História

História da Diocese de São José do Rio Preto

ORIGEM HISTÓRICA

A ocupação da região de São José do Rio Preto (SP) começou no século XIX, com a vinda de famílias até então residentes em Minas Gerais em busca de terras férteis para a agricultura. Chegaram por volta de 1840. A 19 de março de 1852, Luís Antônio da Silveira e sua mulher, dona Tereza Francisca de Jesus, doam terras para o patrimônio de São José, onde haveria de ser construída uma pequena igrejinha, de pau-a-pique e coberta de sapé. Nessa época, o bairro de Rio Preto pertence ao município de São Bento de Araraquara. Em torno dessa capela, ergueram-se modestas casas de pau-a-pique dando origem ao povoado. A Capela dedicada ao padroeiro São José foi consagrada em 1854, pelo Padre José Maria de Oliveira, da cidade de Araraquara. Em 1857, a igrejinha construída pelos primeiros habitantes da cidade é oficialmente instituída como Capela. Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, bispo de São Paulo, determina a criação da Paróquia de São José, concedendo-lhe provisão no dia 15 de janeiro de 1882. Em 1º de janeiro de 1884, o vilarejo ganha um pároco. É o Padre José Bento da Costa que exerceu o cargo até fevereiro de 1896. A ele se deve o traçado da primeira planta da futura cidade, pois ele encomendou esse trabalho ao engenheiro italiano Ugolino Ugolini por volta de 1894 – 1895.

A Primeira Capela que serviu como Matriz a Rio Preto até 1912 (CAVALHEIRO; LAURITO, ÁLBUM ILUSTRADO DA COMARCA DE RIO PRETO. 1ª EDIÇÃO 1927-1929, p. 271).

Primeira Capela de São José do Rio Preto, construída a partir de 1854 e ampliada em 1867

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Foto1: Primeiro Pároco da Catedral de São José (1875-1896) Pe. José Bento da Costa
Foto 2: Primeira Casa Paroquial (1882)

LENDA DO PÁSSARO AZUL

lenda do passaro azul

Painel “A lenda do pássaro azul” Artista Plástico: Antonio Hudson Buck Acervo: Catedral de São José do Rio Preto

Contavam os antigos moradores da Região, que nossa história começou com a vinda de homens corajosos que saíram da Vila de Nossa Senhora do Carmo dos Tocos, hoje Vila Paraguassú, em Minas Gerais.

Esses desbravadores procuravam terras brutas, nunca antes exploradas, para conquistá-las, na esperança de acumular riquezas e viver em tranqüilidade, isolados nas matas virgens cheias de mistérios e surpresas.

Contavam também que foi em 1845, que Luiz Antônio da Silveira pisou, pela primeira vez, o solo rio-pretense, trazendo cargueiros e escravos, juntamente com seu irmão Antônio Carvalho e Silva, e de seu amigo Vicente Ferreira Netto. Abriram vereda mato a dentro, desde Bebedouro do Turvo até as proximidade do local onde se ergue a cidade de São José do Rio Preto. Os recursos estavam acabando e a comitiva se deteve aí.

Os três amigos e aventureiros começaram a percorrer os arredores e foram se apossando das vertentes dos córregos que vão desaguar no Rio Preto, instalando então suas fazendas. Tomaram posse das vertentes do córrego Espraiado; da vertente ocidental do córrego “Borá”, e de todas as vertentes do córrego “Canela” e da margem oriental do córrego “Borá”.

Haviam conquistado terras boas para o cultivo com sobra de água para o gado e bom lugar para moradia. Mas, não estavam totalmente satisfeitos.  Queriam mais! Assim, resolveram, os três, levar suas explorações mais para o interior e completar suas posses no “Canela”. Partiram num belo dia
com esse arrojado propósito.

Depois de muito caminhar pela mata fechada, desnortearam-se e durante três dias a fio abriram picadas, sem encontrar o caminho de volta ao acampamento.

Exaustos, famintos e quase desesperados, rezaram a Deus com a mais ardente fé e contrição.  Invocaram seus santos padroeiros, fazendo-lhes a promessa de lhes doar um patrimônio nas terras que ocuparam, se viessem são e salvos, de tão dura aventura, para suas famílias.

Vicente Ferreira Netto fez sua promessa a São Vicente Ferrer, Antônio Carvalho e Silva, à Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Tocos, sua terra natal, e Luiz Antônio da Silveira a São José, santo de sua devoção.

Contavam os antigos, que nessa hora, quando ainda estavam ajoelhados, rezando com muito fervor, apareceu um belo pássaro azul que se pôs a voar aos redor dos três, indo e voltando até eles, como a indicar-lhes um caminho. Eles se levantaram e receosos, mas cheios de esperança, começaram a seguir o belo pássaro que voava e cantava sem parar.

Caminharam muito tempo pela mata fechada e quando alcançaram um lugar já conhecido, o maravilhoso pássaro azul desapareceu.

Estavam livres do perigo de uma morte certa. Voltaram para casa e cada um deles cuidou em cumprir a promessa que fizeram, como sinal de gratidão aos seus protetores.

Contavam ainda, que eles passaram escrituras doando porções das terras que possuíam, mas apenas as dos irmãos Luiz Antônio da Silveira e Antônio Carvalho e Silva foram encontradas. A escritura de doação das terras que Vicente Ferreira Netto possuía na margem direita do “Canela”, porém, desapareceu. As outras deram origem aos patrimônios de São José e de Nossa Senhora do Carmo, que correspondem ao centro de São José do Rio Preto e ao bairro da Boa Vista.

De maneira simples, fica aqui registrada a Lenda do Pássaro Azul que marca o começo do povoamento da Região de São José do Rio Preto. A magia e a imaginação cercam o fato que os antigos conservaram na memória e transmitiram aos seus descendentes. Cada narrador enriqueceu-a de detalhes e fantasias. Afinal, quem conta um conto aumenta um ponto.

A IGREJA E A EXPANSÃO DA CIDADE

A cidade cresceu, a capelinha foi substituída. Em 1912, a primeira capela foi demolida, e no dia 26 de maio desse mesmo ano, foi lançada a pedra fundamental da nova Igreja Matriz. Em 04 de setembro de 1914, Dom José Marcondes de Homem de Mello deu a bênção solene na nova igreja, que apenas haveria de ser concluída em 1930. Em 1925, o povo rio-pretense é comunicado sobre a futura divisão da Diocese de São Carlos com a criação das Dioceses de Rio Preto e Jaboticabal. A partir daí, toda comunidade católica se mobilizou, criando uma comissão incumbida da organização do patrimônio do novo bispado e de levantar fundos para a construção da Catedral, do Palácio Episcopal e do Seminário. Mas a criação do Bispado só ocorreu mesmo no dia 25 de janeiro de 1929, através de uma Bula do Papa Pio XI. Nesse momento inicial, a diocese era composta por 15 paróquias, mencionadas na Bula de criação: “Rio Preto, Ibirá, Santa Adélia, Tabapuã, Mirassol, Nova Granada, Monte Aprazível, Tanabi, Ariranha, Catanduva, Potirendaba, Inácio Uchoa, Cedral, José Bonifácio e Fernando Prestes”. Entretanto, faltava o bispo.

DEMOLIÇÃO DA CATEDRAL

Demolição da Capela construída no século XIX

PEDRA FUNDAMENTAL 1912-vert

Foto 1: Lançamento da Pedra Fundamental da Nova Igreja Matriz (26 de maio de 1912)

Foto 2: Em fins de dezembro de 1913, as paredes estão
levantadas e é dado início à construção do telhado

Você Sabia?

Que no ano de 1920, a diocese de São Carlos era responsável por uma área imensa do interior do estado de São Paulo. Os Núncios Apostólicos, representantes do papa em nosso país, moravam no Rio de Janeiro, então capital do Brasil. A pedido do bispo Dom José Marcondes Homem de Melo o Núncio visitou São Carlos e decidiu resolver o problema de sua grande extensão territorial.

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Foto 1: Igreja Matriz São José (1914)
Foto 2: Bênção solene da nova matriz  (4 de setembro de 1914)

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Foto 1: As religiosas de Santo André fundam um colégio no
território da Igreja Matriz São José (1928)

Foto 2: Igreja de São José (1928)

BULA DE CRIAÇÃO DA DIOCESE (29 de janeiro de 1929)

“O cuidado de todas as Igrejas confiado, por efeito da vontade divina, a Nós, requer que se disponham as circunscrições das dioceses, de sorte a tornar mais fácil e mais conveniente a direção dos fiéis cristãos.
Sendo, assim vastíssima a Diocese de São Carlos do Pinhal, a Nós, a pedido do venerável Irmão José Marcondes Homem de Mello, Bispo desta Igreja, resolvemos dividir o território da mesma e daí erigir novos bispados.
Por conselho, pois dos nossos Veneráveis Irmãos Cardeais prepostos à Sagrada Congregação Consistorial e obtido, com antecedência o voto favorável do Venerável Irmão Benedito Aloysio Marsella, arcebispo titular de Cesaria em Mauritânia e Núncio Apostólico junto à República Brasileira, suprido, em quanto se fizer mister, o consenso de quaisquer que tenham interesse em causa ou presuma tê-lo, dividimos, na plenitude do poder apostólico, o território pertencente à mesma Diocese de São Carlos do Pinhal em três partes distintas: em uma das quais restringimos e circunscrevemos a própria Diocese de São Carlos, e nas outras duas Erigimos Novas Dioceses a serem denominadas Jaboticabalense, da cidade de Jaboticabal, a Riopretense, da cidade de Rio Preto.
A nova Diocese de Jaboticabal ser circunscrita pela linha que, tendo início no Rio Grande junto a foz do Rio Turvo, sobe pelo mesmo até a foz do Rio da Onça; vai por este e pelo córrego das Anhumas até a nascente deste em Furnas, na parte ocidental do próprio vulgarmente chamado Fazenda Glória; daí até a nascente do Córrego Rico na parte Meridional do mencionado próprio ou Fazenda da Glória; desce pelo Córrego Rico até a sua foz no Rio Mogi-Guaçu, finalmente, pelos Rios Mogi-Guaçu, Pardo e Grande até a foz do Rio Turvo.
Esta Diocese assim circunscrita, se constitui de dezesseis paróquias a saber: Jaboticabal, Barretos, Bebedouro, Pitangueiras, Viradouro, Monte Alto, Monte Azul, Taiassu, Olímpia, Colina, Cajobi, Irupi, Pirangi, Taiuva, Guaraci e Severina.

A outra Diocese de Rio Preto terá os seus limites pela linha geográfica, que partindo do Rio Grande junto a foz do Rio Turvo, sobe por este até o Rio da Onça, prossegue por este e pelo Córrego das Anhumas até a nascente desde em Furnas, na parte ocidental do próprio, ou Fazenda “Glória” e prosseguindo pelo limite que deixa para a direita as águas do Córrego das Anhumas e para esquerda as águas do Ribeirão Jurema até o alto do morro da Brôa, desce pelo Córrego Jurema-Mirim e Ribeirões Jurema e dos Porcos até o foz do Ribeirão Ururaí na parte meridional de Ururaí; daí sobe por este Ribeirão até a sua nascente e deste até a do Rio Barra Mansa ou Cubatão entre a parte meridional e a ocidental de Pindorama; prossegue pelo Ribeirão Cubatão ou Barra Mansa até a sua embocadura no Rio Tietê depois por este até a foz no Rio Paraná; igualmente por este até a foz do Rio Grande e finalmente por este até a foz do Rio Turvo, onde tem início a linha desta circunscrição.
Esta Diocese (Rio Preto) compreende quinze paróquias: Rio Preto, Ibirá, Santa Adélia, Tabapuã, Mirassol, Nova Granada, Monte Aprazível, Tanabi, Ariranha, Catanduva, Potirendaba, Inácio Uchoa, Cedral, José Bonifácio e Fernando Prestes.

Constituímos, perpetuamente, a sede e a catedral episcopal destas novas Dioceses Jaboticabalense e Riopretense e nas cidades de Jaboticabal e Rio Preto de que tiram elas o nome; elevamo-las, por esta razão, ao fastígio de cidades episcopais com todos os direitos e privilégios de que gozam as outras cidades episcopais na América Latina.

Elevamos, também, à dignidade de Catedrais as igrejas paróquias dedicadas à Nossa Senhora do Carmo e a de São José, respectivamente na cidade de Jaboticabal e de Rio Preto, que deverão permanecer sob os mesmos títulos e, ao mesmo tempo, concedemos-lhes e aos seus Bispos, segundo as circunstâncias, os direitos, as honras, as insígnias, os favores e as graças e os privilégios de que gozam, por direito comum, as outras igrejas catedrais e os seus prelados na América Latina, juntamente com todos os ônus e obrigações anexas.
Constituímos além disto, essas mesmas igrejas catedrais sufragâneas das igrejas metropolitana de São Paulo, no Brasil, e submetemos segundo o tempo, os seus bispos ao direito metropolitano do mesmo Arcebispo de São Paulo. Como porém, as circunstâncias da época atual não permitam que nestas novas dioceses se instituam, no momento, cabidos de cônegos, concedemos que interinamente se elejam, de acordo com as normas do direito, Consultores Diocesanos em lugar dos Cônegos Capitulares.

Queremos ainda e mandamos que, em ambas as novas dioceses, o mais cedo possível, se institua pelo menos o seminário diocesano menor, de acordo com o que prescreve o Código de Direito Canônico e com as normas estabelecidas pela Sagrada Congregação dos Seminários. Queremos, igualmente, que cada uma das Dioceses de Jaboticabal e de Rio Preto envie, sem interrupção, dois jovens escolhidos ou pelo menos um para o Pontifício Seminário Pio Latino Americano de Roma, a fim de que sob os auspícios do Romano Pontífice se constituam esperanças da Igreja. Relativamente ao que se refere ao regime e a administração das Dioceses, à eleição do Vigário Capitular ou Administrador, sede vacante, aos direitos e obrigações dos clérigos e dos fiéis e a outros assuntos idênticos mandamos que se observe o que a respeito estatuem os Sagrados Canônes.
Relativamente ao que se refere especialmente ao clero, estabelecemos que, uma vez feita a ereção das mencionadas dioceses, por isso mesmo se considerem clérigos incardinados na Igreja em cujo território vivam legitimamente. Constituam a mesa episcopal destas novas dioceses os emolumentos da Cúria e outras espórtulas que pelos fiéis, para cujo bem foram criadas as mesmas dioceses, costumam ser oferecidas, exceto as que para este fim já foram recolhidas.

Além disso, todos os documentos e atos referentes a estas novas dioceses e seus clérigos e fiéis devem ser antes entregues pela Secretaria do Bispado de São Carlos as respectivas Secretárias das novas dioceses, a fim de que se conservem em arquivos próprios.

Reservamos, finalmente, a Nós e à Sé Apostólica a faculdade de livremente decretar o desmembramento destas dioceses, sempre que isto nos aparecer oportuno no Senhor. Para mandar executar tudo o que acima está decretado e disposto, encarregamos o Venerável Irmão Benedito Aloysio Marsella, Arcebispo titular de Cesar, a em Mauritania, Núncio Apostólico junto à República Brasileira, e ao mesmo concedemos as faculdades necessárias e oportunas, inclusive a de subdelegar, para o efeito do que se trata, a qualquer pessoa constituída em dignidade ou ofício eclesiástico e a de dirimir controvérsias, de qualquer forma, levantadas no ato de execução, imposto ao mesmo o ônus de transmitir à Sagrada Congregação Consistorial, dentro de seis meses a contar da data destas letras, um exemplar autêntico do seu cumprimento.

As presentes Letras e tudo o que nelas se contém, ainda mesmo que tenha interesse ou presuma tê-lo não fosse ouvido ou não estivesse de acordo, susposta ainda a hipótese de ser este digno de menção expressa, específica e individual, jamais poderão ser anotadas ou impugnadas do vício de subversão, obserção ou nulidade ou de qualquer outro defeito mesmo substancial ou imprevisto. As presentes Letras serão e prevalecerão sempre válidas como feitas por ciência certa e emanadas da plenitude do poder; terão e obterão os seus efeitos integrais e plenos, e devem ser observadas inviolavelmente por todos as que se referem. E se acontecer, o contrário, serem as presentes letras atacadas conscientes ou inconscientemente, por qualquer pessoa ou qualquer autoridade, queremos e determinamos que seja no presente e no futuro, inteiramente irrito e nulo o ato.
Queremos, finalmente que os traslados mesmo impressos destas letras, subscritas, porém, por algum Notário público munidas do selo de alguma pessoa constituída em dignidade ou ofício eclesiástico, se dê a mesma fé que se lhes daria se fossem exibidas na original.

Enquanto for mister, não obstarão a estas Letras as regras públicas pelos Concílios Sinodais, Provinciais, Gerais e Universais, nem as constituições especiais e ordenações Apostólicas e outras disposições dos Romanos Pontífices, Nossos predecessores, ou quaisquer determinação contrárias. A ninguém é lícito infrigir estas nossas Letras de desmembramento, ereção, concessão, derrogação, de ordem e de vontade Nossa.
Se Alguém, porém, temerariamente tentar fazê-lo, saiba que incorre na indignação de Deus onipotente e dos Seus Apóstolos São Pedro e São Paulo.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do Senhor de mil novecentos e vinte e nove, vigésimos quinto dia do mês de janeiro, sétimo ano do Nosso Pontificado.”

DOM LAFAYETTE LIBÂNIO (1931-1966), 1º Bispo Diocesano.

DOM LAFAYETTE LIBÂNIO

Aos 8 de agosto de 1930, o Papa Pio XI nomeia Dom Lafayette Libânio como Bispo da Diocese de Rio Preto. Ele toma posse em 22 de janeiro de 1931 e governa a diocese até 1966. Dom Lafayette chegou a Rio Preto por meio da Estrada de Ferro Araraquarense. Foi recebido por uma grande multidão de fiéis organizada pelo prefeito João Augusto de Pádua Fleury. O primeiro bispo de Rio Preto foi saudado oficialmente pelo advogado Luiz Ferreira Nunes, que falou em nome de todos os fiéis presentes ao evento. À frente da Diocese de 1931 a 1966, Dom Lafayette Libânio foi o responsável pelos primeiros passos de um sonho construído em conjunto por homens e mulheres que não mediram esforços para se dedicar aos desafios da Igreja particular de São José do Rio Preto. Com um trabalho verdadeiramente missionário, Dom Lafayette percorreu sua imensa diocese, enfrentando estradas poeirentas no verão, encharcadas e lamacentas no período das chuvas. Nas prolongadas visitas paroquiais, no início, viajou em lombo de cavalo, pousando em choupanas simples, muitas vezes úmidas. Mais tarde, viajou em carro, mas as estradas continuavam mal tratadas, estreitas e com muitos buracos.

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, Dom Lafayette fez uma promessa à Padroeira do Brasil, pedindo sua proteção, para que a guerra não chegasse ao território diocesano. Como seu pedido foi atendido, cumpriu sua promessa em 1943, data da consagração da Basílica Nossa Senhora Aparecida. Além disso, Dom Lafayette não mediu esforços para efetivar a instalação de um Seminário Menor Diocesano. Nomeou Monsenhor Gregório Naffría para empreender a construção, terminada e inaugurada em 1944. Em 1940, aconteceu o Primeiro Congresso Eucarístico Diocesano e, em 1949, o Congresso Eucarístico Mariano Provincial. Os dois Congressos reuniram muitos fiéis e contou com a presença de autoridades religiosas, bispos, o arcebispo de São Paulo e demais autoridades civis. Esses dois acontecimentos tornaram a cidade e toda a região conhecidas em todo o país.

Em 1929, ano da criação da Diocese, a família Spínola Castro doou à diocese um terreno de 10.800 metros quadrados, no bairro Boa Vista. Nesse ano, Dom José Marcondes, bispo de São Carlos, colocou a pedra fundamental da casa do futuro bispo, porém somente em 1946, foi organizada uma comissão definitiva para a construção do Palácio Episcopal. O prédio foi inaugurado no dia 12 de novembro de 1947. Dom Lafayette se mudou para a Avenida Constituição, onde residiu até a sua renúncia canônica em 1966.

Foto de 1929 do Gynasio Diocesano instalado na Casa Paroquial.

Ginásio Diocesano (1929)

PADRE MANOEL JOAQUIM GONÇALVES

Pe. Joaquim Manoel Gonçalves conclui a construção da nova Matriz (1931-1932)

CONSTRUÇÃO DA BÁSILICA

Construção da Basílica de Nossa Senhora Aparecida dedicada em 1943

Palácio Episcopal em 1947, localizado na Avenida Constituição.

Palácio Episcopal (1947)

PADROEIRO DA DIOCESE

Imaculado Coração de Maria

Atendendo o desejo do povo e o pedido de Dom Lafayette, o Papa Pio XII houve por bem declarar o Coração Imaculado de Maria como principal padroeiro da Diocese de Rio Preto, por Breve de 17 de agosto de 1954. A leitura do Breve e a consagração ao Coração Imaculado de Maria foram realizadas na Catedral de São José no dia 8 de Dezembro de 1954, por ocasião do encerramento do Ano Santo Mariano. De 8 a 23 de agosto de 1959, na primeira etapa das comemorações das bodas de ouro sacerdotais de Dom Lafayette Libânio, fez parte da programação a chegada da imagem do Coração Imaculado de Maria da cidade de São Paulo, após ter recebido a bênção na igreja de Santo Agostinho, celebrada pelo Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta. Depois de ter percorrido todas as igrejas de São José do Rio Preto, no dia 23, a imagem chegou de helicóptero até o estádio de futebol “Mário Alves Mendonça”, onde foi celebrada missa pontifical com a presença de vários bispos, sacerdotes, religiosos com uma grande concentração de fiéis de toda a Diocese. O ponto alto da celebração foi a coroação da imagem por Dom Lafayette e a renovação da consagração da Diocese. Devido à declaração, cresceu na diocese a devoção ao Coração Imaculado de Maria. Foram construídas duas igrejas em sua honra, em Mendonça e Rio Preto, na Vila Santa Cruz. Leia a seguir o Breve do Papa Pio XII, em que se declara o Imaculado Coração de Maria como patrona da Diocese:

“Feliz por certo o povo, cuja rainha é a Mãe de Deus: assim pensam – como nós fomos informados – os fiéis da Diocese de Rio Preto, movidos como são por uma legítima piedade para com a Santa Mãe de Deus, livre de toda mácula.

Mas para que esta devoção, crescesse num progresso sempre mais feliz, e para que os limites do Reino de Deus, pela intercessão da Bem Aventurada Virgem Maria, se expandisse mais largamente, nosso venerável irmão Lafayette Libânio, Bispo de Rio Preto, nos pediu declarássemos o Coração Imaculado da Bem Aventurada Virgem Maria padroeiro principal, junto de Deus, de sua diocese.

De boa mente nós atendemos a este pedido, porque é como vindo de nosso próprio coração.
Por isso, após termos consultado a Sagrada Congregação dos Ritos, depois de um estudo sério e de uma deliberação madura, com a plenitude do poder apostólico, nós proclamamos e declaramos pelas presentes letras que o Coração Imaculado da Bem Aventurada Virgem Maria será para sempre o principal padroeiro junto de Deus de toda a Diocese de Rio Preto, com todos os direitos e privilégios litúrgicos, devidos aos principais padroeiros das dioceses, não obstante todas as disposições em contrário.

Isto nós proclamamos e estabelecemos, decretando que as presentes letras subsistam e permaneçam firmes, válidas e eficazes, tenham seus efeitos plenos e íntegros, valham agora e no futuro, para aqueles aos quais se dirigem ou possam dirigir-se e que, segundo as regras, assim deve julgar-se e definir, que de hoje em diante seja inútil e vão tentar qualquer decisão em contrário, por quem quer que seja, por parte de qualquer autoridade, cientemente ou por ignorância.

Dado em Castel Gandolfo, sob o Anel do Pescador, no dia 17 de agosto do ano de 1954, 16º do nosso Pontificado.
por especial mandado de Sua Santidade.

Pelo Cardeal para os negócios públicos da Igreja, Gildo Brugnola.”

 

PRIMEIRAS ASSOCIAÇÕES DE FIÉIS

A Igreja sempre organizou associações religiosas com a finalidade de incentivar o estudo da doutrina cristã, a frequência às práticas religiosas e à devoção. Vamos lembrar o nome de algumas das associações: para crianças (Anjo da Guarda, Cruzada Eucarística), para os jovens, moços e moças (Congregações Marianas), para as senhoras (Damas de Caridade) e para os homens (Irmãos do Santíssimo). Outros grupos de pessoas se reuniam conforme a sua devoção especial que tinham por um santo: associação de São José, do Rosário, de Santo Antônio, etc. e todas realizavam trabalhos sociais. Dom Lafayette Libânio criou a Associação das Cecilianas e dos Valerianos e para as jovens, a Goretinas. Mais tarde, vieram os Cursilhos de Cristandade; os movimentos dos carismáticos e dos jovens.

 

ORDENS RELIGIOSAS

Diversas ordens religiosas femininas já atuaram na diocese de São José do Rio Preto. Entre elas, as religiosas de Santo André, que criaram um Colégio feminino em 1920 e permanecem atendendo hoje; as Franciscanas, que durante três décadas trabalharam junto aos enfermos da Santa Casa de Misericórdia local; as Irmãs da Providência de GAP(Rio Preto e Tanabi); as religiosas da Congregação de S. José de Cluny (Lar de Fátima), as Missionárias de Jesus Crucificado (Rio Preto); as Irmãs da Ressurreição (Escola Pequeno Príncipe); as Missionárias do Coração Imaculado de
Maria (José Bonifácio e Rio Preto); as Ursulinas do Santíssimo Crucifixo (Rio Preto); as Missionárias Servas da Igreja (Rio Preto); as Missionárias da Providência Santíssima (Neves Paulista, Poloni e Nipoã), as Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (Jaci e Nhandeara); as Irmãs Franciscanas do Coração de Maria (Votuporanga e Catanduva).

A DIOCESE E SEU CLERO

A região de Rio Preto sempre contou com a presença de sacerdotes seculares e religiosos. Alguns cuidaram de paróquias, como os Jesuítas que se instalaram na paróquia de São José de 1916 a 1923. Vieram depois, os Beneditinos, de 1923 a 1924. Na paróquia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, da Boa Vista, os Franciscanos trabalharam de 1934 até 1966, quando construíram o convento e a Basílica. Para o lugar deles vieram então os Capuchinhos, que ficaram até 1995. Só então a Basílica, teve à frente um padre diocesano. A Diocese contou também com os Assuncionistas (no Seminário Menor), os Agostinianos (no Colégio Santo José); os Combonianos (no São Judas Tadeu); e tantos outros, como os Doutrinários (de Catanduva), os Missionários do Coração Imaculado de Maria (de José Bonifácio), os Servos da Igreja (da Santa Terezinha), os Franciscanos (de Jaci). O clero diocesano, composto de sacerdotes seculares e religiosos, assume paróquias e capelas; exercem atividades educacionais e sociais. Atualmente, são 138 padres, entre religiosos e seculares, ligados à Diocese de São José do Rio Preto, bem como 15 diáconos permanentes, todos eles diocesanos.

 

Dom José de Aquino Pereira e padres do clero diocesano (década de 70)

Dom José de Aquino Pereira e padres do clero diocesano
(década de 70)

BISPOS DIOCESANOS E O CONCÍLIO VATICANO II (1962-1965)

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O Concílio Vaticano II, realizado em Roma, na Itália, de 1962 a 1965, contou com a presença dos dois primeiros bispos da diocese rio-pretense. O Concílio foi convocado pelo Papa João XXIII com a finalidade de encontrar respostas às grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como sinais dos tempos, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus.

O bispo de São José do Rio Preto, Dom Lafayette Libânio, esteve presente na primeira sessão, realizada de outubro a dezembro de 1962, e não retornou nas sessões seguintes devido à idade avançada e à saúde fragilizada. O segundo bispo diocesano, Dom José de Aquino Pereira, na época bispo de residente Prudente, participou de todas as fases, que perduraram até dezembro de 1965. Com a morte de João XXIII, em junho de 1963, o Concílio teve continuidade com o Papa Paulo VI.

Cerca de 2500 mil bispos do mundo inteiro aprovaram 16 documentos, entre constituições, decretos e declarações. A tradição da fé apostólica e a “nova evangelização”, tão esperadas pelos católicos do mundo inteiro, foram garantidas por meio de quatro constituições dogmáticas: Igreja (Lumen Gentium), Revelação (Dei Verbum), Liturgia (Sacrosanctum Concilium) e Igreja no mundo atual (Gaudium et Spes).
Foi Dom José de Aquino Pereira, a partir de 1968, como bispo da Diocese de Rio Preto, que teve a responsabilidade de aplicar os ensinamentos do Concílio, que até hoje continuam a produzir bons frutos.

DOM JOSÉ DE AQUINO PERREIRA (1968-1997), 2º bispo diocesano

DOM JOSÉ DE AQUINO PEREIRA

Dom José de Aquino Pereira assumiu a diocese em tempos difíceis e cheio de transformações advindas do Concílio Vaticano II. Enfrentou com muita coragem e dedicação, dois grandes desafios, dentre tantos outros: aumentar o número de sacerdotes na direção das paróquias e restaurar a situação econômico-financeira da diocese.

Ele teve o mérito de criar o Seminário Maior “Sagrado Coração de Jesus”, em 1975. Reformou o antigo prédio do Seminário Menor e o Palácio Episcopal. Trouxe padres italianos, portugueses, espanhóis, poloneses para auxiliar no ministério pastoral. Ordenou dezenas de novos sacerdotes.

Dom José de Aquino Pereira renunciou em 1997, ao completar 75 anos de idade, deixando a Diocese com 79 paróquias e inúmeras capelas.  Residiu em Rio Preto até a sua morte, em 17 de novembro de 2011.

NOVA CATEDRAL

Muitos anos se passaram, mas a ideia de construir uma grande e nova Catedral permanecia. Mesmo diante dos protestos dos fiéis católicos, D. José de Aquino Pereira determinou a demolição da antiga igreja e, em 1973, deu a missão ao Pe. Santo Marini de construir o novo templo. Marini já havia construído a Igreja da Vila Redentora de São José do Rio Preto. Ele coordenou os trabalhos de construção até 1977, quando faleceu de infarto. Está enterrado na cripta da Catedral, junto com os bispos falecidos. A velha igreja começou a ser demolida em 1973 e a Catedral nova foi sendo construída ao seu redor, com muito esforço. Infelizmente, o seu projeto inicial foi totalmente alterado pelos curas que passaram pela Catedral. Essa construção levou muitos anos. O edifício ficou pronto, mas ainda tem que ser acabado. A Nova Catedral ainda não foi dedicada.

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Igreja Catedral (1974)

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Padre Santo Marini, responsável pela construção da Nova Catedral
(Falecido em 1977)

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Aprovação da planta da Catedral (30 de novembro de 1973)

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CATEDRAL (2)

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             Demolição da Catedral (1975)

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Construção da Nova Catedral (final da década de 70 e início da década de 80)

DOM ORANI JOÃO TEMPESTA (1997-2004), 3º bispo diocesano

DOM ORANI JOÃO TEMPESTAMonge cisterciense, prior e abade, Dom Orani João assumiu a Diocese de São José do Rio Preto no dia 1º de maio de 1997. Dinâmico e trabalhador, promoveu os festejos dos “70 anos da Diocese (1929-1999)”, com exposição de objetos sacros, fotos e documentos antigos. Patrocinou a publicação de livros que contam a história da diocese.

Reuniu milhares de pessoas vindas de toda diocese, no Centro Regional de Eventos de São José do Rio Preto, para o III CONGRESSO EUCARÍSTICO DIOCESANO.

Envolveu toda a diocese nas comemorações do Jubileu do Ano Santo (2000) e do Sínodo da Juventude. Criou diversas paróquias na Região Norte da cidade de São José do Rio Preto em terrenos institucionais cedidos à Caritas Diocesana. Dom Orani tornou a Diocese conhecida nacionalmente, graças ao seu trabalho no Setor de Comunicação da CNBB. Foi transferido em 2004 para a Arquidiocese de Belém.

Atualmente, é o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro.

Posse de Dom Orani como 3º Bispo da história da Diocese de São José do Rio Preto (01 maio de 1997)

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MUDANÇA DO NOME DA DIOCESE E O CO-PADROEIRO SÃO JOSÉ

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Toda diocese quando criada, normalmente, leva o nome da cidade-sede. Em 1929, como a cidade principal da nova diocese tinha o nome de Rio Preto, assim também ficou a sua denominação. Durante quase 40 anos, de 1906 a 1944, a cidade teve seu nome reduzido, por ser “muito extenso”, para Rio Preto, sendo tirado o nome do padroeiro, São José. A mudança de nome, com respaldo da lei estadual nº 1021, de 6 de novembro de 1906, aconteceu no período em que a cidade foi elevada à categoria de comarca, em 1904.  O decreto foi criado para substituir os nomes de localidades que tivessem um ou mais homônimos no território nacional. A denominação inicial de São José do Rio Preto surgiu quando foi criado o arraial, em 1852, que é o resultado da união do santo padroeiro e do rio Preto, de águas escuras, que passa pela cidade. O nome que perdurou nos primeiros 50 anos, desde quando era arraial, depois vila, cidade e culminando com a comarca, venceu os percalços dos tempos e terminou um século avançando no caminho do progresso. Sempre foi reconhecido não só pelos habitantes e viajantes que por aqui passaram, como o visconde de Taunnay, mas principalmente pelo poder constituído em todas as esferas do país.

A futura “capital do sertão”, diferente de outras cidades brasileiras que foram planejadas, como Campinas e Brasília, foi marcada desde a origem com a força da religiosidade de um povo que perdura até hoje. Foi sobre as terras de São José que a cidade nasceu, cresceu e continua em pleno desenvolvimento depois de 162 anos de existência. Em 1944, por ocasião dos festejos de comemoração do cinquentenário municipal, o nome voltava para São José do Rio Preto, que, embora longa, tinha uma história de direitos adquiridos com o nome de batismo da cidade. A mudança foi provocada por uma falsa notícia de que o Centro Geográfico do Rio de Janeiro queria mudar para Iboruna. A manifestação dos rio-pretenses junto às autoridades estaduais e federais não só impediu a mudança, como conquistou, de maneira definitiva, a denominação primitiva. Uma das consequências deste período foi a denominação oficial que a Diocese de Rio Preto recebeu ao ser criada em 25 de janeiro de 1929. Na época, o Vaticano expediu a documentação de criação, a Bula “Sollicitudo Omniun Ecclesiarum”, respeitando o nome da cidade na época.

O 3º bispo diocesano, Dom Orani João Tempesta, entendeu que a diocese deveria ser denominada São José do Rio Preto, conforme o nome civil de origem e agora, de forma definitiva, e também em respeito à devoção do povo rio-pretense por São José. Em 1º de setembro de 2002, enviou um pedido ao Papa João Paulo II, por meio da Nunciatura Apostólica no Brasil, solicitando a alteração da denominação da diocese e a concessão do título de São José como co-padroeiro diocesano. O pedido foi atendido, tendo a mudança sendo realizada no dia 19 de março de 2003 na Catedral, durante a celebração pontifical em louvor a São José.

 

DOM PAULO MENDES PEIXOTO (2006-2012), 4º bispo diocesano

DOM PAULO MENDES PEIXOTO

Depois de um período de vacância, sob a administração diocesana do Padre Irineu Vendrami, Dom Paulo Mendes Peixoto, mineiro de Caratinga, foi escolhido por Bento XVI para assumir a Diocese de São José do Rio Preto em 25 de março de 2006.

Durante o seu governo, Dom Paulo deu continuidade ao trabalho de Dom Orani e realizou algumas transferências de padres e de reorganização da administração econômica. Também, incentivou a formação de catequistas e a instituição da Escola Bíblico-Catequética. Favoreceu o curso de Teologia Pastoral, destinado aos leigos, e ordenou 17 diáconos permanentes, membros da Escola Diaconal Santo Estevão, criada por Dom Orani Tempesta.

Dom Paulo ficou conhecido por seu jeito simples e por sua proximidade em relação aos fiéis. Empreendeu diversas visitas pastorais às Paróquias, nas quais incentivava os fiéis a assumirem o seu protagonismo. Foi transferido em 2012 para a Arquidiocese de Uberaba.

Posse de Dom Paulo como 4º Bispo da história da Diocese de São José do Rio Preto (25 de março de 2006)

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DOM TOMÉ FERREIRA DA SILVA (2012), 5º bispo diocesano

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Durante seis meses, Padre Jarbas Brandini Dutra administrou a Diocese, em nome do Colégio dos Consultores.

Em 16 de novembro de 2012, Dom Tomé é apresentado a toda comunidade diocesana, ansiosa em conhecer o seu novo bispo.

Nestes dois anos, Dom Tomé criou as Paróquias São Roberto Belarmino, de Pontes Gestal, São Benedito e Nossa Senhora de Lourdes, do município de Lourdes, e Nossa Senhora Aparecida, de Monções. Implementou alguns ajustes  na administração econômica da Diocese e reordenou o Setor de Comunicação Diocesano.

Posse de Dom Paulo como 5º Bispo da história da Diocese de São José do Rio Preto (16  de novembro de 2012)

Posse de Dom Tomé como 5º Bispo da história da Diocese de São José do Rio Preto (16  de novembro de 2012)

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Texto: Nilce Lodi e Padre Hallison Henrique de Jesus Parro (Proibida a reprodução)
Fotos: Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de São José do Rio Preto e Arquivo Diocesano

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