Igreja no Mundo › 05/10/2018

Aborto: os 7 piores argumentos

A revista científica “Public Discourse” de The Witherspoon Institute publicou um artigo no qual explica os piores, porém mais usados argumentos de quem promove o aborto.

David Hershenov, autor do artigo e professor de filosofia da Unidade de Buffalo (Estados Unidos), descobriu que a maioria de seus alunos defende o aborto com argumentos frágeis, a ponto de “revelar o triste e preocupante estado” da postura antivida.

1. Os pró-vida só se preocupam com o nascituro

David Hershenov assegurou que é bastante comum que os estudantes critiquem os pró-vida por não estar suficientemente preocupados pelo bem-estar dos seres humanos em outros estados de desenvolvimento vital.

“Um olhar mais caridoso de meus estudantes é que acreditam que os pró-vida são hipócritas impulsionados por preocupações distintas ao respeito pela vida do feto. Mesmo que isso fosse assim, importaria? A posição pró-vida é ou não verdadeira independente da hipocrisia das pessoas que a sustentam”, disse o especialista.

2. As mulheres ricas podem aborto, as pobres não

Os estudantes consideram que “não é aceitável que seja mais fácil recorrer ao aborto ilegal para as mulheres ricas do que para as pobres”.

“Confesso que, por minha parte, não recordo de nenhuma defesa de um direito igualitário a romper a lei da Carta Magna, a Lei Americana de Direitos, ou da Declaração dos Direitos Humanos das Nações Unidas”, acrescentou.

Finalmente, enfatizou que, “talvez, ninguém reconheceu o direito porque não existe tal direito” e porque “um direito igualitário a violar a lei poderia minar a própria lei”.

3. A desqualificação dos homens no debate

Hershenov também indicou que alguns estudantes sugerem que, como os homens não podem engravidar, não deveriam entrar no debate do aborto.

Em seguida, recordou que o caso Roe versos Wade (a decisão que aprovou a lei do aborto em 1973 nos Estados Unidos) foi tomado por nove homens no Supremo Tribunal e assegurou que seus estudantes não estariam de acordo com a legalidade de tal decisão.

“O que meus alunos tentam dizer é que os homens podem falar sobre aborto na medida em que sua ação permita que as mulheres tomem a decisão de aborto por si próprias”, detalhou o especialista em bioética.

“Supondo que isso determine o debate”, seus alunos “tendem a esquecer que há mulheres pró-vida”.

4. Mulheres em desvantagem por causa da biologia

Os alunos do professor argumentam que o peso da gravidez e da criação dos filhos não está distribuído equitativamente.

Como só as mulheres podem ficar grávidas, “sofrem desigualdades por causa da biologia. Se as mulheres não podem evitar isso, ficam permanentemente relegadas à cidadania de segunda classe”.

“Suspeito que, se os homens também ficassem grávidas e, em consequência, experimentassem as limitações correspondentes, os defensores igualitaristas do aborto continuariam respaldando o ‘direito’ ao aborto”, pontuou Hershenov.

5. O aborto para evitar os pesos

O docente universitário explicitou que os estudantes dizem que os filhos são caros e consomem tempo, portanto, o aborto seria uma assunto de ‘justiça social’.

“Meus alunos defendem o aborto com o argumento de que evita que as crianças nasçam entre pobreza, lares desfeitos, vizinhanças complicadas, malformações ou outras adversidades”.

“Se considerações como essas são razões suficientes a algumas mulheres para abortar em alguns lugares e momentos, então, são razões suficientes para o infanticídio em circunstâncias semelhantes”, assegurou.

6. O feto é “uma parte” da mulher grávida

“Alguns estudantes insistem que o feto é literalmente uma parte da mãe e não uma substância distinta que ocupa uma cavidade em seu interior. Se o feto não é uma pessoa distinta, sugerem, então pode ser eliminado”, descreveu Hershenov.

Os alunos alegam que “o aborto remedia a violação do feto sobre a integridade corporal da mãe. Entretanto, se o feto é uma parte da mãe, não pode violar sua integridade corporal, porque só algo que não é uma parte do corpo pode violar sua integridade corporal”.

“O feto também é considerado um intruso. Mas uma parte de si mesmo não pode ser considerado um intruso de si mesmo”, acrescentou.

7. O feto não tem consciência

Finalmente, os alunos de Hershenov assinalam que o feto abortado “não tem nenhuma ideia sobre seu futuro”, portanto, “não sabe o que está perdendo”.

O mesmo aconteceria com o infanticídio, mas, ao contrário do feto inconsciente, sentiria dor. “Mas a anestesia pode eliminar esta objeção”, concluiu o docente.

Fonte: ACI Digital

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