Cnbb › 08/08/2016

Colaboradores da CNBB celebram Mês Vocacional

Os colaboradores da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participaram, na última sexta-feira, da missa que é realizada mensalmente na sede da entidade. A celebração, presidida pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Deusmar Jesus da Silva, fez alusão às vocações, lembradas neste mês de agosto. “Só tem verdadeira vocação cristã aquele que vive a vocação à vida. Para o presbítero, não basta apenas que alguém se diga católico, ter feito a profissão na vida religiosa, ter se consagrado como padre ou levar adiante uma determinada ação pastoral como cristão leigo. No âmbito das vocações, será preciso primeiro ser discípulo de Jesus, ser íntimo de Jesus”, afirmou padre Deusmar.

O presidente da celebração conduziu a reflexão a partir de duas vocações principais. A primeira é a vocação à vida e a segunda, a cristã, a do serviço. “Só tem verdadeira vocação cristã aquele que vive a vocação à vida”, disse padre Deusmar.

O padre, que é natural de Barretos (SP), falou sobre o período em que atuou no Hospital do Câncer da cidade e lembrou da situação dos pacientes e o desejo delas em “procurar saúde, pois querem viver”.  “Somente aquele que ama a vida é capaz de viver a vocação cristã”, completou.

Segundo padre Deusmar, dentro da vocação cristã, estão inseridas as vocações específicas, lembradas a cada semana deste mês e pelas quais a Igreja convida a rezar: dos padres; dos pais e da família; dos religiosos e religiosas;  dos catequistas.

Renúncia e libertação
“Não basta ser católico, é preciso reconhecer Deus em nossas vidas e em nossa realidade para que possamos viver a sua verdade presente no meio de nós”, disse padre Deusmar, ao recordar o Evangelho do dia, que diz:  “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la”. Para o padre, a atitude do seguimento a Jesus comporta em renunciar a si mesmo e tomar a cruz.

“Renunciar é desprezar a ideologia do sucesso a qualquer custo, do enriquecimento ilícito que nós estamos vendo presente em nossa sociedade, do consumismo. A renúncia por si mesma não é o fim. É uma libertação para assumir o compromisso de transformação deste mundo. Nós só iremos colaborar dentro da nossa vocação com a transformação do mundo se renunciarmos a essas coisas”, afirmou.

Ao lembrar o Documento de Aparecida, considerou o seguimento como fruto de fascinação pelo Cristo e o desejo de vida plena. “Jesus chama e exige entrega irrestrita, corajosa, sem meias medidas”, disse o presidente da celebração. Neste contexto, continuou, aparece a cruz, “sem ela, o discípulo não prova o seu seguimento”.

Ao final, padre Deusmar lembrou de São Francisco de Assis, que foi levado por Jesus à realidade dos leprosos, dos quais tinha nojo. O santo teve uma vida de penitência, teve de “deixar o mundo e o espírito das coisas pequenas”. Segundo o padre, os que perdem tudo para tudo ganhar devem ser estudados, são os santos, “heróis do Evangelho”.

“Gostaria de pedir a Deus Pai que nos dê a humildade e a coragem necessária para sermos verdadeiros seguidores de Seu filho Jesus e realizar muitas obras, não obras que merecerão aplausos humanos, mas sim a recompensa divina. Só nela nós podemos confiar”, finalizou.

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