Cnbb › 20/12/2017

Amazônia

O presidente, os bispos e a assessora que integram a Comissão Episcopal Especial para a Amazônia se reuniram no dia 19 de novembro, na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o desafio de fazer um balanço das ações em 2017 e projetar as ações de 2018, ano que antecederá a realização do Sínodo para a Pan-Amazônia, anunciado pelo papa Francisco.

De acordo com o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Comissão especial para a Amazônia, 2017 foi um ano com um programa muito intenso, com muitos encontros importantes para a Pan-Amazônia e não apenas da Amazônia brasileira. “Tivemos um contato muito especial com os bispos da África sobre a Rede da Bacia do Rio Congo. Eu pessoalmente avalio como um bom trabalho que a equipe fez e também de todas as pessoas que eles movimentaram, sobretudo dos seminários realizados sobre a Laudato Sí”, disse.

De acordo com o religioso, todo o trabalho desenvolvido tanto pela Comissão para a Amazônia quando da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) foram decisivos para sensibilizar o papa Francisco a realizar o Sínodo especial dos bispos sobre a Pan-Amazônia, em 2019. “Desde sua eleição, como papa, Francisco sempre apoiou o trabalho na Amazônia. Muito fortemente, explicitou, como no discurso que ele fez aos bispos brasileiros em 2013, na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro”, lembrou.

O cardeal disse que já há uns dois anos o papa falou da ideia de um sínodo para a região. Os bispos brasileiros, da nossa Amazônia, no segundo encontro da Igreja Católica na região, também fizeram uma carta apoiando a ideia. Tudo isto, de acordo com o cardeal Cláudio Hummes, fez com que o papa finalmente anunciasse para a grande alegria, de muitas expectativas e esperanças, esse sínodo para 2019 que será celebrado em Roma.

Além do balanço de 2017, a Comissão traçou a programação do ano que vem e também começou a definir como o Brasil vai se preparar para o sínodo. “Estamos pensando em encontros para envolver e ouvir a base, conforme o desejo do papa. O papa deseja que a base fale, isto significa os mais retirados para dentro da floresta, os indígenas, os ribeirinhos, mas também todo povo da Amazônia”, disse.

O presidente da Comissão para a Amazônia disse que vai ser realizado um amplo processo de escuta para o ouvir e levantar o que os povos da floresta, especialmente os indígenas, propõem, pensam e sonham em relação à Amazônia e à uma Igreja missionária naquela região.

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