Política

Edinho Araújo - 02082017
O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMBD), rompeu o silêncio sobre indícios de descumprimento de contrato firmado na gestão passada de faxina urbana, a cargo da Constroeste, e determinou que a Procuradoria Geral do Município apure fatos relatados por reportagem do Diário no último domingo, 30. Dados da empresa apontam que caminhões carregados de lixo coletado da faxina, que tem como foco o combate de “pragas epidemiológicas”, apontam que veículos entraram e saíram de aterro em Onda Verde em tempos que levantam suspeitas sobre a execução do contrato.

Apenas em 2014, a CPI que apura o contrato, com base em dados apresentados ao Ministério Público, constatou 45 viagens à cidade em tempos inferiores a trinta minutos. Em março de 2015, o tempo registrado foi de apenas seis minutos. Na segunda, 31, questionado sobre o tema, governo disse que só se manifestaria sobre “ações do atual governo”. O contrato consumiu R$ 52 milhões entre 2013 e 2016 e cerca de R$ 5 milhões na atual gestão.

Nesta terça, 1º, Edinho informou que determinou a apuração. “A Prefeitura de Rio Preto informa que as denúncias apresentadas na edição de domingo do Diário da Região foram encaminhadas na segunda-feira, dia 31 de julho, para a Procuradoria Geral do Município para análise e providências cabíveis”, informou o prefeito em nota. A Prefeitura também adiantou que o contrato, ainda em vigor e que termina em agosto, “não será renovado”.

O governo ainda detalhou que tem intensificado ações de fiscalização deste contrato, com verificação de planilhas apresentadas pela empresa. “Este contrato tem vigência até o próximo dia 26 de agosto de 2017 e não será renovado por esta Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo.” O ex-prefeito de Rio Preto Valdomiro Lopes (PSB) também defendeu a apuração do caso. Ele afirma que não tinha conhecimento das supostas irregularidades.

“Durante meu governo todas as denúncias que chegaram até mim foram apuradas com rigor por meio de sindicâncias e processos administrativos. Sobre as dúvidas e fatos agora relatados, em primeiro lugar é preciso verificar se realmente são procedentes. Caso sejam, os responsáveis devem ser punidos. Esclareço, contudo, que tais fatos nunca chegaram ao meu conhecimento no exercício de meus dois mandatos. Caso tivesse ocorrido, teria determinado que fossem abertos procedimentos de apuração”, diz a nota de Valdomiro. A Constroeste manteve posicionamento de não comentar o caso, alvo da CPI e do MP.

Prevaricação

O assunto também rendeu discussões na sessão da Câmara desta terça. O presidente da CPI do Lixo, Marco Rillo (PT), criticou ações de ex-vereadores que impediram convocação do ex-secretário Glinger Gagliardi no ano passado. “Esses vereadores deveriam responder comissão processante por prevaricação”, disse.

Fonte: Diarioweb

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