Alívio para os rio-pretenses

cidades_TransitoBadyBassittDepois de 715 dias (23 meses) de obras, a reabertura da avenida Bady Bassitt ao trânsito de veículos na manhã desta terça-feira, 18, trouxe alívio para comerciantes e motoristas. E a expectativa de que uma das vias arteriais de Rio Preto não volte a ser palco de enchentes dramáticas. Somente no córrego Borá, que passa debaixo da avenida, foram gastos R$ 64,8 milhões em 3,2 quilômetros de extensão. Foi instalada canalização para a condução das águas das chuvas. O último prazo de conclusão das obras por lá era setembro de 2016.

“Podem ocorrer em alguns locais uma lâmina d’água, mas não vai ocorrer aquele transtorno que invadia os prédios”, garantiu Sérgio Astolfo Issas, secretário de Obras. Segundo ele, talvez sejam necessários acertos na microdrenagem. “Que é conduzir essa água para dentro do canal para que ela não corra mais superficialmente.” Como ainda serão executadas as obras dos corredores de ônibus, não será feita a sinalização definitiva da via. Uma sinalização de solo provisória demarcará as faixas de rolamento.

Mal-estar

A fala de Issas tentou amenizar o mal-estar causado pela declaração do prefeito Edinho Araújo (PMDB), baseada em dados do engenheiro que desenvolveu o projeto. De acordo com Edinho, chuvas acima de 100 milímetros por hora não seriam suportadas. “Portanto, você terá enchente”, afirmou. Pedro Donizeti Zacarin, responsável pelas obras antienchentes, fala que a estrutura suporta chuvas de até 100 milímetros por hora sem causar alagamentos. “Segundo as estatísticas de Rio Preto, uma chuva dessas ocorre a cada 100 anos. É muito forte”, justifica.

A chuva de 18 de janeiro de 2010, que deixou dois mortos e destruiu parte da cidade, superou esse índice. Em nota, o ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) reiterou o que disse o engenheiro. “O projeto executado pode suportar grandes precipitações sem problema. E é eficiente.” Zacarin e o engenheiro Irineu Polacchini Junior consideram que há problemas na captação de água na cidade. “Precisamos de obras de drenagem, bocas de lobo para alimentar o novo canal”, diz Polacchini. “A água chega no ponto baixo. Até entrar e encontrar espaço no canal forma essa lâmina”, diz Zacarin.

Em nota, a Prefeitura informou que as obras antienchente estão sendo finalizadas e após a conclusão, caso haja necessidade de readequações, avaliará cada caso. Denner Fernandes Beato, diretor do Departamento técnico da Constroeste, empresa responsável pelas obras, atribui os atrasos na obra à demora nos repasses do governo federal e dificuldades encontradas durante a execução. “A complexidade técnica e operacional é muito grande. Qualquer empresa que estivesse trabalhando encontraria dificuldades” considera. “Escavação em solos moles, brejosos”, fala.

Ele também acredita que podem aparecer lâminas d’água, mas não enchentes das proporções já vistas. “Dependendo da quantidade de chuva não tem canal que suporte, avenida localizada dentro de um vale, córrego correndo por lá.” Para a finalização das obras antienchente, faltam 2%, que correspondem a uma lagoa no bairro Tarraf 2. Segundo a empresa, deve demorar de dois a três meses para ficar pronta. O conjunto completo das obras deve ser entregue em 14 de julho deste ano. Os comerciantes sofreram com os 715 dias de obras na Bady Bassitt. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico apontam que dos 218 prédios comerciais existentes em sua extensão, 56 estão fechados.

O Posto Tropical diz ter perdido 26 funcionários, 52% do movimento nas bombas e 60% dos clientes da loja de conveniência. “Ninguém queria passar pela Bady Bassitt. Levamos um prejuízo violento e irreparável. Clientes que passavam por ali acharam outro caminho”, fala o empresário José Domingos Cocenzo. André Villas Boas, dono de uma loja de colchões, teve perdas de 60%. “As pessoas têm medo de passar na avenida. Toda hora tem um cone, tem isso, tem aquilo.” Neiva Maria da Silveira Pereira, da Pharmavida, diz que a loja ficou 80 dias inacessível aos clientes. “Imagina você com boleto de impostos, folha de pagamento alta. Mexe até com seu emocional.”

Pelo menos 50% do faturamento foi atingido e o quadro de funcionários caiu de 32 para 15 pessoas. “Foi muito triste”, diz Neiva. “Pelo menos 12 fecharam no final do ano passado e esse começo de ano. Em época de crise, qualquer mudança é fatal. Isso (as obras) é um problemão. Diminuiu fluxo de gente, atividade econômica, as pessoas começaram a evitar a Bady”, diz Liszt Abdala, secretário de Desenvolvimento Econômico. A Prefeitura de Rio Preto afirma que retomará as obras dos corredores de ônibus em breve na Avenida Bady Bassitt, mas não sem antes realizar uma reunião com os comerciantes, com o objetivo de que suas perdas sejam menores.

Comerciantes tiveram perdas

Os comerciantes sofreram com os 715 dias de obras na Bady Bassitt. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico apontam que dos 218 prédios comerciais existentes em sua extensão, 56 estão fechados. O Posto Tropical diz ter perdido 26 funcionários, 52% do movimento nas bombas e 60% dos clientes da loja de conveniência. “Ninguém queria passar pela Bady Bassitt. Levamos um prejuízo violento e irreparável. Clientes que passavam por ali acharam outro caminho”, fala o empresário José Domingos Cocenzo.

André Villas Boas, dono de uma loja de colchões, teve perdas de 60%. “As pessoas têm medo de passar na avenida. Toda hora tem um cone, tem isso, tem aquilo.” Neiva Maria da Silveira Pereira, da Pharmavida, diz que a loja ficou 80 dias inacessível aos clientes. “Imagina você com boleto de impostos, folha de pagamento alta. Mexe até com seu emocional.” Pelo menos 50% do faturamento foi atingido e o quadro de funcionários caiu de 32 para 15 pessoas. “Foi muito triste”, diz Neiva.

“Pelo menos 12 fecharam no final do ano passado e esse começo de ano. Em época de crise, qualquer mudança é fatal. Isso (as obras) é um problemão. Diminuiu fluxo de gente, atividade econômica, as pessoas começaram a evitar a Bady”, diz Liszt Abdala, secretário de Desenvolvimento Econômico. A Prefeitura de Rio Preto afirma que retomará as obras dos corredores de ônibus em breve na Avenida Bady Bassitt, mas não sem antes realizar uma reunião com os comerciantes, com o objetivo de que suas perdas sejam menores.

Fonte: Diarioweb

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