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MUDANÇA DE NOME
Durante quase 40 anos, de 1906 a 1944, a cidade teve seu nome reduzido, por ser "muito extenso", para Rio Preto, sendo tirado o nome do padroeiro, São José. A mudança de nome, com respaldo da lei estadual nº 1021, de 6 de novembro de 1906, aconteceu no período em que a cidade foi elevada à categoria de comarca, em 1904.
O decreto foi criado para substituir os nomes de localidades que tivessem um ou mais homônimos no território nacional. A denominação inicial de São José do Rio Preto surgiu quando foi criado o arraial, em 1852, que é o resultado da união do santo padroeiro e do rio Preto, de águas escuras, que passa pela cidade. O nome que perdurou nos primeiros 50 anos, desde quando era arraial, depois vila, cidade e culminando com a comarca, venceu os percalços dos tempos e terminou um século avançando no caminho do progresso. Sempre foi reconhecido não só pelos habitantes e viajantes que por aqui passaram, como o visconde de Taunnay, mas principalmente pelo poder constituído em todas as esferas do país.
A futura "capital do sertão", diferente de outras cidades brasileiras que foram planejadas, como Campinas e Brasília, foi marcada desde a origem com a força da religiosidade de um povo que perdura até hoje. Foi sobre as terras de São José que a cidade nasceu, cresceu e continua em pleno desenvolvimento depois de 150 anos de existência. Em 1944, por ocasião dos festejos de comemoração do cinqüentenário municipal, o nome voltava para São José do Rio Preto, que, embora longa, tinha uma história de direitos adquiridos com o nome de batismo da cidade. A mudança foi provocada por uma falsa notícia de que o Centro Geográfico do Rio de Janeiro queria mudar para Iboruna. A manifestação dos rio-pretenses junto às autoridades estaduais e federais não só impediu a mudança, como conquistou, de maneira definitiva, a denominação primitiva. Uma das conseqüências deste período foi a denominação oficial que a Diocese de Rio Preto recebeu ao ser criada em 25 de janeiro de 1929. Na época, o Vaticano expediu a documentação de criação, a Bula "Sollicitudo Omniun Ecclesiarum", respeitando o nome da cidade na época.
O bispo atual, Dom Orani João Tempesta, entendeu que a diocese deveria ser denominada São José do Rio Preto, conforme o nome civil de origem e agora, de forma definitiva, e também em respeito à devoção do povo rio-pretense por São José. Em 1º de setembro de 2002, enviou um pedido ao Papa João Paulo II, por meio da Nunciatura Apostólica no Brasil, solicitando a alteração da denominação da diocese e a concessão do título de São José como co-padroeiro diocesano. O pedido foi atendido, tendo a mudança sendo realizada no dia 19 de março de 2003 na Sé Catedral, durante a celebração pontifical em louvor a São José. A diocese tem como padroeiro o Coração Imaculado de Maria, desde 17 de agosto de 1954, por meio do Breve do Papa Pio XII |