"Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre". - Ap 5,13    - Ultimo Artigo de Dom Paulo: "Amor e Perdão"  
 

04/04/2009 4ª Pregação de Quaresma do Pe. Cantalamessa

Por: Equipe Site Bispado

O Espírito Santo, alma da escatologia cristã

A lei do Espírito que dá a vida em Cristo Jesus (Romanos 8, 2) é o tema das meditações que Bento XVI e seus colaboradores da Cúria acompanham nesta Quaresma através do pregador da Casa Pontifícia. No marco do Ano Paulino, depois de ter meditado, no Advento passado, sobre o lugar de Cristo no pensamento do Apóstolo, agora se ilustra a visão de Paulo sobre a obra do Espírito Santo.

Diante da Cúria Romana e de Bento XVI, o Pe. Raniero Cantalamessa O.F.M.Cap. pronunciou nesta sexta-feira sua 4ª pregação, cujo conteúdo traduzimos na íntegra. A primeira pregação foi publicada na Zenit no dia 13 de março, a segunda em 20 de março e a terceira em 27 de março.

4ª Pregação

Também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em

nós mesmos, aguardando (Rm 8, 23)

O Espírito Santo, alma da escatologia cristã

1. O Espírito da promessa

Escutemos a passagem de Romanos 8, sobre a qual vamos meditar hoje:

Também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo. Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos. (Rom 8, 23-25)

A mesma tensão entre promessa e cumprimento que se observa na Escritura a propósito da pessoa de Cristo, percebe-se também com relação à pessoa do Espírito Santo. Como Jesus primeiro foi prometido nas Escrituras, depois se manifestou segundo a carne e por último se espera em seu retorno final, assim o Espírito, em um tempo prometido pelo Pai, foi dado em Pentecostes e agora de novo o espera e invoca com gemidos inefáveis o homem e toda a criação, que tendo aproveitado as primícias, aguardam a plenitude de seu dom.

Neste espaço que se estende de Pentecostes à Parusia, o Espírito é a força que nos impulsiona adiante, que nos mantém em caminho, que não nos permite acomodar-nos e converter-nos em um povo sedentário, que nos faz cantar com um sentido novo os salmos das ascensões: Que alegria quando me disseram: vamos para a casa do Senhor!. Ele é quem nos dá impulso e põe asas em nossa esperança; mais ainda: é o próprio princípio e a alma de nossa esperança.

Dois autores nos falam do Espírito como promessa no Novo Testamento: Lucas e Paulo, mas, como veremos, com uma importante diferença. No Evangelho de Lucas e nos Atos dos Apóstolos é o próprio Jesus quem fala do Espírito como a promessa do Pai. Eu - diz - enviarei sobre vós a promessa de meu Pai; Enquanto estava comendo com eles, mandou que não se ausentassem de Jerusalém, mas que aguardassem a promessa do Pai, 'que ouvistes de mim: que João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias' (Atos 1, 4-5).

A que se refere Jesus quando chama o Espírito Santo de promessa do Pai? Onde o Pai fez esta promessa? Pode -se dizer que todo o Antigo Testamento é uma promessa do Espírito. A obra do Messias se apresenta constantemente como culminante em uma nova efusão universal do Espírito de Deus sobre a terra. A comparação com o que Pedro diz no dia de Pentecostes mostra que Lucas pensa, em particular, na profecia de Joel: Acontecerá nos últimos dias, diz Deus: Derramarei meu Espírito sobre toda carne (Ez 36, 27).

Quanto ao conteúdo da promessa, Lucas sublinha, como de costume, o aspecto carismático do dom do Espírito, em especial a profecia. A promessa do Pai é o poder do alto que tornará os discípulos capazes de levar a salvação aos confins da terra. Mas não ignora os aspectos mais profundos, santificadores e salvíficos, da ação do Espírito, como a remissão dos pecados, o dom de uma lei nova e de uma nova aliança, como se deduz da aproximação que traça entre o Sinai e Pentecostes. A frase de Pedro: a promessa é para vós (Atos 2, 39) se refere à promessa da salvação, não só da profecia ou de alguns carismas.

2.O Espírito, primícia e prenda

Passando de Lucas a Paulo, entra-se em uma perspectiva nova, teologicamente muito mais profunda. Ele enumera diferentes objetos da promessa: a justificação, a filiação divina, a herança; mas o que resume tudo, o objeto por excelência da promessa, é precisamente o Espírito Santo, a quem chama de promessa do Espírito (Gál 3, 14) e Espírito da promessa (Ef 1, 13)

Duas são as ideias novas que o Apóstolo introduz no conceito de promessa. A primícia é que a promessa de Deus não depende da observância da lei, mas da fé e portanto da graça. Deus não promete o Espírito a quem observa a lei, mas a quem crê em Cristo: Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela fé na pregação?, Se a herança dependesse da lei, já não procederia da promessa (Gál 3, 2.18)

Através do conceito de promessa, a teologia do Espírito Santo se liga, em Paulo, com o resto de seu pensamento e se converte em sua demonstração concreta. Os cristãos sabem bem que é depois da pregação do Evangelho que tiveram a experiência nova do Espírito, não por ter observado a lei com maior fidelidade que de costume. O Apóstolo pode remeter-se a um dado da realidade.

A segunda novidade é em certo sentido desconcertante. É como se Paulo quisesse cortar pela raiz toda tentação entusiasta, dizendo que a promessa não se cumpriu ainda... ao menos por completo! A respeito disso, são reveladores dois conceitos aplicáveis ao Espírito Santo: primícia (aparche) e prenda (arrabôn). O primeiro presente em nosso texto de Romanos 8; o  outro se lê na Sagrada Carta aos Coríntios: Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo (Rm 8, 23). Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito. (2 Co 1, 21-22). Aquele que nos formou para este destino é Deus mesmo, que nos deu por penhor o seu Espírito (2 Cor 5,5).

O que o Apóstolo quer dizer desta forma? Que o cumprimento operado em Cristo não esgotou a promessa. Nós - diz com singular contraste - possuímos... esperando, possuímos e esperamos. Precisamente porque o que possuímos não é ainda a plenitude, mas só uma primícia, uma antecipação, nasce em nós a esperança. É mais, o desejo, a espera, o anseio se tornam mais intensos ainda que antes, porque agora se sabe o que é o Espírito. Na chama do desejo humano, a vinda do Espírito em Pentecostes colocou combustível, por dizê-lo de alguma.

Acontece exatamente como em Cristo. Sua vinda cumpriu todas as promessas, mas não pôs fim à espera. A espera se relança sob a forma de espera de seu retorno na glória. O título promessa do Pai situa o Espírito Santo no próprio coração da escatologia cristã. Portanto, não se pode aceitar sem reservas a afirmação de certos estudiosos para quem na concepção dos judeus cristãos, o Espírito era primariamente a força do mundo futuro; na dos cristãos helenos é a força do mundo superior. Paulo demonstra que as duas concepções não se opõem necessariamente entre si, mas que podem coexistir: o Espírito é, ao mesmo tempo, realidade do mundo superior, divino e força do mundo futuro.

No passar das primícias à plenitude, as primeiras não se desfarão para dar lugar à segunda, mas elas mesmas se transformarão mais em plenitude. Conservaremos o que já possuímos e adquiriremos o que ainda não temos. Será o próprio Espírito que se expandirá em plenitude.

O princípio teológico a graça é o início da glória, aplicado ao Espírito Santo, significa que as primícias são início do cumprimento, o início da glória, parte dela. Neste caso, não é preciso traduzir arrabôn por penhor (pignus), mas só por prenda (arra). O penhor não é o início do pagamento, mas algo que se dá em espera do pagamento. Uma vez que este se efetua, o penhor é restituído. Não assim as prendas, que não se restituem no momento do pagamento, mas que se completam. Fazem parte dos pagamentos. Se Deus nos deu como penhor o amor através de seu Espírito, quando nos der toda a realidade, é que nos tirará o penhor? Certamente não, mas completará o que já deu [1].

O amor de Deus que pré-experimentamos aqui, graças às prendas do Espírito, é então da mesma qualidade do que experimentaremos na vida eterna, mas não da mesma intensidade. O mesmo se deve dizer da posse do Espírito Santo.

Como se vê, houve uma profunda transformação no significado da festa de Pentecostes. Em sua origem, Pentecostes era a celebração das primícias [2], ou seja, o dia em que se ofereciam a Deus as primícias da colheita. Continua sendo a festa das primícias, mas das que Deus oferece à humanidade, em seu Espírito. Inverteram-se os papéis do doador e do beneficiário, em perfeita sintonia com o que ocorre, em todos os campos, na passagem da lei à graça, da salvação como obra do homem à salvação como dom gratuito de Deus.

Isso explica por que a interpretação de Pentecostes, como festa das primícias, não teve, estranhamente, quase nenhuma correspondência no âmbito cristão. Santo Irineu fez um intento em tal sentido, dizendo que no dia de Pentecostes o Espírito oferecia ao Pai as primícias de todos os povos [3], mas praticamente não teve eco no pensamento cristão.

3. O Espírito Santo, alma da Tradição

A época patrística, ao contrário dos demais aspectos da pneumatologia, não oferece, a propósito do Espírito como promessa, uma contribuição importante, e isso por causa do menor interesse que os Padres têm pela perspectiva histórica e escatológica com relação à ontológica. São Basílio conta com um belo texto sobre o papel do Espírito na consumação final; escreve: No momento da esperada manifestação do Senhor dos céus, tampouco estará ausente o Espírito Santo... Quem pode ignorar até tal ponto os bens que Deus prepara aos que lhe são dignos como para não entender que também a coroa dos justos é graça do Espírito Santo? [4]. Mas, observando bem, o santo diz só que o Espírito Santo terá uma parte ativa também no ato final da história humana, quando se passará do tempo à eternidade. Está ausente qualquer reflexão sobre o que o Espírito Santo faz agora, no tempo, para impulsionar a humanidade para o cumprimento. Falta o sentido do Espírito Santo como impulso, força de propulsão do povo de Deus, a caminho rumo à pátria.

O Espírito impulsiona os crentes a permanecerem vigilantes e em espera do retorno de Cristo, ensinando a Igreja a dizer: Vem, Senhor Jesus (Ap 22, 20). Quando o Espírito diz Maranatha com a Igreja, é como quando diz Abba no coração do crente: deve-se entender que Ele faz dizer, que se faz voz da Igreja. Por si mesmo, de fato, o Paráclito não poderia gritar Abba, porque não é o filho do Pai, nem poderia gritar Marana-tha, Vem, Senhor, porque não é servo de Cristo, mas Senhor igual a Ele, como professamos no Credo.

Ele vos anunciará o que há de vir, diz Jesus do Paráclito (Jo 16, 13): isto é, revelará o conhecimento da nova ordem de coisas surgidas da Páscoa. O Espírito Santo é, portanto, a fonte da escatologia cristã, que mantém a Igreja em tendência para adiante, para o retorno do Senhor. E isso é precisamente o que tentou evidenciar a reflexão bíblica e teológica de nossos dias. A nova existência suscitada pelo Espírito - escreve Moltmann - é já ela mesma escatológica, sem esperar o momento final da Parusia, no sentido de que é o começo de uma vida que se manifestará plenamente só quando se tiver estabelecido o modo de existência determinado pelo Espírito, já não contrariado pela carne. O Espírito não é só promessa em sentido estático, mas a força da promessa, que faz sentir a possibilidade da libertação, que permite que se percebam como mais pesadas e intoleráveis ainda as correntes, e por isso impulsiona a rompê-las [5].

Esta visão paulina do Espírito Santo como promessa e como primícia nos permite descobrir o verdadeiro sentido da Tradição da Igreja. A Tradição não é antes de tudo um conjunto de coisas transmitidas, mas é, em primeiro lugar, o princípio dinâmico de transmissão. É mais, é a própria vida da Igreja, enquanto que, animada pelo Espírito sob a guia do magistério, desenvolve-se na fidelidade a Jesus Cristo. Santo Irineu escreve que a revelação é como um depósito precioso contido em um vaso de valor, que graças ao Espírito de Deus rejuvenesce sempre e faz que rejuvenesça também o recipiente que o contém [6]. O valioso vaso que rejuvenesce junto a seu conteúdo é, precisamente, a pregação da Igreja e a Tradição.

Por isso, o Espírito Santo é a alma da Tradição. Quando se elimina ou se esquece do Espírito Santo, o que resta dela é só letra morta. Se - como afirma São Tomás de Aquino - sem a graça do Espírito Santo, até os preceitos do Evangelho serão letra que mata, o que deveríamos dizer da Tradição?

A Tradição é então, sim, uma força de permanência e de conservação do passado, mas é também uma força de inovação e de crescimento; é memória e antecipação ao mesmo tempo. É como a onda da pregação apostólica que avança e se propaga nos séculos [7]. A onda não se pode captar mais que em movimento. Congelar a tradição em um momento determinado da história significa fazer dela uma tradição morta, já não, como a denomina Santo Irineu, uma tradição viva.

4. O Espírito Santo nos faz abundar na esperança

Com sua encíclica sobre a esperança, o Santo Padre Bento XVI nos indica a consequência prática que se desprende de nossa meditação: esperar, esperar sempre, e se já esperamos mil vezes em vão, voltar a esperar! A encíclica (cujo título Spe salvi - Na esperança fomos salvos - procede precisamente da passagem paulina que comentamos) começa com estas palavras:

Segundo a fé cristã, a 'redenção', a salvação, não é simplesmente um dado de fato. É-nos oferecida a salvação no sentido de que se nos deu a esperança, uma esperança fiável, graças à qual podemos enfrentar nosso presente: o presente, ainda que seja um presente fatigoso, pode ser vivido e aceito quando se leva para uma meta, se podemos estar seguros desta meta e se esta meta é tão grande que justifica o esforço do caminho.

Estabelece-se uma espécie de equivalência e de qualidade de intercâmbio entre esperar e ser salvos, como também entre esperar e crer. A fé - escreve o Papa - é esperança, confirmando assim, de um ponto de vista teológico, a intuição poética de Charles Péguy, quem inicia seu poema sobre a segunda virtude com as palavras: A fé que prefiro - diz Deus - é a esperança.

Da mesma forma que distinguimos dois tipos de fé: a fé crida e a fé crente (ou seja, as coisas cridas, e o próprio ato de crer), assim ocorre com a esperança. Existe uma esperança objetiva que indica a coisa esperada - a herança eterna - e existe uma esperança subjetiva que é o próprio ato de esperar essa coisa. Esta última é uma força de propulsão para diante, um impulso interior, uma extensão da alma, uma dilatação para o futuro. Uma migração amorosa do espírito para o que se espera, dizia um antigo Padre [8].

Paulo nos ajuda a descobrir a relação vital que existe entre a virtude teologal da esperança e o Espírito Santo. Faz que cada uma das três virtudes teologais se remontem à ação do Espírito Santo. Escreve: Pois nós, em virtude do Espírito, aguardamos pela fé a justiça que é objeto da esperança. Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor, mas somente a fé que atua pela caridade [9].

O Espírito Santo nos é apresentado assim como a fonte e a força de nossa vida teologal. É por mérito seu, em especial, que podemos abundar na esperança. O Deus da esperança - escreve o Apóstolo um pouco mais adiante, na mesma Carta aos Romanos - vos cumula de todo gozo e paz em vossa fé, até transbordar de esperança pela força do Espírito Santo (Rm 15, 13). O Deus da esperança: que insólita definição de Deus!

Às vezes se chamou a esperança de a parente pobre das virtudes teologais. Houve, é certo, um momento de intensa reflexão sobre o tema da esperança, até dar lugar a uma teologia da esperança. Mas faltou uma reflexão sobre a relação entre esperança e Espírito Santo. Contudo, não se compreende a peculiaridade da esperança cristã e sua alteridade com relação a qualquer outra ideia de esperança se não for contemplada em sua íntima relação com o Espírito Santo. É Ele quem marca a diferença entre o princípio esperança e a virtude teologal da esperança. As virtudes teologais são tais não só porque têm Deus como seu fim, mas também porque têm Deus como seu princípio; Deus não é só seu objeto, mas também sua causa. São causadas, infusas, por Deus.

Precisamos de esperança para viver e necessitamos do Espírito Santo para esperar! Um dos principais perigos no caminho espiritual é o de desalentar-se diante da repetição dos próprios pecados e a aparentemente inútil sucessão de propósitos e recaídas. A esperança nos salva. Dá-nos a força para recomeçar, para crer cada vez que essa será a ocasião boa, a da verdadeira conversão. Atuando assim, comove-se o coração de Deus, que virá em nossa ajuda com sua graça.

A fé não me surpreende, diz Deus. (Continua sendo o poeta da esperança quem fala; melhor dito, quem faz Deus falar). Resplandeço assim em minha criação. A caridade não me surpreende, diz Deus. Essas pobres criaturas são tão infelizes que, a menos que tenham um coração de pedra, como não deveriam ter caridade umas pelas outras... Mas a esperança, diz Deus, é o que me surpreende. Que os pobres filhos vejam como vão as coisas e que creiam que melhorarão amanhã. Isso é alucinante. E se precisa que minha graça seja de verdade de uma força incrível. [10]

Não podemos contentar-nos em ter esperança só para nós. O Espírito Santo quer fazer de nós semeadores de esperança. Não há dom mais belo que difundir esperança em casa, em comunidade, na Igreja local e universal. É como certos produtos modernos que regeneram o ar, perfumando todo o ambiente.

Concluo a série destas meditações quaresmais com um texto de Paulo VI que resume muitos dos pontos que toquei nelas:

Nós nos perguntamos várias vezes... que necessidade advertimos, primeira e final, para esta Igreja nossa abençoada e amada. Devemos dizer quase com temor e súplica, porque é seu mistério e sua vida, já sabeis: o Espírito Santo, animador e santificador da Igreja, seu alento divino, o vento de suas velas, seu princípio unificador, sua fonte interior de luz e de força, seu apoio e seu consolador, sua fonte de carismas e de cantos, sua paz e sua alegria, seu penhor e prelúdio de vida feliz e eterna. A Igreja precisa de seu perene Pentecostes; precisa de fogo no coração, de palavra em seus lábios, de profecia no olhar... Precisa, a Igreja, recuperar o desejo, o gosto e a certeza de sua verdade. [11]

Desejo ao senhor, Santidade, e a vós, veneráveis padres, irmãos e irmãs, uma feliz e santa Páscoa!

Fonte: Zenit.org

 


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