Ser Padre: Profissão ou Vocação?

A profissão e a vocação são dois caminhos de realização pessoal. Embora na cabeça de muitos as duas se confundam e se mesclam, são muito distintas entre si: uma nos leva a exercer um trabalho ou função, a outra nos leva a exercer uma missão; uma se realiza durante um período do dia, a outra é em tempo integral; uma pode ser trocada, a outra é para sempre.

A vocação vai muito além da profissão; é dom de Deus. Como diz o Papa Francisco: “a vocação é um tesouro que o Senhor coloca nas mãos de cada um”.  Por isso, aquele que sente o chamado à vida sacerdotal, mas a vive como uma profissão não vai preencher uma lacuna de seu coração. Só se sente realizado quando se vive a experiência da entrega total, da doação por amor e do colocar-se a serviço de todos.

Iluminados por este chamado, devemos tomar muito cuidado, especialmente neste tempo “líquido” em que vivemos, para não perdermos o senso do sagrado, da beleza da vocação e não com cairmos no funcionalismo. O padre não pode ser funcionário do sagrado, principalmente por saber que a vocação brota do coração, da sua própria identidade, que ultrapassa, em muito, uma simples profissão ou funcionalismo do altar.

É a partir do encontro pessoal e diário com Cristo que começamos a ser reflexos de sua imagem, perfeitos sacerdotes: saímos do funcionalismo, começamos a ser de verdade e a agirmos com firmes propósitos e com a convicção de uma vocação alimentada no seguimento do Cristo.

Como vocacionados ou como padres, façamos uma total revisão das nossas atitudes para deixarmos de ser simples profissionais e sermos imagem do Cristo Sacerdote na construção do povo de Deus.

Seminarista Miguel Manfiolli Jr.
Seminário Propedêutico N. Sra. da Paz.

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