Missão

coraçãoNatureza e finalidade do seminário

O Seminário Maior Diocesano Sagrado Coração é uma comunidade humana, eclesial, diocesana, e formadora, à qual o bispo diocesano confiou a tarefa de formar, ao longo de todo o processo formativo, os futuros pastores do povo de Deus. Para isso, os seminaristas são submetidos a um processo de formação humana, cristã, intelectual e espiritual. 

O modelo que possibilita esta formação, descrita na RFIS* e nas DBFS*, se concretiza através do processo formativo, assegurando aos candidatos:

a) o acompanhamento e o discernimento vocacional;

b) o desenvolvimento equilibrado de sua personalidade;

c) a conveniente formação espiritual e doutrinal;

d) a necessária instrução e prática pastoral;

e) a experiência de vida comunitária;

f) a experiência dos “grupos de vida” em vista da fraternidade presbiteral.

Formação

A proposta formadora inclui uma referência explícita sobre os valores evangélicos que dão uma concepção cristã do homem, da vida e do mundo; favorecem a integração entre a fé, a cultura e a vida; por estar enraizada na cultura de nosso tempo, compartilha o compromisso da dimensão social da pessoa e a contínua transformação da sociedade.

O seminário, enquanto um centro de formação específica, admite aqueles homens que, tendo feito uma opção inicial, clara e séria para o ministério presbiteral reúnem as qualidades exigidas pela DBFS.

A comunidade formadora do seminário integra harmoniosamente, em comunhão com o bispo, todos aqueles que cooperam na formação dos candidatos ao sacerdócio. Esta é constituída fundamentalmente pelos seminaristas e educadores: formadores e professores.

O bispo diocesano é o primeiro responsável no cuidado da formação específica dos seminaristas e em velar sobre a idoneidade e coerência de todos os que colaboram nesta tarefa. Os seminaristas são os principais protagonistas da formação. Intervêm constantemente na vida do seminário e assumem responsabilidade, de acordo com sua idade e amadurecimento. Os formadores do seminário são fundamentais na comunidade, e exercem um papel decisivo no processo formativo: acompanhamento, orientando, ajudando, instruindo, corrigindo os seminaristas em seu processo formativo.

São de grande valor outros meios que não fazem parte da comunidade formadora interna do seminário, mas que favorecem o processo de formação do candidato ao sacerdócio: a família, o clero diocesano, a comunidade de origem e aquela na qual o seminarista desenvolve o trabalho pastoral, as associações, os movimentos juvenis dos quais vieram ou as que servem apostolicamente e os funcionários do seminário.

O reitor, nomeado pelo bispo, é o representante legal em todos os assuntos que competem ao seminário. Ele é o responsável por dirigir e coordenar o processo formativo e zelar pela execução do mesmo, coordenando a equipe dos formadores do seminário. Em sua ausência, o vice-reitor assume as funções.

Processo de formação

O processo formativo confiado ao seminário se inspira na doutrina da Igreja Católica sobre o sacerdócio e nos critérios e linhas de atuações apresentados pela RFIS e nas DBFS. Estas constituem as normas fundamentais que garantem a coerência, harmonia e continuidade do trabalho realizado pela equipe formadora.

No processo de formação, são traçadas as metas a serem alcançadas pelos alunos: os objetivos precisos e graduais da formação; os meios formativos adequados à idade e maturidade. Ela estabelece os procedimentos para analisar e comprovar a execução das metas propostas e possibilita que o seminarista vá fazendo um constante discernimento vocacional, através de uma avaliação contínua, pessoal e comunitária que garante o dinamismo do crescimento pessoal.

O processo formativo está dividido em várias etapas entre si complementares, com objetivos e metas bem definidos, que o seminarista irá adquirindo gradual e progressivamente:

a) Preparatória: Propedêutico

b) Primeira etapa: 1º ano de Filosofia

c) Segunda etapa: 2º e 3º anos de Filosofia

d) Terceira etapa: 1º ano de Teologia

e) Quarta etapa: 2º ano de Teologia

f) Quinta etapa: 3º ano de Teologia

g) Sexta etapa: 4º ano de Teologia

Cada etapa tem como base as diferentes dimensões que constituem a caminhada do candidato. As dimensões que regem cada etapa são cinco, cada qual com seu respectivo objetivo:

a) Dimensão humano-afetiva: proporcionar o cultivo dos principais valores e virtudes humanas, para que adquira uma personalidade equilibrada e madura, tomando como modelo Jesus que, em virtude de sua encarnação, constitui a fonte da plenitude humana.

b) Dimensão espiritual: desenvolver a graça batismal tendo em vista a perfeição, de modo a adquirir as virtudes e hábitos próprios da vida presbiteral.

c) Dimensão intelectual: proporcionar, através dos estudos, o desenvolvimento de uma vivência íntima de contemplação e incorporação ao mistério de Cristo e uma projeção apostólica.

d) Dimensão pastoral: capacitar, para o exercício do ministério presbiteral da palavra, do culto e santificação, da caridade pastoral e da comunhão eclesial.

e) Dimensão comunitária: ajudar a descobrir que a proposta de salvação, realizada por Deus em Cristo, é por definição comunitária, e em comunidade se celebra. A Eucaristia constitui a raiz, o centro da comunidade cristã.

A equipe de formação é a responsável por elaborar, implementar e renovar o processo formativo.

Abreviaturas:

RFIS: Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis (Diretrizes Básicas para a Formação Sacerdotal, 1970)

DBFP: Diretrizes Básicas – Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, 1984