Artigo – A atuação da Pascom

Missa sendo transmitida em rede social na Paróquia São Francisco de Assis, em São José do Rio Preto
Foto: Pascom

A Pastoral da Comunicação sempre foi uma necessária frente pastoral, porém, a importância que ela recebia não estava à altura do quanto ela era essencial no processo evangelizador. Com a atual pandemia da covid-19, tudo mudou e agora ela está em evidência!

 

Vivemos um momento delicado em nossas vidas pessoais, profissionais e pastorais. Sabemos que nada está como era antes e que nada será igual depois desse momento. Mas o que podemos aprender com todos os desafios apresentados pela pandemia? Como a Pascom pode aproveitar as oportunidades geradas por ela? Como sua atuação possibilitará receber os investimentos necessários para o seu crescimento? A Pastoral da Comunicação não é mais a mesma!

O comportamento social das pessoas mudou, com isso o processo evangelizador também. Há alguns anos, bastava colocar um cartaz no ponto de ônibus, nos comércios e em outros locais públicos para atrair pessoas aos eventos da Igreja. Lembro-me bem de quando a produção gráfica era suficiente. Milhares de panfletos e centenas de cartazes eram impressos e espalhados pelas cidades. Bastavam ainda alguns outdoors para expressar a grandiosidade de um evento. Agora tenho certeza de que esse trabalho, ainda sendo importante, não traz tanto resultado.

Com o avanço e crescimento da tecnologia, os meios digitais ganharam grande impacto e tudo começou a mudar na sociedade em que vivemos. Com isso, também a evangelização precisou ganhar novas formas de acontecer. Como a Pastoral da Comunicação tem atuado frente a tantas necessidades impostas pelos meios digitais? Será que nossa estrutura pastoral nas comunidades paroquiais têm fortalecido os investimentos tão necessários?

Eu acredito que o cenário atual em que nos encontramos – este cenário que um vírus nos impôs, chegando a fazer com que nossas igrejas ficassem fechadas – demonstrou toda a nossa fragilidade em relação ao uso do digital na evangelização.Nossa falta de capacidade de ser estrategista no processo evangelizador usando os meios digitais ficou evidente. Éramos uma Pastoral de Comunicação de execução e não de estratégia. Éramos braços e não cérebro da evangelização.

 

Uma Pastoral da Comunicação estrategista no anúncio

Com esta pandemia, existe uma oportunidade evidente e que a Pastoral da Comunicação precisa abraçar. Mais do que nunca, é necessário que a Pascom busque ter um olhar focado em encontrar estratégias evangelizadoras onde ela possa converter do ambiente digital para o ambiente presencial. Não estou falando só de promover a divulgação dos eventos e atividades pastorais. Falo da capacidade de trazer pessoas afastadas do Evangelho a novamente se sentirem atraídas a Deus e exortadas a buscá-lo.

Precisamos de uma Pastoral da Comunicação que tenha visão querigmática! Uma Pascom capaz de usar o digital como estratégia articulada na transmissão do amor de Deus e de tudo que Ele é capaz de fazer na vida do homem. Sem uma visão estratégica, essa pastoral será só mais uma no meio de tantas outras em nossas comunidades.

Portanto, aproveite este momento para provar o quanto o digital pode trazer resultados evangelizadores para o ambiente presencial.

 

Uma Pastoral que testa e comprova os resultados

No mundo dos negócios, quando um gerente ou colaborador quer provar que algo pode trazer resultados aos negócios da empresa, ele faz testes. Por isso, a recomendação é: faça testes! Comprove o valor das estratégias a partir de resultados comprovados. Como você deseja que seu pároco invista, por exemplo, em anúncio patrocinado, quando ele não sabe o quanto isso pode gerar valor para ele?

Como coordenador ou agente Pastoral da Comunicação, você necessita fazer experimentos. Escolha um projeto, uma ação, e comprove o resultado dela. Contra fatos não há argumentos!

Basicamente foi isso que o vírus fez com as paróquias. Não podemos ir para a igreja presencialmente, então vamos testar o online. Ao transmitir as Missas online, a surpresa foi que as pessoas aderiram, mesmo que isso tenha sido forçado. O que, na verdade, não muda muito como temos sido inseridos no meio digital. Afinal, ou estamos conectados à internet ou estamos. Não há mais a possibilidade de NÃO estar!

 

Uma conclusão factual

O fato é que após esta pandemia, existirão dois tipos de Pastoral da Comunicação: aquela que “surfou” na onda gerada pela pandemia e decidiu amadurecer e crescer no processo evangelizador, fazendo uso do digital, o que tornou possível transformar a realidade da comunidade e de muitas vidas; e aquela que achou que já era suficiente o que fazia e não correu atrás do prejuízo e preferiu ficar no seu “confortável” ambiente analógico – o que acabou deixando ela para trás e não mudou a realidade nem da comunidade e nem de ninguém onde sua comunicação chegou.

 

E aí? Que tipo de Pastoral da Comunicação a pandemia está levando você a fazer?

Espero que este texto tenha lhe ajudado!

 

Fabiano Tane
Coordenador da Pastoral Diocesana da Comunicação
Diocese de São José do Rio Preto, SP

 

– Texto escrito e enviado para a redação do jornal Diocese Hoje

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