Artigos, Pe. Bendito Mazeti › 02/04/2015

VIGÍLIA PASCAL NA NOITE SANTA ANO B – 04 de abril de 2015

Leituras: Gênesis 1,1-2,2 (ou 1,1.26-31a). E Deus criou o homem à sua imagem.
Salmo 103/104,1-2.5-6.10.12-14.24.35. Bendize, ó minha alma, ao Senhor.
Gênesis 22,1-18 (ou 22,1-2.9a.10-13.15-18). Aqui estou.
Salmo 15/16,5.8-11. Junto a vós, felicidades sem limites.
Êxodo 14,15-15,1. Os egípcios saberão que eu sou o Senhor.
Cântico: Êxodo 15,1-6.17-18. O Senhor é minha força.
Isaías 54,5-14. Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor.
Salmo 29/30,2.4.5-6.12-13. Transformastes o meu pranto em uma festa.
Isaías 55,1-11. Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado.
Cântico: Isaías 12,2-3.4-6. Com alegria bebereis do manancial da salvação.
Baruc 3,9-15.32-4,4. A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus.
Salmo 18/19,8-11. A lei do Senhor Deus é perfeita.
Ezequiel 36,16-17a.18-28. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus.
Salmo 41/42,2-3.5;42,3-4. Enviai vossa luz, vossa verdade.
Hino de louvor. Glória a Deus no mais alto dos céus.
Romanos 6,3-11. Seremos semelhantes a ele também pela ressurreição.
Salmo 117/118,1-2.16-17.22-23. Eis o dia do Senhor.
Marcos 16,1-7. Viram que a pedra tinha sido retirada.

“ELE RESSUSCITOU. NÃO ESTÁ AQUI”

1- PONTO DE PARTIDA

Celebramos a Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias. É uma vigília em honra do Senhor (Êxodo 12,42). É a noite principal da comunidade cristã. Com o novo fogo, luz que ilumina todo o ser humancirio-pascalo, cantamos a proclamação da Páscoa dando firmeza à nossa esperança. Na Vigília Pascal, celebramos a totalidade do mistério de Cristo. Celebramos a morte e a vida. Como dizia são Leão Magno: “Morramos para a iniqüidade e ressuscitemos para a justiça; que desapareça o antigo estilo de vida e apareça o novo”.

Os ritos do fogo, da luz e da água nos introduzem no significado que tem para a vida do cristão a ressurreição de Jesus. O fogo novo invade a terra para que se purifique e renasça a nova criação; na água batismal, todos renascemos para o Senhor; a luz ilumina nossas trevas e nos permite ver os caminhos que ele traçou para nós.

Na liturgia da Palavra, fazemos memória de algumas noites de libertação e vida nova: a noite da criação, a noite do mar Vermelho, a noite da ressurreição de Cristo.

Na liturgia batismal, renovamos nosso batismo, voltamos a nascer. A Vigília Pascal é noite de profissão de fé e de compromisso.

Na liturgia eucarística, comemos e bebemos com o Ressuscitado e antecipamos a reconciliação com Deus, sonhando com a fraternidade universal.

Antes de tudo, o Mistério Pascal de Cristo nos convida a tornar realidade a vida nova que Jesus de Nazaré nos propôs com a própria vida, para que todos os homens passem da escravidão à liberdade, do temor à segurança, das trevas à luz, com a segurança de que aquele que definitivamente venceu a morte nos acompanha no trabalho de tornar, a cada dia, o mundo mais humano e melhor.

2- REFLEXÃO BÍBLICA, EXEGÉTICA E LITÚRGICA

Primeira leitura – Gênesis 1,1-2,2 (ou 1,1.26-31a). A criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus. Na noite primordial, a Criação, pelo Verbo de Deus. A Bíblia começa com a narração da Criação. O texto completo chega a Gênesis 2,4a. Estão repletos de verbos e expressões que se repetem a um ritmo regular: “criou”, (7 vezes), “disse” (10 vezes), “assim sucedeu” (10 vezes), (“veio a tarde e sem seguida, a manhã: era o primeiro dia”), até ao “sexto dia” (6 vezes), “Deus viu que era bom”, e depois da criação do homem e da mulher, “era muito bom” (7 vezes). É fundamental notar que depois da criação do homem e da mulher, o autor sagrado acrescenta a palavra “tudo”. O homem e a mulher é o coroamento, isto é, o ponto alto da Criação.

A primeira leitura tem a finalidade de unir a primeira e a “Nova Criação”, como é entendida a obra redentora de Cristo, que faz de nós “novas criaturas”. Na redenção, realize-se o projeto que, desde o início Deus traçou. O relato da Criação, realizada em vista de Cristo (cf. Colossenses 1,15s), transmite-nos o ensinamento de que o universo traz a marca da bondade de Deus, que é seu autor e de quem nós fomos criados à imagem e semelhança.

Salmo responsorial 103/104, 1-2 a. 5-6.10.12-14.24.35c: Louvor do Criador. O Salmo, mais que um “cântico das criaturas”, é um hino ao Criador (versículos 1.35): tudo vem de suas mãos e revela a Sua providência sábia. Da contemplação da Criação sobe-se à glorificação do Criador: “Como são grandes as vossas obras!” (versículo 24) “Senhor, meu Deus, como sois grande!” (versículo 1). Iguais a estes louvores temos outros esplêndidos exemplos na Escritura (cf. Salmo 8; 18,2-7; Provérbios 8,22-31; Eclesiástico 42,15-43,33; Sabedoria 13,1-9; Mateus 6,26-32; romanos 1,19-20).

Oração. (I/II) Criação e Redenção. A segunda oração depois da leitura diz: “Ó Deus, admirável na criação do ser humano e mais ainda na sua redenção…”. Para nos criar, o Pai e o Filho mostraram o Seu “poder” (cf. Hebreus 1,2-3), para nos redimir revelaram o Seu “amor” que alcança “a medida maior” no Mistério Pascal (cf. João 3,16; 15,13; 1João 3,16). Deus é admirável na criação do ser humano e mais ainda na redenção do ser humano em Cristo. Nesta oração supliquemos a Deus que nos dê sabedoria para resistir ao pecado e chegar à vida eterna.

Segunda leitura – Gênesis 22,1-18. O sacrifício de Isaac. Deus parece contradizer-Se duplamente: requer o sacrifício de um filho, sacrifício que outras passagens Bíblicas condena (Levítico 18,21; 20,2-5; Deuteronômio 12,31; 18,10; Jeremias 7,31; 32,35; Ezequiel 16,20-21 20,31;23,39). A conclusão do texto confirma que Deus rejeita o sacrifício dos filhos, praticados também em Israel (cf. 2Reis 16,3; 17,17; 21,6), mas repetidamente condenados.
A segunda leitura marca a continuidade da Páscoa com o acontecimento da Aliança e promessa. Em ambos os sacrifícios – de Abraão (Isaac) e de Jesus –, destacam-se a confiança e o abandono em Deus, em cujas mãos é colocada a vida. Tanto Abraão como Isaac prefiguram Jesus: Abraão, porque, em sua fé, estava disposto a sacrificar seu filho – Jesus entregou-se a si mesmo para salvar a todos; Isaac, como Jesus, é o filho único,cuja vida foi oferecida e recuperada pelo Pai.

Salmo responsorial 15(16), 5.8-11. Confiança em Deus. O salmista exprime uma profunda confiança em Deus: a minha herança, diz ele, não é um pedaço da terra, mas o próprio “Senhor”; confiando a Ele “o meu destino” (versículo 5), asseguro a minha imortalidade (versículos 10-11a: um dos raros textos do Primeiro Testamento sobre este tema.

Oração. Contempla a promessa a Abraão. Pelo Mistério Pascal, tornou Abraão pai de todos os povos. Somos testemunhas da fidelidade do Senhor, quando na oração dizemos: “Ó Deus de bondade, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa, derramai sobre eles a graça da filiação…”.

Terceira leitura – Êxodo 14,15-15,1. Passagem do Mar Vermelho. A narração segue duas linhas: uma contém a relação ordem / execução, que repete duas vezes (14,15-18.21 e 14,26-27), a outra diz a respeito da presença do anjo e da coluna de nuvem e fogo (14,19-20.22.25). No final as duas linhas fundem-se juntam-se numa experiência inesquecível, de sinal oposto para os oprimidos e os opressores: estes perecem todos no meio do mar, tanto que “nem um só escapou” (14,28); pelo contrário, Israel caminha entre duas muralhas de água (14,29) e chega à libertação (14,30-31). Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto.

A libertação acontecida na travessia do Mar Vermelho, contada na terceira leitura, é prenúncio do batismo, passagem do pecado e da morte para a vida de filhos de Deus. As mesmas maravilhas operadas para a salvação e fundação de um único povo são agora operadas para a salvação de todos os povos pela água do batismo, fundando o novo Povo de Deus. É por graça de Deus que temos vida e liberdade.

Salmo responsorial Êxodo 15,1-6.17-18. Cântico de vitória. A experiência da salvação narrada no texto da leitura, torna-se o “porque”(versículo 1) do louvor ao Senhor, visto como Deus de família, “força”e “proteção” (versículos 2.3.18) que mostrou o Seu poder ao abater o inimigo e ao fazer entrar o seu Povo na Terra Prometida (versículos 6-7.17). O “Cântido de Moisés” será o cântico dos libertados por excelência (cf. Apocalipse 15,3ss).

Oração. A liturgia propõe duas orações em que as águas do Mar Vermelho estão ligadas às águas do Batismo. A primeira acena a uma dupla passagem: dos “antigos prodígios”para “hoje”, e do particular para o universal: “Vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas maravilhas. Manifestastes outrora o vosso poder, libertando um só povo […] realizais agora a salvação de todas as nações, fazendo-as renascer nas águas do Batismo”. Maravilhas que se renovam em nossos dias especialmente na celebração litúrgica e na caridade fraterna. A segunda identifica dois símbolos: “O Mar Vermelho é a imagem da fonte batismal e o povo libertado da escravidão é símbolo do povo cristão”. Contemplamos o Batismo como de regeneração.

Quarta leitura – Isaías 54,5-14. Renovação das núpcias de Deus com Israel. O texto descreve a volta dos israelitas da Babilônia para Jerusalém. O profeta utiliza duas imagens: a imagem de casamento na primeira parte (versículos 5-10), a memória arquitetônica na segunda (versículos 11-14). O tema nupcial é desenvolvido em outras passagens da Bíblia, sobretudo em Oséias. Com misericórdia eterna, eu, o teu Senhor, compadeci-me de ti.

Ao povo de Deus no exílio, o profeta Isaias anuncia uma nova Aliança, alicerçada no perdão, fruto da eterna misericórdia de Deus, que acolhe e reúne seus filhos dispersos por toda a terra. No batismo, a Igreja, esposa de Cristo, abre seus braços para acolher os novos filhos renascidos pela água e pelo Espírito.

Salmo responsorial 29(30), 2.4-6.11-13. O Salmo é uma ação de graças pela salvação de Deus. A volta à Palestina do exílio na Babilônia é comentado pelo Salmo 29/30 com várias imagens que exprimem uma passagem vital: da doença para a cura (versículo 3), do túmulo para a vida (versículo 4), do pranto para o júbilo (versículo 12), da “ira de Deus que dura apenas um momento” para a Sua bondade que “dura a vida inteira”(versículo 6; cf. Isaias 54,7-8).

Oração. Ligando-se ao título “Deus de toda a terra” da leitura (cf. Isaias 54,5), a oração tem por horizonte a Humanidade inteira: “Deus eterno e todo-poderoso, para a glória do vosso nome, multiplicai a posteridade que prometestes aos nossos pais…”. Refere-se aos filhos da promessa. Contempla o Batismo e plenitude da Aliança. Para a glória do nome de Deus o Batismo nos torna filhos adotivos de Deus, isto é, escolhidos. Que a Igreja reconheça que se realizou em grande parte a promessa a nossos antepassados que sempre acreditaram.

Quinta leitura – Isaías 55,1-11. Narra o banquete messiânico. Vinde a mim, ouvi e tereis vida: farei convosco uma Aliança eterna. A volta do exílio da Babilônia foi um momento determinante para a existência de Israel como povo, que se deve atribuir exclusivamente à iniciativa do Senhor. Para exprimir esta verdade, o profeta recorre à imagem de um mercado que se pode ir buscar gratuitamente (versículos 1-2). A única condição necessária é assumir uma atitude sábia indicada por vários verbos, que se resumem em “converter-se, que em hebraico significa “regressar”. O profeta joga muito com esse verbo: os israelitas devem “regressar ao Senhor” (versículo 7) se querem “regressar” à sua terra (versículos 1-2) segundo a Palavra de Deus, sempre eficaz: com efeito “não volta sem ter produzido o seu efeito” (versículo 11), como a chuva e a neve “não voltam para lá sem terem regado a terra” (versículo 10).

Ao seu povo, exilado e disperso, Deus oferece uma nova Aliança. Mas exige livre adesão, expressa no retorno. Em Jesus, este mesmo chamado à salvação é estendido a todos os povos, nações e culturas.

Salmo responsorial Isaías 12,2-6: É um cântico de ação de graças pelas maravilhas de Deus. O cântico de Isaias recorda o cântico de Moisés: o regresso da Babilônia é comparado à saída do Egito, o segundo êxodo. Ambos convidam ao louvor, motivado pela libertação: “O Senhor é a minha força e meu louvor; Ele é a minha salvação (versículos 2; cf. Êxodo 15,2).

Oração. Deus é a única esperança do mundo anunciado pelos profetas. Junta alguns temas da leitura, atualizados “hoje” no Mistério Pascal; a sede de salvação, os caminhos de Deus, a Sua gratuidade e a promessa profética, sobre os quais se apóia a nossa esperança. Diz a oração: “Deus eterno e todo-poderoso, única esperança do mundo…” A oração mostra os cumprimentos das profecias em Cristo e o progresso no caminho do bem. Peçamos nesta oração que Deus aumente o fervor do povo cristão porque sem a graça de Deus não conseguimos progredir na virtude.

Sexta leitura – Baruc 3,9-15.32-4,4: Marcha para o esplendor do Senhor. Israel deve voltar à fonte da sabedoria que é Deus. A leitura é extraída de um poema dedicado à sabedoria (cf. Baruc 3,9—4,4), identificada com o “livro dos mandamentos de Deus”, ou seja, com a Torá, a “Lei” (4,1; Deuteronômio 4,5-8 e Eclesiástico 24,22-24). O texto diz respeito à causa do exílio e ao caminho do regresso. Baruc escreve na Babilônia, onde está uma assembléia de exilados (cf. Baruc 1,1.3-4) e coloca a pergunta crucial: “que se passa Israel? Como é que te encontras em terra inimiga?” (Baruc 3,10; cf. 2Reis 17,7-23). O motivo é que Israel abandonou a fonte da Sabedoria!” (Baruc 3,12; cf. Eclesiástico 1,1; Job 28,12-28). A leitura exprime a sabedoria como “prudência”, “inteligência”, e “luz” (Baruc 3,9.14;4,2) encerra em si mesma “os mandamentos da vida” (Baruc 3,9), indica “o caminho de Deus” (Baruc 3,13), revela “o que agrada a Deus” (Baruc 4,4), identifica-se com a Bíblia, com “o livro dos mandamentos de Deus”, com a “Lei” (Baruc 4,1).

A sexta leitura é um elogio à sabedoria. Ao identificar tal sabedoria com a lei mosaica, convida a viver segundo o ensinamento da Lei para encontrar a paz. No Novo Testamento, Jesus é apresentado como revelador da sabedoria.

Salmo responsorial 18b/19,8.9.10.11. Alegria na Lei do Senhor. Como todos os hinos, o Salmo 18 apresenta dois motivos de louvor: a beleza da Criação (versículos 2-7) e a história da Salvação (versículos 8-11). Ambos os elementos estão presentes também no Livro de Baruc: a Criação (cf. Baruc 3,32-35) e a revelação histórica do que “agrada a Deus” (cf. Baruc 4,1-4) a liturgia escolheu assim a segunda parte do Salmo 18 como comentário da segunda parte da sexta leitura. A Lei de Deus é indicada por cinco sinônimos (“Testemunho”, “ordens”, “mandamentos”, “temor”, “juízos do Senhor”) e qualificada por uma série de predicados que dizem aquilo que a Sabedoria é em si mesma e o que nos faz (cf. por exemplo, o versículo 8. “É perfeita, ela reconforta a alma”), culminando nos símbolos daquilo que é mais precioso e doce: ouro e mel (versículo 11) e que ainda assim permanece inferior aos juízos do Senhor”.

Oração. A vocação batismal como permanência junto à fonte da Sabedoria. Esta oração liga-se claramente com a leitura: durante o exílio, Israel sente-se “em terra estrangeira” (Baruc, 4,3); o Batismo forma, ao contrário, um povo que “recebe os seus cidadãos de todos os povos” (Lumem Gentium 13) e não se sente estrangeiro em nenhuma parte do mundo. Pode-se dizer que o Mistério Pascal dá origem a um tipo particular de globalização: “Senhor nosso Deus, que fazeis crescer continuamente a vossa Igreja chamando para ela todos os povos, ao evangelho, guardai sob a vossa contínua proteção os que purificais na água do Batismo”.

Sétima leitura – Ezequiel 36,16-17 a. 18-28. Dispersão, reunião e purificação de Israel; o coração novo. Derramarei sobre vós uma água pura e dar-vos-ei um coração novo. O exílio é um castigo para o povo do Senhor (versículo 20), mas também uma desonra para o Senhor deste povo escolhido (versículos 22-23). Deus chama o seu povo para voltar: “Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países e vos conduzirei para a vossa terra” (versículo 24). O regresso é a grande ressurreição prometida por outra profecia de Ezequiel: “Vou abrir os vossos túmulos, ó meu povo, e vos levarei para a terra de Israel” (Ezequiel 37,12). E para que não seja somente um acontecimento exterior, uma volta à Palestina, Deus renova os israelitas por dentro. Tira-lhes os pecados mediante uma conversão interior indicada pelo simbolismo da “água pura” e dá-lhes um “coração novo” e um “espírito novo” (Ezequiel 11,19-20; 18,31; Salmo 50,9.12-13; Isaias 44,3), que os coloca em condições de observar a Lei de Deus (versículo 27). A Aliança é agora colocada em prática com base na dádiva do “coração novo”. De fato a Aliança será realizada no Pentecostes (Atos 2; 2Coríntios 6,16) e definitivamente na Jerusalém celeste (Apocalipse 21,3).

No Êxodo, o socorro foi oferecido por Deus a um povo oprimido. Agora, Ezequiel anuncia-o a um povo rebelde. A esse povo é oferecida a salvação, não mais como mudança de classe social (de escravo a ser humano livre), mas como mudança de coração e de mentalidade. Essa renovação anunciada pelo profeta Ezequiel é obra de Deus em Cristo por meio do batismo. Renovar o coração e o espírito é viver e agir em conformidade com Deus.

Salmo responsorial 41(42), 3.5; 42(43), 3-4. Como o cerco procura a fonte, o ser humano tem sede de Deus e deseja o Deus vivo. O regresso à Terra Santa é intensamente desejado pelo orante, como o sedento deseja a água. Entre os exilados um sacerdote recorda com saudade quando prestava serviço no “altar de Deus entre as vozes de alegria da multidão em festa” (cf. 41,5) e deseja regressar à “montanha santa”, a Jerusalém 43,2), onde tudo fala de “Deus” (palavra que ocorre oito vezes nos quatro versículos do Salmo).

Oração. O velho se torna novo. A liturgia propõe duas orações que apelam ao amor misericordioso de deus, o Único que torna possível a “obra” de renovação, de que é figura o regresso de Israel do exílio. Na primeira oração, suplicamos a Deus que olhe com bondade para o mistério de toda a Igreja e conduz pelos caminhos da paz a obra da salvação para que o caído se levante, velho se torna novo. Para Deus nada é impossível Ele é o princípio de todas as coisas.

Hino de louvor. O Hino de Louvor, na versão original e mais antiga, é um hino cristológico, isto é, voltado para Cristo, que exprime o significado do amor do Pai agindo no Filho. O louvor, o bendito, a glória e a adoração ao Pai (primeira parte do Hino de Louvor) se desdobram no trabalho do Filho Único: tirar o pecado do mundo, exprimindo e imprimindo na história humana a compaixão do Pai. Lembremo-nos: o Hino de Louvor não se confunde com a “doxologia menor” (Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo). O Hino de Louvor encontra-se no Missal Romano em prosa ou nas publicações da CNBB versificado numa versão que facilita o canto da assembléia.

Oração. Rezemos confiantes para que o Deus da luz que ilumina esta noite santa da Páscoa, desperte na Igreja o espírito da adoção filial, que nos foi dado no Batismo. Renovados pela nossa consagração batismal, somos chamados a servir a Deus e aos irmãos de coração sincero.

Oitava leitura – Romanos 6,3-11. Batismo: morrer e ressuscitar com Cristo; o Homem Novo. Uma vez para sempre, Cristo morreu e ressuscito e ressuscitados dos mortos não morre mais. Nesta realidade somos integrados pelo Batismo. Entre as leituras do Primeiro Testamento e a Carta aos Romanos está colocado o acontecimento que diz respeito a Jesus de Nazaré: o Domingo de Ramos e Sexta-Feira Santa contaram a sua Paixão; o Exulte da Vigília Pascal anunciou a sua ressurreição. O Batismo faz a ponte entre a Páscoa e nós: “Pelo mistério pascal, fomos sepultados com Cristo no Batismo” (introdução à renovação das promessas do Batismo), é a porta através da qual entramos na Igreja e somos incorporados em Cristo (“Por este rito sagrado é representado e realizada a união com a morte e ressurreição de Cristo”: Lumem Gentium 7). O capítulo 6 da Carta aos Romanos contém a reflexão fundamental do Novo Testamento sobre o sacramento do Batismo.

Na Carta aos Romanos, Paulo apresenta o batismo como o momento em que a Páscoa de Jesus se faz nossa e exige de nós uma conduta pascal. Pode um cristão permanecer numa vida de pecado? Não! Morto para o pecado pelo batismo, o cristão deve esforçar-se para viver de tal forma que o pecado não tenha mais domínio sobre ele.

Salmo responsorial 117/118, 1-2.16ab-17.22-23. “Aleluia, a destra do Senhor levantou-me…”. Um personagem importante guia o “cortejo” embelezado “com ramagens frondosas” (salmo 117/118,27 e convida todos à ação de graças por ter superado um perigo mortal: “Não morrerei, mas ao contrário viverei” (versículo 17). O salmista orante é testemunha de uma reviravolta que considera “obra do Senhor”, do Seu poder (versículos 22-23: cf. a mão “direita” versículo 16a). Fez a experiência de um “prodígio” que lhe abre os “olhos” para a contemplação das muitas “maravilhas” (versículo 16b) da misericórdia divina (cf. versículos 1-2).

Evangelho – Marcos 16,1-7. Para Marcos, as mulheres não são duas (como em Mateus 28,1), mas três: além de “Maria Madalena” e de “Maria, mãe de Tiago” e de José, está presente também “Salomé”, provavelmente “a mãe dos filhos de Zebedeu” (versículo 1; cf. Marcos 15,40; Mateus 27,56). Só segundo Marcos as mulheres se interrogam sobre a pedra “muito grande” colocada na entrada do túmulo (versículo 3; cf. versículo 4) e, outra característica específica deste Evangelho, “ficaram assustadas” (versículo 5). Um “jovem” misterioso convida-as a superar o temor (versículo 6), mas inutilmente: as mulheres “saíram do túmulo correndo e não disseram nada a ninguém porque estavam com medo” (versículo 8). Só Marcos, finalmente, nomeia explicitamente Pedro como destinatário do anúncio pascal (versículo 7); o evangelista reserva uma particular atenção a Pedro também em outros lugares (cf. Marcos 1,36; 14,37).

“Embalsamar Jesus” (versículo 1). Não se trata precisamente de mumificar o corpo (na Bíblia fala-se disso apenas a respeito de Jacó e José do Egito: cf. Gênesis 50,2-3.26), mas de ungir o corpo. O verbo “embalsamar” porém diz com mais força quanto as mulheres estavam longe de imaginar o que irão ver. A própria unção está comprometida pela “pedra muito grande” colocada para tapar o sepulcro (cf. versículo 3). Também esta finalidade, para elas insuperável, tornará maior a surpresa delas.

Ressuscitou (versículo 6). O anjo, na aparência de “um jovem” “com uma túnica branca”, só com a sua presença faz que as mulheres “fiquem assustadas” (versículo 5): é o resultado do impacto com uma realidade celeste. O centro do seu anúncio é que “Jesus de Nazaré, o Crucificado, ressuscitou” (versículo 6a). Os olhos porém parece fixar-se no túmulo vazio: “Vede o lugar onde o puseram” (versículo 6b), e portanto fácil de verificar, mais do que a Ressurreição que o explica, a qual é só objeto de fé. A atenção sobre a Ressurreição é expressa pelo anjo mediante o anúncio das aparições na Galiléia: “Lá vós o vereis” (versículo 7).

O evangelista Marcos anuncia aquela que será a proclamação central da fé cristã: ressuscitou! Marcos não explica como aconteceu, apenas proclama. É o “novo dia”, o dia da alegria. A alegria que experimentamos no encontro com o Ressuscitado é também a fonte de nossa missão, que nos leva a anunciá-la aos nossos irmãos.

3. DA PALAVRA CELEBRADA AO COTIDIANO DA VIDA

Do poema da Criação podemos concluir a responsabilidade de todos nós para com a preservação da vida, da natureza: tudo está a nosso serviço, mas, apesar de podermos “dominar” não somos donos de nada, tudo pertence ao Pai celeste. A ordem de Deus: “Crescei e multiplicai-vos” leva-nos a pensar nas gerações futuras: que mundo deixaremos para elas?

Nesta celebração estão presentes, simbolicamente, os principais elementos que tornam possível a vida no planeta: o fogo, com sua luz e seu calor; a água, com sua vitalidade; o ar ou o vento, com sua força vivificante e a terra, com a fecundidade de seus frutos. Tudo isso se coloca nesta noite em vigília, na expectativa da feliz ressurreição. Como nos lembra o lema da campanha da fraternidade: “a criação geme como em dores de parto, esperando o dia feliz da manifestação da glória dos filhos de Deus” (cf. Romanos 8,22 e 21b). Mais do que todas as outras criaturas, nós, seres humanos somos chamados a essa atitude vigilante pela vitória da vida, da luz sobre as trevas. Vigilância que significa um incansável esforço pela preservação da natureza e da vida no planeta que é a “casa comum” de todos os seres humanos e das demais coisas. A Ressurreição de Jesus é o penhor da renovação do universo e do planeta.

Se realmente prestarmos atenção aos quatro grandes momentos desta grande Vigília, com seus símbolos, e compreendermos seu significado para a nossa vida, então seremos capazes de levar para nosso cotidiano a força e a alegria da Páscoa que hoje celebramos. Vejamos:

A Liturgia da Luz, com o fogo, o Círio Pascal e nossas velas nele acesas nos dizem que, pelo Batismo, ressuscitamos com Cristo, passamos das trevas à luz, vencemos o pecado e a morte, somos novas criaturas. Portanto, testemunhemos isso no mundo, vivendo como ressuscitados, como filhos da luz, filhos do dia, iluminados por Cristo, na esperança do grande Dia Final, parta o qual nos colocamos em vigília.

A Liturgia da Palavra, com suas leituras bíblicas que nos remetem ao projeto salvífico de Deus na história, culminando no último e definitivo evento de salvação que é a Ressurreição de Jesus Cristo, nos diz que, pelo Batismo, acolhemos a semente da Palavra de Deus. Por isso, vamos testemunhá-la na fidelidade de uma vida nova, comprometendo-nos com o Reino.

A Liturgia Batismal, com a água aspergida sobre nós, a renúncia ao mal, a profissão de fé e a ladainha dos Santos nos dizem que, pelo Batismo, fomos sepultados na morte com Cristo e com Ele renascemos para a vida nova, formando o novo povo de Deus. Por isso, vamos dar o nosso testemunho de fraternidade, de solidariedade, de amor e serviço, como cidadãos do Céu.

A Liturgia Eucarística, com o memorial da Última Ceia, na qual Cristo antecipa e celebra no pão e no vinho entregues e partilhados sua Morte e Ressurreição, sua Páscoa, nos diz que, pelo Batismo, somos chamados também a doar a nossa vida como outros cristos, em favor da salvação do mundo. Vamos, pois, transformando-nos cada vez mais naquele que comungamos, promovendo a partilha, a comunhão na vida de todos, até que Cristo venha e realize a plena Ressurreição.

4- A PALAVRA DE FAZ CELEBRAÇÃO

É preciso receber o anúncio da salvação

A Vigília Pascal na Noite santa para ser bem compreendida precisa, entretanto, ser iluminada pela luz do Batismo. Tudo concorre para iniciação cristã: rito da luz, da Palavra, do Batismo e da Eucaristia. De fato, é conveniente e desejável, que os candidatos à vida cristã (catecúmenos), sejam iniciados nesta Noite Santa, nesta celebração chamada de “Mãe de todas as Vigílias” (Santo Agostinho).

O percurso celebrativo coincide com o percurso da vida cristã: Luz, Palavra, Batismo e Crisma, Eucaristia. Todo aquele que se inicia na vida de comunhão com Cristo faz esse itinerário: é tirado das trevas ao encontrar o Cristo, luz do mundo (Liturgia da Luz); recebe o anúncio da salvação (Liturgia da Palavra); toma parte na mesa do Reino onde é nutrido com a vida do próprio Cristo Ressuscitado (Liturgia Eucarística).

Noite mil vezes feliz

Celebrar a Vigília Pascal a cada ano tem, pois, significado de refontalização da “nossa vocação” de seguidores de Cristo: sua Luz orienta nossos passos, seu Ensino clareia nossas mentes, seu Batismo purifica nossa vida, sua Unção espiritual nos qualifica para o culto verdadeiro, sua Ação de Graças realiza a comunhão de amor com Deus. Nesta liturgia, é o próprio Deus quem desfaz o caminho tortuoso e infiel do ser humano que perdeu a comunhão com Deus, por sua infidelidade foi desfigurado pelo pecado e incapacitado de ouvir a voz do Senhor, embrenhou-se nas densas trevas da morte. Não por acaso, o canto de proclamação da Páscoa (Exulte) inicia sua vitória cantando “Noite mil vezes feliz!”.

5- LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO EUCARÍSTICA

Na celebração litúrgica realizamos o mandamento que recebemos do Senhor para fazer memória dele: Fazei isto em memória de mim. Não se trata apenas de uma recordação do passado, mas de uma verdadeira memória, de uma experiência de vida nova com Jesus. Jesus está vivo pela força de Deus. Cada vez que partilhamos o pão e o vinho como irmãos, começa de novo para nós a vida que ele vive e que quer nos oferecer para sempre. Proclamemos, pois, cheios de alegria, com o coração repleto de esperança, que Jesus, o vencedor da morte, nos convida também a passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para a vida, como cantavam os israelitas ao celebrar a Páscoa.

Que esta Eucaristia pascal nos fortaleça em nossa caminhada e nos conserve sempre unidos no amor com quer Cristo nos amou para anunciarmos o seu Evangelho, a sua pessoa, vida, morte e ressurreição. Queremos realizar e celebrar o encontro pessoal com Ele nesta celebração comunitária. Queremos segui-Lo e ajudar as pessoas a se encontrarem com Ele.

7- ORIENTAÇÕES GERAIS

1. É indispensável a leitura da celebração (rubricas e indicações) no Missal Romano. A complexidade da celebração exigirá uma equipe grande, atenta e coordenada para o trabalho da Vigília Pascal.

2. É aconselhável que alguém fique responsável por apagar e acender as luzes da igreja, antes e depois da procissão com o círio e as velas.

3. Preparem a fogueira num lugar em que todos possam ver e ouvir com facilidade, e em que o fogo não possa prejudicar árvores, fios elétricos etc. Nos locais em que não for possível fazer a fogueira ao ar livre, faça-se um fogo pequeno, em um recipiente, dentro da igreja.

4. Preparar com antecedência os objetos sagrados necessários, preparar o espaço celebrativo (local da fogueira, igreja, lugar para os ministros, ornamentação, pão e vinho para a comunhão, caldeira para aspersão da assembléia, velas para o povo, Círio Pascal, pia batismal enfeitada, óleos dos catecúmenos e do crisma em caso de haver iniciação cristã). Havendo adultos para receber os sacramentos.

5. Se houver pessoas adultas a serem iniciadas, convém estudar o Rito da Iniciação Cristã de Adultos (RICA). Neste caso, segundo orientação dos documentos do magistério, os três sacramentos sejam administrados: Batismo, Crisma e Eucaristia (nesta ordem). O Direito da Igreja autoriza que o padre administre o sacramento do Crisma nesta noite. Prepare-se o RICA, além dos óleos, lugares para os catecúmenos, padrinhos introdutores e familiares. Sobretudo, neste caso, a presença do presidente da celebração na preparação é fundamental.

6. A cor das vestes litúrgicas é o branco, a cor da ressurreição, da transfiguração e da glória. (Aliás, diga-se de passagem, que a veste branca no batismo está relacionada com a ressurreição e não tanto com pureza). Além do branco, são bem-vindas vestes douradas, coloridas, festivas, de acordo com a cultura da comunidade.

7. É importante não antecipar o horário da celebração, para não perder o seu caráter de vigília, “Toda a Vigília seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora do domingo” (Missal Romano). Não se trata de uma disposição legal, mas de um convite para se respeitar o profundo simbolismo da passagem das “trevas para a luz”.

8. Façam da Páscoa uma verdadeira festa de libertação e festa da esperança: somos, em geral, tão inventivos e criativos, tão desinibidos e alegres quando se trata de organizar um carnaval, a festa do padroeiro e outras comemorações; e ficamos acanhados e sérios demais quando se trata de uma celebração litúrgica. O nosso Deus não merece maior alegria e espontaneidade? Vamos pôr em prática o que nos dizem os salmos da Bíblia: “Povos todos, batam palmas, aclamem a Deus com brados de alegria!

9. Tanto o sentido teológico da Páscoa, como nova criação em Cristo, como o uso de elementos cósmicos como fogo, luz, água…, convidam-nos a ressaltar a dimensão ecológica desta Vigília.

10. Os acólitos deverão contar com ajudantes, pois há muita coisa para se preparar: na sacristia, as vestes litúrgicas; fora da igreja, todo o material necessário para a fogueira; o círio pascal; estilete ou canivete; cinco grãos de incenso; velas para os ministros; eventualmente também velas para a assembléia; caldeirinha com água benta; incensório (apagado) e incenso; pegador de brasas; cruz de procissão; no presbitério, pedestal para o círio pascal (com enfeite de flores, por exemplo); altar com toalha; castiçais com velas apagadas; pia batismal com água (se a pia batismal não estiver no presbitério, colocar mesinha e bacia com água); toalha para enxugar as mãos; caldeirinha para a água benta (vazia); algo para lavar as mãos de quem segura o círio, e todos os objetos necessários para a liturgia eucarística, como de costume (pão sem fermento? Vinho para todos?).

11. Para as celebrações sem a presença de padre, Ofício Divino das Comunidades, pp. 559-565.

12. Os cantos sejam preparados com antecedência, prevendo ensaios. O Hinário Litúrgico II da CNBB possui ótimas sugestões. As melodias estão gravadas no CD: Tríduo Pascal II.

13. No Oriente é Páscoa e primavera, para nós é Páscoa e outono. Colocar perto da Cruz processional, uma bandeja com frutas bonitas da nossa região.

8. MÚSICA RITUAL

Procissão

O diácono (ou, na falta dele, o sacerdote) toma o Círio Pascal e o ergue por algum tempo, cantando:

1. A luz de Cristo! CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 1.

Demos graças a Deus!

À porta da Igreja, o diácono pára e, erguendo o Círio canta de novo:

Todos acendem suas velas no Círio Pascal e entram na Igreja. O diácono, ao chegar diante do Altar, voltando-se para o povo e canta pela terceira vez.

2. Proclamação da Páscoa. “Exulte de alegria…” CD Tríduo Pascal II, melodia da faixa, 2.

3. Salmo responsorial 103/104 – Louvor do Criador. “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai”; Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 57 ou a versão da pag. 102.

4. Salmo responsorial 15/16 – Confiança em Deus. “Guardai-me ó Deus, porque em vós me refugio!”, Hinário Litúrgico da CNBB, pag. 20 ou a versão da pag. 103.
5. Salmo responsorial Êxodo 15 – Cântico de vitória. “Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória”; Lecionário Dominical ou versão do Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 104.

6. Salmo responsorial 29/30 – Ação de graças pela salvação. “Eu vos exalto, ó Senhor, porque me livrastes”; Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 33, ou a versão da pag. 105.

7. Salmo responsorial Isaias 12. Canto de ação de graças. “Com alegria bebereis do manancial da salvação”; Lecionário Dominical ou a versão do Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 106.

8. Salmo responsorial 18b/19. Alegria na Lei do Senhor. “Senhor, tens palavras de vida eterna”; Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 22 ou a versão da pag. 107.

9. Salmo responsorial 41/42. Como a corsa procura a fonte. “A minh’alma tem sede de Deus”; Lecionário ou a versão do Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 108.

10. Hino de louvor. “Glória a Deus nas alturas…” Vejam o CD Tríduo Pascal I e II e também no CD Festas Litúrgicas, Partes fixas do Ordinário da Missa do Hinário Litúrgico III da CNBB e também a versão da CNBB musicado por Irmã Miria e outros compositores.

11. Salmo responsorial 117/118 – Aclamação ao Evangelho. “Aleluia, Rendei graças”, CD Tríduo pascal II, melodia da faixa 7.

12. Canto para acompanhar a aspersão. “Banhados em Cristo, somos uma nova criatura”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 11; “Vi a água saindo do templo…, ou: “Eu vi, eu vi…” Hinário Litúrgico III da CNBB, pag. 8).

13. Canto de apresentação dos dons: O canto de apresentação das oferendas, conforme orientamos em outras ocasiões, não necessita versar sobre pão e vinho. Seu tema é o mistério que se celebra acontecendo na fraternidade da Igreja reunida em oração na Vigília Pascal. Não resta dúvida de que o canto mais apropriado para esta ação ritual seja este: “Bendito sejas,…”, CD: Tríduo Pasça II, melodia da faixa 13.

14. Canto de comunhão: “Mal começava o domingo…”, CD: Tríduo Pascal II, melodia da faixa 14; “Celebremos nossa Páscoa…”, CD Tríduo Pascal II, melodia da faixa 15; “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”, Hinário Litúrgico II da CNBB, pag. 81.

O canto de comunhão deve retomar o sentido do Evangelho desta noite santa. Esta é a sua função ministerial. Na realidade, aquilo que se proclama no Evangelho nos é dado na Eucaristia, ou seja: é o Evangelho que nos dá o “tom” com o qual o Cristo se dirige a nós em cada celebração eucarística reforçando estes conteúdos bíblico-litúrgicos, garantindo ainda mais a unidade entre a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia. Isto significa que comungar o corpo e sangue de Cristo é compromisso com o Evangelho proclamado. Portanto, o mesmo Senhor que nos falou no Evangelho, nós o comungamos no pão e no vinho.

9- O ESPAÇO DA CELEBRAÇÃO

1. Deve estar bonito e enfeitado com flores, manifestando a alegria da ressurreição. Preparar de forma festiva o ambiente, dando destaque ao Círio Pascal e à pia batismal, com flores e a cor branca ou dourado nas vestes litúrgicas e toalhas. Ornamentar com flores, mas sem exageros, para não transformar o espaço celebrativo numa floresta, para não roubar a cena do Altar e da Mesa da Palavra.

2. É muito significativo colocar, próximo ao Círio Pascal, as faixas jogadas ao chão e o véu dobrado. Isso nos ajuda a entender o túmulo vazio, sinais de Ressurreição.

10- AÇÃO RITUAL

Rito da luz

1. Esta liturgia deve falar por si mesma. Com sensibilidade artística, se deve representar o Mistério da nova luz que surge nas travas: Cristo que venceu a morte e o pecado. Os fiéis se unem a este Mistério, acendendo uma vela na luz do Círio Pascal, quando se sua entrada triunfal na Igreja: é a participação da vida ressuscitada do Senhor.

2. Fora da igreja, no clarão da lua cheia: acendimento da fogueira; sentido da vigília; bênção do fogo (preparação do Círio Pascal); acendimento do círio com o fogo novo: A luz do Cristo que ressuscita resplandecente, dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente!

3. Para o rito da luz, prepare-se o Círio, os grãos de incenso a serem nele fixados, a fogueira em local fora da Igreja, velas para o povo, caldeira com água benta, turíbulo com brasa e incenso.

4. Estando todos reunidos, o animador (a) da celebração convoca toda a criação para a festa: sol e luz, a lua, aves, répteis, árvores, montanhas, ar e água… Tudo deve ser nominado e chamado por todos: “vem para a festa”. O sentido dessa convocação é a recriação do universo com a ressurreição de Jesus que alcança o todo criado.

5. É importante antes de acenderem as velas dos fiéis uma breve introdução no seguinte sentido:

Irmãos e irmãs, porque nosso Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo, nós somos chamados também a ser luz e viver na luz. Para significar isso, vamos acender nossas velas na luz do Círio Pascal.

6. Procissão com o círio aceso para dentro da igreja, acompanhado de turíbulo ou incensório de cerâmica aceso; fazem-se três paradas para apresentar o círio (erguido), cantando-se a cada vez: (Presidente:) Eis a luz de Cristo! (Povo:) Demos graças a Deus! Aos poucos, o povo vai acendendo suas velas no círio; no final, acendem-se todas as luzes da igreja.

7. Cuide-se para que a procissão seja feita de forma ordenada, tendo sempre o Círio Pascal à frente. É a luz de Cristo que rasga o véu da noite, símbolo da morte que foi iluminada com sua ressurreição. Nós acompanhamos os passos do Ressuscitado, por isso todos vão atrás do Círio com as velas apagadas

8. Incensação do livro e do Círio e proclamação solene da Páscoa, pelo diácono (ou um cantor ou cantora), da estante da Palavra: Exulte de alegria, dos anjos a multidão… (melodia gregoriana no Missal Romano; melodia brasileira no Hinário Litúrgico II da CNBB, pp. 143-144; Ofício Divino das Comunidades, pp. 559ss). (Todos continuam com as velas acesas durante a proclamação.)

9. De preferência, o Exulte deve ser cantado. Depois de cada estrofe, faça-se uma aclamação cantada por todo o povo, como por exemplo: Bendito seja o Cristo Senhor, que é do Pai imortal esplendor, DS2, pp. 385ss, ou Ô, ô, ô, bendito o Cristo Senhor! Ô, ô, ô, ele é do Pai esplendor!…, DS2, pp. 209-212, ou outros semelhantes.

Rito da Palavra

1. É importante antes de iniciar as leituras bíblicas, o presidente da celebração dirigir estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos e irmãs, após louvar e adorar o Cristo Senhor como luz de nossas vidas, vamos nos alimentar agora com a Palavra de Deus. Vamos lembrar como esta noite santa da Páscoa já estava contida na criação do mundo. Vamos recordar como no Êxodo o Senhor salvou o seu povo do cativeiro e como Jesus Cristo, nosso Salvador enviado do Pai, ressuscitou da morte. Ouvindo estas maravilhas, peçamos ao Senhor que continue conosco esta Páscoa libertadora.

2. Momento de profundo silêncio. As leituras narram a história da salvação através do símbolo da água. Cada leitura é seguida de um salmo e de uma oração. Tomar consciência de que a Liturgia da Palavra é mais longa do que as outras celebrações do Ano Litúrgico, é fundamental. Para isso, providencie-se não somente um número bom de leitores e salmistas, mas também que esses conheçam e proclamem bem as leituras. Ao invés de sair omitindo este ou aquele texto, escolha-se as versões breves que o próprio Lecionário indica quando a leitura bíblica é muito longa.

3. Da mesma forma, prepare-se bem os salmistas, para entoar bem os Salmos Responsoriais que dão vida à Liturgia da Palavra e são excelentes oportunidades para promover a participação ativa da assembléia, evitando o cansaço e dispersão. Melodias simples, que levem em consideração a métrica (acentuação) do texto, seu próprio ritmo que dá significado e sabor aos textos da Escritura é fundamental.

4. Das sete leituras do Antigo Testamento, aconselhamos que proclamem-se todas. Caso não proclame todas as leituras, não deverá faltar a do capítulo 14 do Êxodo, que relata a travessia do Mar Vermelho, símbolo do batismo e de toda a nossa vida como passagem da morte para a vida. É aconselhável que se faça as nove leituras e a homilia bem breve.
5. Depois das leituras do Primeiro Testamento com seus respectivos responsórios e orações, entoa-se o Hino de louvor (glória), com acompanhamento de instrumentos e sinos, vitorioso. Segue a Oração da Missa, que refere à celebração batismal, que tradicionalmente ocorre nesta noite e em função da qual é concebida também a leitura de Romanos 6,3-11, comparando o batismo com uma descida no sepulcro, para daí ressuscitar também com Cristo.

6. Durante o Hino de Louvor “Glória a Deus”, jovens ou crianças trazem os arranjos florais já preparados para enfeitar a Igreja. Neste momento acendem-se as velas do altar e os sinos tocam. Pode-se também queimar incenso diante da mesa da Palavra para simbolizar o louvor e a adoração do povo liberto. Vale a pena retomar a mesma orientação dada para o Hino de Louvor da Quinta-Feira Santa.

7. Um ponto alto da Liturgia da Palavra na Vigília Pascal é o canto solene do aleluia com o Salmo 117(118) e a proclamação do Evangelho da ressurreição. Também ele é cantado como Salmo responsorial no Domingo de Páscoa dos Anos A, B e C. No Ano B, ele é cantado no Domingo de Páscoa, no Segundo Domingo e também no Quarto Domingo que é o “Domingo do Bom Pastor”.

8. O Aleluia que foi omitido desde a Quarta-Feira de Cinzas até aqui, deve ser solene. A comunidade pode realizá-lo da seguinte maneira:

Uma criança, um jovem ou um adulto da comunidade se dirige a quem preside: Padre N…, durante quarenta dias não cantamos o Aleluia. Entoa, para nós este canto de Aleluia e festa. Em seguida o presidente entoa o canto do Aleluia.

9. O Aleluia solene, deve romper como exultação de todo o povo pela ressurreição de Jesus. Se o presidente da celebração se sentir em dificuldade para cantá-lo, peça ajuda a um bom cantor(a) da comunidade. Destaquem-se bem o canto do Aleluia e a Proclamação do Evangelho da ressurreição. Uma possível melodia para a aclamação, encontramos no Salmo 118(117): Rendei graças ao Senhor… Hinário Litúrgico II da CNBB, pp. 66-67, e Ofício divino das Comunidades, pp. 151-154, estr. 1,4,5 e 6; também, Lá vem a barra…, Ofício Divino das Comunidades, p. 561. Um festivo toque de sino certamente realçará nossa alegria!

10. É significativo inserir na liturgia da Palavra (como “leitura” de nossa história, ou durante a homilia) relatos ou testemunhos da “passagem” de Deus em nossa realidade, e de nossos “êxodos” durante a Campanha da Fraternidade deste ano, ou memória das “Páscoas” vividas pela comunidade em sua realidade, desde a Páscoa do ano passado.

11. Na homilia, embora breve, espera-se uma palavra forte, uma palavra de Páscoa para a comunidade.

Rito do Batismo

1. A terceira parte inicia com a Ladainha dos santos (suprimida quando não há batizado nem bênção da água batismal). Segue a bênção da água, na qual é mergulhado o Círio Pascal, simbolizando a descida de Cristo no sepulcro e sua ressurreição, ou seja, o mesmo simbolismo batismal que Paulo desenvolve na leitura que acaba de ser proclamada (Romanos 6,3ss). Segue a administração do batismo e a bênção da água que os fiéis quiserem levar para as suas casas, como uma espécie de extensão do rito batismal. Por fim, renova-se o compromisso batismal, depois do que a liturgia prevê a “solene aspersão dos fiéis” com água benta, cantando-se o tradicional responsório “Vi a Água”.

2. O rito da água, feito exatamente como propõe o Missal Romano, já é suficientemente expressivo. Sugerimos apenas, caso a pia batismal seja muito pequena, que se prepare, antecipadamente, um outro espaço, como um verdadeiro poço ou fonte para a água junto ao Círio Pascal. Isso pode ser feito com uma bela e grande peça de cerâmica, impermeabilizada em seu interior e ornamentada com flores, em lugar de destaque.

3. O centro de nossa atenção agora é a fonte batismal. Onde for possível, deixem a água jorrar, e chamem as pessoas para perto, para que todos possam ver e ouvir. Se houver batizandos, estes estarão bem perto da fonte, juntamente com seus pais (no caso de batismo de crianças) e seus padrinhos e madrinhas. Pais e padrinhos apresentam os batizados à comunidade.

4. A água poderá ser trazida em 7 vasilhas, por 7 jovens vestidos de branco e em ritmo de dança ou pelos próprios catecúmenos. Colocam-se junto a pia batismal, que nesta noite, deverá estar bem destacada e ornamentada. Durante o oração, a cada tipo de água recordada na bênção, derramar a água de uma vasilha na pia batismal.

5. Inicia-se com a invocação dos Santos que poderá ser cantada

6. Neste momento enxergamos o horizonte para o qual o itinerário Quaresmal nos encaminhou. Mesmo que não haja batizados, não se descuide do significado destes ritos para a comunidade dos batizados, cujo ponto alto é a bênção da água e a aspersão da comunidade.

7. No momento de recebermos novos membros na comunidade, invocamos a presença e a intercessão dos santos, cristãos exemplares que nos precederam no seguimento de Jesus. Fazemos isso cantando a ladainha dos Santos. Ficamos de pé, atitude de ressuscitados, por ser Tempo Pascal.

8. Não havendo Batismo, se faz a bênção da água simples para a aspersão e omite-se a Ladainha, conforme orienta o Missal Romano.

9. Na oração sobre a água fazemos memória dos momentos significativos na história da salvação, relacionados com o sinal da água: criação, dilúvio, passagem pelo Mar Vermelho, batismo de Jesus por João no rio Jordão, água saindo do lado aberto de Jesus na cruz, ordem de Jesus a seus discípulos de pregar e batizar;

10. Invocamos a força do Espírito de Deus sobre a água, enquanto se mergulha o círio pascal na fonte batismal, uma ou três vezes, dizendo: Nós vos pedimos, ó Pai, que por vosso Filho, desça sobre esta água a força do Espírito Santo. E o ministro conclui (ainda mantendo o círio na água): E todos os que pelo batismo forem sepultados na morte com Cristo, ressuscitem com ele para a vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo;
11. Para facilitar a participação do povo, podemos criar respostas cantadas durante a oração sobre a água, por exemplo: “Fontes de água viva”, Hinário Litúrgico II da CNBB, p. 229.

12. Após o batismo, seguem os ritos complementares: unção com o Crisma, a veste branca, a vela acesa. Os batizandos adultos são crismados, pelo bispo ou pelo padre que os batizou, logo após saírem da água. O Direito da Igreja autoriza que o padre administre o sacramento do Crisma nesta noite.

13. Para a renovação das promessas do batismo (Renuncio…, Creio…), acendemos novamente as velas.

14. Fazer a aspersão da comunidade com calma e com unção. Em assembléias menores, outro gesto possível, no lugar da aspersão: todas as pessoas vão até a fonte, molham as mãos, e fazem o sinal-da-cruz com a água batismal. Como sugestão de cantos para acompanhar cada um destes dois ritos, citamos, (“Vi a água saindo do templo…, ou: “Eu vi, eu vi…” Hinário Litúrgico III da CNBB, p. 83); ou: Banhados em Cristo somos uma nova criatura. As coisas antigas já se passaram, somos nascidos/as de novo. Aleluia, aleluia, aleluia

Rito da Eucarística

1. A quarta parte, a Liturgia Eucarística, destaca a idéia de Cristo Cordeiro pascal na Oração sobre as Oferendas, no Prefácio I e no Canto de Comunhão. A tipologia batismal desaparece, para dar lugar à idéia sacrifical. Contudo, só há participação no doação sacrifical do Cristo, onde houver a participação da fé, assinalada pelo batismo.

2. É de suma importância manter o clima vibrante, pascal, durante a liturgia eucarística. Por ser a parte mais conhecida do rito da vigília, podemos cair na tentação da rotina! Neste momento é bom não esmorecer no ritmo celebrativo. Quase sempre a Oração Eucarística em celebrações prolongadas é penalizada por causa do tempo. Lembrar que a Vigília Pascal é só uma vez por ano e que a Oração Eucarística é o ponto alto da festa. Pela Liturgia Eucarística, damos graças pela Páscoa do Cristo e participamos da mesa que o Senhor nos preparou com sua morte e Ressurreição.

3. O Prefácio desta Missa se possível poderia ser cantado.

4. A oração eucarística deve ser, de preferência, cantada; cante-se ao menos o prefácio-louvação, o Santo…, a aclamação eucarística, as outras aclamações ao longo da oração eucarística, o amém final. Seria interessante rezar a Oração Eucarística I, ( Canon Romano) oferece uma parte própria para a Páscoa: “Em comunhão com toda a Igreja, celebramos o dia santo (a noite santa) da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo”.

5. Nesta noite seria muito conveniente a comunhão em duas espécies e o uso do pão ázimo no lugar de hóstias como na Quinta-Feira Santa.

6. Pode ser pastoralmente interessante transferir o abraço da paz para o final da celebração, quando todos podem se desejar uma feliz Páscoa e iniciar a confraternização. Ou, ainda entre a liturgia batismal e a liturgia eucarística, enquanto a equipe prepara o altar…

7. Como na Quinta-Feira Santa, espera-se que o rito da fração do pão seja significativo e visto por todos.

8. Após a Vigília, não se recomenda a procissão com o Santíssimo Sacramento. Tal expressão pertence à Solenidade de Corpus Christi e destoa a celebração máxima da Páscoa. Sugerimos que a comunidade prolongue a festa com queima de fogos, refrigerante e salgadinhos, danças e alegria.

Ritos finais

1. Em algumas comunidades faz-se, depois da oração pós-comunhão, uma bênção de flores, que em seguida são distribuídas aos participantes.

2. Benção das flores:

Abençoai, ó Pai, estas flores. Que elas nos lembrem que, pela Ressurreição do Cristo, nossa vida floresce. Fazei que, animados por esta celebração, sejamos mais atentos uns aos outros e mais alegres em trabalhar para que o mundo inteiro se transforme. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

3. No final da despedida, acrescenta-se o “Aleluia”, duas vezes, cantado!

4. Cada família na saída acende uma vela menor na luz do Círio Pascal e a leva para sua casa, na qual a colocará perto da Bíblia e a acenderá nas horas de oração da família, simbolizando a presença de Cristo Ressuscitado.

11- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Senhor Morto é o Ressuscitado. A sua ressurreição derruba toda a sabedoria humana: os valores com que contávamos e em que confiávamos, fica tudo sem valor, é tudo lixo (Filipenses 3,8). Páscoa é procissão, é passagem pelo sofrimento e pela cruz, para a vida e ressurreição, loucura para muitos, escândalo para outros, mas para nós, que cremos é Cristo, a força e sabedoria de Deus (cf. 1Coríntios 1,23-24). Ressuscitou, aleluia! Eis nosso canto, aleluia!

Celebremos nossa Páscoa, na pureza e na verdade, aleluia, aleluia.

O objetivo da Igreja e da nossa equipe diocesana de liturgia é ajudar os padres e as comunidades de nossa diocese e todas aquelas outras comunidades fora de nossa diocese que acessar nosso site celebrar melhor o mistério pascal de Cristo.

Um abraço fraterno a todos
pe. Benedito Mazeti

Pe. Benedito Mazeti

Pe. Benedito Mazeti

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