› O Bom Vizinho

O gênero televisivo conhecido como reality show popularizou-se em todo mundo graças à estreia do programa Big Brother. Neste formato, os protagonistas expõem suas vidas e se deixam ser observados 24 horas por dia, sujeitando-se aos mais diversos julgamentos. Baseando-se nesse modelo, os adolescentes Ethan e Sean levam a ideia de “show real” às últimas consequências em O Bom Vizinho.

Buscando elaborar um documentário e com ele tornar-se uma celebridade, Ethan convence o amigo Sean a instalar em sua casa um sistema observação. Juntos acompanham por câmeras secretas o cotidiano de Harold, o vizinho de hábitos metódicos e gestos pouco sociáveis que vive recluso na residência ao lado.

Os registros iniciais decepcionam os adolescentes já que Harold limita-se a assistir TV em sua confortável poltrona. Para animar o projeto, os jovens usam instrumentos tecnológicos e “assombram” a residência de seu vizinho, suscitando nele duras recordações sobre seu passado, com as quais terá que lidar.

As reações provocadas pelo experimento se desenrolam por toda a trama e prendem a atenção do espectador, sobretudo porque na medida em que as “assombrações” acontecem, Harold intensifica as idas ao porão, constantemente fechado, onde possivelmente guarda um grande segredo.

O suspense e drama de O Bom Vizinho nos faz refletir sobre os prejuízos que julgamentos superficiais podem causar e questiona a busca incessante pela fama e pelo sucesso, alçados à condição de metas para a vida na sociedade atual.

 

 

Leandro Neves
Professor de História
Catedral de São José

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