Pe. José Vinci

A Sagrada Família em tempos de Ideologia de Gênero e aborto

Um dos grandes desafios hoje é colocar a Sagrada Família de Nazaré como modelo de família cristã para o Brasil e para o mundo. Em Nazaré, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a quem amava muito e por ele era muito amado também. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e muito infelizes. A Sagrada Família de Nazaré tornou também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas. Mas um dos maiores desafios que vemos hoje é querer a implantação da cultura da “Ideologia de Gênero” e a cultura da morte, que é o aborto. Já nos dizia muito bem o Papa Francisco, que é uma nova colonização ideológica do gênero. “Uma colonização que busca uma mudança antropológica que destrói a família como instituição e como sociedade natural estabelecida no matrimônio entre um homem e uma mulher”. Como sublinha também o Papa Francisco: “O aborto não é um mal menor: é um crime. É descartar um para salvar o outro. É aquilo que a máfia faz. É um crime. É um mal absoluto”. E acrescenta: “É necessário reiterar a oposição mais firme a qualquer atentado ao direito à vida, especialmente a vida inocente e indefesa, e o neonato no seio materno, que é o inocente por antonomásia”. Segundo a Ideologia de Gênero, o matrimônio e a família é uma invenção humana e opressora, que deve ser destruída na sua raiz. E que a mulher tem o direito absoluto sobre seu corpo. Esta ideologia de gênero está muito bem fundamentada nos seus grandes ideólogos, começando já em 1844, com o pensador Engels, na Inglaterra: “As origens da família, da propriedade privada e do Estado”. Mas temos muitos outros autores modernos que dão continuidade e lutam por esta ideologia e na defesa do aborto. Por isso, nós como cristãos e católicos, somos chamados a sair em defesa da família e da vida. Respeitemos sim as diferenças, pois é um ato de caridade, mas não podemos abrir mão da família e da vida que começa no ventre materno. Além do mais, as Sagradas Escrituras e o Magistério da Igreja sempre foram e serão defensores da família e da vida. Para a Igreja, a Sagrada Família de Nazaré foi e será sempre o modelo para todas as famílias, pois realizou, de maneira exemplar, o projeto de Deus para a família, tornando-se a mais bela comunidade de vida e de amor.

Pe. José Vinci
Paróquia Santa Luzia – São José do Rio Preto

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