MP reitera denúncia para condenar ex-fiscal

Foto: Mara Sousa 17/4/2018 | Ex-chefe de fiscalização da Área Azul, Anilto Alves durante depoimento em CPI na Câmara de Rio Preto em agosto do ano passado: um dos alvos da ação do Ministério Público

O Ministério Público reiterou pedido à Justiça para receber a denúncia contra o ex-gerente operacional da Área Azul Anilto Carlos Alves e a tesoureira da Emurb, Ana Maria Guilhen. O promotor Cláudio Santos de Moraes acusa os dois de manter esquema de troca de cheques de terceiros com dinheiro recolhido no serviço de estacionamento rotativo nas ruas de Rio Preto, que é público.

A juíza da 2ª Vara da Fazenda, Tatiana Viana Santos, vai avaliar agora se acolhe a ação do promotor e transforma ambos em réus ou se acata os argumentos apresentados pelos acusados em suas defesas prévias. Para Moraes, há provas suficientes para comprovar as supostas irregularidades. Ele afirma que Anilto admitiu que trocar cheques “era comum” e de “conhecimento dos demais responsáveis pela Emurb [Empresa Municipal de Urbanismo, que pertence à Prefeitura]”.

“Ainda, o fato de não haver prejuízo ao erário não é suficiente para afastar a configuração do ato de improbidade”, sustenta o promotor. “Os cheques que, superavam em média o montante de R$ 500, dependiam de autorização da chefe da tesouraria, Ana, para que fossem trocados”, diz Moraes na denúncia.

Em sua defesa, Anilto pede o arquivamento da ação. Ele alegou que em 28 anos na Emurb não cometeu nenhuma falta de trabalho. Ele admitiu que efetuava a troca de cheques a alguns funcionários da empresa pública. As trocas eram sempre com cheques à vista e não pré-datados. “Não faltou qualquer quantia do valor arrecadado que pudesse ser considerado prejuízo ou dano”, acrescentou.

Ana disse que a troca de cheques ocorria havia muitos anos com o conhecimento de diretores, que também trocavam seus cheques, mas que não foram investigados. Ela negou ter cometido irregularidades na sua função.

Fonte: Diário da Região

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