Especiais › 28/03/2016

Festa da Misericórdia

A Igreja Católica celebra, no segundo domingo da Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia, instituída pelo Papa João Paulo II. Esta festa teve origem na Polônia, em Cracóvia, através das experiências místicas de Irmã Faustina Kowalska, e é hoje celebrada no mundo inteiro.

Mas qual seria a imagem da Divina Misericórdia? Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. E este mistério da fé cristã parece nos levar a síntese total dessa misericórdia que se tornou visível nos gestos e atitudes de Jesus hoje, proposto pelas obras de misericórdia corporal e espiritual que insere dentro do processo de solidariedade essencial para o homem na vivencia com Deus e com o outro.

Ao contemplar o mistério da misericórdia, devemos sentir uma grande alegria, paz e serenidade, pois é a fonte primordial que nos leva ao encontro da nossa salvação para com Deus. A misericórdia é o algo tão sublime que só podemos compreender no caminho que une Deus e o homem, pois abre o nosso coração para olharmos com caridade o irmão que se encontra em nosso caminho no dia a dia.

Cristo ressuscitado nos ensina a necessidade da misericórdia e nos pede para praticar a caridade. Viver a fé nos impulsiona a levar a sério as palavras de nosso Mestre: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).  Esta bem-aventurança mostra a consequência das atitudes de quem se faz pobre e se abre para Deus e para o próximo.

O pobre é misericordioso. A misericórdia não significa ter dó, mas significa “empatia”, isto é, sofrer junto, sentir junto, ser solidário com o próximo, reconhecer as misérias do coração humano, ou melhor, ter um coração compassivo. Biblicamente a misericórdia é chamada de “comoção interior”, em hebraico “hesed rahamîm”, e designa o envolvimento da pessoa toda em favor do próximo.

O pobre se compadece e sofre com os que sofrem, é solidário com eles e reparte com eles o que tem. Isso é ser misericordioso evangelicamente. Os pobres são os que mais ajudam os outros pobres, são sensíveis e são mais abertos as necessidades que os levam a enxergar na realidade que se encontram.

O bem-aventurado por excelência da misericórdia é o próprio Senhor Jesus, ele que se fez pobre por primeiro para ensinar o caminho da pobreza e entender o que é ter, e viver para esta misericórdia que não tem fim.

O Senhor Jesus é a primeira fonte da Misericórdia. Assim como seus discípulos, devemos ser os continuadores do amor e do perdão a todos por meio da misericórdia que eles nos apresentou na “Parábola do Pai Misericordioso” que é o caminho da salvação.

 Que durante este Ano da Misericórdia nos convida a acolher as palavras do Senhor Jesus, pois são o anúncio da verdadeira paz do coração e da esperança que está enraizada no mistério da cruz na sua paixão e morte e, acima de tudo, na sua gloriosa ressurreição. O Misericordioso Senhor nos deu a participação na sua vitória sobre o pecado e a morte.

E a expressão mais profunda de uma fé madura que o Senhor nos ensinou está nos atos concretos de caridade por meio das obras de misericórdia.

Que a celebração do domingo da “Divina Misericórdia” fortaleça os nossos corações pela graça de Deus! E que a misericórdia do Senhor possa chegar aos nossos irmãos por meio de ações concretas, palavras de esperança e constante oração para que desça a misericórdia sobre nós e sobre o mundo inteiro!

Rafael Vicente
Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus

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