O MUNDO: LUGAR DA AÇÃO MISSIONÁRIA DO LEIGO

O Documento 105 da CNBB, que trata da missão dos leigos na Igreja e na sociedade, vem lembrar a todos nós que o primeiro campo e âmbito do cristão leigo é o mundo, enfatizando que a realidade temporal é o campo próprio da ação evangelizadora e transformadora que compete aos cristãos leigos desempenharem.

Tal afirmação, que ganhou força na Constituição Dogmática “Lumen Gentium” (LG) do Concílio Ecumênico Vaticano II, e posteriormente confirmada pelo Beato Paulo VI na Exortação Apostólica “Evangelii Nutiandi”, vem de encontro a certa tendência atual de se querer clericalizar os leigos, ao enfatizar: “A sua [dos leigos] primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial (…), mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes nas coisas do mundo”(EN, n.70).

Então, podemos afirmar, sem medo de errar, pois é parte integrante do ensinamento da Santa Mãe Igreja, que a vocação específica do cristão leigo, impregnado do Evangelho, é estar no meio do mundo à frente de tarefas variadas da ordem temporal.

Assim, o cristão leigo tem a nobre missão de transformar o mundo, para que este se conforme com a Santa Vontade de Deus. E ao nos depararmos com o cenário perturbador em que nos encontramos, onde encontramos tantas situações de violência, de opressão, de miséria, de descaso das autoridades, de corrupção, e de perda de valores, constatamos o quanto é urgente para o cristão leigo assumir seu verdadeiro papel na sociedade.

A Igreja em saída, tão desejada pelo Papa Francisco, passa também pelo cristão leigo que assume seu lugar na ação missionária da Igreja, que é a transformação do mundo.

Flávio Cividanes de Quero

Flávio Cividanes de Quero

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