Igreja no Mundo › 07/05/2018

Papa fala sobre escravidão moderna

 

Papa: Mensagem ao Fórum Internacional sobre a escravidão moderna

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao 2º Fórum Internacional sobre as formas modernas de escravidão intitulado: “Velhos problemas no novo mundo”, organizado em conjunto com a Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires.

Cidade do Vaticano

O Papa inicia sua mensagem esclarecendo que “a escravidão não é algo de outros tempos – mas tem profundas raízes e se manifesta ainda hoje de várias formas” . Depois de citar alguns exemplos o Pontífice continua: “cada uma delas é mais desumana que a outra”, segundo algumas estatísticas “atualmente mais de 40 milhões de pessoas, homens, mas principalmente mulheres e crianças, em situação de escravidão”.

Para o Papa Francisco nossa primeira grande tarefa, “é conhecer o tema, ninguém pode ficar indiferente e, de algum modo, cúmplice desse crime contra a humanidade. O problema não está nas calçadas diante de nós: o problema nos envolve. Não podemos olhar para outro lado e declarar a nossa ignorância ou nossa inocência”. Francisco prossegue: “A segunda tarefa é agir em favor dos que se tornaram escravos: defender seus direitos, impedir que os corruptos e os criminosos escapem da justiça e mantenham controle sobre as pessoas escravizadas”.

Situação Social

Falando da situação social o Papa diz que “não é suficiente políticas de Governos e Organismos Internacionais para o combate da exploração de seres humanos, se as causas não forem enfrentadas, ou seja as raízes do problema”, porque “a maior parte das vítimas, e é um dado sociológico – diz o Papa – estão entre os mais pobres, entre os mais marginalizados, entre os mais descartados”.

“A resposta de base é criar oportunidades para um desenvolvimento humano integral, iniciando com a educação de qualidade: este é o ponto chave […] Educação e trabalho”.

O que fazer

Para realizar este imenso trabalho, o Papa convida a todos: “é preciso um esforço comum e global por parte de todos os membros da sociedade”. E prossegue: “a Igreja deve se comprometer nessa tarefa […]. Nós cristãos, todos juntos, somos chamados a desenvolver cada vez mais uma maior colaboração para superar as desigualdades e discriminações”, que é exatamente o que propicia a escravidão.

Juntos podemos construir uma sociedade renovada e orientada à liberdade, à justiça e à paz”.

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