Jaime Sanchez

Jornal Diocese Hoje entrevista Jaime Sanchez, Coordenador Diocesano da Pastoral do Povo em Situação de Rua.

 

D.H.: O que é a Pastoral do Povo em Situação de Rua?

Jaime Sanchez: A Pastoral nasceu do coração de Dom Orani e foi implementada em junho de 2002 pelo Pe. Amilton Guerra. Em meados de 2014, Dom Tomé começou a coordenar pessoalmente os trabalhos e, com isto, novas ações foram iniciadas visando melhorar a vida dos irmãos que vivem a triste realidade das ruas.

Nossa visão global está focada no resgate da dignidade humana, levada a efeito por meio da distribuição de alimentação, na evangelização da pessoa e no acolhimento como auxílio para uma mudança efetiva de vida pela reintegração social.  O trabalho pastoral é oferecer, tempo, atenção, sorrisos, carinho, nosso trabalho e um pouquinho das bênçãos de nossas vidas, para contribuir, mesmo que por alguns momentos, com a melhoria da vida destas pessoas.

 

D.H.: Como são preparadas e organizadas as refeições distribuídas aos sábados, domingos e feriados?

Jaime: A pastoral conta com uma casa localizada na Rua Peru, nº 140, no Jardim Bordon, onde são preparadas as refeições – cerca de 1600 a 2000 por mês, distribuídas aos sábados, domingos e feriados, numa quantidade aproximada de 200 a 250 refeições/dia. As refeições são preparadas a partir das 6h00 e são servidas por volta das 11h00 na praça ao lado do Palácio das Águas. Todo o trabalho de preparo e distribuição dos alimentos é feito por voluntários dedicados.  A arrecadação de toda matéria-prima utilizada é obra de caridade e doação de diversos colaboradores e beneméritos envolvidos no trabalho da ação pastoral.

 

D.H.: Como é feito o encaminhamento dos que desejam a recuperação?

Jaime: A maioria das pessoas que se encontram em situação de rua são acometidas pelo vício de drogas lícitas ou ilícitas; outras são apenas vítimas do preconceito e da falta de oportunidade. Acolher é o primeiro passo para recuperação da dignidade da pessoa humana. Este acolhimento consiste em distribuição de agasalhos, convite, convencimento, triagem, preparação e encaminhamento para internação e desintoxicação. Assim, toda pessoa que demonstre vontade e coragem para mudar de vida passa por uma triagem junto ao AME (Hospital João Paulo II) que, após os trâmites, disponibiliza uma vaga em uma das clínicas geridas pelo Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, especializada neste tipo de tratamento. No processo, a pastoral atua como um agente responsável pela pessoa a ser internada, visto que, na maioria das vezes, os laços familiares foram perdidos. Durante o tratamento, atuamos como tutores destes internos e, em especial, como mediadores para a reaproximação deles com seus familiares.

 

D.H: Qual o trabalho desenvolvido na chácara com pessoas em tratamento?

Jaime: A chácara é, na verdade, uma casa de acolhimento; é mais um passo rumo à efetiva realização e completude do objetivo primeiro da pastoral, que é restaurar a dignidade da pessoa humana. Ela é administrada pela Associação Beneficente Gabriela Rodrigues, entidade criada para apoiar o trabalho da pastoral e destina-se de forma primária a amparar os internos durante o tratamento, em especial, para recebê-los e abrigá-los nos finais de ciclo do tratamento, momento de aproximação familiar. De forma secundária, torna-se um lar provisório para abrigar no período pós-tratamento as pessoas que, tendo concluído o tratamento clínico regular, estejam em processo de transição entre situação de vivência nas ruas e retorno ao convívio social.  Na prática, é um lar provisório, temporário, para aqueles indivíduos que não podem retornar ainda ao convívio familiar, até à sua recolocação no mercado de trabalho e obtenção de uma moradia.

 

D.H: Como as pessoas podem colaborar com este belíssimo trabalho?

Jaime: Todo o trabalho da pastoral se sustenta na caridade e no serviço voluntariado. As pessoas podem ajudar de várias formas, seja participando como voluntário na preparação e distribuição de alimentos, seja na manutenção da casa de acolhimento ou, ainda, ajudando na coordenação e divulgação dos trabalhos da pastoral. Outra forma de ajuda é participar como colaborador ou benemérito pela doação de alimentos, roupas, calçados, produtos de higiene e limpeza ou mesmo doações em dinheiro, que são usados para custear os gastos com energia, gás, combustível e manutenção de veículos.

As doações podem ser encaminhadas para:

– Casa de Caridade Beata Madre Assunta – Rua Peru, nº 140 – Jardim Bordon, São José do Rio Preto – SP, CEP – 15055-510

– Casa de Acolhimento Gabriela Rodrigues – Rua Miriam Pousa Sestino Serigato nº 100, Morada Campestre, São José do Rio Preto – SP CEP 15.062.021

Contato: Jaime Sanchez – Coordenador (017) 996043388

Toda colaboração é sempre bem-vinda!

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