Artigos, Música & Liturgia › 06/02/2018

O músico na liturgia

Caro leitor, durante todo este ano refletiremos juntos a importância da música e do canto nas diversas ações litúrgicas da Igreja. Já diziam os padres conciliares que “é desejo ardente da Mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas, que a própria natureza da Liturgia exige e que é, em virtude do seu Batismo, um direito e um dever do povo cristão” (SC, 14). Somos agentes da evangelização e por isso devemos ter em mente que a Liturgia não é nossa, mas da Igreja. A ação maior é de Cristo para conosco. Ele é o liturgo! (CIC, 1070). Porque estou dizendo isso? Nós, músicos, temos o costume de querer incluir nosso modo de cantar, tocar e, muitas vezes, até de pensar, nas ações rituais e corremos o risco de ferirmos a liturgia e os celebrantes.  A Igreja precisa dos dons de cada um, afinal, as melodias litúrgicas são compostas embasadas na cultura do nosso povo, mas isso não nos dá o direito de “burlarmos” os ritos, os cantos… Como membros participantes do Corpo místico de Cristo, nosso papel, como músicos, é conduzir a voz da assembleia, gerando fraternidade, segundo os ensinamentos da Fé Católica. Muito em breve vivenciaremos o Tempo Quaresmal à luz da CF-2018 (Fraternidade e Superação da Violência) e o silêncio é primordial e pedido pelas normas litúrgicas nestes 40 dias de caminhada. Cantemos este Tempo unindo nossa voz à dor daqueles que sofrem com a exclusão e violência que destroem a Vida e o projeto divino. Que possamos ao longo destes meses, aprofundarmos mais nosso conhecimento para que o nosso canto alcance os corações e desperte em tantos outros irmãos e irmãs, a graça ao serviço pastoral.

Música e Liturgia

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