O Mistério da Anunciação do Senhor

Nove meses antes da celebração do Nascimento do Senhor, a Igreja observa a Solenidade da Anunciação à Maria pelo anjo Gabriel. Essa festa era comum no Oriente por volta de 650 d.C. e logo foi adaptada também no Ocidente. Esse dia foi considerado principalmente uma festa mariana, mas a reforma do Concílio Vaticano II a estabeleceu como uma festa do Senhor.

Na Solenidade da Anunciação, Jesus aparece mais intimamente unido a Maria não apenas na narração evangélica, mas também na profecia de Isaías 7,10-14. O profeta anunciava ao rei Acaz um Salvador enviado por Deus que nasceria de uma virgem: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, a quem porá o nome de Emanuel, que quer dizer ‘Deus conosco’”.

Ao entrar no mundo, Jesus disse ao Pai: “Não quiseste sacrifícios nem oferenda, mas formaste-me um corpo, então eu disse: ‘eis-me aqui’; no livro sagrado está escrito a meu respeito: ‘eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade’.” Antes que o filho do homem pronunciasse no tempo o seu sofrimento, antes de assumir seu corpo que o Pai tinha determinado preparar-lhe no seio de uma humilde menina, era necessário que este mesmo oferecimento fosse feito por aquela que devia ser sua mãe.

Efetivamente, Deus respeita a liberdade de suas criaturas, “quis a aceitação, por parte daquela que ele predestinara para a mãe, precedesse a encarnação (LG 56).” O seu oferecimento une-se ao de Cristo, constituindo uma única oblação que a mãe e o filho hão de viver, inseparavelmente unidos até a sua consumação no calvário, para a glória do Pai e a redenção dos homens.

 

Pe. Cândido Fernandes Perez
Paróquia Santo Expedito – São José do Rio Preto

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