Especiais › 11/07/2016

DÍZIMO: DIREITO E COMPROMISSO DE TODOS

Julho é o mês do Dízimo e nossas comunidades paroquiais de muitas formas, organizadas e criativas, intensificam seus trabalhos para catequizar e celebrar dando graças a Deus por todos os dons e devolvendo o Dízimo.

O Dízimo é um direito e nunca um dever para o cristão. A décima parte dos rendimentos é sempre expressão de gratidão à Providência Divina que concede todos os dons; reconhecimento de que Deus é o Senhor de tudo o que somos e temos. Não se pode negar o crescimento pessoal e familiar, pois devolver o Dízimo exige boa administração financeira que gera bem estar e qualidade de vida e o crescimento espiritual por um coração humilde, confiante e agradecido sempre.

Fiéis à devolução do Dízimo os cristãos vivenciam a graça de ser Igreja, de forma integral e ativa, pois o Dízimo gera recursos para a liturgia e evangelização, para caridade e mantém toda a estrutura paroquial.

O Dízimo é o meio eficaz para captação de recursos necessários à existência de nossas paróquias que por sua razão de ser, devem estar sempre de portas abertas para acolher a todos em suas necessidades espirituais e até materiais pelas obras de caridade.

Tamanha é a importância do Dízimo que os párocos e administradores paroquiais, conselhos paroquiais de pastoral, coordenadores e membros da pastoral do dízimo e até o conselho administrativo não podem medir esforços para evangelizar e catequizar com o objetivo de conscientização e adesão geral ao Dízimo.

Os párocos e administradores paroquiais são os primeiros responsáveis pelo trabalho de evangelização e catequese sobre o Dízimo. Conhecem a Palavra de Deus, sabem de sua força e o quanto é bom obedecê-la. Têm autoridade para ensinar. Dediquem-se mais ao estudo sobre o Dízimo no Antigo Testamento e a partilha total dos bens no Novo Testamento. Não tenham medo de fazer a opção pelo Dízimo para o bem de suas comunidades paroquiais e de todos os que são acolhidos por suas pastorais e obras sociais. Com coragem sejam os primeiros a dar testemunho.

A pastoral do Dízimo, não pode contentar-se apenas com informações recebidas por catálogos, cartões e calendários. É preciso estudar de forma organizada o tema do dízimo, nas Sagradas Escrituras e documentos da Igreja para formação pessoal e maior qualidade no atendimento do dizimista.

A pastoral dever ser missionária. Não pode ser reduzida ao “plantão do dízimo”, que pode cultivar a ideia de recebimento ou pagamento do dízimo. Inspirada em Jesus o Bom Pastor (Jo 10,14) deve criar meios para conhecer o dizimista, saber de suas alegrias e tristezas e acolhê-lo para crescer no sentimento de pertença a comunidade.    Para tanto é urgente agentes de pastoral animados pelo Espírito Santo de Deus, que amem a comunidade e sejam irmãos dos dizimistas pelos quais se responsabilizam na ação pastoral.

Os conselhos paroquiais de pastoral e administrativo devem acolher a pastoral do Dízimo em suas diversas necessidades para apoiar e viabilizar suas propostas; não são “super-heróis”, precisa de todo apoio, afinal o objetivo da pastoral do Dízimo é o bem de toda a paróquia. Sem a devolução do Dízimo, não há recursos para uma ação pastoral eficaz.

Todo batizado é dizimista. Alguns devolvem e a grande maioria ainda não devolve. Coisa triste é constatar que entre lideranças, membros de pastorais,  movimentos e comunidade em geral há a tendência de acreditar que o dízimo é compromisso apenas dos dizimistas cadastrados. Ninguém pode isentar-se do dízimo pelo cargo que ocupa ou pelos trabalhos que realiza.

Conversão é a palavra para todos os cristãos. O dízimo é bíblico; devolver a décima parte e a partilha dos bens é uma atitude de fé. O convite é fazer a experiência para colher os frutos de uma caminhada de fé autenticamente cristã.

Padre Rogério Corrêa
Assessor Diocesano da Pastoral do Dízimo

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