Sindicância começa com reforma de calçadas

Guilherme Baffi 4/2/2020 | Troca de calçada na escola municipal Chapeuzinho Vermelho, realizada no início deste mês: gastos em contrato também é alvo do Ministério Público

Sindicância da Prefeitura de Rio Preto para investigar contratos firmados pelo município com a empresa S.M.S. Serviços de Limpeza e Obra irão começar com as despesas da Secretaria de Educação em reforma de calçadas. A apuração foi aberta na sexta-feira, 7, por determinação do prefeito Edinho Araújo (MDB) com base em reportagem do Diário que revelou que a empresa recebeu R$ 5,7 milhões da Prefeitura em contratos variados, inclusive com dispensa de licitação na atual gestão. A lista inclui serviços de motoristas, jardineiro e pedreiro. A empresa também é alvo de investigação no Ministério Público.

A empresa tem como dono Sidenir Martins Silva, que foi subprefeito do distrito de Talhado entre 2001 e 2004, quando Edinho também era prefeito e é filiado ao MDB. Edinho afirmou que “desconhecia” que Sidenir, a qual chamou de “antigo amigo” tivesse contratos com o município.

O contrato da Educação levantou suspeita do Ministério Público sobre suposto desperdício de dinheiro público. O Diário acompanhou durante 28 dias reforma em três calçadas em escolas municipais. Nelas, todas as calçadas foram destruídas. O promotor Carlos Romani pediu explicações ao município.

No caso das calçadas em escolas, a empresa S.M.S. ganhou licitação para fornecer mão de obra para a reforma de 60 mil metros quadrados de calçadas. Segundo a Prefeitura, até quinta, 6, 16.868 metros quadrados haviam sido pagos. O custo por metro quadrado é de R$39,95, Com isso, a despesa neste contrato está em R$ 673,8 mil. A Prefeitura não informou qual foi o total de escolas municipais que foram reformadas pela empresa.

“A apuração começa com o contrato da calçadas. Vamos verificar quem eram os fiscais da obra, quem atestou serviços e chamá-los para serem ouvidos”, disse o secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi, que é presidente da sindicância. Paralelo a isso, auditoria do município analisa os demais contratos.

Fonte: Diário da Região

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