O CRISTÃO LEIGO: SUJEITO ECLESIAL

Um dos documentos mais recentes da Igreja no Brasil, que aborda o papel dos leigos na Igreja e na Sociedade (Doc. 105 da CNBB) vem enfatizar que os leigos e leigas são verdadeiros sujeitos eclesiais, corresponsáveis pela Nova Evangelização.

Essa afirmação de nossos Bispos, que enfatiza a importância dos leigos como membros ativos do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, não é uma novidade exclusiva desse Documento, que nasceu na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de 2016.

Na realidade, o tema da vocação dos leigos, como verdadeiros sujeitos eclesiais, ganhou um especial destaque, na história recente da Igreja, com o Concílio Ecumênico Vaticano II, e na América Latina, especificamente, foi trabalhado nas diversas Conferências de seu Episcopado, voltando a emergir com vigor, em nível mundial, na eclesiologia missionária e renovadora de nosso querido Papa Francisco.

Talvez para muitos de nós esse tema pode parecer já estar consolidado na vida pastoral da Igreja, mas isso é um grave engano; pois ainda há hoje, muitos cristãos leigos ainda não vivem essa realidade de serem protagonistas na ação evangelizadora e missionária da Igreja. E os motivos para essa triste constatação são muitos, desde o fato de que muitos filhos da Igreja, embora tenham sido batizados, ainda não fizeram uma experiência pessoal e transformadora com Nosso Senhor Jesus Cristo; além de que muitos que já fizeram essa experiência, não persistiram no processo de Iniciação à Vida Cristã, e consequentemente foram se afastando aos poucos da caminhada de fé do Povo Santo de Deus, resultando numa vida cristã medíocre e superficial.

Outro motivo importante está no forte clericalismo, que infelizmente ainda afeta muitos de nossos Sacerdotes, que acabam inibindo a participação dos leigos em nossas Comunidades. E é assustador também o clericalismo de muitas lideranças leigas, que acabam agindo como “donos da Paróquia”, fazendo com que muitos irmãos e irmãs se afastem do serviço pastoral da Igreja, chegando até a ousadia de se voltarem contra seus legítimos Pastores, tratando-os com desprezo e profundo desrespeito.

Isso sem falar no espírito de rivalidade, nas disputas por coordenações, nas perseguições veladas e nas fofocas e maledicências que existem em muitas de nossas Comunidades, que acabam escandalizando os mais fracos na fé e levando ao desânimo e à desistência nossas lideranças leigas, que aos poucos vão perdendo seu vigor, entusiasmo e esfriando na fé.

E diante de tão grande desafio, o Documento 105 da CNBB se tornou um importante e útil instrumento da Providência Divina para motivar a participação dos leigos na vida pastoral da Igreja, como verdadeiros sujeitos eclesiais que são.

 

Flávio Cividanes de Quero

Flávio Cividanes de Quero

Flávio Cividanes de Quero

Ver todos os posts
Addthis Facebook Twitter Google+ PDF Online

Deixe o seu comentário

Você deverá estar conectado para publicar um comentário.