Vida de oração no Seminário

O dia de um seminarista começa cedo! E o primeiro compromisso do dia é a oração. Uma vida de oração é fundamental para todo sacerdote que só, assim, alimentará sua espiritualidade, encontrará cada vez mais o sentido de seu ministério e beberá constantemente da água que sacia sua vocação.

É no Seminário que tem início o processo de amadurecimento da vida espiritual de um vocacionado ao sacerdócio, por meio de uma rotina de oração individual e comunitária: individual, porque devemos buscar uma intimidade com Deus e desenvolver uma relação pessoal com o Criador; comunitária, porque a relação com o Pai nos abre à pessoa do outro e, assim, tornamo-nos irmãos e formamos a Igreja. De fato, Jesus disse: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20).

A vida de oração comunitária no Seminário envolve basicamente duas coisas: a participação diária na Santa Missa e na Liturgia das Horas. A Santa Missa, celebrada diariamente às 6h30, é o primeiro compromisso do dia. Alimentar-se da Palavra e da Eucaristia é fundamental na caminhada de quem, num futuro próximo, será um verdadeiro ministro da Palavra e da Eucaristia ao exercer o múnus sacerdotal de Cristo. O seminarista deve alimentar sua vocação e amadurecê-la no contato com a Palavra de Deus e na comunhão com o Corpo e Sangue do Senhor.

A Liturgia das Horas é a oração pública oficial da Igreja e consiste na recitação dos salmos, hinos e cânticos, na proclamação da Palavra e na elevação das preces a Deus várias vezes ao dia, visando a santificação do tempo e dos trabalhos a partir da contemplação do mistério pascal de Cristo. A primeira oração da Liturgia das Horas é as Laudes, rezada dentro da Santa Missa. As Laudes, recitada no nascer do sol, celebra a ressurreição de Cristo em cada um. Às 12h, após o período de aulas, reza-se a Hora Média, a oração do meio-dia. Meio-dia foi o horário em que Cristo morreu na cruz pela salvação do mundo. Contemplando a paixão e morte do Senhor, celebramos, ao entardecer (18h30), as Vésperas e, por fim, às 21h30, as Completas.

A devoção à Maria também tem seu espaço na caminhada seminarística. A espiritualidade cristã é também mariana, pois Maria é mãe de todos os cristãos, especialmente dos sacerdotes e dos vocacionados. Às terças-feiras, em lugar das Completas, todos rezam o santo terço, contemplando os mistérios salvíficos de Cristo junto com Maria, pedindo sua intercessão materna. Durante o período quaresmal, a reza comunitária do terço é substituída pela Via-Sacra, celebrada em procissão em torno do seminário.

E claro que não poderia faltar a adoração eucarística. Cristo, que se dá como alimento no pão e no vinho consagrados, deve ser contemplado, adorado e exaltado. Às quintas-feiras, em vez das Vésperas, tem lugar o momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, sublime momento no qual todos, diante de Jesus presente na Eucaristia, cantam, se colocam em oração, ouvem a Palavra de Deus e recebem a bênção do Santíssimo.

Coluna do Seminário

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