Palavra do Bispo › 15/03/2018

NÃO HÁ PÁSCOA SEM SACRAMENTO DA CONFISSÃO E COMUNHÃO EUCARÍSTICA

É tempo de recordar dois mandamentos da Igreja: confessar-se ao menos uma vez ao ano e comungar na Páscoa da Ressurreição. “O tempo útil para o cumprimento do dever pascal, em conformidade com o Código de Direito Canônico (cf Cân. 920, § 2), é o próprio ciclo pascal, isto é, desde a Quinta-feira Santa até o domingo de Pentecostes. Por justa causa, este preceito pode ser cumprido em outro tempo dentro do ano.” Há uma saudável tradição em associar o sacramento da Confissão com o tempo da Quaresma e da Páscoa, muito embora não haja tempo que não seja ocasião oportuna para receber o perdão de Deus através do sacramento da Confissão.

O sacramento da Confissão é o caminho ordinário para o perdão dos pecados. É a realização do que Nosso Senhor Jesus Cristo disse aos apóstolos no dia da sua Páscoa: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20,23). É Deus que perdoa os pecados, e no sacramento da Confissão usa, para isso, da “mediação” da Igreja, dos ministros ordenados, sacerdotes e bispos, continuadores da missão apostólica.

A morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz é a razão e a fonte do perdão dos nossos pecados, é nascente de salvação e não de condenação para o mundo. N’Ele e por Ele somos perdoados. O perdão dos pecados é graça de Deus, expressão de sua misericórdia e do seu desejo de salvar a pessoa humana: “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”(Jo 3,17).

Temos alguma dificuldade, por razões várias, em reconhecer nossa condição de pecadores, o que é corroborado por setores da psicologia, da sociologia e outras ciências afins. Encontramos muitas razões para justificar nossa atitude e assim aliviar nossa responsabilidade diante do mal realizado. Sem humildade não há reconhecimento do pecado. Sem reconhecimento do pecado não há arrependimento. Sem arrependimento não se vai ao sacramento da Confissão, caminho ordinário para o perdão dos pecados.

Nenhum fiel Católico Apostólico Romano deveria chegar ao término do Tempo Pascal sem acolher o sacramento da Confissão, embora o ideal seria recebê-lo até o término do Tríduo Pascal. Na caminhada para o sacramento da Confissão nos precede a ação do Divino Espírito Santo, é Ele que nos move, nos ilumina no ato de confessar e nos sustenta no desejo de não mais errar, fortalecendo nossa vontade no caminho do bem.

Não é vergonha ou ser menos ser pecador arrependido e perdoado. Vergonha e ser menos é não reconhecer-se pecador e não buscar o perdão no sacramento da Confissão. Não perca tempo, procure o sacerdote para confessar-se e fazer a sua páscoa, associando-se ao Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, também participando da Santa Missa e recebendo a Comunhão Eucarística.

 

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

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