Um olhar sobre o Brasil

As paixões políticas são talvez as que mais seduzem a visão do cidadão brasileiro nos últimos meses, animadas pelos embates midiáticos e alicerçadas em verdades dualistas entre as forças políticas que de um lado tentam perpetuar um projeto de poder e de outro tentam livrar-se da falha moral corrupta e computar, na conta de dois ou três atores da República, todas as mazelas da política nacional.

O impeachment de Dilma Rousseff, que vivenciamos nos últimos dias, não revela apenas a dinâmica de poder de um sistema político falido, de um presidencialismo de acordos que se nutre pelo interesse financeiro, que grosso modo comanda os destinos de todo um país, fazendo com que dezenas de milhões sofram todas as consequências de uma história cíclica e secular, que quase duzentos anos depois de declarada nossa independência, ainda mostra um Brasil avesso à democracia e ao bem coletivo, em favor do interesse pessoal e corrupto.

Nossa frágil e recente democracia, símbolo de uma suposta independência nacional, demonstra-se ainda mais frágil e inexistente quando analisamos a quase totalidade de nosso Congresso Nacional, que definha e debocha de um povo que ainda se mantêm escravo da cultura da corrupção, da alienação e da negação de sua própria liberdade, a consciência política e a importância de votar com responsabilidade.

Porém, não há governo corrupto com povo honesto. Mais preocupante que essa afirmação é o fato de negarmos nossa parcela de culpa em meio a este caos cultural ou social. Acredito que não há liberdade, tampouco independência, daquele que não queira se libertar.

A independência do Brasil somente será possível de forma plena com a vontade do brasileiro de ser independente e totalmente responsável por seus atos e ações. Independência requer responsabilidade. Será que estamos prontos para ela?

Que Deus guie nossa Nação e que a Virgem Aparecida, padroeira do Brasil, interceda pelo povo brasileiro.

Seminarista Carlos Ciol
3º ano de Teologia

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