Comunidade Nossa Senhora da Esperança

Coordenadores
Casal:
Ivete e Paca Rodrigues
Viúva: Marta Younes
Diretor Espiritual: Pe. Leonildo Pierin

Foi uma iniciativa da Da. Nancy Cajado Moncau, viúva, ocorrida em Fevereiro de 2003, a época com 93 anos de idade. Baseou-se na experiência do Pe. Caffarel que, ao longo da 2a guerra mundial, atendeu um pedido das jovens viúvas francesas (equipistas), cujos maridos haviam falecido em campos de batalha, iniciando com elas um trabalho de apoio no campo espiritual. Ficou conhecido, inicialmente, por “Fraternidade Nossa Senhora da Ressurreição” e posteriormente por “Grupamentos Espirituais de Viúvas”. De se ressaltar que esse Movimento continua existindo em alguns países europeus, em especial em Portugal, com o nome de “Movimento Esperança e Vida”.

Da. Nancy foi casada com o Sr. Pedro Moncau, casal  pioneiro do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, trazendo-o também da França, do mesmo Pe. Caffarel acima citado.

O grande mérito da Da. Nancy foi intuir que deveria adotar no Brasil a mesma linha metodológica das Equipes de Nossa Senhora e acolher, além de quem vive o estado de vida da viuvez, também as pessoas sós, entendendo-se como tal as Solteiras (já com certa idade) e também as Separadas ou Divorciadas que continuam sós.

OBJETIVOS: Com a sábia e diligente orientação de Da. Nancy procurou-se desenvolver um trabalho onde Deus, como Senhor da vida, fosse amado e louvado, buscando-se, em Grupos, novos caminhos e novas maneiras de viver. A ajuda mútua fraterna deveria ser, como de fato é, o ponto de toque para se vivenciar uma espiritualidade adequada tanto às Viúvas e Viúvos, como para as Pessoas Sós. Outra preocupação especial do Movimento é mostrar, à luz da Doutrina da Igreja, que a solidão não é querida por Deus e que em Comunidade, ou seja, em pequenos Grupos, novo sentido certamente será dado à vida. Uma (um) será o instrumento da outra (outro) para fazer da provação não uma resignação, mas uma prova de confiança e amor a Deus.

ESTRUTURA ORGÂNICA Da. Nancy dois meses antes do seu falecimento, que se deu em 15/08/06, presidiu a Assembleia Geral de Fundação da Entidade, dando-lhe, conforme era de seu desejo, personalidade jurídica. Sua alegria quando isso se oficializou é coisa inenarrável. Nessa ocasião o Movimento já estava se espalhando por diversas cidades e em condições de atuar em qualquer parte do Brasil. Seus documentos básicos, sua linha temática e suas orientações gerais estavam prontos. Existe uma Equipe Dirigente, composta por uma Coordenação Nacional e vários órgãos auxiliares. Sua estrutura orgânica prevê Coordenadorias Regionais e Locais, que garantem a unidade do seu funcionamento, como ocorre exatamente com as Equipes.

COMO FUNCIONAM OS GRUPOS

1 –  O Coordenador

  • Na 1ª fase tanto poderá ser uma Viúva ou Viúvo das Equipes de Nossa Senhora ou um Casal equipista. Um ou outro não terá dificuldade em lidar com o material de trabalho, dada a sua linguagem ser bem conhecida e muito familiar. Nas fases subsequentes a coordenação fica a cargo dos membros dos próprios Grupos.
  • Cada Grupo, para crescer espiritualmente, deverá contar com um Sacerdote Conselheiro Espiritual. Na sua impossibilidade solicita-se que uma Religiosa de qualquer Congregação, Diáconos (Transitórios ou Permanentes) ou Seminaristas cursando Teologia, exerçam a função de “Orientadores Espirituais”.
  • Ressalte-se que está havendo uma empatia muito forte entre as Religiosas (Freiras) e o Movimento das Comunidades Nossa Senhora da Esperança.
  • Para exercer a função de Coordenador de Grupo existem, dentre outros, os seguintes documentos:
  1. Manual de Coordenação da 1ª fase;
  2. Instruções complementares para os Coordenadores de Grupos;
  3. Atribuições do Conselheiro ou Orientadora (o) Espiritual;
  4. Manual de Coordenação pós 1ª fase.

NOTA: Existe, ainda, o Livro PROPOSTA DO MOVIMENTO – RESUMO DAS ORIENTAÇÕES GERAIS, que condensa toda a linha de trabalho do Movimento.

 2 –  Composição dos Grupos

  • Cada Grupo deverá ter entre 08 e 12 participantes (nº máximo). Nº ideal: 10.
  • É uma atividade da Igreja Católica, não devendo participar dos Grupos, por razões óbvias, quem professam outro credo religioso.

 3 – Reuniões

  • As reuniões formais são mensais, as quais, a exemplo das Equipes, são realizadas alternadamente nas residências das (dos) integrantes dos Grupos.
  • Entre uma reunião e outra o próprio Grupo, incentivado por quem coordena, organiza encontros extras (vida do Grupo ou da Comunidade), para: reza do terço, chá, passeios, visitas, atividades na Paróquia – etc.

AUTORIZAÇÃO DO SENHOR BISPO DIOCESANO

  • Não iniciamos nenhum Grupo, em qualquer Diocese, sem a competente autorização do Senhor Bispo, a quem deixamos, além das explicações necessárias, também um exemplar do Livro PROPOSTA DO MOVIMENTO – RESUMO DAS ORIENTAÇÕES GERAIS. Trata-se de um Movimento interdiocesano, porém sua atuação é local.
  • O apoio recebido dos Pastores da nossa Igreja tem sido de importância relevante para o desenvolvimento desta missão, que está em plena sintonia com que estabelece o Diretório da Pastoral Familiar – Documento 79 da CNBB – Capítulo Sétimo – SITUAÇÕES ESPECIAIS.

PALAVRAS PROFERIDAS PELA DONA NANCY

– Fiquei viúva em 1982 e viajava muito pelo Brasil dando palestras e participando de reuniões. De vez em quando alguém me perguntava por que a senhora não organiza grupos de viúvas? Passaram-se os anos até que Deus me fez compreender que era chegada a hora de mudar de atividade. Fiz várias consultas e formei um Grupo de trabalho composto por pessoas conhecidas e surgiu daí o Movimento hoje conhecido como CNSE, para viúvas e viúvos em geral, mais tarde estendido também às pessoas sós, ou seja, as solteiras e as separadas que permaneciam sós.

– “Este é um movimento amado e querido por Deus, quando “Ele” me abre uma porta, eu logo entro por ela. Nele misturam-se dois elementos expressivos: A fragilidade das pessoas que dele participam. E a força poderosa da mão de Deus”

– “São pessoas que trazem em si uma fragilidade humana, por viverem uma situação de solidão existencial, ou seja, que lhes impõe ônus de várias ordens e que as deixam, quase sempre, diante de desafios que parecem lhes tirar o “tapete debaixo dos pés”

– Contribuiu muito para que ela tomasse essa decisão a morte de seu filho que morava em Salvador – BA e que recebeu por parte dos equipistas de lá muito apoio no decorrer de sua doença. Sua nora, viúva, que estava encantada com as Equipes de Nossa Senhora, fez com que ela entendesse que era chegada a hora de fazer alguma coisa em favor das viúvas em geral. Posteriormente e ainda na fase de estudos do novo Movimento, foram agregadas também as solteiras já com certa idade (acima 40/45 anos), bem como as separadas/divorciadas que, por opção, resolveram permanecer sós.

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