje, contém a súplica de Salomão em favor dos estrangeiros que aqui vierem invocar o Senhor. O texto manifesta um espírito largo e universalista, não muito freqüente no Primeiro Testamento. É verdade que, em muitas passagens, o Primeiro Testamento mostra benevolência para com os estrangeiros, mas isto por causa da maneira estreita e fechada como, geralmente, os estrangeiros eram vistos pelo povo judeu. Os profetas e legisladores viam-se obrigados a dar normas para que o povo respeitasse os estrangeiros. Em Êxodo 12,48 há uma dispositivo para o estrangeiro que queira celebrar a páscoa com os hebreus. Com a condição, porém, que aceite a circuncisão. Aqui, em 1Reis 8,31-43, não se faz esta exigência para ser escutado por Deus.

A oração de Salomão prevê uma grande novidade que deveria figurar entre as mais surpreendentes para o antigo Israel: o Templo de Jerusalém, lugar exclusivo do seu culto, abre-se de forma inesperada aos estrangeiros e estes encontram acolhimento da parte do Senhor.

Os estrangeiros, residentes na Palestina, como não podiam possuir terras, eram considerados pobres e conseqüentemente havia na Lei, em favor deles, muitos dispositivos que os favoreciam. Eram igualados aos órfãos e viúvas (Levítico 19,10; 23,22; Jeremias 7,6). Sabe-se que o espírito geral do povo judeu não era de muita simpatia para com os estrangeiros, pagãos. Geralmente eram desprezados e até odiados, talvez, mais por razões políticas do que por motivos religiosos. Aqui Salomão pede a Deus que os atenda sempre que eles vieram rezar no Templo, para que todos os povos conheçam e temam o Deus de Israel, que é o único Deus verdadeiro. O Templo torna-se assim o lugar da epifania de Deus aos povos que ainda não conhecem O Senhor.

Só com o passar dos anos, devido as inúmeras atitude de oposição, é que o povo judeu perceberá que a Humanidade inteira é convidada à intimidade com Deus, e por isso mesmo compreenderá que querer apropriar-se da amizade exclusiva com Deus equivaleria a um atentado à sua paternidade universal. Por acaso o próprio Senhor não tinha prometido a Abraão: “Em ti serão abençoadas todas as nações da terra”? (Gênesis 22,18). Deste modo, as expressões religiosas mais amadurecidas de Israel abrem um largo caminho que encontrará pelo cumprimento no esforço missionário da Igreja de Jesus Cristo, atestado pelos Atos dos Apóstolos e pelas Cartas de São Paulo.

Salmo responsorial – Salmo 116/117,1-2. É o menor de todos os salmos é um hino de louvor. Esse tipo de salmo celebra algumas ações significativas de Javé na vida e na história do povo de Deus. A comunidade israelita reconhece Deus como Senhor do mundo, e por isso sente a necessidade de alargar a “todos os povos” o convite ao “louvor” (versículo 1). Com efeito, é firme “a sua misericórdia” para com todos, e a sua “fidelidade” permanece para sempre (versículo 2).

O rosto de Deus neste salmo. Javé é citado no começo (versículo 1a) e no fim do salmo (2b), e é apresentado como o aliado de Israel. Ele se comprometeu com amor fiel, firme e perpétuo. Aceitando o convite ao louvor feito por Israel, os povos e nações descobrem o rosto de Deus e farão também eles a experiência de um Deus que ama fielmente e para sempre. Não chegarão a isso porque o louvor de Israel seja perfeito, ou porque o povo de Deus seja melhor do que os outros. Descobrirão Deus naquilo que Israel confessa como fruto de experiência histórica: nosso caminha conosco, é nosso aliado, aquele que nos ama com fidelidade extrema. Aqui está bem claro o rosto de Deus: amor, fiel, aliado para sempre.

Jesus, no Evangelho de João, é apresentado exatamente com as características do deus do salmo: “A Lei dói dada por Moisés, mas o amor e a fidelidade vieram através de Jesus Cristo” (João 1,17); “Deus amou de tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo aquele que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3,16); “antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora… ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”(João 13,1). Além disso, chama a atenção o modo como Jesus agiu em relação aos pagãos (João 4,4-42; 12,20-22; Mateus 8,5-13; 15,21-28), e a forma como os pagãos responderam ao apelo de Jesus.

Com toda a humanidade, louvemos ao Senhor pelo amor que dele todos nós recebemos.

IDE, VÓS, POR ESTE MUNDO AFORA
E PROCLAMAI O EVANGELHO A TODOS!

Segunda leitura – Gálatas 1,1-2.6-10. A Carta enviada pelo Apóstolo às comunidades da Galácia, na atual Turquia setentrional, pode denominar-se, juntamente com a Carta aos Romanos e aos Filipenses, o “evangelho” de Paulo, ou seja, o anúncio da atuação de Deus na nossa vida através do dom do Espírito de Jesus.

Antes de abordarmos a exegese do texto, é preciso lembrar que a comunidade estava com um problema com os judaizantes (cf. Gálatas 1,6; 3,1; 4,1b; 6,12a). Judaizantes são aqueles judeus convertidos que querem conciliar judaísmo com Cristianismo e pretendem forçar os pagãos a passar pelo judaísmo para serem cristãos. No fundo os judaizantes desorientavam a comunidade sob dois aspectos:

– Questionavam a autoridade apostólica de Paulo.
– Colocavam em dúvida o conteúdo do seu evangelho. Isto porque Paulo isentava os pagãos das obrigações da Lei. Eles, entretanto, pregavam o retorno à Lei: a necessidade da circuncisão e outras práticas legais.

Alguns judeus neo-convertidos tinham começado a agitar as jovens comunidades cristãs, reclamando a circuncisão enquanto sinal da filiação divina, como se o “evangelho” não fosse suficiente. Por isso a repreensão de Paulo. O primeiro ato que Paulo realizava quando escrevia as suas cartas era “dar graças” a Deus pelo dom da fé (cf. por exemplo, Romanos 1,8-9; 1Coríntios 1,4-9; Filipenses 1,3-11). Esta é a única Carta que não começa com uma ação de graças, mas com uma repreensão (“Surpreende-me”: versículo 6), que em seguida se tornará ainda mais forte, dizendo aos Gálatas que são “insensatos” (Gálatas 3,1).

Estes são os motivos da carta aos Gálatas. Diante disso Paulo se propõe a uma dupla defesa: 1º defender seu apostolado; 2º defender seu evangelho. Estes dois itens são esboçados no trecho da liturgia de hoje.

Já no primeiro versículo Paulo se preocupa em dar ênfase à sua vocação apostólica, salientando sua origem divina. O versículo 1 é bastante enfático e já se percebe a nota polêmica e o tom em que a Carta está escrita. Está distante do tom afetivo, amável e cordial da Carta aos Filipenses. O versículo 2 confirma esta idéia, pois não faz nenhum elogio aos gálatas, o que Paulo costuma fazer normalmente no início de suas cartas.

Paulo estima muito a sua jovem comunidade e quer preservá-la do perigo de procurar a salvação fora de Cristo, em coisas e ações humanas que não garantem a liberdade, mas amarram a Igreja a tradições mortas. Ele denuncia o integralismo de que, querendo levar o Cristianismo para os ambientes de uma seita judaizante, de fato arrisca a afastar as comunidades da Galácia do Evangelho de Cristo para “passar a outro evangelho” (cf. versículo 6b).

Evangelho – Lucas 7,1-10. O capítulo 7 de Lucas apresenta uma série de encontros que acontecem fora do povo de Israel: um soldado estrangeiro;uma viúva; uma delegação enviada por João Batista; uma mulher julgada pecadora na cidade. A cada uma destas pessoas Jesus manifesta-Se como o Messias de misericórdia. No texto de hoje insere-se a vida privada de um centurião pagão cuja “fé”, estupenda e total, Jesus elogia, dizendo que não encontrou semelhante fé “nem mesmo em Israel” (versículo 9).

Os dois recados enviados ao Mestre (versículos 3,6a) permitem-nos descobrir neste homem uma “fé” exemplar, que é confiança na Palavra de Jesus, que ele julga capaz de curar mesmo à distância (versículo 7-8), e através da qual é reconhecido como pertencente de pleno direito ao Povo do Reino (versículo 9).

O Evangelho começa dizendo que Jesus entrou em Cafarnaum. Esta cidade era centro de trânsito das caravanas vindo do Oriente; cidade fronteiriça, tinha alfândega das caravanas (Marcos 2,14). Encontra-se na região setentrional da Palestina, nas margens do lago de Genesaré (208 metros abaixo do nível do mar!), na Galiléia meridional. Com a sua população autônoma tinha-se abundantemente misturado com os estrangeiros pagãos, era chamada pejorativamente “Galiléia das Nações (pagãs)” (Isaias 8,23—9,1; Mateus 4,15).

Cafarnaum dependia politicamente de Herodes Antipas ( a. C.-39 d. C.), tetrarca da Galiléia e da Peréia, sujeitado a Roma. O “centurião” ou “centenário” era o comandante de uma de uma centúria, companhia de cem soldados na milícia hebraica, grega e romana. Admite-se geralmente que o nosso centurião defendia os interesses de Herodes Antipas.

De qualquer maneira, trata-se de um incentivo dado por Lucas para os pagãos-cristãos e de uma delicada advertência para os judeus-cristãos, de mentalidade muito fechada, que provocavam permanente intrigas no seio da comunidade missionária: “Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé” (Lucas 7,9). Lucas apresenta os judeus de maneira conciliadora e simpática para que aceitem mais facilmente o seu objetivo: a dimensão universal da fé.

Paulo e Lucas tinham a mesma convicção: a Igreja não podia restringir-se aos limites da nação judaica, mas devia abrir-se para o mundo pagão. “Aquele que me separou desde o seio materno e me chamou por sua graça, houve por bem revelar em mim o seu Filho, para que eu evangelizasse entre os gentios” (Gálatas 1,15-16). Jesus é o Libertador que o Senhor preparou “em face de todos os povos, luz para iluminar as Nações (pagãs), e glória de Israel teu povo” (Lucas 2,31-32). Aliás, toda a tradição sinótica sublinhou também a importância peculiar dos encontros ocasionais de Jesus com pagãos isolados: seja com a samaritana (João 4,1-42).

Em Lucas e em Mateus, é a fé do centurião romano que provoca o milagre por parte de Jesus: “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Em João, ao contrário, é o milagre de Jesus que provoca a fé do centurião: “Vai, o réu filho vive […] acreditou ele, e todos os da sua casa (cf. João 4,53). As duas versões, porém, não se excluem, mas se enriquecem mutuamente: a fé – uma certa fé! – obtém o milagre e o milagre, uma vez acontecido, suscita uma fé nova, uma fé maior e comprometida.

Por este milagre, Jesus abriu o caminho para um outro centurião pagão, Cornélio, também “piedoso e temente a Deus” (Atos 10,2), que receberá o Espírito Santo e será batizado sem sujeitar-se à Lei judaica porque “Deus não faz acepção de pessoas, mas que, em qualquer nação, quem teme e pratica a justiça lhe é agradável” (Atos 10,34). O dom do Espírito Santo não é reservado aos fiéis circuncisos; também é derramado sobre os pagãos (Atos 10,44-48), de ontem e de hoje. Será que os maiores testemunhos se encontram na Igreja Católica.

3- DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

A Liturgia de hoje nos mostra que a fé de pessoas estrangeiras, reconhecida e proclamada nas leituras deste 9º Domingo do Tempo Comum, surpreende-nos e interpela-nos. Chamados, justamente com a Igreja do nosso tempo, a passar da “manutenção da missão” e comprometidos “a anunciar o Evangelho num mundo em mudança”, sentimo-nos de modo especial submetidos à afeição dessa Palavra.

Existe um fio condutor único e claro que percorre os textos propostos hoje pela liturgia: o Pai pensou e quis todas as pessoas como Seus filhos e filhas reunidos numa só família. O Espírito de Jesus atua misteriosamente no coração de cada um. Se existem pessoas “diferentes” e “afastadas”, isso corresponde a categorias que pertencem apenas aos nossos pontos de vista e às nossas classificações, produzidos pelas reservas que freqüentemente acompanham a experiência religiosa e pelas que uma certa mesquinhez levantou – e porventura continua a levantar – para proteger identidades ambíguas, conservar privilégios, mascarar interesses partidários. A Palavra de Deus conduz-nos para outras direções. Inflige um golpe mortal a todas as tentativas e seqüestrar a salvação, de excluir por preconceitos “os que não estão inscritos” nosso nossos registros. A celebração de hoje pede-nos, sobretudo, um olhar e um pensamento positivo, uma abertura às “surpresas” que Deus está atuando através dos acontecimentos da nossa História. Jesus Cristo se encarnando quer fazer da nossa História uma História de salvação.

Na oração de Salomão (primeira leitura) sentimos vibrar tons universalistas e aberturas ecumênicas, que convidam a ver com olhos novos os muitos irmãos e irmãs que pertencem a outras religiões que as migrações, voluntárias ou forçadas, trouxeram para os lugares da nossa vida e do nosso trabalho. Porventura também em ambientes cristãos se erguem contra eles mecanismos defensivos. Certamente são irmãos e irmãs que Deus coloca no nosso caminho também para nos ajudarem a rever os motivos da nossa fé e do nosso amor.

Também o elogio feito por Jesus ao centurião pagão, por acaso não é para nós como que um convite a reconhecermos e a descobrirmos os valores presentes em pessoas que pertencem a áreas desconhecidas, a mundo inexplorados, a olharmos com os olhos e o coração? Será que dentro de nós cristãos não existem áreas pagãs? É o estilo que nos ensina o Concílio Vaticano II quando, nas claras páginas da Declaração Nostra Aetate, sobre o diálogo com as religiões não cristãs, mostra antes de mais nada as particularidades e as riquezas presentes em cada um dos sistemas religiosos. É o convite a uma convivência que vivifica e fermenta mutuamente, de modo que cada um seja ajudado a responder diante de Deus, segundo a sua própria vocação.

Finalmente, as palavras angustiadas de Paulo (segunda leitura) fazem-nos descobrir que a fidelidade ao Senhor passa através da aceitação do que é “novo”, das contribuições culturais e étnicas que chegam das pessoas pagãs, dos seus usos e costumes tão diferentes e, no entanto, chamadas pela Palavra do Evangelho a formarem a única Igreja de Jesus Cristo. É um convite preciso, dirigido também a nós, a não trocar o “Evangelho da liberdade” pelo pseudo-evangelho das nossas tradições rituais.

4- A PALAVRA SE FAZ CELEBRAÇÃO

Fé humilde

A fé do centurião é uma fé “humilde”. A humildade deste homem é realmente surpreendente e transparece em tantos particulares (não só nas famosas palavras: Eu não sou digno […], antes de tudo na relação que há entre ele e seu servo: aquele servo não é uma coisa mas uma pessoa, um amigo (“a quem prezava”); por ele, se dispõe pessoalmente, e esta é humildade, da melhor qualidade! Indica que, também na vida, ele não é um homem que olha os outros do alto do seu cargo, não faz pesar sua superioridade, mas abe colocar-se ao lado dos mais humildes, em pé de igualdade.

É a própria fé deste home que é humilde; tem uma fé capaz de deslocar montanhas, uma fé de mestre de teologia, e não o percebe, aliás, parece até se envergonhar, porque tenta justificá-la. Mas exatamente aqui está o milagre de sua fé que arranca a admiração de Jesus: “Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, ele o faz”. Este homem entendeu – certamente pelo dom do Espírito Santo – que os milagres de Jesus brotam de sua obediência ao Pai e isto, em Israel, ninguém o tinha entendido, nem mesmo os discípulos mais íntimos.

A coisa mais importante é a fé do centurião; a qualidade daquela fé! É uma fé humilde, sim, mas corajosa; pode-se dizer até mal-educada, indiscreta, segura demais de si.

A salvação é universal

Deus é o Deus de todos, não somente daqueles que pertencem ao seu povo, e também Cristo é o Salvador de todos, não só dos cristãos e dos que crêem; qualquer pessoa que se achega a Jesus, Ele a acolhe, e também Seus discípulos devem acolhê-la. Há hoje também tantos que se aproximam de Jesus como aquele centurião: vêm “de longe”; militaram ou militam em outras frentes; estão à procura de uma fé ou estão angustiados; ouviram falar dele e intuíram que não há outro nome debaixo do sol no qual se possa ser salvo. Não se sentem dignos de participar da celebração eucarística, por isso, escolhem outras horas para vir à Igreja, quando não há ninguém, e muitas vezes são vistos ajoelhados diante da imagem de Nossa Senhora e dos santos.
Foi o que fez precisamente o centurião romano; pensou na coisa mais simples: colocou seu servo nas mãos de Jesus; sabia que não podia fazer outra coisa a não ser o bem: e voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.

Ousadia da fé

Eis o que temos de aprender do Evangelho de hoje: crer de maneira simples e corajosa, ousar muito em matéria de fé, pedir “sem duvidar”. Nossa fé é, muitas vezes, extremamente intelectual, muito cerebral; consiste em crer que aquilo que Deus falou seja verdadeiro (crer na veracidade de Deus), mas não em crer que o que prometeu acontecerá (crer no poder de Deus). enfim, falta-nos a fé nos milagres.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

A providência de Deus nunca falha. Não é por acaso que, concluímos nos ritos iniciais da celebração de hoje com esta oração: “Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo, e concedei-nos tudo o que for útil”. Em outras palavras, que Deus nos ajude a limpar do nosso coração tudo o que nos impede de ver mais longe, à luz da Palavra de Deus.

Enfim, depois de proclamarmos o mistério máximo de nossa fé – “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos a vossa ressurreição!…” – e entrarmos em comunhão com este mistério pela sagrada comunhão, então o presidente conclui com esta oração que se articula perfeitamente com o Evangelho de hoje: “Ó Deus, governai pelo vosso Espírito aos que nutris com o Corpo e o Sangue do vosso Filho. Dai-nos proclamar nossa fé não somente com palavras, mas também na verdade de nossas ações”. Toda a assembléia dá o seu assentimento, dizendo: ‘Amém’.

Que esta Eucaristia nos ajude a termos, sim, a fé do oficial pagão, amorosamente acolhida por Jesus, uma fé que não conhece fronteiras, isto é uma fé adulta e comprometida.

6- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. O canto de abertura não é para acolher o presidente da celebração nem os ministros. Ele tem a finalidade de congregar a assembléia para participar da ação litúrgica. Nunca dizer, vamos acolher o presidente da celebração e seus ministros com o canto de abertura.

2. A proclamação das leituras e das orações seja feita com “unção e solenidade”, pois são diálogo e encontro com o Senhor, santo e justo, que nos imanta com sua ternura e santidade.

3. A Oração Eucarística, momento da grande ação de graças e significativo proclamá-la com calma, com alegria e com o coração. A equipe de liturgia com o presidente escolhe a Oração Eucarística e os responsáveis pelo canto preparem-se para cantar, com dignidade, as aclamações.

4. Lembrar que dia 31 é a Visitação de Maria a Isabel, dia oportuno para coroar Nossa Senhora.

7- MÚSICA RITUAL

O canto é parte necessária e integrante da liturgia. Não é algo que vem de fora para animar ou enfeitar a liturgia. Por isso devemos cantar a liturgia e não cantar na liturgia. Os cantos e músicas, executados com atitude espiritual e, condizentes com cada domingo do Tempo Comum, ajudam a comunidade a penetrar no mistério celebrado. Portanto, não basta só saber que os cantos são do 9º Domingo do Tempo Comum, é preciso executá-los com atitude espiritual. A escolha dos cantos deve ser cuidadosa, para que a comunidade tenha o direito de cantar o mistério celebrado. Jamais os cantos devem ser escolhidos para satisfazer o ego de um grupo ou de um movimento ou de uma pastoral. Não devemos esquecer que toda liturgia é uma celebração da Igreja corpo de Cristo e não de um grupo, de uma pastoral ou de um movimento. Como a equipe de canto da sua paróquia executa os cantos durante o Tempo Comum? É com atitude espiritual?

“Não tem sentido, por exemplo, escolher os cantos de uma celebração em função de alguns que se apegam a um repertório tradicionalista, ou ainda de outros que cantam somente as músicas próprias de seu “grupo ou movimento”, nem de outros que querem cantar exclusivamente cantos ligados à realidade sócio-política, ou cantos concentrados em certos temas, se isto vai provocar rejeição da parte da assembléia” (A música Litúrgica no Brasil, estudos da CNBB, página 78).

Antes da celebração, evitar a correria e agitação da equipe litúrgica e a equipe de canto, com afinação de instrumentos e testes de microfone. Tudo isso deve ser feito antes. A equipe de canto não deve ficar fazendo apresentação de cantos para entretenimento da assembléia É importante criar um clima de silêncio orante.

A equipe de canto faz parte da assembléia. Não deve ser um grupo que se coloca à frente da assembléia, como se estivesse apresentando um show. A ação litúrgica se dirige ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Portanto, a equipe de canto deve se colocar entre o presbitério e a assembléia e estar voltada para o altar, para a presidência e para a Mesa da Palavra.

1. Canto de abertura. Súplica a Deus na infelicidade (Salmo 24/24,16-18). Para o canto de abertura, sugerimos este Salmo. “Ó Senhor, olha pra mim, piedade, estou aflito”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 8, exceto o refrão. Está articulado com o Salmo 30/31.

Somos uma Igreja chamada a evangelizar e ter compaixão dos enfermos. O Senhor precisa de nós. Nesse sentido a Igreja oferece outra ótima opção, uma versão do Salmo 98: “Entoai ao Senhor novo canto”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 13.

Ensina a Instrução Geral do Missal Romano que o canto de abertura tem por objetivo, além de unir a assembléia, inseri-la no mistério celebrado (IGMR nº 47). Nesse sentido o Hinário Litúrgico III da CNBB nos oferece uma ótima opção, que estão gravados nos CDs Liturgia VI, Liturgia XI e CD: Cantos de Abertura e Comunhão.
2. Ato penitencial. Nesse domingo seria oportuno cantar a fórmula 4, do Missal Romano, pg. 394 que contempla Jesus Cristo congregando na unidade os filhos dispersos.

3. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

4. Salmo responsorial 116/117. Todos os povos louvem a Deus. “Ide, vós, por este mundo afora/ e proclamai o evangelho a todos!”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 12.

Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo, estreita os laços de amor e fidelidade. A tradicional execução do Salmo responsorial é dialogal: o povo responde com um refrão aos versos do Salmo, cantados um ou uma salmista. Deve ser cantado da mesa da Palavra.

5. Aclamação ao Evangelho. O grande amor de Deus para com o mundo (João 3, 16) “Aleluia… Deus o mundo tanto amou, que seu Filho entregou! CD: Liturgia XI, melodia da faixa 13. O canto de aclamação ao evangelho acompanha os versos que estão no Lecionário Dominical.

Aleluia é uma palavra hebraica “Hallelu-Jah” (“Louvai ao Senhor!”), que tem sua origem na liturgia judaica, ocupa lugar de destaque na tradição cristã. Mais do que ornamentar a procissão do Evangeliário, sempre foi a expressão de acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua Palavra viva, sendo assim manifestação da fé presença atuante do Senhor.

A aclamação ao Evangelho é um grito do povo reunido, expressando seu consentimento, aplauso e voto. É um louvor vibrante ao Cristo, que nos vem relatar Deus e seu Reino no meio das pessoas. Ele é cantado enquanto todos se preparam para ouvir o Evangelho (todos se levantam, quem está presidindo vai até ao Ambão).

6. Apresentação dos dons. O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração. Podemos entoar o Salmo 115, “A vós, Senhor apresentamos estes dons: o pão e o vinho, aleluia!”, CD: Liturgia VI, melodia da faixa 9.
7. O canto do Santo. Um lembrete importante: para o canto do Santo, se for o caso, sempre anunciá-lo antes do diálogo inicial da Oração Eucarística. Nunca quando o presidente da celebração termina o Prefácio convidando a cantar. Se o (a) comentarista comunica neste momento o número do canto no livro, quebra todo o ritmo e a beleza da ligação imediata do Prefácio como o canto do Santo.

8. Canto de comunhão. “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa” (Lucas 7,6b), articulado com o Salmo 33/34. “Senhor, não te aflijas, pois eu não mereço que entres na casa de tão pobre servo”, CD: Liturgia XI, melodia da faixa 10, exceto o refrão. Sem dúvida, este é o canto de comunhão mais adequado pra esse domingo.

Temos também duas ótimas opções para o canto de comunhão neste 9º Domingo do Tempo Comum. Uma é a versão do Salmo 91/92: “Bom é louvar o Senhor nosso Deus”, CD: Cantos de Abertura e Comunhão, melodia da faixa 23; e “Clamei por ti, Senhor, e me ouviste”, Salmo 17/16,6. Estes três cantos retomam o Evangelho na comunhão de maneira autentica. Veja orientação abaixo.

O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho de hoje: “não excluir quem nos procurar”. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho.

O fato de a Antífona da Comunhão, em geral, retomar um texto do Evangelho do dia revela a profunda unidade entre a Liturgia da Palavra e a Liturgia, Eucarística e evidencia que a participação na Ceia do Senhor, mediante a Comunhão, implica um compromisso de realizar, no dia-a-dia da vida, aquela mesma entrega do Corpo e do Sangue de Cristo, oferecidos uma vez por todas (Hebreus 7,27).

8- ESPAÇO CELEBRATIVO

1. O espaço litúrgico seja bem preparado como símbolo da “simplicidade e de acolhimento”, lugar de segurança e encontro com Deus, onde as pessoas sentem-se bem acolhidas, amadas, valorizadas na “casa de todos” que é a comunidade.

2. Preparar bem o espaço celebrativo, dando destaque ao que é essencial: ao Altar, à Mesa da Palavra, à cadeira do presidente e dos ministros e acólitos e ao espaço pra a assembléia. Destacar a cor verde também na Mesa da Palavra.

9. AÇÃO RITUAL

Acolher as pessoas que vêm para a celebração, com espírito de fraternidade e hospitalidade: a igreja, lugar do encontro da comunidade, é a casa da Igreja

Ritos Iniciais

1. Na procissão de entrada, um ministro, à frente de quem preside, traz o Evangeliário e o deposita sobre o Altar. As comunidades que não possuem o Evangeliário podem fazer o mesmo, depositando o livro de leituras (Lecionário) no Ambão onde serão proclamadas as leituras.

2. É importante que não se diga nenhuma palavra antes da saudação: nem “Bom dia ou Boa noite”, nem comentários ou introduções! Bom dia e boa noite não é saudação litúrgica. Primeiro devemos saudar a Trindade.

3. Neste Domingo é muito oportuno a saudação da opção “e”, Efésios 6,23 para a saudação presidencial:

A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo, estejam convosco.

4. Após a saudação, proceda-se com a recordação da vida: a comunidade seja convidada a fazer memória das pessoas e das situações, nas quais foi possível conhecer um verdadeiro testemunho de fé, mesmo daquelas pessoas que não fazem parte da comunidade.

5. Após o sinal da cruz e a saudação do presidente, dar o sentido litúrgico da celebração.

6. O sentido litúrgico pode ser proposto, através das seguintes palavras, ou outras semelhantes:

Domingo da cura do servo do oficial romano.Presenciando a fé do oficial romano na Palavra de Jesus, somos convidados a nos entregar totalmente às ordens que vem do Senhor. Celebremos a Páscoa de Jesus Cristo na vida de todas as pessoas que se entregam totalmente na força da Palavra de Deus.

7. No convite à penitência, sugerimos a fórmula 2 do Missal Romano, página 391.

No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

Após um momento de silêncio, usa-se a fórmula indicada.

8. No Ato penitencial seria interessante as Invocações para o Tempo Comum, fórmula 4, do Missal Romano, pg. 394 que contempla Jesus Cristo congregando na unidade os filhos dispersos.

Senhor, que viestes procurar quem estava perdido, tende piedade de nós.
Cristo, que vistes dar a vida em resgate de muitos, tende piedade de nós.
Senhor, que congregais na unidade os vossos filhos dispersos, tende piedade de nós.

9. Cada Domingo do Tempo Comum é Páscoa semanal. Cantar de maneira festiva o Hino de louvor (glória).

10. Na oração do dia suplicamos a Deus cuja providência que jamais falha, que nos livre de tudo o que é nocivo.

Rito da Palavra

1. Antes de ler, é preciso primeiro mergulhar na Luz Palavra, rezar a Palavra. Pois “na liturgia da Palavra, Cristo está realmente presente e atuante no Espírito Santo. Daí decorre a exigência para os leitores, ainda mais para quem proclama o Evangelho, de ter uma atitude espiritual de quem está sendo porta-voz de Deus que fala ao seu povo”.

2. Nas preces, privilegie-se a oração pela unidade dos cristãos, pela paz e diálogo entre as religiões. É importante que excluam pedidos moralistas e preconceituosos.

Rito da Eucaristia

1. O pão e vinho são sinais trazidos do seio do mundo, para que sejam “fecundados” pela graça de Deus e se tornem morada do Mistério e todos que deles participarem possam ser beneficiados pela presença de Deus. Assim, pão e vinho consagrados se tornam imagem do mundo e da humanidade redimida, imagem da própria Igreja – Corpo de Cristo, como entendia Santo Agostinho.

2. Aqui se nota a importância de se manter sempre vivo o costume da procissão dos dons feita por membros da comunidade de fé. Embora já não se traga o pão para a celebração, das casas, como em outras épocas, é salutar que não se perca o sentido de apresentar o mundo e a humanidade nos sinais do pão e vinho, frutos do suor e trabalho humanos a ser submetidos ao trabalho divino (= consagrar/ santificar/ eucaristizar). Cantar a glória do Reino teu por toda a terra.

3. Na Oração sobre as oferendas pedimos a Deus que nos ama como Pai, que faça com que as oferendas que colocamos sobre o altar nos purifiquem.

4. Recomendamos a Oração Eucarística VI-D, “Jesus que passa fazendo o bem”, por exprimir a ação de Jesus no evangelho deste domingo e o convite de que façamos como Ele fez em favor de todos.

5. Se for escolhida outra prece eucarística, sugerimos o Prefácio dos Domingos do Tempo Comum VIII, página 435 do Missal Romano, o qual expressa a Igreja reunida universalmente na unidade da Santíssima Trindade. Seguindo esta lógica, cujo embolismo reza: “Vossa Igreja, reunida pela unidade da Trindade, é para o mundo o Corpo de Cristo e o Templo do Espírito Santo para a glória da vossa sabedoria O grifo no texto identifica aqueles elementos em maior consonância com o Mistério celebrado neste Domingo e que pode ser aproveitado na própria, ao modo de mistagogia. Usando este prefácio, o presidente deve escolher a I, II ou a III Oração Eucarística. A II admite troca de prefácio. As demais não admitem um prefácio diferente. Elas não podem ter os prefácios substituídos com grave prejuízo para a unidade teológica e literária da eucologia

6. A Oração Eucarística é Palavra de Deus rezada. A comunidade eleva, pela voz do ministro ordenado, seu louvor e sua prece para que esta mesma Palavra fecunde as espécies sobre o altar e a vida da comunidade. Por isso, será tão mais participada quanto mais rezada por quem preside e pelos fiéis. O canto das intervenções, do Santo, das aclamações são formas de expressão da vivacidade desta Palavra e deste diálogo de Aliança.

7. Valorizar o rito da fração do Pão, devidamente acompanhado pela assembléia com o canto profundamente contemplativo e orante do Cordeiro de Deus. O canto do Cordeiro de Deus, deve ser entoado por um (a) solista para não perder o seu caráter de Ladainha.

Ritos finais

1. Na Oração depois da Comunhão, nutridos pelo Corpo e Sangue do Senhor, peçamos que Ele nos ajude a proclamar nossa fé não somente com palavras, mas também com ações.

2. A Palavra de Deus deseja sair da Igreja e alcançar os quatro cantos do mundo. Aos avisos paroquiais são formas de lembrar a comunidade de sua missão e de seu compromisso na transformação da sociedade, do anúncio do Reino e do amor de Deus por tudo e por todos.

3. As palavras do rito de envio devem estar em consonância com o mistério celebrado: “Como o Senhor vos acolhe, acolhei a todos sem distinção. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!”.

4. É comum além, de entrar em procissão no início da celebração guiados pela cruz, também retirar-se do espaço sagrado em procissão, igualmente guiados pela cruz.

10- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
Pe. Benedito Mazeti

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