O Pecado

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“Com efeito, pela desobediência de um só homem, a humanidade toda tornou-se pecadora, assim também pela obediência de um só, todos se tornarão justos” (Rm 5,19)

Por Seminarista Diogo de Oliveira – Propedêutico

Diocese de São José do Rio Preto, SP

A realidade do pecado, se desenvolve a partir dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, que ao desobedecerem a Deus, usaram de sua liberdade e escolheram o mal. Essa desobediência manchou toda a humanidade, havendo a partir deles uma propagação do pecado por toda a humanidade até os dias de hoje.

No Catecismo da Igreja Católica em seus incisos 1849 a 1851, vemos a definição de pecado segundo a ótica católica. Sabemos então a partir disso, que o pecado é uma ofensa a Deus, na qual o homem usando de sua liberdade pessoal escolhe não corresponder a vontade amorosa de Deus para conosco. “O pecado é contrário ao amor que Deus nos tem e afasta d’Ele os nossos corações” (CIC 1850).

O pecado ao passo que nos afasta da misericórdia de Deus, também fere as nossas relações humanas e a solidariedade para com os irmãos. O pecado gera um rompimento com Deus a partir da natureza, representação da criação de Deus, e dos irmãos, com quem devemos usar de caridade. No entanto, ao escolhermos pelo mal do pecado ferimos a natureza e os irmãos, ferindo assim diretamente a Deus.

Contudo, sabemos que Cristo veio à Terra para salvar aqueles que estavam perdidos, ele mesmo nos diz que: “Não os saudáveis que precisam de médico, mas os doentes. Eu vim para chamar os pecadores não os justos” (Mc 2, 17). A partir da sua entrega amorosa na cruz, Jesus nos abre as portas da misericórdia, convidando-nos assim a nos arrependermos dos nossos pecados e voltar para Deus, buscando assim restaurar a nossa relação para com Ele a partir da natureza e dos irmãos.

20150716_141508“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (I Jo 1, 8). Para então retornarmos ao amor misericordioso de Deus e reviver a graça de sua presença precisamos reconhecer nossos pecados, e procurar então a graça santificante do sacramento da Reconciliação, que a Igreja nos oferece para assim restabelecermos a comunhão com Deus.

E assim deve ser constantemente em nossas vidas, precisamos buscar reviver constantemente a graça de confessar os nossos pecados e obter o perdão misericordioso de Deus. “Não temas! Mesmo que tenhas cometido todos os pecados deste mundo, Jesus repetir-te-ia as palavras: ‘Os teus muitos pecados estão perdoados, porque muito amaste’” São Padre Pio.

A busca da Reconciliação é, portanto, um ato de amor a Deus que nos salva, e nela acontece aquilo que nos diz o apóstolo: “Onde, porém, se multiplicou o pecado a graça transbordou” (Rm 5,20). Busquemos então sempre a graça de nos reconciliarmos com Deus e assim caminhar dia a dia para a glória celeste que nos é reservada. 

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